Lost Memories - Snamione
19 A Ultima Vez - De Volta
Notas iniciais

Cada vez que Hermione via Severo lendo livros sobre feitiços temporais, crescia sua admiração pela determinação do mesmo. Uma parte de si torcia para que ele realmente achasse uma solução para que ela ficasse ali. Outra insistia em ajudar Harry na guerra.
"Quem sabe era mesmo para eu vir
parar aqui. Foi por causa daquele livro que Harry pegou que vim. O livro do Severo. Seria destino?" Pensou enquanto tentava ler um livro abraçada ao namorado em seu dormitório.
A ansiedade tomava conta dos dois, Granger sabia que sua ida estava chegando. Dumbledore ainda não lhe dissera o dia certo. Snape corria contra o tempo para encontrar o feitiço certo. "E se eu usar as informações que eu já sei e inventar um?" Pensou já negando a ideia. Ele não tinha tempo para inventar um.
– Sevie, o que vai fazer no domingo?- a garota indagou lembrando do aniversário do garoto.
– Nada. Por que?- rebateu virando a página do livro.
– Pensei de usarmos uma das passagens secretas e comemorar seu aniversário fora de Hogwarts.- comentou fitando-o.
– Acho melhor não.- seu rosto se formou em uma carranca.
– Ora, e por quê?- inquiriu se levantando.
– Não gosto dessas coisas. É só uma data da qual me lembra que estou ficando mais velho.- disse pondo fim aquela conversa. Mas conhecendo a Griffana, sabia que ela não cessaria o assunto.
– Sevie, vamos.- pediu.- Vai ser legal sair um pouco desse castelo. Vamos... Pare de ser turrão pelo menos no seu aniversário.
O garoto não estava em clima para comemorações. Queria usar cada minuto de seu tempo para suas pesquisas. Mas ver aquele sorriso que ela lhe dava, o desarmava completamente.
– Você é irritante, sabia disso?- pontuou desistindo de discutir com a garota.- Vamos fazer o quê?
– Isso importa?- riu a menina.- Vamos se divertir no seu aniversário...- Granger raciocinou rápido.- O que você tem vontade de fazer que nunca pode?- inquiriu ansiosa por saber.
– Nada.- deu os ombros.
– Ah Severo! Diz, vai.- pediu.
O Sonserino a fitou pensativo. Havia sim uma coisa que gostaria de fazer, era algo simples, mas com seu maldito pai trouxa nunca teve a chance de fazer.
– Não é nada de mais.- assegurou.- Eu sempre tive vontade de conhecer o British Museum.- confessou remexendo nos cabelos que caiam nos olhos.
– Adoro ele!- exclamou.- Quer dizer, no meu tempo, fui duas vezes, não sei como é nesse tempo. Deve ser interessante.- divagou.- Mas terei de falar com o diretor antes.- informou.
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Bellatrix andava de um lado para o outro em seu quarto nas masmorras. Bufava irritadiça, seus cabelos estavam bagunçados, seu corpo tremia. Em sua cama jazia um pergaminho aberto. Era uma carta de seus pais. As notícias não eram boas na concepção da bruxa. Seus pais estavam loucos se achavam que ela iria concordar com aquilo. Sua irmã iria adorar, mas ela não. Pegou uma pena e pergaminho para responder a seus pais.
"Vocês só podem ter ficado loucos! Eu não vou aceitar essa ideia absurda! Podem esquecer isso, não contem comigo para esse disparate!
Bellatrix Black"
Enrolou o pergaminho e amarrou na pata da coruja que esperava na janela. Ficou vendo-a sumir no horizonte. A adrenalina ainda estava em seu corpo. Não iria fazer as vontades de seus pais. Eles que se virassem em se livrar do pretendente dela. "Ridículos! Não vou me casar!"
– NÃO VOU!- bradou assustando Narcisa que entrava no quarto.
– Aconteceu algo, Bella?- a loira indagou preocupada.
– Por enquanto não.- bufou.
Ciça viu o pergaminho na cama, o pegou e leu. Sorria feliz com a noticia que seus pais mandavam. Esperava muito por aquilo. Era apaixonada por Lúcio desde o terceiro ano, e finalmente seus pais estavam fazendo a negociação com a família Malfoy.
