Notas iniciais
Queria agradecer aos comentários anteriores, bem, obrigada por não nos abandonarem. E também quero avisar que os próximos capítulos serão postados de dois em dois dias, ou seja o próximo será postado no Sábado, depois Segunda e assim vai, em compensação eles serão mais longos, até a Mione voltar para o presente, sem mais delongas, boa leitura :3

Como Snape e Granger esperavam, muitas pessoas não gostaram de vê-los juntos como casal. "Um Sonserino e uma Grifinória juntos? Nunca dará certo." Os comentários eram maldosos, no entanto, os dois não se importavam.

Hermione aproveitou seu período livre para falar com o diretor. Apesar de gostar de estar junto de Severo, ainda tinha a questão da volta para seu tempo. Por sorte encontrou o senhor perto de sua sala.

– Professor Dumbledore, posso falar com o senhor?- pediu nervosa.

– Certamente senhorita. Vamos até meu gabinete.- na sala o homem indicou uma cadeira para a garota e se sentou na sua habitual.- O que deseja srta. Granger?

– Bem...eu... acho que fiz algo errado, professor.- disse baixo.

– E o que seria?- Alvo já tinha ouvido os boatos pelos corredores do envolvimento da Griffana com o menino Snape. Estava contente pelo Sonserino, mas a julgar o nervosismo da garota, aquele relacionamento seria ruim no futuro.

– Diretor, eu não sei como foi acontecer...- Hermione falava rápido se embaralhando com as palavras.- ...e agora não sei o que fazer...- a voz embargada dificultava a compreensão do senhor.

– Senhorita, se acalme.- pediu sereno.- Por sorte, acho que já sei o que se passa, e lamento muito...o que pretende fazer a respeito?

– Achei que pudesse me ajudar.- confessou.- Eu gostaria muito de ficar aqui com Severo, mas preciso voltar.- lamentou fungando.- Eu penso que meu envolvimento com ele pode alterar minha época, já que se lembrará de mim nesses anos que se passarão até nos reencontrarmos...e o Snape do meu tempo é diferente deste que eu conheço...- a mente da garota brigava com o coração. Ambos queriam algo, e a própria Granger estava confusa.

– Senhorita, como já lhe disse uma vez, tudo tem uma solução.- os olhinhos sábios do velho brilharam e este sorriu.- Creio que, encontrei uma saída, srta. Granger.- o homem foi até a estante de livros e retirou um e entregou a Griffana.

– Feitiços de memória?- a menina leu o título.- Vamos apagar a memória dele?- gritou exaltada.

– Duvido que tenha outra forma de não alterar o futuro. Se o menino Snape não se lembrar da senhorita, tudo continuará como se nada tivesse acontecido.- explicou o homem.

– Mas os outros, eles se lembrarão de mim...- argumentou. Ela não queria que o garoto se esquecesse dela, porém, se ele se lembrasse seria um paradoxo temporal grave, talvez Harry não existisse, talvez Ela não existisse.

– Se potencializarmos o feitiço para não só Severo, mas todo o castelo se esquecer da senhorita, tudo ficará bem.- pontuou Alvo ainda maquinando resoluções para aquilo.

– Mas, eu não queria que Severo me esquecesse...- choramingou apertando o livro contra o corpo.

Dumbledore ficou por segundos divagando aqueles empecilhos e uma luz se acendeu clareando suas ideias.

– Senhorita, leia o livro atentamente, e encontre o feitiço para realizarmos.- disse animado levantando-se e abrindo a porta para a morena.- Enquanto não voltas para seu tempo continue a viver, e não se preocupe, darei um jeito.- afirmou piscando e fechando a porta sorrindo pela ideia que tivera. Tão simples que se espantou por não ter pensado naquilo antes.

