Notas iniciais
Desculpem pelo atraso de um dia, terminamos o capítulo tarde, e eu estava com tanto, mais tanto sono que num conseguia revisar uma palavra pra poder postar. Entretanto, estamos de volta e eu quero agradecer à Thata Snape pela recomendação, pelas magníficas palavras, nós estamos super hiper mega felizes, cada palavra desse capítulo é dedicada à você. Boa Leitura à todos.

A alta sebe margeava e se estendia para além do impressionante portão de ferro trabalhado que barrava a entrada. Em silêncio um homem de capa negra balançou a varinha passando pelo portão que se abrira.

O hall de entrada do casarão era grande, mal iluminado e suntuosamente decorado, e um magnífico tapete cobria quase todo o piso de pedra. Os olhos dos rostos pálidos nos retratos das paredes acompanharam Snape até à frente de uma pesada porta de madeira que levava a outro cômodo. Hesitara o tempo de uma pulsação, então Snape girou a maçaneta de bronze.

A sala estava cheia de pessoas silenciosas, sentadas à volta de uma comprida mesa ornamentada. Os móveis que habitualmente a guarneciam tinham sido empurrados descuidadamente contra as paredes. A iluminação provinha das chamas vivas de uma bela lareira, cujo console de mármore era encimado por um espelho dourado. Na cabeceira da mesa um ser, seu rosto se destacou na obscuridade, imberbe, ofídico, com fendas estreitas no lugar das narinas e olhos vermelhos e brilhantes de pupilas verticais. Era tão pálido que parecia emitir uma aura perolada.

— Severo.- Voldemort indicou uma cadeira à sua direita para o Comensal.- Começávamos à suspeitar que tivesse se perdido.- comentou enfadado. Os olhares da maioria dos que estavam à mesa seguiram Snape, e foi a ele que Voldemort se dirigiu primeiro. – E então?

— Milorde, acontecerá no sábado, ao anoitecer.- informou Snape mantendo sua atenção no Lorde das Trevas, e não no corpo desacordado que jazia pendurado magicamente sobre a mesa.

— Milorde, eu ouvi coisa diferente. – interveio Yaxley.- Dawlish, o auror, deixou escapar que Potter não será transferido até o dia trinta à noite, na véspera do seu aniversário de dezessete anos.

— Essa, é uma pista falsa implantada pela Ordem da Fênix.- cruciou Severo.

— Dawlish acredita que vão usar um destacamento inteiro de aurores na transferência do garoto...

Voldemort ergueu a mão grande e branca, e Yaxley calou-se imediatamente, observando, rancoroso, o Lorde se dirigir outra vez à Snape.

— E em seguida, onde irão esconder o garoto?

— Na casa de um dos membros da Ordem.– respondeu Snape.– O lugar, segundo a minha fonte, recebeu toda a proteção que a Ordem e o Ministério juntos puderam lhe prestar.- depois de um silêncio continuou.- E por estarem evitando qualquer forma de transporte controlada ou regulada pelo Ministério...

— Tanto melhor – cortou Voldemort. – Ele terá que se deslocar em campo aberto. Será muitíssimo mais fácil apanhá-lo.- Tom pareceu pensar em algo.- Se não me engano, ele tem uma amiga inseparável, sangue ruim... sabe de quem falo, Draco?- questionou fitando o garoto que por sua vez olhava para sua antiga professora imobilizada ali, em cima da mesa.

— Bem,- o garoto olhou para o padrinho, este manteve a indiferença.- Se chama, Hermione Granger, Milorde.

— Hermione Granger?- estranhou um dos presentes. Bellatriz Lestrange estava sentada ao lado da irmã, tão diferente desta na aparência, com seus cabelos negros e olhos de pálpebras pesadas, quanto o era no porte e na atitude; enquanto Narcisa sentava-se dura e impassível. — Não era assim que se chamava aquela sua namoradinha sangue sujo, dos tempos de Hogwarts, Severo?

— Como bem disse Bella, tempos de Hogwarts, onde eu era um garoto com vontade de saciar o desejos da carne. Prazeres de um jovem...- respondeu sarcástico.- No entanto, não pode haver prazer maior que o feliz evento que, segundo soube, houve em sua família esta semana.- Bellatriz fitou-o, os lábios entreabertos, nitidamente confusa.- Estou falando de sua sobrinha. E de vocês também.- apontou para o casal Malfoy.- Ela acabou de casar com o lobisomem Remo Lupin. A família deve estar muito orgulhosa.- ironizou.