– Isso é maravilhoso , Bella! Ficaremos noivas neste fim de semana!- exclamou contente.
– Você vai. Eu não quero me casar!- afirmou.- Vou servir ao Lorde, não terei tempo pra ser uma mulherzinha que fica as ordens do marido.- disse ranzinza.
– Mas e se papai e mamãe já tiverem feito o contrato, não poderá quebrar. Isso mataria nossos pais.- comentou.
– Não me importo.- rosnou de raiva torcendo para que isso não acontecesse. Não queria se casar com algum velho rico que certamente sus pais lhe arrumara.- Vou tomar um banho.- anunciou.- Se alguém me incomodar, será torturado.- decretou entrando no cômodo.
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Hermione não tinha certeza do que iria fazer. Achou que amava Rony e que seria uma tortura ter que ficar longe dele por quase seis meses. Mas muitas coisas mudaram, e agora a tortura maior seria deixar aquele rapaz de cabelos e olhos negros, aquele para quem direcionava tudo o quê tinha de melhor: os seus sentimentos. Como ela havia deixado o amor se apossar tanto de seu ser? Como uma pessoa, como ela poderia amar tanto um único alguém? Ela não tinha as respostas para essas questões.
Nunca foi de acreditar em amor a primeira vista, e acabou por recordar da sensação que teve ao vê-lo pela primeira vez no Salão Principal. Das borboletas que voavam atônitas em seu estômago cada vez que estava perto dele. Sim, eram borboletas e ela demorou tanto a perceber. Talvez o título dado por ele de sabe tudo já não fosse mais tão merecido assim... Deixou-o tocar o intocado e entregou-se de corpo e alma, como jamais havia se entregado á ninguém e agora teria que partir. Ficava feliz em saber que o teria no futuro também, mas não da mesma forma. Lá ele era diferente e agora Hermione entendia os motivos dele para ser daquela forma.
No momento Hermione só se preocupava em tê-lo para si novamente, nem com as idades de ambos se importava. "Qual seria a reação dele no futuro?" Provavelmente a odiaria mais do que já a odeia... "Droga, droga..." No que ela foi se meter? Tarde demais para perceber.
Bem, o que ela não entendeu ainda é que o Ódio e o Amor andam sempre lado a lado.
Granger debatia sua situação em frente a porta do gabinete do diretor. Bateu e entrou na sala depois que ouviu o senhor dizer- lhe para fazer isso.
– Srta. Granger, leste meus pensamentos. Estava a ponto de lhe mandar uma mensagem para que viesse me ver.- pronunciou sereno.
– E o que deseja?- questionou curiosa.
– Pretendia avisar a data de sua partida.- informou pesaroso.
– Quando?- sussurrou com o peito afundando de dor.
– Nesta segunda feira antes do sol nascer.- o senhor sabia que aquele dia seria o pior para ela partir. Mas, a erva usada no feitiço estava pronta, e ela ficando mais tempo que o prudente naquele tempo seria danoso.
– Não podemos esperar mais uns dias?- choramingou.
– Sinto muito criança. Poderá causar danos na sua linha temporal.
Hermione soluçou chacoalhando os ombros enquanto chorava por ter de deixar aquela vida que levava naquele tempo. Sentiria falta das pessoas que conheceu. Principalmente daquele que seu coração chorava aflito só de pensar em abandonar.
– Não chore querida. Vocês vão se reencontrar no futuro.- Alvo disse lhe estendendo um lenço.- Já pensou onde vai colocar as memórias?
– Acho melhor ficar guardadas com o senhor.- fungou limpando o rosto, conformada com as coisas. Não adiantaria nada ela ficar estressada.- Professor, eu sei que não podemos sair do castelo á noite, mas peço que me deixe sair com Severo. Quero fazer uma surpresa de aniversário pra ele.- pediu solene.- Ele me disse que gostaria de conhecer British Museum.
– Muito gentil de sua parte fazer isso por ele.- o homem abriu sua gaveta.- Dou á vocês até as oito da noite para estarem aqui no castelo.- pegou um papel e entregou a menina.- Passe em Gringotes, entregue isso ao Bogrod e troque os galeões por dinheiro trouxa.- sugeriu.- Não recuse.- advertiu vendo-a abrir a boca para contestar.