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Os dias foram passando, os comentários sobre o relacionamento entre Snape e Granger também foram se acabando, exceto pelos Sonserinos que ainda a olhavam com repulsa. Os marotos ainda não aceitavam o namoro, e achavam que Snape enfeitiçara Hermione. Comentário que ela rebateu com um Furunculus e palavras:

" Estão me chamando de burra?! Que eu seria estúpida por não notar que fui enfeitiçada?! Eu devia era te lançar um feitiço pior que esse, Potter!" Bradou no meio do jantar e saiu feito furacão pela porta. Severo riu vendo o estado do maroto, o rosto dele cheio de espinhas. Sua namorada era audáciosa e muito boa em feitiços.

Dali à três dias seria a festa do professor Slughorn que ficou contente em saber da relação destes, e bajulou bastante o jovem casal de namorados.

Snape esperava Hermione fora do dormitório desta. Estava ansioso, era a primeira vez que iriam a uma reunião do Clube do Slugh juntos. O sonserino colocou um terno, camisa, calça e gravata preta. Seus cabelos foram penteados e caiam perfeitamente ao lado do rosto.

Hermione estava usando um vestido que ganhara do diretor para poder ir à festa. Era longo, um tom cinzento, de mangas transparentes, e bordados por todo vestido e um decote em vê. Prendeu os cabelos em um coque despojado adornado por uma fita vermelha. No rosto quase nada de maquiagem. Jóias, apenas o anel que Snape lhe dera.

Assim que saiu do dormitório quis voltar correndo pelo modo como seu namorado olhava-a. Totalmente vermelha ficou na frente do menino.

– Estás belíssima, Hermione.- pontuou beijando-a.- Ainda mais vermelha.- zombou -lhe dando o braço.

– Você também está bonito.- disse a garota.

Mal entraram na festa e um flash quase os cegou. Um homenzinho tirava uma foto deles.

Um bom número de estudantes estavam ali. Professor Slughorn convidara só os mais aplicados, ou os que ele via um futuro esplêndido e influente. O mestre foi a ter com os recém chegados. Seus melhores alunos, e ver que estavam juntos o fazia ter ideias de como aqueles jovens seriam formidáveis quando alcançasse um cargo de extrema importância no Ministério.

– Srta. Granger, Sr. Snape.- saudou muito alegre, talvez mais alegre pelos drinques que tomou.- Venham quero tirar uma foto com meus dois brilhantes alunos.

A festa foi uma chatice na opinião da morena e do seu acompanhante. Hermione não suportava, porém se controlava ao ver Bellatrix dar em cima de Severo descaradamente. Já o ele não era tão comedido. Deixou Granger sozinha por alguns minutos para ir ao banheiro, no momento que regressara, viu sua garota dançando com Remo. O lobisomem não desistia de rondar Hermione, como um abutre por cima da carniça? Esperando uma oportunidade para flertar com a garota. "Se ele pensa que eu vou deixar, está muito enganado." Com passos decididos foi até eles.

– Hermione, vamos embora. Estou cansado.- disse firme fuzilando o outro com os olhos.

– Certo.- ergueu a sobrancelha.- Boa noite, Lupin.

Enquanto iam para o dormitório da garota, ninguém disse nada. Severo pensava em maneiras de azarar o lupino, para que este não se aproximasse de sua namorada. Já a moça fitava as feições rígidas do moreno. Já o conhecia bem, e sabia que estava irritado com alguma coisa.

– O que aconteceu para estar assim, em?- perguntou parando de andar.

Snape não respondeu. Em um ato rápido e com certa violência, a beijou encostando-a na parede fria. A menina não se espantou com a agressividade dele imposta no beijo, estava acostumada a esses rompantes dele, que ela adorava sentir. Era uma coisa nova, sensações nunca sentidas, pensamentos diferentes. Um calor que se alastrava pelo corpo onde as masculinas mãos hábeis a tocavam sempre que se beijavam daquela forma. Seja no dormitório, nas estufas, nos jardins, na biblioteca, no passeio ao vilarejo.

– Severo...- disse quando a boca do garoto encontrou seu pescoço.- ...estamos em um corredor.- arfou pela pressão que ele fez em seu corpo. Seu baixo ventre se contraiu.

