Notas iniciais
Gente, leiam aqui, se não vocês não conseguirão entender esse capítulo. Esse capítulo é um bônus contando sobre as crianças/ adolescentes da Lost, esse capítulo terá várias épocas, mostrará eles jovens, se formando e um pouco mais velhos, espero que vocês consigam entender. Boa Leitura.

~.~.~.~Charlince~.~.~.~

(N/a: Continuação do capítulo anterior)


Prince olhava para as portas do Salão Principal aguardando Charlotte. Já estava estressado. Passara semanas jogando indiretas pra menina sobre como ele se sentia em relação à ela, mas a Corvina parecia não entender. O quê mais precisava fazer? Desenhar? Talvez se ele dissesse com todas as letras. Ainda mais agora que já sabia quem realmente era Thobias...

****FLASH BACK ON****

Era o segundo dia no castelo, o primeiro das aulas. Estavam todos, como sempre tomando o café da manhã antes da maratona de aulas.

Faltava Charlotte, James e Elizabeth no grupo da mesa. O Griffano iria esperar pela morena para irem juntos ao Salão Principal. Potter demorou para conseguir que a jovem o aceitasse, agora estava aproveitando ao máximo isso.

Um burburinho recomeçou no Salão. Todas as cabeças se voltaram para a porta. Lizz entrava abraçada ao moreno que tinha um sorriso bobo no rosto.

Sentaram-se lado a lado na mesa. Saudaram a todos com um feliz 'Bom dia'.

– Esse dia está sendo agitado.- comentou Vick.- Primeiro o professor Snape com a tia Mione, agora vocês...

Ted que estava ao lado da loira, encarava os recém-chegados. Ele não entendia o que estava sentindo, e quando a Corvina começou a falar ele cortou ríspido:

– Não sei o que tanto estão falando. Logo Jay estará saindo com outra mesmo.

– Isso é dor de cotovelo, Lupin?- zombou Potter encarando o metamorfo.- Elizabeth sabe o que sinto por ela. Lizz não é igual as outras. Ela não diz 'eu te amo' como uma pessoa normal. Ao invés disso, ela ri e me chama de idiota. E se ela me chama de idiota, sou um cara de sorte...- a Sonserina riu balançando a cabeça e murmurando 'Idiota' com um sorriso de lado.- Pode ficar se roendo de ciúmes, pois agora ela é Minha Namorada.- os garotos se encaravam com raiva.

– Isso, fique se roendo ai. Pois quem muito quer, nada tem.- Victoire se levantou da mesa saindo do Salão chateada com o Lufano.

– Você é um otário mesmo, Ted!- bradou Lizz.- Pare de ficar com ciuminho besta e vai atrás dela antes que seja tarde demais.

Lupin percebendo o que havia feito saiu atrás da loira murmurando um 'Desculpa' para os amigos.

Char entrava no Salão sorridente com um envelope nas mãos. Prince empurrou a irmã para que desse espaço para a menina se sentar.

– Que alegria é essa, Char?- indagou Lizz lançando um olhar zangado para o irmão.

– Minha mãe me mandou uma carta!- exclamou a Corvina.

– Não me leve a mal, mas você acabou de chegar da sua casa. O que aconteceu de ontem pra hoje que mereça uma carta?- questionou Prince.

– Ela me mandou uma foto do Thobias...- informou abrindo o envelope e retirando a fotografia.

Prince tensionou o queixo e fechou a cara. Até aqui essa cara perturba?!

– Deixa eu ver!- pediu Lizz se aproximando da amiga.- Ain, que lindo, Char!- exclamou sorrindo. James curioso se juntou pra ver também.

– Nossa! Vem ver Prince!- chamou vendo o tal Thobias. Seu amigo iria ficar morrendo de vergonha por ter ficado pensando milhões de besteiras.

Prince olhou para Potter tentando entender o que raios ele estava pensando? Por que ele iria querer ver o Thobias? O quê esse cara tinha de mais? Se perguntou vendo a animação com que todos olhavam para a foto. Vencido pela curiosidade, se aproximou também.

– Veja Prince, ele não é uma gracinha?- inquiriu se virando para o Griffano que agora estava perto demais.

O moreno olhou para a imagem que a menina lhe estendia. Franziu a testa e encarou os demais. Sua irmã estava se segurando pra não rir dele.

– Então, esse é o...Thobias...- murmurou atônito pegando a foto. Nela havia uma mulher segurando um bebê que sorria para a câmera e balançava os bracinhos.- É...um bebê bonito, Char.- disse um pouco envergonhado. Sentia-se ridículo por ter ficado perturbado por alguém que nem mesmo havia saído das fraudas, e era o irmão da garota que nascera poucos dias antes dela sair da escola para as festividades de natal.

