Lost Blue
35 Capítulo 35 - Descanso provisório
Notas iniciais
Keesa estava quase cochilando, quando escutou uma movimentação na cama da enfermaria. Isso o levou acordado em segundos, pegando o olhar curioso de Kayllon em sua direção.
— Você está bem?
— Eu é quem deveria perguntar isso! — Keesa se levantou da cadeira em que estava e se aproximou. — Todos estão tão preocupados com você.
Recebeu um sorriso despreocupado.
— Por quê? Eu estou bem.
— Tem certeza? Você ficou inconsciente por dias, Zachary tentou de tudo para fazê-lo melhorar.
— Ah… lembro de passar mal depois que fizeram a dobra. Dá muita vertigem, sabe? Mas estou me sentindo bem agora.
— E o bebê? — Keesa olhou ao redor da protuberância que era a barriga de Kayllon. — Está muito maior.
— Cresceu rápido, não é? — Ele sorriu e tentou se sentar na cama. Keesa o ajudou e afofou os travesseiros. — Obrigado, você é muito gentil.
Ter um homem tão bonito como Kayllon o elogiando, fez suas bochechas queimarem. Eles nunca tinham conversado antes. Bem… ele tinha sido só um escravo, por isso não procurou conhecer os demais, exceto Aquantis, Dominic e Sully, que se aproximaram dele por conta própria.
— Tem algo para comer em algum lugar? Estou com uma fome louca.
— E-Eu vou procurar! — Levantou-se e correu até o corredor, porém retornou em seguida. — O que deseja comer?
Kayllon piscou, ainda sonolento.
— Qualquer coisa que tenha queijo, muito queijo, por favor.
E assim, Keesa correu até a cozinha e procurou por algo para o uraniano grávido. Os corredores estavam vazios, mas podia ouvir uma alta conversação em direção a ponte de comando. Havia sentido alguns tremores em seu caminho para a cozinha, o que lhe tinha preocupado, mas tentou não se atentar a isso quando só tinha uma tarefa a cumprir: cuidar de Kayllon com sua vida.
Parecia tão militar pensar assim.
A verdade era que estava feliz por ser atribuído a uma tarefa como tripulante da nave e não como um escravo. Trey encontrou uma utilidade para ele e isso lhe fazia sentir que estava trabalhando. Sentir-se inútil era uma sensação muito ruim.
— O que está fazendo?
Assustou-se com a voz de Gavrel atrás dele. Virou-se e sorriu para o seu comandante, ou melhor, amante. Ele até tirou o tapa-olho do caminho porque estavam sozinhos.
— Buscando algo para Kayllon comer.
— Ele acordou?
— Sim. — Anuiu com a cabeça. — E está muito melhor.
— Isso é ótimo, os outros ficarão aliviados em saber. Me pergunto o que Zachary fez.
— E-Eu não sei… — Realmente não fazia ideia. — E você…?
— Hum?
— O que faz aqui?
Gavrel olhou para os lados e depois o fitou um pouco desconcertado.
— Estava te procurando. — Ele se aproximou mais e mais de Keesa, que deixou a embalagem de macarrão com queijo congelada sobre o balcão. Derreteu-se quando Gavrel o abraçou e tomou posse de sua boca em um beijo apaixonado. — Hum… estou com fome de você Keesa. — E voltou a beijá-lo, suas línguas se acariciando juntas, tocando cada canto de sua boca. Seus beijos sempre o deixavam extasiado.
Então lembrou-se de sua atribuição e se afastou.
— E-Eu…
— Eu sei. — Gavrel limpou a garganta, se recompondo. — Você tem trabalho a fazer. Eu também. Vou verificar os prisioneiros. — Ele se virou para sair, mas retornou e beijou Keesa mais uma vez. — Por favor fique seguro.
— Sim, você também. — E assistiu seu amado sumir pelo corredor.
Keesa podia sentir seu rosto queimar como se chamas revestissem sua pele, mas tentou focar no que estava fazendo. Seu tempo com Gavrel viria, logo que resolvessem o problemão que estava preocupando a todos, então poderia deixar ser mordido. Sua mão subiu até o pescoço, onde a estranha marca estava. Apenas passar os próprios dedos ali já lhe davam arrepios.
Foco, Keesa. Foco.
Observou Kayllon comer o macarrão com queijo, muito queijo, como se não comesse há dias. O que tecnicamente era verdade. Quando a nave chacoalhou com força, os olhos do uraniano se arregalaram com medo.
