— Boa tarde, Vossa Graça. Em que posso ajudá-lo? – Ela perguntou, e Loki percebeu a ansiedade por trás de suas palavras. Aproximou-se um pouco, observando os olhos azuis de Sansa acompanhando seus passos. Parou ao lado do banco onde ela estava sentada minutos antes, olhando para o mar relativamente calmo que estava a sua frente.

— Gosta daqui, Lady Sansa? – perguntou, fazendo com que ela fosse em sua direção e parasse ao seu lado. Sansa achou no mínimo estranho o rei Loki dizer o seu nome de forma tão simples, mas não colocou aquele pensamento em voz alta. Ela respirou fundo.

— Gosto. Aqui é um bom lugar para morar.

Ao dizer aquilo, ela desviou os olhos do mar e fitou as próprias mãos, que brincavam com um pequeno pedaço do tecido do vestido. Loki observou o nervosismo dela facilmente, e não conseguiu conter o sorriso. Voltou-se para ela, obrigando Sansa a olhá-lo com aquilo.

— Você é uma péssima mentirosa.

Ela abriu a boca para responder algo, mas sua mente foi coberta por uma névoa e ela balbuciou palavras incoerentes. Sentiu seu rosto queimar ante a afirmação do rei, mas não soube o que fazer. Então, covardemente abaixou o rosto, fitando a grama sob seus pés.

Ele gesticulou com as mãos, aproximando a mão do rosto dela. Sansa fechou os olhos em uma reação instintiva, mas apenas sentiu o dedo dele em seu queixo. Loki forçou-a a levantar o rosto e a olhou com uma intensidade absurda. O toque era gelado, mas extremamente leve.

— Não estou te recriminando, Lady Sansa... Tomei a liberdade de perguntar a Varys sobre sua história por aqui. – Ele deixou o rosto dela e a garota continuou olhando-o. — Como bem sabe, não conheço muito sobre esse reino... Mas fiquei surpreso com o que Varys me contou.

Sansa não sabia o que dizer. Não entendeu de imediato o interesse do rei sobre ela, ou sobre sua história. Na verdade, não entenderia nem mesmo o interesse dele sobre sua casa, já que era uma casa manchada pela vergonha depois da carnificina que os Lannisters fizeram.

— Contudo... – Loki continuou. — Gostaria de ouvir mais sobre sua história. Mas com suas palavras. Conte-me, Lady Sansa, como chegou até aqui?

Ele gesticulou para que ela se sentasse e Sansa assim o fez. Como tudo o que acontecia com ela, recebeu aquela curiosidade com certo receio, perguntando-se a todo o momento o motivo daquilo tudo. Mas, ao perceber o rei se sentar ao seu lado, e o visível interesse nas orbes azuis que a fitavam, ela abriu a boca com timidez, despejando as palavras aos poucos.

Sansa contou sobre a proposta de casamento que a levou ali. Não contou a ele como era uma garota inexperiente e sem maldade, para achar que Joffrey Baratheon era o melhor homem do mundo, e seria um bom marido. Sentia vergonha apenas em pensar naquilo, e não conseguia se imaginar colocando tais pensamentos em voz alta.

Contou sobre a morte do pai, e como Joffrey fora impiedoso com isso. Sobre aquele assunto, não se envergonhava em falar como sentia falta do pai e de sua família, e de como Winterfell sempre seria a sua casa. Ao ouvir aquilo, Loki a interrompeu.

— Sente falta de Winterfell?

Sansa gesticulou afirmativamente com a cabeça, percebendo que poderia ter falado demais. Desviou os olhos claros dos dele e fitou o mar, pensando seriamente em sair daquele labirinto de sentimentos.

— Desculpe-me, Vossa Graça. – ela pediu. — Devo estar entediando o senhor com meus sentimentos bobos.

Loki percebeu que a garota não era muito de falar sobre tudo. Parecia existir uma barreira em volta dela, colocada ali pelos seus inimigos, por tudo o que passara naquele lugar. Ao falar de si, Sansa achava que estava ofendendo o outro. Ele ignorou completamente o pedido de desculpas dela, sua curiosidade sobre Winterfell se alterando um mínimo.

— Do que mais sente falta em Winterfell?

— Do norte. Sinto falta do norte inteiro, e não apenas de Winterfell. Sinto falta dos meus irmãos, até mesmo de Arya, minha irmã mais nova... – Ela parou de falar por um instante, segurando as lágrimas. — Além da família, sinto falta do frio, do gelo. Da paisagem branca...