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– Eu ainda não acredito que você fez isso!- exclamou Severo olhando admirado para a entrada do museu.
– Acredite.- afirmou segurando a mão do namorado enquanto entravam no local.
Ver o brilho nos olhos do Sonserino amenizava a dor da despedida para Granger. Queria passar esse dia inteiramente com o moreno.
Snape olhava todos os objetos com certa adoração. Se demoraram vendo a Pedra de Roseta, um fragmento de estela de granodiorito do Egito Antigo, onde havia a inscrição do decretp promulgado em 196 AC em Mênfis. Viram também as esculturas em mármore trazidas da Grécia.
Foram praticamente expulsos do museu que estava fechando e eles não queriam sair dali.
Hermione levou Severo até uma cafeteria. Pediu dois capuccino's e duas fatias de bolo. Snape não conseguia acreditar que tinha ido ao British Museum, e que tinha ido com Hermione. Aquele estava sendo o melhor, e o único, aniversário que ele comemorava e não, não poderia ser melhor.
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Bellatrix e Narcisa esperavam dentro do quarto na Nobre casa dos Black. Narcisa estava inquieta, em poucos minutos saberia quem iria ser seu futuro marido. Esperava ser alguém atencioso pelo menos. Sua irmã não estava em seu melhor dia, estava a ponto de amaldiçoar alguém, e queria que fosse seu futuro marido.
Não conseguia conceber a ideia de ter que se casar com um sujeito totalmente estranho. "E se ele fosse um velho, gordo, nojento?" Um gosto amargo subiu na garganta da morena ao pensar nisso, antes de ouvir um Poc.
– Minha senhora mandou Monstro chamar as senhoritas para o jantar.- disse o elfo se reverenciando exagerado
Bellatrix quis morrer a ter de encarar os homens que fariam parte de sua família. Ficava mais irritada com a submissão da irmã caçula em aceitar aquela situação.
Do alto das escadas pode ver seus pais conversando alegremente com um homem alto de cabelos castanhos escuros, familiar para a morena. Estava sentado ao lado de três pessoas loiras que ela reconheceria até debaixo d'água. Certamente Malfoy era o pretendente de sua irmã. "Sorte a dela." Bufou terminando de descer.
– Aqui estão elas.- anunciou Sr. Black ao ver as filhas.
Lúcio e o outro homem se levantaram educadamente para receberem as noivas. Malfoy sorriu galante para Narcisa que ficou aliviada e temerosa por ele estar ali. Rogava para que fosse Seu noivo e o estranho o da sua irmã.
Bella rangeu os dentes ao ver seu suposto pretendente. Nem em mil anos aceitaria aquele absurdo. Já tinha que tolerar o sujeito nas reuniões e missões, agora teria que se casar com Rodolphus Lestrange? Faria de tudo para que ele desistisse daquilo.
– Queridas!- disse a Sra. Black sorridente.
As garotas se prostraram ao lado dos pais. Narcisa estava radiante olhando para o jovem Malfoy. Já sua irmã fuzilava Lestrange que mantinha o mesmo sorriso sedutor desde que ela chegou na sala.
– Certamente já conhecem Lúcio Malfoy.- principiou Sr. Black.- Cumprimente seu noivo Ciça.- a loira estendeu a mão timidamente para o garoto que a pegou e beijou educadamente.- E este é Rodolphus Lestrange, seu futuro marido querida.- anunciou o homem feliz pelos bons acordos que fez para suas filhas.
Bellatrix continuou a encarar o sujeito com fúria nos olhos. O que mais a deixava irritada era aquele jeito arrogante que ele desprendia. Quis azará-lo quando ele se aproximou enlaçando seus braços.
– Sei que sou um estranho ainda, mas gostaria que me conhecesse melhor senhorita. Logo seremos casados e vamos viver juntos em minha casa. Temos que formar laços.- falou Lestrange.
– Isso. Fiquem aqui e conversem para se conhecerem. Estaremos no escritório acertando os detalhes do contrato.- comentou Sr. Black.
– Seria indecoroso ficarmos à sós com as jovens....- comentou Lúcio com sua cara de bom moço.
– Monstro estará por perto.- assegurou a mãe das meninas saindo juntamente com os outros adultos.
