Notas iniciais
Hey, meus queridos leitores, voltamos com o penúltimo capítulo de Lost. Quero agradecer pelos comentários anteriores, pelos favoritos e pela recomendação da Loren Camui, obrigada *-* ♥ esse capítulo é dedicado a você. Quero explicar que esse capítulo é a continuação do " A Família Granger Snape", espero que entendam e qualquer duvida, perguntem nos comentários. Boa Leitura.

"O SEGREDO É REVELADO! Por Rita Skeeter

Caros leitores, essa semana houve uma ação para mudança de nome. Os papéis para a entrada da ação foi feita pelo Herói, Severo Snape.

Vocês devem estar se perguntando, 'por que ele iria querer mudar seu nome?' E a resposta é simples: Não é ele quem vai mudar de nome, no caso seria, sobrenome. A mudança é nos sobrenomes de dois jovens bruxos de quinze anos, filhos de outra Heroína de Guerra, Hermione Granger.

Sim, leitores. Os filhos de Hermione Granger carregaram o sobrenome Snape. E ai vem a resposta para outra pergunta feita há muitos anos, queridos leitores: 'Quem seria o pai?'

Está mais que claro, que a srta. Granger se envolveu com, na época, seu professor. Um espião e Comensal da morte. Esse envolvimento teria sido consensual, ou fazia parte de algum plano de Você-sabe-quem?

Resta saber como os filhos reagiram a noticia de que seu verdadeiro pai, não era quem todos pensavam, Ronald Weasley, e sim, Severo Snape. Como ficou a cabecinha deles ao saberem que foram enganados todos esses anos?

Essa revelação trás outras questões...

'Professores podem se envolver com alunos?'

'Quais segredos Hogwarts esconde por trás daqueles muros?'

Logo trarei mais informações, queridos leitores. Enquanto isso, não seria má idéia conversarem com seus filhos. Saberem se há algo entre alunos e professores que vão além do básico."

– Eu não acredito que aquela vaca fez de novo!- bradou Hermione com o jornal nas mãos. Estava sentada ao lado de Snape que tentava tomar seu café da manhã sossegado.- Veja Severo.- mostrou-lhe o artigo.

O homem leu rapidamente a manchete e tricou os dentes. Como aquela repórter velha tinha a audácia de ficar difamando Hermione e o colégio? E mais, envolver seus filhos naquela trama...precisaria fazer uma visita à bruxa e usar o que aprendeu nos anos de Comensal para afastar a mulher das pessoas que lhe importavam?

Snape olhou para o Salão e os alunos estavam conversando aos sussurros, mas juntando todos os sussurros o ambiente se tornou uma algazarra. Todos os alunos cochichando e olhando para seus filhos. Ficara realmente furioso, os jovens estavam sendo expostos numa trama daquela jornalista de quinta.

– Não se preocupe Hermione, eu vou acabar com ela.- sibilou cerrando os punhos.

– Não faça nada que te prejudique, Severo.- o alertou aflita. Sabia do que ele era capaz e temia que isso os afastasse novamente.

– Não farei nada...ilegal.- sorriu ladino. Apenas iria dar um susto na mulher pra que ela não se metesse mais onde não era chamada.

– Ok.- disse lhe dando um beijo e se levantou para ir se arrumar, as aulas começariam logo mais.

Assim que os professores saíram do Salão, os estudantes irromperam em falatório. O professor Snape era pai de dois alunos e estava com a professora Granger. Ninguém entendia o que uma mulher doce como a professora estava fazendo com um carrasco que era o homem...

O falatório tomou outro rumo quando Elizabeth e James entraram abraçados como um casal. A menina estava até sorrindo. Não que ela não sorrisse, só não era com frequência e na frente dos outros. Definitivamente as aulas começaram diferente naquele dia.

***

Toda a escola estava reunida no campo de Quadribol para a final da copa das Casas. Era o jogo mais aguardado daquele ano, pois seria, Sonserina x Griffinória. Ambos rivais, mas com uma peculiar diferença. Os apanhadores eram namorados, e extremamente competitivos. Seria uma partida interessante de se ver. Como reagiria um se o outro ganhasse? Feliz ou triste? Era essas perguntas que faziam com que os alunos lotassem as arquibancadas.