****FLASH BACK OFF****

Charlotte andava para o Salão Principal onde seus amigos estavam tomando café. Ela estava alegre. Já fazia um tempo que Prince resolvera se aproximar jogando indiretas, e estava se divertindo vendo-o ficar nervoso por ela "não entender suas jogadas." Não sabia o que dera para que o menino tomasse tal atitude, mas queria ver até onde ele iria para fazê-la entender que estava a fim dela. E poderia jurar que faltava pouco.

Prince só faltou se levantar quando a Corvina entrou no Salão. Lizz e James estavam em seu mundinho particular.

– Bom dia!- a jovem saudou sentando-se ao lado do menino.

– Dia! Amanhã é dia de irmos para Hogsmead. Quer ir comigo, Char?- perguntou o Griffano.

– Oras, por que pergunta?- riu.- Sempre vamos ao vilarejo juntos, Prince.

– Eu sei, mas sempre vamos com os outros, eu estava pensando em irmos somente nós dois...

– Tipo, um encontro?- inquiriu calma contrastando com seu interior que fervilhava de felicidade.

– É.- afirmou num fio de voz.

– Por que quer ter um encontro comigo?- a menina esperava ouvir com todas as letras.

– Bom...é que...bem, eu gosto de você.- gaguejou.

– Eu sei. Também gosto de você, Prince.

– Não esse gostar, como se dissesse: "eu gosto de chocolate"...- murmurou reunindo a coragem digna de sua Casa.- Eu gosto de você como...como...- ele tentava achar a palavra certa, mas nenhuma parecia boa o suficiente para traduzir o que sentia.

– Vamos indo Char, mamãe não gosta de atrasados.- chamou Elizabeth levantando-se da mesa.

– Verdade.- concordou a Corvina.- Mais tarde nos falamos, Prince.- a jovem disse saindo apressada para fora do Salão.

– Mas...- o Griffano tentou argumentar sendo ignorado.

Ficou furioso. Agora que tinha tomado coragem para falar, a menina iria dar lhe as costas? Saiu atrás da garota pelos corredores que levavam para a sala de Runas. A avistou junto de sua irmã em meio a tantos outros alunos. Teria de fazer aquilo, aproveitar que estava com determinação.

– Char!- chamou se esquivando dos estudantes.- Char!- a Corvina parou olhando para trás esperando o menino. Elizabeth continuou andando, não queria ficar vendo seu irmão babar pela garota.

O moreno chegou perto da menina e a beijou de repente. Primeiro era um selar de lábios, no entanto, a menina o envolveu com seus braços e deu inicio àquele beijo que esperou.

Prince apertou a jovem contra seu corpo, aspirando seu cheiro, sentindo o sabor dos lábios macios que ela tinha. Estava satisfeito que ela retribuía seu beijo com igual vontade.

– É assim que eu gosto de você, Char.- murmurou rouco quando o beijo se acabou.

– Até que demorou pra me dizer.- confessou rindo.- O que?- inquiriu vendo o ar confuso que o moreno a olhava.- Eu já sabia disso, só estava esperando que me dissesse.- explicou voltando a beijá-lo com mais paixão.

– Se é tão esperta, sabe que não vou querer dividir você.- refutou acariciando-lhe o rosto.

– Está me pedindo em namoro, Prince? — zombou tentando conter o disparado coração.

– Espertinha.- afirmou juntando novamente seus lábios nos dela.

***

~.~.~.~Tedick~.~.~.~

Sempre que Victoire via o metamorfo, mudava de rumo seu andar. Não falava com ele desde o primeiro dia de aula, isso já fazia uns bons seis dias. Ela até se afastara dos amigos, já não fazia as refeições junto deles pois, sabia que o Lufano estaria junto. Por mais magoada que estivesse com ele, aqueles eram os únicos amigos do menino, e se ela permanecesse no mesmo círculo, era ele quem se afastaria, ficando só.

Agora ela se empenhava ao máximo nos estudos. Logo o ano letivo iria embora, e ela iria passar as férias distante dele. Ted... suspirou mais uma vez pensando no quanto sentia falta dele, de sua companhia, suas palavras doces... Achou que o garoto gostava mesmo dela. Mas se enganara, ele sentira ciúmes da Lizz, certamente era da Sonserina de quem ele gostava. Se fosse ela com outro menino, ele provavelmente nem se importaria.

– Ainda pensando nele, Weasley?- inquiriu Elizabeth se sentando ao lado da loira.

A Sonserina sabia onde a menina ia sempre pra pensar. Atrás das estufas ao fim da tarde.