– Que palhaçada é essa?!- rosnou a morena empurrando o homem.- Essa brincadeira não tem graça, Lestrange!
– Não é brincadeira, cara.- afirmou se aproximando ainda com aquele sorriso estampado no rosto.- Também não gosto dessas brincadeiras.- sussurrou-lhe ao ouvido enviando tremores pelo corpo da menina.
– Eu não vou me casar com você. Pode esquecer.- decretou correndo para seu quarto. Ele exercia um coisa estranha na menina. Nem sabia o que era, e tinha medo de saber. Era certo que isso era algo além de tesão pelo jovem. Queria sumir e jogar toda aquela frustração que estava sentindo em algum trouxa.
Rodolphus adorava aquele jeito dela. Seu corpo se esticava rígido só de pensar que a teria só para ele. Aquela bruxa diabólica e gostosa.
O homem a viu entrar por uma porta e fechar. Seguiu até o quarto e entrou, encontrando-a sentada na cama com a cabeça enterrada nas mãos.
– Vamos nos casar, sim.- garantiu.- E essas atitudes serão castigadas, Black.- pontuou atraindo lhe a atenção.- Claro que meus métodos de castigos serão apreciados...- comentou puxando-a para cima pelos cabelos.- Foste atrevida. Adoro isso em você.- murmurou colando sua boca na dela.
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A Sala Precisa estava aquecida. Pela lareira e pelos corpos unidos naquele ato de amor.
Estavam sentados, encaixados, ofegantes. Os corpos se moviam em direção ao abismo onde queriam se jogar no prazer. Nos olhos se encontravam desejo e acima de tudo amor mútuo.
Os sussurros e gemidos, eram de enlouquecer. Os dedos de Severo traçaram com adoração, cada traço do delicado rosto perfeito de Hermione. Ali, os escuros olhos desejosos se mesclavam com a absoluta resolução de mantê-la a seu lado para toda a eternidade.
Quando o orgasmo chegou a ambos, não evitaram gemer alto. Aquela sensação era a perfeita união que os corpos proporcionavam quando se juntavam. Permaneceram naquela posição, sentados.
– Me prometa uma coisa, Hermione.- o garoto a olhava apreensivo, nervoso talvez.
– O quê?
– Prometa... que será minha, para sempre.- Snape não conseguia evitar o aperto que sentia dentro do peito. Era como se pressentisse o que estava por vir.
Hermione hesitou por um momento, precisava segurar as lágrimas que invadiram seus olhos amendoados. Como iria conseguir partir e deixá-lo agora que sabe, que não viveria sem ele?
– Ande, prometa.- insistiu angustiado, olhando-a nos olhos, aquele incomodo estava sendo forte demais.
– Serei sua...- sorriu-lhe. O garoto beijou o topo de sua cabeça aliviado, não aguentava mais aquela sensação de que a qualquer momento não a veria mais, que estaria só novamente.
– Sempre?- indagou com um fio de voz.
Hermione não mentiria, não lhe negaria a certeza de que seria dele... Eternamente, através do tempo. A jovem beijou os lábios do garoto com delicadeza.
– Sempre.- afirmou convicta da promessa.
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Granger via Snape dormir sereno. Lágrimas escorriam pelo seu rosto. Faltavam poucas horas para voltar para seu tempo. Nem conseguiu dormir. A vontade de mandar tudo pra merda e ficar ali era grande.
Se levantou da cama devagar para não acordar o menino. Vestiu-se rapidamente sem tirar os olhos dele.
Era chegada a hora de realizar sua mais dura e difícil missão. Transfigurou um frasco transparente e hasteou a varinha, apontando para a cabeça do rapaz que ressonava naquela cama que a Sala lhes proveu.
– Obliviamus.- murmurou com o rosto lavado pela dor no coração. Um fio esbranquiçado saía da têmpora de Snape vindo direto para o frasquinho na mão da jovem.
Chiou saindo da sala. O castelo estava silencioso. Todos dormiam. Ninguém previa o que estava por vir, que um feitiço cairia neles.
Hermione andou até a sala do diretor que a esperava com a porta aberta. Não quis esconder que chorara. Nem o quanto aquilo estava sendo doloroso.
– Srta. Granger. Estive pensando, e acho que deveria escrever uma carta para Severo. Vamos deixar oculto durante esses anos que se seguiram até o dia que retornarás...- induziu o senhor.