Granger e Snape estavam junto dos outros professores e da diretora no camarote. Fora o único lugar que sobrara para que pudessem assistir o jogo.

– Essa partida promete...- comentou um professor vendo os jogadores entrarem em campo.

– Estou nervosa.- confessou baixo Hermione.

– Com medo que sua Casa perca, querida?- zombou Snape ao lado dela.

– Tenho medo do que minha menina faça para ganhar esse jogo.- murmurou baixo.- Ela é competitiva demais e fará qualquer coisa...

– Ora, Hermione, ela não vai matar o Potter. Não que eu me importe, adoraria, mas ela é responsável e não vai quebrar as regras.- afirmou não muito certo disso.

Ouviram o apito, e o locutor começara a narrar a partida.

Os artilheiros passavam rápidos pelo ar lançando a goles um para o outro. E sempre marcavam pontos pra sua equipe. Só não eram mais rápidos que os apanhadores, que mal se via passar. Eram borrões na vista dos espectadores.

– Vai ficar me seguindo?- debochou Lizz voando atrás do pomo.

– Muito engraçada, Elizabeth!- ironizou contornando-a numa manobra para tomar dianteira. A Sonserina avançou contra o namorado batendo nele com o próprio corpo.- Quer me matar?!- gritou ao se reequilibrar na vassoura.

– Claro que não. Só conseguir retardar você.- riu zombeteira subindo pelo céu com o Griffano atrás.

A morena perdera o pomo de vista e parou para procurar. Logo Jay se juntou à ela.

– Cansado?- riu.

Potter apenas sorriu. Não estava se esforçando ao máximo para ganhar. Já tinha ganhado no ano anterior. E como aquele era o primeiro ano da moça, queria que ela ficasse feliz. Voou até chegar perto dela. Estava linda com os cabelos ao vento e aquele uniforme de Quadribol. A tocou no cabelo puxando para um beijo calmo.

– Jay!- ralhou se soltando.- Estamos jogando.

– Eu sei. Só queria um beijo teu.- murmurou ainda perto.

Elizabeth olhou fixamente nos olhos dele. Sentia que algo de errado. Mas não sabia dizer o que era. Ele estava tranquilo, como se não se importasse com o jogo.

– O que está acontecendo?- inquiriu a morena.

– Comigo? Nada.- afirmou encontrando o pomo e sorrindo. A menina olhou para trás e o viu também, logo se colocando para segui-lo. Parou ao perceber que o garoto estava parado admirando-a.

– O que faz parado ai?- indagou.

– Vendo você jogar...já lhe disse que fica bonita nessa roupa?- perguntou sorrindo.

– Está abrindo mão da Taça?- questionou vendo as intenções dele.- Não pode fazer isso, Jay! Essa Copa é importante pra você...

– Quero que ganhe, Lizz.- informou.

– Mas eu não quero que seja fácil!- bradou.- E sei que você também quer ganhar a Taça, não é?- tomou o silêncio dele como um 'sim'.- Façamos assim: lembra quando seu pai nos contou sobre o Torneio Tri-bruxo? Ele e Cedrico pegaram a Taça juntos.- ofereceu animada.

– Sugere que peguemos o pomo juntos? É! Vai ser divertido ver a cara das pessoas quando verem que empatou...- Vamos pegar esse pomo.

Elizabeth ficou satisfeita em ver a animação do namorado. Aquela saída era a melhor que conseguira, queria ganhar, mas queria que o Griffano também ganhasse.

Os apanhadores voavam lado a lado com a mão estendida para a bolinha. Precisavam chegar logo no pomo, aproveitar que o jogo estava empatado com 30 pontos cada time.

O pomo voou para baixo, numa descida perigosa, mas os jovens não se importavam, até riam daquela adrenalina de estar voando direto para o chão. Pouco antes do pomo fazer uma mudança de percurso, os apanhadores o pegaram pelas asas que vibravam em seus dedos. Aterrissaram no solo e ergueram a bolinha. Todos ficaram em silêncio vendo-os segurando o pomo.

– Veja a cara deles.- sussurrou o menino.- Isso merecia uma foto. Torcida silenciosa...raríssimo.- riu soltando a bola.- Mas o que importa é que ganhamos!- Lizz o acompanhou no riso e o abraçou beijando-o. Por um momento o menino retribuiu, porém, se lembrou que seu sogro era um ex-Comensal e que estava presente no jogo. Certamente o Griffano iria sofrer antes de morrer por tocar na filha do homem.