Elizabeth não se dava bem com a Corvina, apenas o suficiente para aturar a jovem. E já estava cansada daquela história dos dois. A loira tinha os olhos vermelhos de tanto chorar. Nada diferente das olheiras que o metamorfo apresentava naqueles dias. Ficavam sofrendo separados.

– Estou com saudades de casa...- Vick murmurou fungando.

– Não precisa mentir para mim. Ted está do mesmo jeito, e fica se amaldiçoando por ter sido estúpido comigo e principalmente com você.- comentou a morena.- Não que eu goste de você, mas está na cara que está querendo ele, por que não conversam? Pelo menos pra colocar um ponto final nessa coisa toda. Se vão ficar juntos ou se ficaram como amigos e bola pra frente...

– Não sei...


– Use esse cérebro brilhante de Corvinal e pense direito. Talvez essa seja a última chance de você.- Elizabeth estava tentando a todo custo ajudar, e não estava sendo fácil ficar com conversa de mulherzinha com a loira, mas seu namorado devia estar pior tendo de falar com Lupin.- Olha Vick, resolvam logo essa coisa. Isso está afetando a todos nós que temos de aturá-los.- a Sonserina se levantou para ir.- Ele vai estar te esperando na Sala Precisa às oito da noite. Não me faça te arrastar até lá. Ok?

– Ok.- a menina riu.- Obrigada, Lizz.- agradeceu abraçando a morena que apenas deu leves tapinhas nas costas da outra.

– Chega, não gosto dessa melação.- cortou se afastando.

***

Ted se encaminhava para a Sala Precisa como James havia lhe dito para fazer. O Griffano lhe dissera que Vick estaria ali para que se acertassem. O metamorfo estava tão nervoso que seus cabelos mudavam de cor à cada minuto. Depois que fizera uma cena deplorável de ciúmes da Lizz, na qual acarretou seu distanciamento da Corvinal, ele se pôs a pensar em seus sentimentos. Por que havia tido ciúmes da Sonserina se amava a loira? Estava seguro disso.

Pensou por alguns dias, e chegou à conclusão de que o que sentia por Elizabeth era um sentimento de irmão, e fora ele quem confundiu tudo. Que sua crise fora de protetorismo. Na verdade, ele estava feliz pela menina estar com alguém que gostasse dela daquele jeito mal humorado de ser.

Nada o entristecia mais que a distância da Weasley. E como dissera Jay, aquele era o momento para resolverem de vez aquela situação. Ou ficavam juntos, ou seguiam cada um seu caminho. O Lufano preferia a primeira opção.

Ele avistou James e Elizabeth em frente a porta da Sala conversando. Eram tão opostos, mas se completavam de uma forma bonita.

– Boa noite.- saudou ao se aproximar dos amigos.

– Noite.- responderam em conjunto.- Pelo menos se arrumou...- comentou Lizz analisando a roupa do metamorfo. Ele vestia uma camisa clara de manga longa e uma calça escura. — Entra aí e espera.- abriu a porta deixando-o entrar na Sala.- E pelo amor de Salazar, vê se não estraga nada, Ted!- pediu cansada.

Lupin entrou e ficou admirado pelo ambiente. Uma sala aconchegante e aquecida, onde havia um sofá grande no qual ele se sentou.

Se sentou e ficou esperando a menina. Fazia pouco tempo que estava ali, mas pra ele, parecia uma eternidade. Já começava a pensar que a jovem não viria, e estava tomando aquilo como um ponto final naquela história. Estava triste, pois, tinha esperança de se resolver com a Corvina. Seus cabelos foram ficando negros como as asas de um corvo, mostrando o quão escuro estava seu interior.

Se assustou ao ouvir uma exclamação atrás de si. Victoire estava parada perto da porta olhando para a Sala. O coração do menino estava frenético, sua garganta estava seca e achava que ficara sem voz. Ela estava linda naquele vestidinho, parecia um rosa, mas ele não tinha certeza de nada, apenas que ela estava ali.

Se levantou e esperou ela se aproximar receosa. Seus olhos não saíam dos azuis dela. Não sabia o que dizer. Somente poucas palavras ficavam em sua mente. E fora a primeira coisa que disse quando ela parou em sua frente.

– Me desculpe.- pediu.

– Pelo que exatamente está se desculpando?- perguntou calma. Fazia tempos que não o via assim tão perto, nem ouvira sua voz que a deixava flutuando.

– Por tudo. Por ter confundido o que sentia, por ter te magoado...- explicou ficando com os cabelos magenta.

– Estava confuso...- murmurou, se sentando no sofá.- E não está mais?

– Não. Eu sei bem o que quero.- afirmou também se sentando no estofado.- Precisei levar esse baque para perceber.- confessou.- Eu queria retomar o que tínhamos antes Vick...- explicou se aproximando.