— Vai ficar tudo bem. — Apertou seu ombro, falando com uma certeza que não tinha. Mas se precisava cuidar de Kayllon, tinha que mantê-lo calmo. — Trey e os outros estão trabalhando em resolver tudo.
— Me desculpe por agir como um medroso… eu sempre fui assim, não é só pelo bebê. — Disse tristemente. — Eu criei Austin sozinho. Tive ele quando era muito jovem, então foram tempos difíceis e eu sempre tinha medo de tudo o que pudesse nos fazer mal. Às vezes chegava a ser um medo sem fundamento… acho que foi por isso que Austin não pensou duas vezes em ficar com Trey e Zack depois que terminou a escola.
Keesa ouviu tudo sem realmente saber como responder.
— Eu acho que não foi por isso…
— Não foi? — A atenção de Kayllon era toda sua.
Brincou com seus dedos, um pouco envergonhado.
— Austin não parece o tipo de pessoa que faria isso com o próprio pai. Ele parece um cara muito protetor. E eu entendo como você se sente… também tenho muito medo das coisas, porque não tive as melhores experiências, sabe?
Kayllon pegou sua mão e a apertou, surpreendendo-o com seu sorriso.
— Então nós somos parecidos, mesmo que um pouquinho. — Trocaram sorrisos.
—*-*-
Skultz era um dos piratas espaciais que Gavrel mais odiava. Trey ouviu sobre isso de Kimm antes. O homem ruivo de pele levemente esverdeada e orelhas pontudas que se mexiam, tinha sido o responsável por sequestrar Aquantis da Federação antes mesmo de Trey conhecê-lo, e submetê-lo a experiências conturbadoras, além de implantar o clip com um vírus mortal em Dominic.
E o maldito estava na tela principal da nave Imperatriz.
— Aqui estão vocês! Pensaram que poderiam fugir por muito tempo? Desta vez vocês não tem escapatória. — Ele tinha um cálice repleto de vinho até a borda e bebericava como se pretendesse fazer inveja para os que o assistiam. — O Blue será meu e… acho que levarei meu amiguinho Margosha também. Vai ser interessante colocá-lo na arena para lutar com mais aberrações como ele.
Trey apertou os dentes juntos, agradecendo por Gavrel não estar na ponte de comando naquele momento. Porém, em seguida ele chegou trazendo os gêmeos, Kimm trouxe Askell, todos amarrados e nocauteados.
A preocupação óbvia de Skultz não foi perdida por Trey que ergueu uma sobrancelha.
— Não foi tão inteligente da sua parte nos mandar seu irmão para nos trair. — Falava sobre Askell, que tinha confessado ser irmão de Skultz.
— O que fizeram com ele? — Sua voz tremeu. Trey segurou um sorriso.
— É isso o que se paga por nos trair. E ainda fomos muito bonzinhos. Agora me diga, o que você quer mesmo?
— Eu não trabalho para ele! — Askell choramingou como fez tantas vezes antes. — Os gêmeos me forçaram, eles são os culpados.
— Cale-se, imbecil. — Gavrel agarrou seu moicano e o olhou perigosamente. — Você os deixou fazerem o que queriam e em momento nenhum pensou nas consequências. Agora quer perdão? Um traidor não tem vez comigo, você sabe.
Askell começou a chorar. E os gêmeos, mesmo no estado em que estavam, reviraram os olhos.
— Escute… — Skultz começou a dizer, preocupado. — Apenas me dê o Blue e meu irmão, e deixaremos o resto de vocês irem.
Balançando a cabeça, Trey negou. — Uh-Uh, de jeito nenhum. Aquantis não é um Blue qualquer, ele é meu.
O silêncio pairou pela ponte de comando e todos olharam surpresos para Trey, até mesmo Aquantis. Trey tossiu um pouco para disfarçar quão encabulado estava.
— Eu vou… — Skultz começou a dizer, porém interferências atrapalharam o vídeo. — Então eu… o quê… espere! — E após vários ruídos, a ligação foi cortada.
A nave chacoalhou e todos se colocaram em posição, pensando ser um ataque. As luzes da Imperatriz se apagaram por um longo e torturante momento, antes de retornarem.
— Trey. — Gavrel chamou ao lado dele.
— Sim?
— Kayllon acordou e está bem.