– Lizz!- ralhou se soltando da moça.- Quer que eu morra?!- indagou assustado. A jovem o olhou confusa. Por que ele estava daquele jeito? Então, a voz irritada de seu pai veio de suas costas. Automaticamente se colocou na frente do menino ao ver a varinha apontada para ele.

– Potter! — Bradava o homem, irado. — Como você se atreve? Perdeu a noção do perigo?

– Calma, pai... Não foi nada, a culpa foi minha. — Tentava Lizz

– Severo, pelo amor de Deus... Abaixe isso. — Pedia Granger, enquanto abaixava o braço do homem.

– Calma, sogrinho... — Dizia Potter, atrás de Lizz.

– Sogrinho é o escambau, você pensa que eu não sei quais são as suas intenções. Você quer corromper a minha filha, seu garoto depravado!

– Pai, olha que vergonha que você está me fazendo passar.

Os alunos riam, dois em especial. Prince e Ted na arquibancada da Grifinória quase se mijavam de rir, aquilo era, de fato muito engraçado.

– Ain, sogrinho. — Gritou Ted, gargalhando alto, fazendo com o resto dos alunos rissem também

– Severo! — Guinchava Granger

– Foi só um beijinho, nada demais... — Justificava-se Potter

– Eu estou lhe avisando, Potter, se eu lhe ver à mais de quinze centímetros de proximidade de minha filha, não restará seus lábios para contar a estória, muito menos seus membros, um em especial. — sibilou com o rosto vermelho em fúria.

Si-sim senhor- gaguejou com os olhos temerosos.

– Severo deixe os garotos comemorarem a vitória...- a mulher começou a puxar Snape para longe dos estudantes.

– Claro, vamos Elizabeth.- chamou, no entanto a menina não se mexeu.- Vamos.- disse enérgico.

– Pai, pare com isso.- implorou a Sonserina.- E não estupore meu namorado.

– NAMORADO?!- rugiu.- Ele te enfeitiçou? Esse idiota deve ter lhe dado Amortentia...- murmurou segurando o rosto da jovem procurando indícios da poção.

– Está me chamando de burra, pai?! Que eu seria estúpida por não notar que fui enfeitiçada?!- se exaltou deixando o professor descompensado.

– Lizz, estou te defendendo desse pervertido.- argumentou o professor.

– Pai, eu conheço esse idiota desde sempre. Antes dele pensar em brincar comigo, eu castro ele.- sorriu sádica.

– Severo, se proibir será pior. Nunca ouviu dizer que o proibido é mais gostoso?- sussurrou Granger nas costas dele. Snape tensionou o queixo, sabia que se começasse a proibir aquele...relacionamento, sua filha ficaria tentada a continuar as escondidas.

– Mantenha suas mãos onde eu possa vê-las, Potter.- ordenou ainda tenso. Aquilo só podia ser castigo. Sua princesa com um Potter. Malditos Potter!


***

Poucos meses depois...

Todos estavam reunidos naquele lugar que julgaram nunca mais ir. Pelo menos não tão cedo. Aqueles túmulos onde estavam os ceifados pela guerra, traziam uma sensação de impotência a todos. Os alunos estavam tristes, alguns choravam, outros sentiam o pesar. Todos sentiriam a falta.

Hermione estava ao lado dos filhos, chorava silenciosamente. Elizabeth tirara licença dos jogos para ir ao enterro da mulher. Prince já havia acabado seu curso de Pocionista.

A vida era mesmo injusta. Levar alguém tão nobre e bom, assim do nada...Lembranças invadiram amente da morena. Eram todas boas. Seu choro ficou mais desmedido.

Segurara o choro desde que soube do mal súbito que acomenteu aquela alma bondosa. Sentiu braços fortes a envolvendo, acalentando-a. O cheiro de ervas a acalmou. Chorou em seu peito como uma criança.

– Shh, estou aqui com você...- murmurou sobre sua cabeça afagando seus cabelos.

– Por que, Severo?- fungou apertando-o.

– Ela era velha...passou por muitas coisas...deve ter chegado seu momento.- ofereceu o homem. Também sentira a perda da senhora, por mais que esta fosse muito entrometida.