– O que tínhamos antes, não era nada, Ted.- os olhos azuis estavam brilhantes como duas piscinas.- Eramos apenas amigos que se gostavam. Se achei que gostava de mim além disso, a tola fui eu de pensar assim.

– Não diga isso.- pediu.- Eu sempre gostei de você. Desde o dia em que a vi no aniversário do James.- admitiu.- Você tinha quatro anos e esses olhos, eram a coisa mais linda que eu já tinha visto...- falou passando os dedos pelo rosto delicado da loira que suspirou.

– Mas sentiu ciúmes da Lizz quando soube que ela estava com Jay.- cruciou sem desviar os olhos dele.

– Foi um ato de proteção. Gosto dela, mas é um gostar diferente, convivi com ela, hoje percebo que sinto-a como uma irmã. Confundi o que sentia, e por isso, me desculpo.- a Corvina tinha o pulso acelerado. Não sabia o que fazer, passar uma borracha em tudo, e recomeçar, ou botar uma pedra em cima e seguir em frente?- Vamos voltar a nos falar pelo menos, voltar a ser amigos. Se for pra acontecer algo entre nós, no qual vou ficar feliz, podemos ver no que vai dar...- a menina sorriu tímida e afirmou com a cabeça. Lupin a abraçou forte e beijou o topo da cabeça loira.- Senti tanto sua falta.- confessou baixo tremendo com o corpo dela abraçado ao seu.

– Também senti a sua.- rebateu com a cabeça encostada no peito do Lufano. Se sentia bem ali.

***

~.~.~.~Lizzay~.~.~.~

(N/a: Aqui é dois anos depois, Lizz tinha 17 anos e Jay 16)

Elizabeth estava ansiosa, em poucas horas se formaria e daria o fora daquela escola. Certo que não queria deixar o namorado sozinho à mercê daquelas garotas abusadas, mas depois de dois anos, já estava ciente de que o moreno só tinha olhos para ela. E esse dia iria ser mais que especial. A jovem estava planejando há muito tempo. Estava pronta, tinha certeza do amor de Potter, e sabia que o amava também, então, por que não avançavam na relação? Não que ela não gostasse da forma como era seu relacionamento com o menino, mas fazia tempos que estava segura do que queria, somente seu namorado era quem ficava com desculpas de que não era o momento certo...Qual é o momento certo? Oras, eu estou pronta caramba! Pensou terminando de enfeitiçar o cabelo.

Seu vestido era um verde escuro médio com pedrarias pela lateral. Esperava que o Griffano gostasse, principalmente do que usava por baixo da roupa. Riu, pensando que daquele dia não passava. E James não teria como recusar. Ela estava temerosa por ser a primeira vez, mas confiava no menino. Só queria poder corresponder a ele que devia ter uma ampla experiência no assunto...

Ajeitou o vestido no corpo e se olhou no espelho. É estava bonita. Vamos lá. Murmurou saindo do quarto. Ao sair para fora do Salão Comunal da Sonserina viu seu namorado, que também estava belo no terno bem cortado, escuro risca de giz. Seus cabelos estavam curtos e domados. Ele permitira a mudança que a garota fizera nele, tudo pra agradar a moça.

Potter sorriu abertamente ao vê-la. Seu peito inflou de alegria. Ainda custava a acreditar que ainda estavam juntos. Que passara por bons momentos ao lado da jovem. Repetiria todos só para ter a Sonserina ao seu lado.

– Preciso dizer que está muito bonita?- perguntou antes de selar seus lábios nos dela.

– Obrigada. Você também está bonito.- rebateu voltando a beijá-lo com mais ardor.

James apertou a cintura da moça recebendo a língua avida dela. Já fazia um tempo que ele percebera as intenções dela. Ele também a queria, mas estava receoso. Seria a primeira vez dela, dele, deles... queria que fosse perfeito pra ela. Que não fosse nada num rompante de desejo. Com um esforço cortou o beijo.

– Vamos para a cerimônia, Lizz. Ou quer que seu pai me mate?

Elizabeth resolveu deixar assim, por enquanto e foi para o Salão Principal.

****

A cerimônia tinha sido bela. Granger fizera um discurso motivador para os formandos e juntamente com os outros professores, entregou os diplomas. Claro que os dos filhos quem entregou foi Severo. Todo orgulhoso pelos jovens.

O baile foi agitado. Todos extravasando, todos os anos que passaram dentro daquele castelo. Dançaram, beberam, se pegaram. Cada um fez o que teve vontade. E a vontade de Elizabeth era levar seu namorado para seu quarto. Tinha feito um acordo com suas colegas de quarto e teria o lugar só pra si.