Gargalhadas debochadas explodiram à mesa. Muitos se curvaram para trocar olhares divertidos; alguns socaram a mesa com os punhos. A cobra, incomodada com o barulho, escancarou a boca e silvou irritada, mas os Comensais da Morte nem a ouviram, tão exultantes estavam com a humilhação de Bellatriz e dos Malfoy. O rosto da mulher, há pouco rosado de felicidade, tingiu-se de feias manchas vermelhas. Severo não perdia a oportunidade de lhe humilhar?

Assim como ela, sempre perdia a oportunidade de manter sua boca fechada.


— Soube que era uma garota de extrema inteligência. Isso confere, Severo?- o homem maneou a cabeça afirmativamente.- Pena ser sangue-ruim.- lamentou.- Creio que com a morte de Dumbledore, Potter irá recorrer à essa menina para guiá-lo. Temos de aproveitar esse momento. Com mais uma morte, ele não suportará ficar parado. Estará cheio de ódio, e acabará por fazer alguma idiotice, e eu o matarei de forma rápida.

Um gemido chamou a atenção de todos, a mulher que levitada sobre a mesa acordara e encarava Snape. Porém, este não retribuía o gesto. Tinha que se concentrar no seu papel ali. Mal ouviu Voldemort falar com Lúcio, ou sobre a explicação de o porquê de a mulher estar daquele jeito. Severo sabia do porque. Caridade Burbage era professora de costumes trouxas, e era claro que o Lorde ficara sabendo do artigo que a mulher fizera no Profeta Diário defendendo os nascidos trouxas, e incentivando o convívio deles no mundo bruxo.

Pela terceira vez, Caridade Burbage encarou Snape. Lágrimas escorriam dos seus olhos para os cabelos. Snape retribuiu seu olhar, totalmente impassível, enquanto ela ia girando o rosto para longe dele.

— Avada Kedavra.- bradou a voz fria de Riddle.

O lampejo de luz verde iluminou todos os cantos da sala. Caridade caiu estrondosamente sobre a mesa, que tremeu e estalou. Vários Comensais pularam para trás ainda sentados. Draco, tremeu ao lado de sua mãe.

— Nagini... Jantar – disse Voldemort com suavidade, e a grande cobra deslizou sinuosamente dos ombros dele para a lustrosa mesa de madeira onde o corpo da mulher estava a sua espera.

******************************************

A festa de casamento de Fleur e Gui estava muito animada, para aqueles que queriam realmente se divertir. Hermione não estava no clima para festas, quem estaria após de Obliviar os pais?

Trajava um vestido vermelho, um pouco acima dos joelhos. Os cabelos permaneciam com algumas mechas presas. Na opinião de Ron ela estava muito bonita, pena que era tarde demais para perceber, não?

Algumas coisas martelavam em sua cabeça. Nos últimos meses ele havia visto ela saindo várias vezes dos aposentos do seboso do Snape. Ele até possibilitou ela estar de detenção, no entanto ninguém sairia feliz após uma detenção com aquele carrasco. Desde então ele começou a prestar atenção nos dois. Trocas de olhares comprometedoras, cochichos pelos corredores do Castelo, sem humilhações nas aulas.

No começo chegou a pensar que aquilo era... repugnante. Como ela conseguia... Hermione Granger e Severus Snape? Aquilo era possível? por mais que doesse admitir era. Agora esse casal era tão possível quanto Luna e Draco, que pareciam estar na mesma situação, a aproximação dos dois era a principal fofoca do Castelo, contudo isso não vinha ao caso.

Rony estava afim de Hermione , chegou à delirar chamando o seu nome, pois tinha um certo temor de perde-la para outro, ainda mais se esse 'outro' fosse um traste feito o Snape, que não prestava para Hermione. Ela merecia algo melhor, alguém do lado da Luz, alguém que fosse de sua idade e que não tivesse enganando-a e que também não fosse traiçoeiro. Ronald Weasley tinha a plena certeza de que era o cara perfeito para Hermione, o que ele ainda não havia possibilitado era que talvez a garota não pensasse e não achasse a mesma coisa.

De qualquer forma, uma hora ou outra ele teria que falar sobre isso com ela, ouvir de sua boca, precisava da confirmação e por que não começar a falar agora, já que ela vinha em sua direção?

— Gui parece muito feliz... — Comentou Hermione, colocando-se ao lado dele, observando o movimento dos convidados dançando.

— É... parece...

— Desembucha, Rony... — Ela não era idiota, conhecia Rony muito bem, e pela cara do ruivo, ela deduziu que algo o perturbava.