– Pelo menos ela não sofreu...- comentou olhando a lápide do túmulo recém feito.

"Aqui jaz Minerva McGonagall.

Professora e amiga"

***

As aulas retornaram dois dias após o enterro de Minerva. Seu quadro tomou vida sendo colocado próximo ao de Alvo. Naquele momento Filius estava ocupando o cargo de diretor temporário. Apenas até que o Ministério elegesse outro. O pequeno homem estava atarefado. Além de exercer a direção, estava dando aulas também. Rogava que indicassem logo o novo diretor. Aquela burocracia toda não era pra ele, mal dava conta dos alunos.

Como se ouvisse seus pensamentos, uma coruja chega lhe entregando uma carta, do Ministério.

A abriu e foi com alívio que viu suas preces atendidas. Já poderia voltar à dar aulas, pois haviam nomeado o novo diretor. Ou melhor, readimitido um. Só faltava comunicar aos demais e aos alunos.



***

O café da manhã transcorria normalmente. Os alunos estavam falantes novamente, os professores voltaram com sua rotina.

Filius se aproximou da tribuna e com a varinha sua voz fina ecoou pelo Salão.

– Um bom dia a todos!- iniciou.- Como todos sabem, estamos sem diretor no momento. Pelo menos estávamos, hoje Ministério me enviou uma carta com o nome do novo diretor de Hogwarts. E é com alegria que digo que Severo Snape, retorna para a diretoria desse castelo.

A mesa da Sonserina bradou em palmas para o homem, assim como às demais mesas. Seus filhos gritavam e aplaudiam entusiasmados pelo novo cargo. Já ele, não esboçava nenhuma reação. Estava paralisado no lugar. Onde o Ministério estava com a cabeça para colocá-lo novamente naquele cargo?

– Severo.- chamou Granger ao seu lado.- Você tem que ir fazer o discurso...

– Eu não sei se quero ser diretor novamente, Hermione.- confessou quando encontrou sua voz.

– Você será um brilhante diretor, Severo.- afirmou amável.

– Aceito, se aceitar ser minha vice.- ofereceu segurando sua mão.

– Mas eu...eu não saberei o que fazer.

– Claro que saberá. Você é a sabe-tudo Granger.- pontuou, rindo.

– Futuramente Snape?- inquiriu risonha.

– Futuramente...- Severo não queria apressar as coisas. Se casar era algo que ele nunca quis, somente quando era jovem e conhecera Hermione. No entanto, agora era um homem mais velho, não tinha mais idade para aquela coisa toda de casamento. Pra ele era simples, continuariam a viver como estavam, não havia motivos para alterar aquilo. Como os trouxas dizem: "Em time que se está ganhando, não se mexe..."

***

Quatro anos depois...

Malditos Potter! Amaldiçoava Severo, enquanto rabiscava um berrador com palavras nada amigáveis para enviar à Família Potter e Malfoy, contando detalhadamente e exageradamente sobre uma travessura no Salão Principal, que teve como resultado; todos os estudantes sujos de tinta, assim como os professores, um pandemônio e o período da manhã sem aulas. Já não era a primeira vez que aqueles desajuizados aprontavam, e ele já estava enfastiado, para ser mais exato; de saco cheio. De repente, seus ouvidos aguçados captaram um som de sapatos de salto, batendo contra o piso de pedra e que se aproximavam cada vez mais, logo em seguida a porta foi aberta num baque, que não o assustou e uma Granger furiosa irrompeu da passagem.

– Severo Prince Snape! — Gritou ela, raivosa, não causando reação no homem, que continuava a escrever, sem lhe dar a mínima atenção.

Hermione estava daquela forma, pois já faziam quatro anos que ele a enrolava. Nunca falava de casamento ou coisa parecida, e quando ela tocava nesse assunto, ele se desviava, fingia que não era com ele, ou simplesmente falava sobre o tempo e isso deixava-a cada vez mais irritada. No jantar da noite anterior, quando ela tentou dizer alguma coisa sobre, ele deixou-a falando sozinha e fingiu estar ocupado inventando algo para fazer, e não foi procura-la, novamente no café da manhã ele a ignorou, e depois daquela algazarra ele se trancou no gabinete. Granger achava que já não tinha mais idade para 'namorar', porque já beirava os quarenta, e queria muito ter algo mais sério com o homem que amava, será que era tão difícil de entender?