– Vamos indo, Jay?- sussurrou em seu ouvido durante a dança. Sem dar chance para o menino responder foi puxando-o para fora da festa.

Potter estava animado. Tomara um pouco de ponche e aquele líquido esquentara seu corpo, o deixando leve.

– Onde estamos indo, Lizz?- indagou rindo.

– Para meu quarto. Hoje ele está vazio, e vamos aproveitá-lo bem.- Potter estancou no lugar.

– Lizz...- principiou contendo o tremor que passou pelo corpo.

– Qual é Jay! Estamos juntos a dois anos...sei o que quero.- afirmou beijando-o ardente e logo voltando a andar.

Potter tentava normalizar sua respiração. Dizer que não queria dar aquele passo na relação, estaria mentindo, porém havia a insegurança.

Chegaram no quarto e Elizabeth prensou o moreno na porta atacando sua boca. James tentava manter o equilíbrio para falar com a jovem.

– Lizz...- tentou dizer entre os beijos mas a morena não dava chance dele acabar com o clima.- Lizz...

– O QUE!- bradou irritada. Não era a primeira vez que ele parava com o clima. Ele não a queria? Era por que não tinha experiência?

– Você...você tem certeza disso?- ofegou olhando o rosto irritado da jovem.

– Jay, qual a parte do "Eu quero", você ainda não entendeu?- questionou queimando, sentindo sua intimidade pulsando.- Você não quer? É por que não tenho experiência?- deu voz às suas dúvidas.

– Não é isso ...- tentou argumentar.

– Eu não entendo....o que é então, James?!

– Eu...eu...eu também...não tenho...não tenho experiência.- gaguejou corando forte.

– Se não quer transar comigo diga logo, não fica inventando histórias!- retrucou nervosa.

– Não estou mentindo!

– Como não? Sei bem que saiu com metade dessa escola, e vem me dizer que é...virgem?- gargalhou.- Conta outra, Potter!

– Foram apenas beijos, nada mais.- refutou aflito. Não gostava de brigar com a menina, isso o desesperava.- Nunca cheguei a dormir com elas...

Elizabeth fitou o garoto. Viu que ele estava dizendo-lhe a verdade. Mas como era possível? Muitas garotas diziam que ele era gostoso aqui, gostoso ali...Seria por isso, que ele estava adiando aquele ato entre eles? Seria a primeira vez dele também...

– Isso é verdade?- questionou ficando na frente dele.

– Eu nunca menti pra você.- afirmou respirando um pouco aliviado.

– Me desculpe...- murmurou segurando o rosto dele.- Eu sei que pode estar nervoso, eu também estou...mas eu quero isso. Quero que seja com você...- confessou calma.

– Eu também quero que seja contigo, mas quero que seja especial pra você.- a abraçou.

– E vai ser. Vai ser com você.- afirmou beijando-o com calma.

Potter se entregou ao momento. Queria a Sonserina, e se ela o queria, faria o possível para tornar aquilo inesquecível para ela.

Lentamente desceu as alças do vestido pelo ombro. Sentiu a pele perfumada dela estava arrepiada. O vestido caiu no chão mostrando o corpo alvo da morena vestido em roupas intimas pretas. Logo a camisa do Griffano jazia junto do vestido.

Elizabeth foi empurrando-o para cama. James se deitou trazendo a namorada junto consigo.

A Sonserina o beijava enquanto lhe livrava das calças. O jovem usava uma cueca cinza que marcava o membro rígido. Lizz engoliu em seco. Corou em pensar como seria aquilo. Porém, não teve tempo de pensar muito, Jay a deitou na cama ficando sobre ela. O desejo que sentia, passava pelo corpo todo concentrando na região da virilha que pulsava dolorido.

Ambos estavam quentes e ansiosos pela expectativa.

James abriu o sutiã vendo os seios médios. Os acariciou arrancando gemidos contidos da moça. Os mamilos rígidos cabiam perfeitamente na palma de sua mão. Já tinha pegado neles, mas era por cima do uniforme escolar. Não daquela forma, pele na pele, calor...Sugou um deles, a jovem acabou gritando de êxtase, mas o menino se assustou achando que a tinha machucado.

– Desculpa.- pediu envergonhado.

– Estava bom, Jay...- disse dengosa o fitando.

O garoto voltou a dar atenção aos seios no mesmo momento que levava sua mão para a intimidade da namorada. Passou os dedos por cima do tecido rendado e o sentiu úmido. Se levantou para tirar aquela peça e voltou a sugar os mamilos dela. Seus dedos acariciavam o sexo molhado. Era tão pequeno que tinha medo de fazer algo errado e machucar a jovem. Deslizou um dedo para o interior quente. Mesmo nunca tendo feito, sabia que tinha de prepara-la. Ouvir as histórias dos amigos teria de servir pra alguma coisa.