Severo parou com as carícias e a olhou nos olhos. As orbes escurecidas brilhavam para a menina. O corpo do garoto estava excitado, era difícil estar daquela forma com a Griffana e ter que se controlar. Snape sabia que a menina era intocada, e não queria forçá-la a nada, nem que a primeira vez dela fosse num corredor. No entanto seu corpo ansiava por mais contato, por sentir sua pele em contato com a maciez dela.

– Hermione...- rosnou refreando suas vontades e enlaçando forte os dedos da namorada tornando a andar.

Ela sabia o que viria a acontecer se o garoto continuasse a tocá-la daquela forma. Nunca pensou em transar com ninguém, porém, o sentimento que sentia pelo rapaz fazia a querer tê-lo de todas as formas. Mas tinha medo, ele já devia ter feito sexo antes, e isso a deixava insegura para o que fazer e como fazer.

Por estarem liberados para a festa do professor Slugh, podiam ficar fora de seus Salões depois do toque de recolher. Severo não estava cansado como havia dito na festa, só queria afastar Granger de Remo, ficar um pouco sozinho com a namorada, aproveitar o pouco tempo que estavam à sós.

– Eu já volto, vou colocar algo mais leve.- informou Hermione indo para seu quarto e voltando pouco tempo depois com um vestido menos elegante, mais simples.

Sentou-se com o garoto na mesma poltrona. Apesar de parecer frio, Snape era bem quente e Hermione gostava desse calor aconchegante. E pensar que logo deixaria de sentir esse calor a deprimia. Dumbledore ainda não lhe contara seu plano, o que deixava a morena tensa e ansiosa. Precisaria falar com o diretor, ou ficaria louca.

– O que ocupa esta cabeça, sabe-tudo?- questionou o rapaz.

– Nada.- o garoto a olhou descrente.- Só estou cansada, pensando nos meus amigos, família...- disse se afundando nos braços dele apreciando seu cheiro de sândalo e cravo.

– Não pense nisso agora.- pediu triste beijando sua testa, pois também não gostava de pensar que ela logo teria de voltar para sua casa, e ficaria difícil de se verem, mas dariam um jeito. Por aquela Grifinória, ele daria um jeito.

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– Com sua licença, professor.- disse Hermione abrindo a porta do gabinete de Dumbledore na manhã da véspera de Natal.

– Entre senhorita.- o senhor estava afagando as penas de sua fênix.- Como foi a festa do professor Horácio? Espero que tenham se divertido, e que o jovem Severo tenha apreciado o vestido que lhe enviei.

– Ele gostou.- disse envergonhada._ A festa foi uma chatice.- riu nervosa.- Professor, meu tempo nesta década está acabando, logo retornarei para o futuro e ainda não me disse o que vamos fazer em relação à Severo...

– Senhorita, eu tenho uma reunião com os professores agora. Mas passarei em seu dormitório e conversaremos melhor se assim desejar.- falou o homem.

– Por favor. Não consigo ficar em paz se não souber o que pretende.- pontuou saindo da sala.

Alvo sabia que seria duro para a menina fazer, mas se era para o curso natural da história, teria que fazer.

"Tão jovens, e já tendo que sofrer por amor."

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Bellatrix sentada á mesa na casa da família Malfoy, mantinha sua postura, e expressões indiferentes. Sua atenção era voltada ao ser ofídico na cabeceira da mesa retangular.

– Nossa causa vem ganhando mais adeptos a cada dia.- sibilou o homem.- Estamos ficando fortes, no entanto, falta aliados de peso, como os lobisomens e os centauros.

– São mestiços, Milorde.- argumentou um comensal.

– Eu não pedi sua opinião, Goyle.- rosnou Voldemort.- Precisamos ter eles ao nosso lado, lutando conosco, do que contra nós.

– Quem vai falar com eles? São violentos e não gostam de intrusos em seus territórios.- falou Abraxas ao lado esquerdo de Riddle.

– Lobisomens, não aceitam proximidade de outros homens, mas não se impõem à uma bela mulher.- passou seus dedos longos pelo rosto de Bellatrix.- Black és capaz de trazê-los para o nosso lado. Já mostrou que é digna de tal missão.- a voz sussurrada de Voldemort invadia os ouvidos da morena lhe causando um frisson pelo corpo.