Já Severo, beirava os sessenta ( o que o fazia jovem, de acordo com a expectativa de vida dos bruxos) e se achava velho demais para aquele tipo de coisa, não que nunca tenha pensado em se casar com ela, ou com qualquer outra mulher antes de conhecê-la, mas o tempo vai passando e as pessoas vão criando novas opiniões e pontos de vista. Eles não precisavam daquilo, no entanto, no fundo ele sabia que o que sentia era apenas insegurança, em relação á ser exposto daquela maneira. Imagina o que todos iriam dizer, não que ele ligasse para a opinião alheia, mas já estava cansado de todas as edições de jornais, um em especial, terem como manchete seu nome, ou de Hermione ou de seus filhos, ou de tudo junto. Ele a amava, porque ela não entendia? Estavam bem assim.

– ... que droga, Severo. O quê custa dizer um maldito sim? Vai cair sua língua por um acaso? — Hermione já falava à quase meia hora sem parar, falava tecnicamente sozinha, pois ele não estava nem aí, já tinha dado sua resposta e estava cansado de repeti-la. Apenas achava graça de como ela andava pra lá e pra cá, feito uma barata tonta.

Hermione parou, e ao notar que ele não lhe dava a mínima, sequer lhe olhava, um súbito de gana lhe subiu à cabeça, ela imediatamente foi até a mesa dele, fechou uma mão em punho, e acertou um murro na mesa, fazendo com que a tinta caísse sobre o pergaminho que Severo escrevia borrando tudo, e uma outra pilha de papéis caísse no chão. Como ela se atrevia? Maldita Granger petulante!

Para provoca-la ainda mais, ele apenas ergueu uma sobrancelha em deboche.

– Você perdeu a noção do perigo, Granger? — Perguntou ele, entre os dentes.

– Oh! Resolveu prestar atenção? — Retornou a mulher.

– Não! Definitivamente, essa é a minha resposta. — Replicou, alterando a voz. Ela teria que entender, ele tentou dizer por meio de ações, ela não quis compreender, e agora ele teve que dizer com todas as letras.

– Definitiva? — Ela precisava saber, precisava saber se aquela era sua ultima palavra, para que ela pudesse tomar uma decisão.

– Irrefutável. — Disse ele, firme.

Hermione não disse mais nada, girou nos calcanhares e se encaminhou para seu quarto, na ala dos Leões. Ela ainda tinha esperanças, poucas, mas ainda sim as tinha de que Severo pudesse aceitar de uma vez por todas, legalizar aquilo que eles tinham. Mas, tudo bem — ela pensava — não podia obrigar uma pessoa a se casar com ela, por mais que esse pessoa a ame. Se ele não quer, não há nada mais que ela podia fazer, nem usar a maldição Imperius, pois era ilegal, no entanto nada mais a prendia lá. Prince e Char trabalhavam em Hogwarts, ele professor de Poções e ela Professora de Trato das Criaturas Mágicas, eram noivos e casariam em breve, apesar de serem jovens demais, essa era a escolha deles. Elizabeth e James trabalhavam muito e moravam num apê, ambos eram jogadores de Quadribol profissionais, nem falavam sobre se casar, e se eles estavam felizes daquela maneira, ninguém tinha que se intrometer. Os dois filhos estavam encaminhados e ela já não tinha mais nada para fazer ali. Era hora de traçar um novo caminho.

Precisava pensar direito... Começou a andar pra lá e pra cá, buscando no fundo de sua mente, a certeza do que queria. Bichento apenas a observava deitado na cama. Porém, antes de concluir qualquer coisa que estivesse pensando, ela foi pega de surpresa por uma tontura, que a fez se sentar na cama. Devia ser por conta do seu nervosismo, tudo culpa daquele idiota. Por via das duvidas, resolveu se deitar, sorte que não tinha aulas para dar naquele período. Olhou para o criado-mudo, onde jazia um envelope aberto, pegou-o e tirou a carta, se pôs a ler pela milésima vez.

– É melhor arrumar as malas, Bichento. Não podemos desperdiçar essa chance. — Disse confiante, para o gato, que não gostou nenhum pouco de saber que teria de se adaptar a um novo lugar.