Lizz ficou tensa ao sentir o dedo do moreno. Demorou uns segundos até que relaxasse. A sensação era diferente, mas gostosa. Gemidos saíam de sua garganta. Puxava os cabelos dele enquanto ele mordiscava seu seio. Já estava sedenta pelo Griffano, queria que ele se ligasse à ela.

James ouvia os gemidos da moça e seu membro pulsava. Percebera que a morena não aguentava mais esperar. Então, tirou sua cueca que estava melada pela lubrificação que seu sexo soltava teso. Segurando sua rigidez, posicionou na entrada da namorada. Era o momento, estava ansioso, cheio de desejo por ela.

A Sonserina tentou relaxar ao máximo quando o sentiu lhe invadir. Uma dor começou a se fazer. Parecia que algo rasgava. Gemeu de dor e segurou o garoto pela barriga parando-o.

– Está tudo bem?- inquiriu temeroso. Já estava por completo nela. Sentira o romper do hímen.- Quer parar?

– Não. Só espera um... pouco.- sussurrou esperando a dor passar. O soltou quando não sentiu mais nada.

Vagarosamente, Potter começou a se mover dentro dela. As pernas da menina estavam em sua cintura prendendo-o. A abraçou beijando com carinho. Sua investidas eram ritmadas. Nem muito rápido, nem muito devagar. Aquele interior apertava-lhe quente, feito vulcão. Não estavam apenas transando, estavam fazendo amor. Estavam descobrindo juntos...

Jay beijava o pescoço dela ouvindo-a gemer languidamente arranhando suas costas enquanto aumentava o ritmo.

– Lizz...- rangeu os dentes. Estava próximo ao orgasmo.- Não vou conseguir segurar...- ofegou.

– Continua Jay.- pediu sentindo um gostoso estremecimento passar pelo corpo se convertendo em líquido. Se agarrou ao corpo do namorado enquanto gemia alto o nome dele.

Ao ter o sexo da menina contrair foi o limite para ele que acabou por gozar logo após a jovem.

– Eu te amo, Elizabeth.- afirmou a olhando nos olhos, ofegando.