— Oh… isso é ótimo! — Estaria mais aliviado se o perigo que pressentia não estivesse tão próximo. Clicou em seu comunicador na orelha. — Austin, está aí?
— Sim, terminando os últimos ajustes nos motores.
— Acha que é seguro? Porque creio que vamos precisar usar a dobra de novo.
— Com certeza!
— Sully, você está aí? — Olhou ao redor, encontrando Sully ao lado de Aquantis. O Blue de cabelos cor de salmão se aproximou no mesmo instante. — Preciso que indique as coordenadas. Parece que aquele “coisa” está voltando.
— Sim, comandante!
E foi dito e certo. O Guardião do Ponto Morto surgiu com suas proporções épicas, suas mandíbulas abertas, exibindo suas dentições pontiagudas e enormes. A Imperatriz desligou todas as luzes e manteve-se no breu, saindo do caminho. Em questão de segundos, a nave de Skultz foi engolida. Algumas pequenas naves de combate tentaram fugir, mas o monstro gigantesco foi atrás de cada ponto de luz no espaço.
— Temos que aproveitar a distração! — Trey gritou e Jack, que estava pilotando a nave, fez o procedimento. Zack o auxiliou e logo a nave Imperatriz estava entrando em dobra, atravessando o espaço-tempo em direção ao ponto que Sully indicou. O novo sistema de segurança da nave fez o seu trabalho mantendo todos firmes e seguros em cintos de segurança, mesmo aqueles em pé. A nave chacoalhou e girou como louca. Das janelas não era possível ver nada por quão rápido ela estava voando, o bom era que já estavam fora de alcance para o monstro horripilante.
Quando a Imperatriz finalmente parou em uma travada brusca, o suspiro foi coletivo.
— Aqua? — A voz de Sully ergueu de volume. — Aquantis, você está bem?
Trey saiu de sua cadeira de comando para ir até eles, a tempo do Blue cair aos seus pés, desmaiado.
—*-*-
— Você me assustou! — Trey reclamou. Aquantis bebericada um copo enorme de suco bem gelado enquanto estava deitado em sua cama.
— Desculpe… eu não sabia que ia desmaiar. — Sorriu para ele, se divertindo com suas expressões de revolta.
— Não importa. Pedi a Zack para fazer uma bateria de exames em você.
— Para quê? Eu estou bem. É super comum alguém desmaiar após um efeito de dobra muito intenso, tenho certeza que ouvi isso em algum lugar. Fomos mais longe desta vez e deu certo.
O grunhido de Trey era muito engraçado.
— Não adianta argumentar, você vai fazer os exames. — Ele andou pelo quarto.
— Você é tão mandão. — Resmungou.
— O quê você esperava? Eu sou o comandante.
— Uh… eu sou o comandante. — Imitou-o. As bochechas de Trey ficaram vermelhas. Aquantis caiu na risada e um pouco de seu suco caiu em sua roupa. — Droga!
Com um suspiro resignado, Trey se aproximou dele e tirou seu copo de suco, colocando-o sobre a mesa de cabeceira.
— Vem, é melhor limpar isso ou vai ficar pegajoso.
Ele o puxou pela mão e Aqua o seguiu até o banheiro.
— Vou pegar uma camiseta para você. — Trey fez menção de sair, mas Aqua segurou as abas de sua jaqueta de couro escura e o puxou para perto.
— Fique aqui.
— Viu, você também sabe ser mandão.
— Você quem está me ensinando isso.
— Bom, porque eu gosto. — Trey envolveu uma mão atrás de seu pescoço e o puxou para um beijo lento e profundo, suas línguas se encontrando em uma carícia frenética, saboreando um ao outro. Aqua esqueceu completamente sua camiseta suja e se entregou ao beijo doce e apaixonado.
Eles se afastaram apenas para recuperar a respiração antes de continuar o beijo. Os lábios de Trey estavam um pouco ásperos e sua boca tão quente, seu corpo, mesmo através das roupas, estava quente e duro contra o seu. Podia inclusive sentir a ereção dele pressionada contra sua coxa.
Seu cheiro, seu toque, tudo era inebriante.
As mãos de Trey desceram por seu peito, provocando-lhe arrepios até chegar a barra de sua camiseta e puxá-la para cima. Afastaram-se apenas para se desfazer da peça, logo retornaram. O beijo tinha se tornado mais insistente, cheio de desejo e uma paixão ardente.
Aquantis sentia seu pau inchado doer em suas calças.