A menina assentiu colocando o frasco das memórias de Severo na mesa. Se sentou na cadeira. Alvo lhe deu um pergaminho e pena para a carta. Enquanto a morena escrevia, o diretor guardou o frasco num lugar onde a jovem não viu pois estava concentrada nas palavras que colocava naquele papel.
– Sabe onde seria um bom lugar para colocar isso?- questionou Dumbledore encolhendo a carta recém escrita.
– Tem um globo de neve que dei a ele no natal. Poderíamos colocar dentro da base de madeira...- pensou alto.
– Perfeito senhorita. Vamos indo, é chegada a hora.
O senhor e a menina andaram até os portões de entrada do castelo em silêncio. Todos os momentos que passou ao lado do moreno povoavam sua mente como Flash's. O senhor permanecia pensativo. Muitas coisas lhe rodavam pela cabeça.
Já fora dos portões ficaram em frente a este. O homem tirou das vestes uns ramos de folhas roxeadas. Entregou um para Granger.
– Segure junto com sua varinha quando conjurarmos o feitiço.- instruiu o senhor. Hermione balançou a cabeça afirmando. Respirou fundo para se concentrar.- Dakarguli Mogonebebi.- proclamaram juntos. Hogwarts foi envolvida numa bolha alaranjada. A garota sentiu um formigamento em seu corpo. Estava ficando transparente, logo sumindo no ar.- Até daqui a pouco criança.- sorriu o velho bruxo.
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Severo acordou com uma tremenda enxaqueca. Olhou ao redor e viu que não estava em seu quarto. Sentou-se na cama e percebeu estar nu. "O que diabos aconteceu?" Pensou que deveria ter bebido e dormido com alguma garota que para sua alegria não estava ali. Não gostava de dialogar depois de uma transa casual. E estava de mal humor matinal.
Saiu daquele lugar estranho. Iria para seu quarto tomar um banho antes do café da manhã. Pode perceber o vazio absoluto, um buraco negro. Seu coração batia com força no peito, cheio de terror. Aquele mundo estava em branco e preto, escuro e feio. Não havia salvação nem esperança, só o desespero total. Ficou sem fôlego acariciando o cabelo e saindo daquela sala estranha e familiar. Seu coração sangrou sem saber porquê.
No caminho para as masmorras encontrou seu amigo Malfoy vindo sorridente em sua direção.
– Já de pé, Severo? Dormiu no dormitório da Granger?- questionou o loiro com certo asco na voz.
– Minha vida não te diz respeito, Lúcio.- falou indiferente.- E quem diabos é Granger?- perguntou achando que o amigo estava bêbado novamente.
– A sangue-ruim que você resolveu se envolver.- respondeu sem entender a atitude do moreno. Teriam eles terminados? Torcia para que sim
– Andou bebendo novamente ?- ergueu a sobrancelha.- Não me deixo envolver por ninguém.- praticamente cuspiu as palavras voltando a andar.
Malfoy vibrou por dentro ao perceber que o amigo terminara com a Grifinória e pelo jeito não queria nem falar da garota. Se Snape não queria falar da Granger, não seria ele que falaria.
Lúcio ficou bastante leve ao perceber que a sangue-ruim não aparecera no café da manhã, e que Severo estava sentado novamente na mesa das Serpentes.
Bellatrix e sua noiva apareceram logo em seguida. Bella estranhou a presença do moreno ali. Olhou para a mesa da Grifinória e não viu a sangue-ruim imunda.
– O que aconteceu para Severo estar aqui e não com os Leões?- sussurrou para o novo cunhado.
– Parece que o namoro acabou. Deve ter sido horrível pra ele nem se quer tocar no nome dela. Anda fingindo que não a conhece...- o loiro respondeu.
Bellatrix sorriu satisfeita com aquela noticia. E rogava para que a garota mantivesse distância deles. "Seria maravilhoso se pudesse torturá-la, matá-la em nome do Lorde."
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Em frente aos portões do castelo, Hermione respirava com dificuldade caída no chão. Tremia de frio e fraqueza pela energia que usara no feitiço.
– Bem vinda de volta Srta. Granger.- saudou Dumbledore estendendo-lhe a mão para levantar-se.

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