"Tá, como começar a falar? Ok, ok, sem enrolações vou ser curto e direto, como dizem... como dizem... Ah, não importa."

— É verdade que você e o traidor do Snape estão... — Quais palavras usar?

— Isso não é problema seu, é Rony?- retrucou nervosa pela ofensa.

— Você é minha amiga, Hermione e eu sempre pensei que você fosse inteligente a ponto de enxergar quem ele é de verdade, um bastardo!- exasperou-se ficando com as orelhas um pouco vermelhas.

— Acho que você devia medir suas palavras, Ron, afinal eu nunca falei da Lilá, apesar de acha-la uma interesseira, e você um estúpido. — retrucou ferina.

— Está defendendo ele? Um traidor? Logo você, a mais certinha do grupo.- espantou-se pela forma com que ela falava, irada.

— Por que se importa tanto com isso?

— Você é minha amiga e...

— E...?

— Você é uma garota...

— Sempre um bom observador....- debochou a Griffana.

— E eu gosto de garotas...

— É bem óbvio não, Ron? Afinal não há duvidas de que Lilá seja uma...- ironizou ficando cansada daquela conversa sem pé nem cabeça que estava tendo com o amigo.

— Quero dizer, não de todas, só de uma... De você, Hermione...- confessou gaguejando.

Se fosse em outros tempos Granger com certeza estaria aos prantos, de felicidade. Já estaria nos braços do ruivo. No entanto, hoje, por mais que tentasse não conseguia sentir mais nada, não mais.

— Olha, Rony... Eu não sei como lhe dizer isso, mas houve um tempo em que eu não podia nem te ver sem ficar sem ar, mas hoje posso estar de frente à você que meu coração não sente mais nada, além de carinho fraterno. Me desculpe te falar mas, tenho que te dizer, que mesmo acreditando em você...você se apaixonou por mim na hora errada, tarde demais.- finalizou encarando os olhos de Rony, mostrando o quanto suas palavras eram verdadeiras, para não dar esperanças ao rapaz.



— Hermininione, me daria à honra. — era Vitor Krum, que a convidava para dançar, já fazia tanto tempo que não o via, que era impossível recusar e ela já não tinha mais nada menos doloroso que pudesse dizer ao Ron, visto que, ela tinha uma grande experiência com sentimentos não recíprocos.

— Está muito bonita, Hermininione.- elogiou Krum enquanto balançava-os em um ritmo lento, mas alegre durante a dança.

— Obrigada, Vitor.- corou sem jeito.- Você também está bonito.

Há poucos metros dali, um homem não muito alto, cabelos castanhos escuros igualmente aos olhos, de pele clara. Aparentava uns trinta anos, observava os convidados dançando com uma taça de bebida em uma das mãos.

Estreitou os olhos para um par de dançarinos. Um rapaz forte de negros cabelos curtos e uma barba por fazer, dançava com uma jovem moça que trajava um belíssimo vestido vermelho, seus cabelos estavam presos de forma despojada.

Sentindo uma fisgada no peito, o homem largou a taça e foi até o casal.

— Me permita dançar com a senhorita?- questionou olhando para a garota.

— Ela está dançando comigo.- interveio Vitor carregando o sotaque.

— Eu perguntei a senhorita. Você, pelo que vejo não se enquadra no termo 'senhorita'.- rebateu olhando desafiadoramente para Krum.

— Tudo bem Vitor, eu danço com ele.- disse apaziguando os ânimos dos homens que se fuzilavam com os olhos.

O estranho sorriu vitorioso para o búlgaro, que bufou saindo de perto deles. Tomou a mão de Granger e colou seu corpo no dela.

Hermione ficou tensa pelo modo como o homem a segurava, com uma espécie de posse.

— Vermelho, definitivamente é a sua cor.- comentou o sujeito com uma voz arrastada. A Griffana revirou os olhos pela cantada ridícula que o homem fizera. — Relaxe.- pediu.- Me deixe guiar a dança.

— Não consigo relaxar com você me apertando desse jeito.- retrucou tentando por espaço entre eles fazendo o estranho rir e firmar mais seu corpo.- Grr.- rosnou.- Me solte agora, e lhe pouparei da azaração que está pronta pra sair.- sussurrou perigosamente moendo os dentes.

— Às vezes me esqueço o quão perigosa és...- murmurou rindo da fúria dela.

— Olha, não sei quem você é, e pouco me importa conhecê-lo. Não vou ficar aqui ouvindo gracejos de ninguém, muito menos de um arrogante feito você.- sibilou tentando encontrar Rony ou Harry para tirá-la dali.