Trey separou-se do beijo para mordiscar seu queixo e desferir beijos até seu pescoço, deixando uma linha úmida por onde seus lábios e língua tocaram. As mãos dele deslizavam por suas costas, provocando-lhe espasmos deliciosos. Logo suas carícias molhadas caíram para um mamilo, sugando-o até torná-lo duro e de uma cor rubra profunda. O outro mamilo foi torcido e puxado pelos dedos de Trey. Ele sabia muito bem como maltratá-lo.
— Trey… — Sua voz saiu como um lamento e os lábios de seu amante baixaram ainda mais em sua pele, beijando toda a extensão do peito, lambendo seu umbigo, até o baixo ventre.
Suas calças foram arrancadas para baixo das pernas junto com a cueca até os tornozelos, ficando completamente nu.
Tudo o que Trey tirou foi sua jaqueta.
— Não…
— O quê? — Ele perguntou atordoado.
— Dê-me ela. — Apontou para a jaqueta nas mãos de Trey. Seu companheiro lhe deu um olhar desentendido, mas a entregou e Aquantis a vestiu. O sorriso pervertido que surgiu no rosto dele o fez envergonhado.
— Gostei disso. — Ele o puxou pela cintura para seus braços. Aqua lhe deu um sorrisinho. — Você nu… usando apenas minha jaqueta favorita.
Podia gozar só de estar assim nos braços de Trey, seu pau sendo pressionado contra a coxa dele, sentindo o cheiro maravilhoso que só ele possuía.
— Você podia me emprestar ela de vez em quando.
— Sempre que quiser.
— Mas precisa usá-la primeiro. — Para ficar quentinha e cheirando a ele, mas não precisava dizer isso.
Trey segurou seu rosto e o beijou com força.
— Como pode ser tão adorável?
Não conseguiu deixar de rir. Ele não era adorável, Trey era.
Foi erguido no colo de seu companheiro e levado até o quarto. As mãos apertadas em sua bunda. Em seguida foi jogado na cama fofa, flutuante, e Trey se jogou sobre ele, fazendo-o perder o ar de tanto rir.
Seus lábios foram perseguidos, mas Aqua se afastava toda vez, fugindo e rindo ao mesmo tempo, até o ponto de surgir lágrimas.
— Isso não é justo. — Trey reclamou, mas ele estava sorrindo. — Espere um momento. — Levantou-se e começou a se despir. O olhar de Aqua não o deixava, mal piscava, assistindo seu namorado ficar nu na sua frente. O pênis dele estava tão duro e grosso, de um vermelho profundo, quase roxo na ponta. Uma gota disse olá.
Aqua lambeu os lábios.
— Gosta do que vê?
— Muito.
— Está com fome?
— Sempre.
Aqua se arrastou na cama, ficando de bruços e se inclinou para levá-lo na boca. Sentia o olhar quente de Trey em seu corpo, enquanto o sugava profundo. Não podia levá-lo todo, mas seu amante nunca reclamou ou o forçou a isso, excitava-o da mesma forma.
— Que visão. — Trey murmurou, seus olhos encapuzados e brilhantes. Ele acariciou seu rosto com as costas dos dedos. — Olhe só para essa boquinha… você me suga tão bem.
Aqua gemeu de boca cheia e olhou-o enquanto lambia a ponta, concentrando-se na pequena fenda. Saboreou pré-sêmen e voltou a tomá-lo todo.
— Aqua…
Trey deslizou da sua boca.
— Deite-se.
Obedeceu e Trey subiu na cama, separando suas coxas para ficar entre elas, então se inclinou para beijá-lo.
Na cama com Trey fazia Aquantis se sentir tão indefeso, tão pequeno. Não era ruim, ele gostava de ser cuidado, de ser envolvido pelos braços fortes, ser tomado por ele. Só Trey tinha a capacidade de fazê-lo se sentir assim.
Os beijos molhados voltaram em seu pescoço, a jaqueta sendo apartada para ficar abaixo dos ombros enquanto todo o seu peito recebia os carinhos de seu amado.
Será que ele podia ouvir seu coração disparado?
Sua respiração era afoita e estava quente, muito quente.
Suas coxas foram erguidas e instantaneamente dedos deslizaram em sua entrada, lambuzando-a com lubrificante. Nem percebeu ele pegar o frasco e usá-lo. Um dedo o penetrou inteiro de uma única vez, o fazendo se contorcer na cama e clamar seu nome.