– Eu amo você, Potter .- sussurrou antes de beija-lo.

~~~

A festa estava muito agradável na opinião de Hermione, no entanto, Severo não pensava a mesma coisa. Pra ele, tudo aquilo era azucrinante, ainda não entendia os motivos de Minerva pedir... pedir não, decretar, exigir, ordenar e quaisquer outros sinônimos que existam para a palavra "mandar" que todos os professores comparecessem àquela festa, se bem que, de fato ele não tinha para onde fugir, pois Hermione o intimou e lhe disse se ele não fosse por bem iria sob a maldição Imperius, não que ele tivesse medo do que ela iria fazer, na verdade ele tinha medo do que ela deixaria de fazer... Hermione tinha ameaçado fazer greve, então ele teve que ir ver seus filhos receberem o diploma. Maldito Diploma!

Contudo, o que mais lhe intrigava de fato, era o desaparecimento de Elizabeth e Potter...Só os vira na hora da entrega do certificado, e não mais. Onde eles tinham se metido? Porque sua menina tinha que se envolver logo com um Potter cabeça-oca? O quê ele fez para merecer esse castigo, esse desgosto? Tantos homens no mundo, tantas famílias descentes, por que logo aquela que ele mais repudiava? Sem duvida alguma, num passado bem próximo ele tinha grudado chiclete na varinha de Merlim, era a única justificativa plausível.

– Onde está Elizabeth? — Guinchava Severo, olhando para todos os lados à procura da filha, enquanto se posicionava ao lado de Hermione que apenas observava o movimento. — Hermione...

– Ora, Severo, tenha dó. Deixe a menina aproveitar a festa pelo amor de Deus. — Retornou a mulher, farta. Já fazia uma hora que ele perguntava a mesma coisa, era irritante.

– Defina aproveitar a festa. — Devolveu, trincando os dentes. Como Hermione poderia ser tão desnaturada, não se preocupar com a filha que sumiu com um... sem-vergonha.

– Ah, não sei... Quem sabe, os dois tenham se trancado na Sala Precisa, como nós fazíamos. — Provocou, se lembrando dos velhos tempos... Bons tempos, lembrou-se mordendo o lábio inferior.

– Grr... Se aquele Potter devasso encostar um dedo sujo em minha menina, eu irei cortar...

– Deus dai-me paciência. — Interrompeu-o — Isso tudo é castigo por você ter infernizado a vida do Harry sete anos seguidos.

– O quê você está querendo dizer? — Questionou.

Hermione apenas bufou em deboche e o pegou pela mão, saindo do Salão Principal.

– Estou querendo dizer que está tarde e você já está começando a ficar insuportável... — Lhe explicou, enquanto o fazia entrar nas em seus aposentos nas Masmoras, assim que ele entrou a mulher fechou a porta atrás de si.



~.~.~.~Alguns anos depois~.~.~.~



– Alvo, pode me dizer o que é isso?- indagou professor Snape vendo a poção cicatrizante estar esverdeada e não alaranjada...

– Eu é que sei!- retrucou.- Esse livro idiota está com as informações erradas...- murmurou o moreno, hoje com dezesseis anos.

– Se o senhor, estivesse prestando atenção no que está fazendo ao envés de ficar conversando com Malfoy, veria que já estava na hora de acrescentar os pelos de Acromântula.- explicou jogando os ingredientes no caldeirão. Instantaneamente a poção ficou na cor exata.- Para a próxima aula vou querer sessenta centímetros de pergaminho dizendo as reações desta poção. Podem se retirar.- dispensou os alunos.- Exceto vocês dois.- falou apontando para Malfoy e Potter.

– Droga.- resmungaram juntos.- Qual é Prince, temos de ir. Lily está nos esperando...- o moreno tentou argumentar sendo cortado pelo professor.

– Esperando para aprontarem mais uma. Eu ainda não sei como conseguiram chegar no sexto ano...e esse ano tem os testes para Quadribol. Acredito que irão participar.- os garotos afirmaram com a cabeça sorrindo.- E como pretendem com péssimas notas?- bradou assustando os alunos.

– Cara, você consegue ser mais assustador que o Snape.- disse Alvo fitando o homem que já fora seu colega de escola.

– Certamente, temos de manter a tradição.- Prince zombou, rindo.- E você herdou a desastrosa habilidade em poções como tio Harry. Sorte dele que tinha a minha mãe, ou não passaria do primeiro ano.- cruciou.- Estudem mais, logo os testes chegarão, e se não manterem notas razoáveis serão cortados do time, isso se passarem...

– Lógico que passaremos.- Malfoy sorriu malicioso.

– Não me digam, não quero ser cúmplice de mais uma de vocês.- pediu esfregando a testa.- Vão logo antes que eu peça trabalhos extras.

Rapidamente os meninos reuniram seus materiais e saíram da sala.

– Sabe que ele está certo.- comentou Scorpius andando para fora das masmorras.- Se continuarmos a tirar notas baixas, não permaneceremos no time...

– Eu sei, mas agora temos de ir ver se Lily conseguiu o que pedimos...

Encontraram a ruiva saindo da aula de adivinhação com suas amigas de Casa.

– Lily!- chamou Malfoy.- Tudo pronto?- perguntou olhando-a.

– Calma gente.- pediu corando.- Falta o feitiço, mas ainda não o sei fazer direito.- explicou.

– Ok, fazemos isso durante a ronda.- comentou Scorpius piscando para a menina.

– Dá pra parar de paquerar minha irmã?!

Lily revirou os olhos para os dois e foi para seu Salão Comunal.

***

Scorpius esperava por Lily próximo as escadas. Teriam de patrulhar o castelo e depois ver se os balões estavam presos. Se seguissem as instruções dos produtos Weasley, todo o Salão Principal ficaria mais colorido que calda de Fênix.