***

No Salão Principal, onde acontecia o jantar, os alunos permaneciam inquietos comentando sobre o acontecido no Café da Manhã, uns achavam graça, outros idiotice e a maioria queria vingança, ou simplesmente uma boa punição.

Já na mesa dos instrutores, tudo estava quieto demais, exceto a Professora Wood e o Professor Snape, que conversavam animadamente.

Hermione por sua vez, ainda não havia chegado para jantar e isso preocupava Severo, que mal comia. Alguns minutos depois, atrasada, ela chegou, havia caído no sono, isso era estranho, pois não costumava dormir de dia. Se sentou ao lado de Severo, que apenas a olhou com curiosidade.

– Eu acabei dormindo. — Lhe disse, enquanto procurava algo que lhe despertasse o apetite, entre os vários pratos. Ele não disse nada, então ela se lembrou que precisava ir direto ao ponto, e sabia que a reação dele não seria das melhores, em relação à sua escolha.

– Eu...eu... — Começou, recebendo a atenção dele, que pedia a Salazar para que ela não começasse com aquela mesma conversa. Contudo, ele conhecia Hermione muito bem e sabia que ela precisava lhe dizer algo sério. — estou pedindo demissão.

Severo definitivamente não acreditou no que ouvia, ela não podia ter dito aquilo.

– O que disse?

– Foi isso mesmo que você ouviu, eu estou pedindo demissão. — Reafirmou ela.

– Posso saber o motivo? — Perguntou, tentando parecer indiferente, falhando miseravelmente.

– Não tenho mais nada para fazer aqui!

Como assim ela não tinha mais nada para fazer ali?

– E para onde pretende ir?

– Para bem longe de você.

Aquilo doeu nele, mas do que ela podia imaginar que doeria. Ele não queria que ela fosse.

– Eu poderia dizer que sinto muito por estragar seus planos, mas ambos sabemos que não será verdade, só posso dizer que não tenho a intenção de lhe demitir, daqui a senhorita não sairá. — Retornou, nunca perdendo sua tão famosa ironia.

– Você não manda em mim, eu irei e pronto! — Disse ela, mas alto do que queria, jogando o guardanapo na mesa, saiu Salão à fora, tendo um Snape irado ao seu encalço.

Ela entrou em seus aposentos, indo direto para o quarto, empunhou a varinha e imediatamente as roupas começaram a ser dobradas e postas numa mala, assim como todos os pertences.

– Granger! — Berrava ele, na intenção de para-la.

– O que você quer?

– Para onde você vai? — ele estava preocupado.

– Eu recebi uma proposta de emprego, no Ministério da Magia dos EUA, e como não tenho nada mais para fazer aqui, meus filhos já estão criados, eu irei. — Explicou ela, sem parar o que estava fazendo.

– Mas... e — Severo não sabia como dizer — e... nós?

– Nós? Como assim nós? Seja lá o que temos, poderemos continuar por cartas, se eu tiver tempo de lhe responder.

– Não seja estúpida, Granger...

– Olha quem fala. Você sempre viveu sozinho, uns anos á mais, uns á menos, não fará diferença alguma em sua vida, nunca fez. Você mau fala comigo, minha presença ou minha ausência tanto faz pra você, não farei falta. — Concluiu, enquanto pegava uma peça de roupa que tentava ir para a mala, mas Bichento não a deixava, tentando brincar.

– É isso mesmo o que você quer? — Ele perguntou, entre os dentes. Sabia que tinha errado com ela, que não lhe dava a devida atenção, pois não queria conversar sobre casamento. Ele se sentia um pouco culpado, mas se ela pensava daquela maneira e não estava pensando duas vezes em larga-lo, ele não impediria, sequer objetaria.

– É... — Hermione disse sem convicção alguma, a tontura tinha voltado, entretanto ela não se deixaria abater.. — É isso mesmo que eu quero! — Afirmou, ao mesmo tempo que colocava Bichento em sua caixa de transporte.

– Então vá! — Não precisava demiti-la agora, era só mandar por coruja o papel, no entanto não era isso que o preocupava.

– Estou indo. — Dizendo isso, Hermione pegou sua mala e a caixa de Bichento e saiu porta à fora, ela queria olhar pra trás, no entanto não o fez. Sentia-se abalada, por ele tê-la deixado partir tão facilmente.