Tinha certeza que podia enlouquecer se ele não o tomasse logo. Não entendia essa necessidade desenfreada, só sabia o que queria.
— Trey…
— Shh. Não quero te machucar.
— Não vai… só, por favor…
— Calma, bebê. — Ele beijou seu rosto, seus lábios e o centro do peito, enquanto terminava de prepará-lo, um pouco mais rápido do que o normal.
— Vá logo, antes que eu…
— Sim. — Seus dedos se foram, substituídos pela ponta de seu pau. Ele começou devagar e todo o corpo de Aquantis vibrou na sensação de ser penetrado, estremecendo completamente quando ele se enfiou inteirinho dentro dele.
— Oh!
Trey cerrou a mandíbula com força.
— Tão apertado… — Ele rosnou entre os dentes. — Caramba!
— É incrível. — Choramingou, contorcendo-se na cama. — Mova-se, por favor!
Trey não discutiu desta vez e deslizou para fora quase inteiro, até entrar com força, raspando a ponta justamente contra sua glândula. Foi impossível segurar sua voz, suas unhas cavando na cama.
— Trey!
Seu amante murmurou algo irreconhecível e passou a fodê-lo com força e repetidamente, sem ritmo algum, só o instinto carnal. Aquantis não podia se segurar mesmo pela intensidade do ato, estava sendo demais para ele. Seu corpo inteiro vibrava de uma maneira deliciosa, estava tão escorregadio e fazia um barulho tão excitante. Olhou entre eles vendo seu pau carecendo de atenção, duro como uma barra de aço revestida de veludo, brilhante com pré-sêmen escorrendo da ponta em gotas gordas, pousando em seu baixo-ventre.
Envolveu uma mão e passou a se masturbar. Trey continuava a martelar em sua glândula, seu agarre forte em suas coxas deixariam hematomas depois, mas isso não importava.
Eles trocaram um beijo molhado, engolindo os gemidos um do outro, até que o orgasmo chegou para ambos.
Adorava senti-lo gozar dentro de seu canal, era tão… não sabia descrever. Era uma sensação maravilhosa.
Trey puxou sua mão revestida com seu sêmen e lambeu seus dedos.
— Oh… isso é tão quente.
— Adoro o seu gosto.
Sorriu para ele, extasiado. Eles trocaram mais um beijo, sentindo seu próprio gosto na boca dele, antes de Trey se afastar e deslizar para fora. Fluido gotejou em sua bunda e coxas.
— Eu já volto. — Trey se levantou, desnorteado, olhando-o jogado na cama e sorrindo, até se dirigir para o banheiro. Em seguida veio com uma toalha molhada.
— Precisamos mesmo disso?
Ele riu. — Você gosta de se sentir marcado, não é?
— Hum. — Concordou.
De qualquer forma, o sêmen secando foi limpado e Trey se deitou ao seu lado, puxando-o para seus braços.
— Você ficou zangado comigo mais cedo?
— Zangado por quê? — Ele beijou sua testa, enfiando o nariz em seus cabelos azuis. Era tão bom ficar assim tão pertinho.
— Porque eu disse aquelas coisas para o comandante Gavrel.
— Ele não é mais um comandante. — Trey disse com pesar. — Sua nave se foi. E… eu não fiquei zangado…
Aquantis se ergueu, apoiando nos cotovelos e deu-lhe um olhar incrédulo.
— Bem, sim, um pouco bravo. Você só estava sendo mandão.
— E você disse que gosta de mim mandão. — Desenhou círculos no peito dele com o indicador.
— Eu sou uma péssima influência para o meu inocente Blue. — Ele deu um sorriso que derreteu seu coração. Caiu sobre ele, o abraçando com força.
— É tão bom estar assim com você de novo. Tive tanto medo de te perder. Perder todo mundo. — Dizia contra seu pescoço, porque não queria que ele visse a expressão em seu rosto. — Você e todos os outros são minha família agora. Farei qualquer coisa para mantê-los seguros.
— Eu te amo.
Afastou-se apenas para olhá-lo nos olhos. O carinho, o amor e a consideração estava lá. Trey realmente dizia aquelas palavras com o coração.
— Também amo você.
Ele o puxou para o seus braços e beijou-o ferozmente, e era tudo o que Aquantis poderia querer mais. Enquanto estivessem juntos, tinha a esperança de que tudo ficaria bem.
Continua...
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