– Vamos, Scorp?- chamou a Griffana ao chegar para a ronda.- Temos de fazer isso logo. Não quero que Filch nos pegue. Falta pouco para o Diretor Snape nos expulsar.

– A professora Granger não irá deixar.- assegurou o loiro.

Entraram silenciosamente no Salão Principal. Só se ouvia o farfalhar das capas de monitores e a respiração dos jovens.

Malfoy tirou das vestes uma caixinha com o logo das Gemialidades Weasley. Leu atentamente as instruções e fez como se pedia. Abriu e recitou o feitiço designado. Bolhas coloridas subiram até o alto ficando paradas perto do teto. Um arco-íris colorindo o teto.

– Agora fazemos o feitiço ilusório.- decretou o Sonserino. Potter lhe entregou um papel onde estava as instruções do feitiço.- Em que língua é essa coisa?!- guinchou, tentando ler.

– Eu disse que era difícil.- a ruiva deu os ombros.- É em romeno. Tem que puxar mais o som nasal...- instruiu.- Ascunde.- proclamou.

– Asconde.- tentou.- Ascundê. Ascunde!- se irritou.

– Acho que é isso. Quer fazer?- perguntou dando espaço para ele enfeitiçar as bolhas.

– Faço.- murmurou fazendo um bico em insatisfação.

– Pare com birra e faz logo essa coisa, antes que apareça alguém!- ralhou baixo empurrando o loiro.

– Mandona.- resmungou pegando sua varinha e apontando para as bolhas.- Ascunde.- Malfoy não sabia se pronunciara certo, mas ao ver as bolhas sumindo respirou aliviado. Olhou para a garota e sorriu debochado.- Prontinho.- gabou-se guardando sua varinha.- E agora?

– Vamos dar o fora daqui.- disse como se fosse óbvio.

– Claro. Mas não vai para o dormitório, não é?- indagou andando para fora do Salão.

– Claro que vou. Estou cansada e não quero perder nada amanhã.- afirmou sorrindo arteira.

– Poxa, achei que iriamos ficar um pouco sozinhos...- lamentou-se o Sonserino.

– Não começa, Scorp.- pediu cansada.

– Vai me dizer que não gostou daquele dia?- questionou malicioso.

– Gostei, mas foi por curiosidade. Não era como se fossemos casar depois...- pontuou chegando as escadas.- E é melhor parar com essas indiretas, vai acabar perdendo seu amigo.- cruciou.- Boa noite, Scorp.

Malfoy ficou com a voz presa. A ruiva nem dera chance dele dizer nada. Ah, mas ele ainda iria fazer a menina aceita-lo daquela forma.

***

Lilly acordou com incessantes batidas em sua porta. Já devia estar de pé, mas demorara a pegar no sono. Ficara revisando textos da aula de transfiguração.

Abriu a porta irritada com a pessoa que estava a bater.

– O que é!- gritou.

– Estamos atrasados Lily!- falou Alvo entrando no quarto da irmã pronto para descer para o Salão.

– Quem autorizou a entrar? Me espere lá embaixo. Fico pronta em vinte minutos.

No tempo marcado a ruiva apareceu no Salão Comunal. Seu irmão andava de um lado para o outro.

– Sorte sua ser um Potter, ou jamais iria entrar aqui.- pontuou ao Sonserino.

– Anda logo, quero ver desde o inicio!- chamou apressado. Scorpius os esperava do lado de fora com a mesma cara de superior. Não que ele se sentisse assim, mas eram traços naturais seus. O peso da beleza Malfoy.

– Pra quem queria ver o show desde o começo, acordaste tarde, ruiva...-comentou sarcástico.

Lily nem se deu ao trabalho de responder ao garoto. Seguiu para o Salão acompanhada dos outros. Já estava cheio de alunos. Os professores, incluindo o diretor, estavam sentados em seus lugares.

Os jovens se sentaram na mesa da Grifinória próximo à saída. Não queriam ser atingidos pelo truque.

– Em que momento vai acontecer?- sussurrou Potter.

– Pergunte ao Scorp, foi ele quem fez o feitiço.- pontuou a menina.

– Calma cara, temos mais vinte minutos pra tomar café e ir para a porta.- informou o loiro.

Ambos olharam para o teto. Estava normal. Alvo começou a achar que a peça não iria dar certo.

Um estalar ecoou no ambiente. Um barulho como trovões se fez alto. Os três se olharam espantados e fitaram o teto. O logro estava estourando antes do tempo. Se levantaram rápido para não serem atingidos.

Os alunos gritavam ao serem atingidos pelas cores das bolhas. O trio tentou chegar a porta mas foram atingidos pela própria brincadeira.

Lily olhou para seu irmão e começou a rir. Estava com o rosto vermelho e azul. O cabelo de Malfoy ficou pintado de laranja, quase igual ao seu.

Depois que o barulho cessou, uma voz letal ecoou no Salão fazendo todos tremerem de medo. Apesar de não verem nada direito por causa da fumaça.

– POTTER!- gritou Snape com as roupas negras manchadas de amarelo dourado.

– Ferrou! Corre!- disse o moreno se colocando a correr antes que a fumaça findasse e desse para o diretor vê-lo.

O amigo e a irmã não perderam tempo, correram também. Rindo da peça que pregaram na escola.

Notas finais
Então gente, espero que tenham entendido tudo desse capítulo. - Prince se Tornou o Professor de Poções - Snape diretor. O rumo dessas coisas serão explicadas no próximo capítulo e no Epílogo. O próximo capítulo será a continuação do anterior " Família Granger Snape" E prestem atenção; já temos o ultimo capítulo pronto e ele só será postado se recebermos mais de dez comentários nesse capítulo, uma recomendação ou mais favoritos. Vai depender de vocês. Obrigada pelos comentários anteriores. No mais, beijos e até o próximo, se tiver :v ~Naomi