Por uma questão de segundos, Severo pensou em como seria sua vida sem Hermione, pelo menos quando ele mal falava com ela, ele sabia que ela estaria lá todos os dias, todos os momentos, sabia que podia vê-la sempre que quisesse. E agora? Se ela fosse ele não a teria mais, e... sofreria, como sofreu por tantos anos, sofreu em coma, mesmo sem saber... Ele não podia deixa-la partir, amava-a e tinha a certeza de que não poderia viver mais sem ela.

– Ah! Mas, não vai mesmo. — Dizendo isso, ele tratou de ir atrás dela, gritando seu nome, fazendo com que os alunos ficassem curiosos á ponto de segui-lo. Quando Hermione já estava atravessando o Salão Principal, sentiu alguém segurar em seu braço e a puxar.

– Hermione... você não pode me deixar. — Disse ele, olhando naqueles belos olhos dela.

– E porque não? — Questionou, já mais calma. Ele não a deixou ir, estava feliz por isso.

– Por que eu a amo, não vejo minha vida sem você... Eu... eu tive medo, de nós nos casarmos e isso dar errado... Eu não suportaria lhe perder. — Como já era de se esperar, ele sentia-se patético, por dizer sobre seus sentimentos tão abertamente.

– Eu acho que... eu não devia ter lhe forçado, mas eu queria tanto uma família de verdade...

– Eu fui o estúpido da estória, e se for pra ver você feliz, Hermione, eu farei. Isso não será nenhum sacrifício para mim, e além do mais você se tornaria Hermione Snape, e seria legalmente minha. — Disse, sorrindo ladino.

À essa altura, todos os alunos e professores presenciavam aquela cena épica, era um empurra empurra, pois os alunos mais baixos que estavam atrás também queriam ver, era algo muito raro.

Ela lhe sorriu e resolveu fazer algo que eles jamais esqueceriam, na verdade, ninguém que iria presenciar jamais esqueceria.


Ajoelhou-se, reunindo a coragem Grifinória, que tinha de sobra. Severo olhou confuso para ela, não imaginando o que ela faria e nem gostaria de imaginar.


Ela pigarreou, ficando séria, sem perder o brilho de diversão nos olhos. Segurou a mão do homem à sua frente, que arqueava a sobrancelha, ele não acreditava no que ela iria fazer.

– Severo Prince Snape — começou ela — O senhor aceita se casar comigo?

Naquela hora, ele teve vontade de cavar um buraco e entrar dentro, os alunos estavam perplexos, nunca nenhum deles imaginou que presenciariam algo daquele tipo, um deles até havia assoviado " fiu fiu ", mas antes que eles pudessem rir ou fazer qualquer coisa Severo disse em voz alta, olhando mortalmente para todos.

– Se eu escutar uma risadinha, por mais mínima que seja, eu irei zerar os pontos das casas. — No mesmo instante os pestinhas emudeceram, ninguém queria prejudicar sua casa.

Ele não iria brigar com Hermione, até pra ele aquilo chegava á ser cômico, então simplesmente ajudou-a a se levantar e lhe beijou rapidamente, e lhe respondeu. — Sim, Granger — brincou ele — eu lhe dou a honra de se casar comigo.

No instante seguinte, ouviram-se muitas palmas, todos os alunos aplaudiam, Prince e Char eram os primeiros, aquilo já tinha passado da hora de acontecer. Alvo e Scorp que haviam assoviado antes, fizeram novamente, muitas vezes seguidas, nunca imaginaram que Severo Snape se colocaria naquela situação, na verdade ninguém imaginava. Só mesmo a nascida-trouxa Grifinória, mas conhecida como a irritante sabe-tudo Granger era capaz de muda-lo completamente.

*****

Draco estava tomando seu cafe da manhã juntamente com Luna e Adhafera. A menina estava com quase quatro anos e era bastante parecida com a mãe. Os cabelos loiros ondulados, os olhos azuis brilhantes e sonhadores...

Malfoy sentia-se feliz, sempre achou que não sairia da guerra vivo, mas Luna o salvou, e ainda lhe deu uma família.

A mulher estava dando uma salada de frutas para a criança quando a coruja da família chegou e derrubou uma carta com o selo de Hogwarts na mesa.