— Fico aliviado em saber disso.- confessa o sujeito.- Aliviado em saber que ainda continua sendo minha...- a menina o olha como se ele fosse louco."Dele?". Tenho que pedir para os gêmeos pararem de servir as bebidas, as pessoas já estão ficando bêbadas.

— Quem é você?- questionou num sussurro olhando dentro dos olhos do estranho. Uma chama familiar brilhava dentro das órbes.

— Costumava ser mais perspicaz, sabe-tudo.- zombou.- Qual é?- parou a dança olhando para a testa franzida dela.- Estou tão feio assim, Hermione? Foi o melhor que consegui para vir aqui nessa festa cheia de cabeças de fogo.

— Severo!- um raio de entendimento abateu a moça que apertou o homem entre seus braços.- Como ousa ficar sem dar notícias!- ralhou batendo em seu peito.

— Hermione.- repreendeu retomando a dança.- As pessoas estão olhando.

— Eu não ligo.- sorriu feliz por vê-lo.- Poderia beijar você agora, porém, não quero beijar um estranho.- confessou sorrindo.

— Também adoraria ficar a sós com você, mas não temos muito tempo.

— O quê quer dizer?

— Preciso que saia daqui o mais rápido possível.- pediu um pouco aflito.

— O que está acontecendo?- inquiriu tensa.

Antes mesmo de Snape preveni-la de alguma coisa, algo volumoso e prateado atravessou o toldo sobre a pista de dança. Gracioso e reluzente, o lince aterrissou com leveza entre os espantados convidados.

Cabeças se viraram, e as pessoas que estavam mais próximas congelaram absurdamente em meio a passos de dança. Incluindo Granger e Snape, que por sua vez se pôs na frente da garota de forma protetora. Então a boca do Patrono se abriu desmesuradamente e ele anunciou na voz alta, grave e lenta de Kingsley Shacklebolt:

"O Ministério caiu. Scrimgeour está morto. Eles estão vindo."

— Hermione, pegue o Potter e saiam daqui imediatamente!- ordenou Severo empurrando a menina assustada para onde estava Harry.

— Severo, não!- reclamou enquanto os convidados a separavam mais do homem que aparatou logo em seguida.- Harry!- chegou no amigo e o puxou pelo braço para encontrarem o Ronald.- Ron!- chamou alto procurando o amigo na confusão que estava a fuga dos convidados.

Quando percebeu o que estava acontecendo, Rony se apressou em achar os amigos. Apesar das palavras duras de Hermione ele ainda gostava dela e se preocupava. O que era contraditório, pois ela era capaz de se defender muito bem sozinha. Viu-a junto de Harry, no meio das pessoas procurando alguém. Seria por ele? Percebeu que sim, quando ela o chamou.

Assim que segurou a mão da moça sentiu o tipico puxão para dentro do umbigo, próprio de quando se aparata.



******************************************

Tempos depois...



Tudo baseava-se em nostalgia e a guerra estava cada vez mais adjacente. Hermione, agora mantinha mais o foco em Harry e nas Horcruxes, mas sua mente jamais desligou-se de Severo, tinha uma preocupação excessiva e isso era normal, já que quando amamos alguém queremos sempre o melhor para ela, queremos sempre que ela fique segura e intacta, nos sentimos fortes o suficiente para defende-las de qualquer coisa, assim como nos sentimos capazes de cura-las de qualquer mal. Contudo, estando tão longe ela sentia-se incapaz de fazer qualquer coisa.

Ele bem que podia dar algum sinal de vida, fazer um sinal de fumaça pelo menos para dizer que estava vivo. Mas, nem isso ele fez e Hermione tentava se agarrar ao ultimo fio de esperança que tinha, acreditando que um dia eles fossem se ver novamente.

Sentada em frente a um Piano, que havia encontrado na Mansão Black, um pouco empoeirado, nada que o impedisse de produzir divinas notas.

Lembrou-se da primeira vez que Severo tocou para ela, algo que ela nunca imaginou que ele soubesse fazer. Tocar.

Se lembrou também, de que quando voltou para o presente não passou um dia sequer sem tentar tocar a música que ele havia tocado, passava horas na Sala Precisa sozinha, tentando chegar no máximo à perfeição, assim como ele. Decorou a partitura inteira em menos de três dias e era motivada pela possibilidade de toca-la para ele um dia, e sem saber o motivo ela sentia que esse dia ficava cada vez mais distante.