Alguns comensais resmungaram pela confiança que aquela garota obteve em pouco tempo comparado aos demais que estavam ali à muitos anos e ainda não a tinha. Bella os olhou raivosa prestes a lançar feitiços naqueles imbecis quando sentiu uma mão subir por sua perna apertando-a. Olhou para o lado e viu Lestrange lhe sorrir de lado. Aquele mesmo sorriso que ele lhe dera na casa daquela velha.

– E quando vou, Milorde?- indagou controlada.

Tom notara a troca de olhares entre seus dois comensais, sua língua bifurcada passou pelos dentes pontiagudos pensando no que Lestrange fazia com a garota. Em muitas festas o viu foder as trouxas de forma violenta e sadista. Certa vez beberam tanto que dividiram a mesma sangue-ruim, e foi proveitoso. Rodolphus sabia como se divertir as custas de mulheres. Já havia cogitado ter Bellatrix em sua cama, mas ao constatar a relação entre a garota e seu comensal o fez ter uma ideia melhor.

– Quanto mais cedo for, mais cedo retornarás.- respondeu sorrindo ladino para a morena. "E mais cedo nos divertiremos."

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Severo caminhava com um presente embrulhado num papel colorido. Não sabia o que dar a Granger, livros seriam óbvios demais. Jóias, mas ela não gostava dessas coisas extravagantes, teria que ser uma coisa simples e bonita, como ela, e como ele a amava daquela forma simples.

Amava cada um de seus gestos, cada pequena inclinação de sua cabeça. Gostava do modo em que seu cérebro trabalhava, absolutamente concentrado, e do humor e da compaixão que existiam em seu ser.

Parou na frente do quadro do duende disse-lhe a senha e entrou deixando o presente na poltrona, ouviu a voz da moça vir do quarto, ela conversava com alguém. Reconheceu a voz do velho diretor. "O que estariam conversando?" Aproximou-se das escadas devagar.

– Eu não posso fazer isso professor.- lamentou a menina.- Não serei capaz...

– Senhorita, essa é a forma menos dolorosa que encontrei. Pense que é o melhor para Severo.- divagou o homem. Snape erguera a sobrancelha mais curioso.

– Se Harry não precisasse de mim, eu ficaria aqui. Mesmo que isso afete o futuro...- choramingou.

"Harry? Quem diabos é Harry?" Subiu mais dois degraus.

– Isso afetaria sua existência. Uma rachadura no tempo.- argumentou Alvo.- Coisas ruins aconteceram com bruxos que mexeram com o tempo...- aconselhou sendo cortado por um baque vindo de fora do quarto.

Snape se desequilibrou e caiu em frente ao quarto, ao ouvir aquilo. "Bruxos que mexeram no tempo?" Sua mente fervilhava ligando fatos. Tudo se encaixava. A forma de falar algumas palavras. O modo de agir diferente das outras garotas. Boa em feitiços..."Uma viajante do e tempo" constatou olhando para as duas pessoas que lhe fitavam espantados.

– Severo, achei que viria depois.- a moça tentou disfarçar. "Ele ouviu? Por Merlim, que não tenha ouvido." Pedia desesperadamente.

– Você é uma viajante?- questionou se levantando perdido.

– O quê?- se fez de desentendida.

– Não minta pra mim, Granger!- rugiu nervoso sem se importar com a presença do senhor.- Chega de mentiras!- ficou de frente a menina que se encolheu assustada pelos seus olhos escuros.

Dumbledore se retirou em silêncio. Aquela conversa era delicada, e sua presença seria inoportuna no momento. Depois falaria melhor com a menina.

Notas finais
Será que depois dessa o nosso casal predileto continuará unido? O que vocês acharam, gostaram? Comentem, please. Aqueles que não comentam, comentem pelo menos nesse capítulo, a opinião de vocês é fundamental. Até Sábado, Beijão ~Naomi