– Por Salazar! O que esse garoto fez dessa vez?- lamentou o homem pegando envelope.

– Abra, e veja. Deve ter exagerado em alguma brincadeira.- aconselhou a loira.

– Aquele Potter, está sendo uma péssima influência para ele.

– Eu sei que você gosta do Alvo. Temia que Scorp não conseguisse amigo algum por ser filho de um ex-comensal. E Alvo é um bom amigo para ele.- Draco ainda ficava admirado pelo jeito da esposa. Tão simples e boa pra ele.

Suspirando abriu a carta que se mostrou ser um berrador.

"Draco!

Seu filho, juntamente com os Potter, passaram dos limites nessa escola! O Salão Principal ficou manchado de várias cores, assim como as pessoas que estavam nele.

Eu só não o expulso junto com os outros porque és meu afiliado, Draco. E tenho apreço por você!Nem maldito "Trio de ouro" me deu tanta dor de cabeça como esses jovens.

Preciso que venha até aqui para discutirmos a punição de Scorpius. Espero que de resto esteja tudo bem por aí.

– É, não foi dessa vez que ele foi expulso...- murmurou o homem vendo Adha sorrir.

***

Na casa dos Potter se seguia a mesma cena. Harry tomava seu café da manhã com sua esposa.

A casa estava silenciosa, James estava viajando com seu time de Quadribol. E não voltaria antes do fim da Copa de Quadribol acompanhar a namorada pelo campeonato.

– Que horas tem que estar no Ministério?- perguntou Gina vendo a coruja parada na janela com uma carta de Hogwarts. Ela já suspeitava do que se tratava, era a mesma coisa de sempre.

– Tenho tempo. Por que?- a ruiva apontou para a janela.- Ah, isso não é nada bom...- murmurou vendo o selo da carta.- É um berrador? Diga que não é um berrador.- pediu cansado.

– Abra logo. Snape deve ter feito o feitiço de explosão, não quero que exploda aqui, Harry.- pediu a mulher. Sem muita vontade, Potter pegou a carta e a abriu. A voz arrastada de Severo bradou no local.

"POTTER!

Onde arrumaste esse babuíno que chamas de filho?! E ainda carrega meu nome...

Eu não sei o que andas ensinando ao moleque, mas ele passou dos limites. E está desviando a srta. Potter. Incluindo-a nas artimanhas que faz com Malfoy.

Não creio que um garoto como ele esteja na Sonserina. Nunca houve tamanho talento para se meter em confusão!

O aguardo imediatamente para discutirmos os castigos de seus filhos! Mas caso esteja ocupado, pensarei sozinho no castigo."

– Foi bem delicado dessa vez...- comentou o homem depois que a carta se desfez.

– Acho que tem o dedo da Mione nessa "delicadeza"...- riu Gina.

– Não sei como ainda tenho cabelo...esses garotos vivem se metendo em encrencas.- disse mexendo nos fios.

– Você foi pior.- pontuou.- Melhor andarmos logo. Tenho até medo de saber qual será o castigo.- chamou a ruiva.

Notas finais
Gente, foi com muito pesar que matamos a Minerva, era necessário, mas morta ou viva ela sempre será uma Gata Diva. Eu quero parabenizar uma das nossas leitoras, Clarie Potter que fez aniversário uns dias atrás *-* Eu e a Anne vos desejamos tudo de muito bom, tu merece. O quê será que Hermione tem, em? Será mais um Morceguinho a caminho? shausha' Gente, pra vocês que gostam de Snamione, eu vou-lhes recomendar uma, http://fanfiction.com.br/historia/529047/Seja_meu_carvalho-_Snamione/ Seja meu Carvalho, é uma fanfic ótima e totalmente original, faz com você se encante muito mais pelo shipper, não é nem um pouco clichê, espero ver vocês lá, recomendada! Quero agradecer novamente à Loren pela bela recomendação, obrigada mesmo. Se você nunca comentou, aproveite que são os ultimos capítulos e nos faça feliz. Se você gostou da Fic até aqui não se esqueça de favoritar e recomendar. Já começaremos à trabalhar no Epílogo e espero que sejamos recompensadas. Chega de falar, já falei demais aqui. No mais, beijões e até o próximo♥ ~Naomi