Fechou os olhos, e começou a deslizar os dedos pelas teclas, sentia o som entrar por seus ouvidos aguçados e o cheiro excepcional e inconfundível dele entrar por suas narinas, era como se ele estivesse ali, ao seu lado, ela podia sentir sua presença, e ela tocava tão alto, tão inspirada que não notou Ron se aproximar, foi somente quando a música cessou em seu triste fim, que ela pode nota-lo.



— Não sabia que tocava tão bem. — Elogiou Ron, enquanto se sentava a seu lado.

— Só consigo tocar quando estou inspirada... — Suspirou pesadamente.

— Inspirada? — Estranhou

— Sim, em uma pessoa em especial... — Divagou

— A música é bonita, qual é o nome? — Perguntou, forçando interesse.

— Pour Elise...



Ron tentou imita-la, apertando as teclas que achava ser as corretas, entretanto nenhum som parecido foi ouvido e Hermione tentou ajuda-lo.

— Tente um pouco mais suave. — Explicou, fazendo algumas notas.

Ele a imitou novamente, um pouco temeroso. Conseguiu tocar algumas notas parecidas, mas nem se comparavam àquelas que ela só teve a sorte de ouvir uma vez.



******************************************

Dias depois...

Dentro da barraca ampliada magicamente, Hermione esperava por Harry que havia ido buscar alimentos em uma pequena vila nas proximidades da floresta do Dean. Estar ali trazia lembranças para a garota. Lembranças de quando ia naquela floresta com os pais. Hoje, eles nem se lembrariam do lugar, muito menos dela. "Foi para a segurança deles", murmurou pensando no que fizera antes de se juntar a Potter na caça às Horcrux. Apagar a memóra dos pais foi de longe a coisa mais díficil de fazer.

A invasão no Ministério foi produtiva, apesar de desastrosa. Produtiva, pois conseguiram pegar uma Horcrux, um medalhão de Salazar que estava com Umbridge. Desastrosa, porque foram descobertos, e na aparatação Ronald estrunchou, retardando a busca pelas Horcruxes.

Alguns dias atrás, Granger descobrira que a Espada de Griffyndor era capaz de destruir as Horcruxes. O problema era que a Espada estava desaparecida. Desaparecida, assim como Rony, que em meio a uma raiva e pertubação que não era tipica dele, abandonou os amigos.

Não tinha um dia em que a garota não ficasse ouvindo o rádio para saber se o amigo ruivo estava entre os mortos encontrados.

Fora através do rádio que ela soube que Severo era o atual diretor de Hogwarts. Harry tinha ficado irado com a notícia. Nomeou Snape de todos os xingamentos possíveis, fazendo a Griffana sentir-se mal por mentir ao amigo e refrear a vontade de defender o homem, sem que isso não levantasse suspeitas.

Sentia falta dele. De conversarem, de discutirem, porque logo depois se amavam selando a paz entre eles.

Granger foi para fora da barraca esperar por Harry. Se sentou em baixo de uma árvore e abriu o livro que pegara na casa de Batilda Bagshot, "A vida e as mentiras de Alvo Dumbledore, por Rita Skeeter."



— Cobra.- resmungou abrindo o livro.



Lia, sem realmente ler. As palavras não eram apreciadas, entendidas. Vendo que não estava com cabeça para ler, abandonou o exemplar ao seu lado no chão e se enrolou mais na coberta. Fazia muito frio, a floresta estava coberta de neve. Um manto branco cobrindo toda a área.

Deixou sua mente vagar pelas lembranças, as boas lembranças, aquilo que a fazia querer lutar.



Pelo canto do olho, Hermione viu um brilho entre as árvores. Instintivamente se virou assustada, sua varinha estava com Potter, que ficara sem a própria, pois esta se quebrou na fuga de Godric's Hollow. O brilho foi ficando mais intenso, e logo começou a assumir uma forma. Uma forma bem conhecida pela garota que sorriu ao ver do quem se tratava.

Notas finais
Palpites de quem é? Bem, esperamos que tenham gostado. Ah, tenho um aviso; o próximo capítulo será postado Sexta-Feira, pois ele será cumprido, teremos que nos esforçar muito para fazer algo bom e ele também encerra a parte do presente. Certo? certo. Obrigada mesmo mesmo mesmo pelos comentários anteriores, ficamos muito felizes, apesar de sentir falta de algumas pessoas que costumavam comentar. Obrigada novamente pela recomendação comentem para dizer o quê acharam. Beijos e até Sexta ~Naomi