Notas iniciais
Gente.... Desculpa a demora é que... Eu demoro assim mesmo quando tenho que fazer o último capitulo de alguma fanfic minha.... É tão triste isso. O ultimo capitulo está pronto, possivelmente, dependendo de como vir os comentarios, eu posto ele até o fim de semana que vem... Depois só haverá mesmo o Filler 2700. Estamos perto de acabar... Que triste ;-;. Boa leitura.

Lost In Paradise

23 – She.

As pálpebras tremeram antes de, enfim, a mulher abrir os olhos. As esferas vermelho-sangue brilharam a claridade parcial do aposento antes de se fecharem com brusquidão. Piscou algumas vezes, a fim de adaptar a visão a claridade, e quando assim o fez pode focalizar a face preocupada, um tanto quanto avermelhada, do pequeno chefe Shimon lhe fitando.

Gemeu, dolorida, mas mesmo a dor intensa em seu colo fora o suficiente para impedi-la de sorrir para tranqüilizar o frágil ruivo.

– Suzuki-san. – ouviu o chamado do namorado de seu chefe, Enma parecia tão abatido e cansado que, talvez, sequer possuísse alguma força para falar. E então ela notara, de pé próximo ao Kozato, o jovem Don Vongola se encontrava lhe fitando com um pesar mal escondido. – Como está se sentindo?

E mais uma vez ela piscou desviando o olhar das orbes castanho-douradas e voltando-se para o ruivo que se encolhia num alívio inumano enquanto lágrimas silenciosas escorriam por sua face.

– E-Eu sinto m-muit-to Adel... – chorou-o, antes de ser amparado pelo castanho, que lhe abraçava em uma posição desconfortável.

– Onde... Eu estou...? – as palavras saíram sufocadas e agoniadas, algo estava faltando, ela podia sentir. – O que aconteceu? – e quando as palavras foram pronunciadas, fora instantâneo para que o branco de sua mente fosse preenchido por imagens e sons; mas aquele predominante e que ecoou cada vez mais e mais em sua mente, fora um som alto, agudo e que de alguma forma lhe pareceu partir o coração.

Tremula, sua mão se arrastou para a barriga lisa, sentindo uma dor no colo que nunca antes havia sentido. Seus lábios tremeram ligeiramente e se entreabriram, apesar de som algum atravessar os mesmos. E antes que a mulher conseguisse formular qualquer questão a porta do quarto se abrira com brusquidão. A aura gélida e infinitamente mais sanguinária que o habitual se espalhou rapidamente fazendo com que o castanho levasse o ruivo para longe dali, mesmo que este fosse contra tal idéia. No fundo Tsunayoshi sabia que aquela conversa seria apenas entre Adelheid e Kyoya, o moreno merecia isso, tal como a purificadora.

O silêncio veio intranqüilo enquanto os olhos vermelhos, cujos eram tão amados por Hibari, inundaram-se de dor, não eram necessárias palavras para dizer o que havia acontecido realmente, ela podia sentir; como mulher, com uma mãe que nunca verá o filho nascer e crescer; mas apesar disso, apesar da vontade excruciante de tomar a mulher nos braços, aconchegá-la e dizer que tudo vai ficar bem; Kyoya manteve-se firme, ele tinha que saber o porquê de ela ter mantido segredo sobre a gravidez.

Ele não precisava de detalhes sobre o que aconteceu, já providenciara investigações e, na verdade, possuía um suspeito que naquele momento estava sendo interrogado por um Tetsuya Kusakabe nada amigável – afinal o braço direito de Kyoya era um fiel amigo da mulher de gelo.

– Por quê? – questionou-o, incisivo, arrependendo-se rapidamente da forma dura como as palavras haviam soado. E então as orbes avermelhadas lhe fitaram, mudas, doloridas demais. Afogadas numa fragilidade que fez o moreno temer mais do que nunca perder sua amada Rainha. E então ele se aproximou temeroso e devagar. Seus dedos deslizaram pelo tecido fino e gélido do colchão antes de encontrarem-se com os da mulher e se enlaçarem ternamente. – Por que escondeu isso de mim Adelheid? – sussurrou-o, manso, como um tigre buscando carinho; e o nome soara tão doce em seus lábios que Hibari mal reconheceu a própria voz. – Você tinha medo... De... De me contar...?

E suavemente ela negou com um aceno, enquanto, ao mesmo tempo, as lágrimas largaram-se dos cantos de seus olhos tristes e escorreram pela lateral de sua face pingando sobre o colchão. Queria poder sentar, fitar Kyoya nos olhos e lhe dizer tudo, mas não poderia, ao menos não sentar.

– Eu tinha descoberto há pouco tempo... – murmurou-a, inicialmente. – Eu saí mais cedo do colégio porque precisava pensar... Eu precisava aceitar a idéia, a conseqüência de tudo o que fizemos... – e as lágrimas fluíam mais e mais diante de cada palavra. Hibari não podia negar, mas... Era assustador ver uma mulher como aquela quebrar daquela forma. Assustador e lamentável demais diante da perda que ambos tiveram, por que mesmo que não parecesse ele sentia por aquela vida que nunca teria uma chance de ver o mundo. Por mais que o moreno houvesse descoberto tarde demais sobre o bebê, por mais que sequer pudesse ter vindo a desfrutar de algo daquilo, daquela conseqüência, aquilo ainda sim era uma parte de si que havia partido. Aquela pequena vida que se fora antes mesmo de vir ao mundo, era uma parte dele e da Suzuki, uma parte que fora embora rápido demais, cedo demais. – Eu ia te contar, nunca pretendi manter isso em segredo, só que... – e o silêncio ganhou presença novamente enquanto delicadamente a morena levava a mão do rapaz a onde a dor se instalava cada vez maior.

– Ele se foi. – sussurrou o moreno, completando o vazio da frase que a mulher não teve coragem de pronunciar. E isso foi o necessário para que a temível e impiedosa Rainha de Gelo se entregasse as lágrimas diamantinas de um sofrimento inigualável, enquanto apertava firmemente a mão do namorado. E naquele momento Hibari Kyoya jurou, pela sua vida e por seu amor, que encontraria o responsável por aquilo e o mataria não importando quem fosse; ele era, afinal, a Nuvem distante, impiedosa e fiel. – Está tudo bem... – murmurou-o, curvando-se para abraçá-la, mesmo que repudiasse aquele afeto que só demonstrava fraqueza, mas mesmo que fosse uma fraqueza sua exposta, a mulher na cama precisava daquilo, ele podia sentir através de cada célula de seu corpo. – Vai ficar tudo bem...

Notas finais
Não esqueçam de comentar, please. Jya'ne, Ree.