Aquilo o surpreendeu. Sansa passava a imagem de ser frágil, mas ele percebeu o rancor e a raiva por entre as palavras quando ela voltou a falar.

— Não consigo imaginar que pessoas desconhecidas estão dentro do castelo que um dia pertenceu à minha família. Aquelas pessoas não gostam do norte. Odeiam o frio e acham o lugar ermo e morto. Só estão ali por mera questão política... A briga por poder alcança até mesmo os lugares mais afastados de Westeros.

Então, ela se calou. Calou-se como sempre fazia quando falava mais do que achava que era certo. Loki comparou Lady Sansa com um bicho acuado que tinha medo de atacar novamente e falhar no processo. Ele permaneceu calado por alguns minutos, pensando no que ela havia lhe falado.

De todos os reinos que Loki visitara em Westeros, o norte e Winterfell eram um dos poucos que ele deixara para depois. Não por não sentir interesse pelo local, pelo contrário, deixara a fortaleza da Casa Stark por último porque precisava pensar com mais delicadeza naquele lugar. Afinal, era um dos poucos que ainda estava tomado por inimigos. Inimigos que eram vistos assim aos olhos de Lady Sansa, a futura rainha daquele lugar, mas Loki sabia que os Lannisters possuíam boa parte da culpa por Winterfell ser tomada.

— Com seus irmãos mortos e alguns desaparecidos, julgo que você será a nova herdeira de toda Winterfell...

Ele deixou no ar para ver o que ela falaria sobre aquilo. Loki percebeu a garota respirar fundo, mas logo Sansa deu de ombros, olhando-o com um misto de desesperança e humildade.

— Como serei herdeira de um lugar que nem me pertence mais? Como vou reger Winterfell se não consigo nem ao menos sair da Fortaleza Vermelha?

Ela agora, por algum motivo ainda não descoberto, sentia-se mais à vontade em falar, um pouco mais abertamente, seus pensamentos verdadeiros. Loki parecia interessado em tudo, era o tipo de rei que não pensava como os reis que um dia sentaram sobre o Trono de Ferro.

Ele ficou calado por vários minutos. Sansa pegou-se observando aquele homem peculiar ao seu lado. Os olhos de Loki eram tão azuis quanto os seus, mas aquelas orbes possuíam uma frieza singular, algo que ela não conseguia explicar. Seus lábios formavam uma linha fina. O maxilar tinha um desenho bonito, os cabelos eram negros e iam até os ombros, lisos e metodicamente arrumados.

Ele vestia uma roupa simples, com as cores preto e verde-escuro. Mas não havia nenhum indício de que Loki pertencia a alguma casa antes de tomar o Trono de Ferro para si. Na verdade, não havia indícios de que aquele homem nem mesmo era daquele mundo. Sansa estremeceu ante esse pensamento, mas suas ideias tolas foram cortadas quando o rei começou a falar.

— Quero que jante comigo essa noite. – Ele fez o convite, surpreendendo-a. Sansa perguntou-se o motivo daquele convite, mas não achou nenhum satisfatório. Ele esperava uma resposta, e ela inclinou ligeiramente a cabeça.

— Claro, Vossa Graça.

Loki sorriu levemente, levantando-se do banco e parando em frente a ela. Com graciosidade, pegou a mão da garota, sentindo como a pele era quente e sedosa, e levou até os lábios finos. Depositou um beijo leve e demorado ali, olhando-a no processo.

— Às oito. Esteja bem bonita... – Ele sorriu de forma maliciosa. — Não que isso seja difícil para você.

Com aquele elogio, ele se afastou dela, andando calmamente pelo bosque e desaparecendo da vista de Sansa. Ela permaneceu ali, sentindo um leve rubor no rosto. Não conseguia pensar com coerência depois do que havia acontecido.

O que o rei queria com ela?

[...]

Horas mais tarde, Varys foi chamado até ao local onde o rei lia alguns livros sobre a história de Westeros. O homem entrou pela porta escoltada por dois cavaleiros, olhou rapidamente para o lobo, deitado ao lado de uma lareira apagada, e parou em frente à mesa que estava preenchida de livros de aspecto antigo, livros que Loki lia tão atentamente a ponto de não perceber a presença do conselheiro ali.

Varys remexeu-se.

— Mandou me chamar, Vossa Graça?

Finalmente, o moreno desgrudou os olhos das páginas e fitou o homem a sua frente, sorrindo levemente quando percebeu que seu conselheiro preferido já estava ali. Gesticulou para que Varys se sentasse, algo incomum para um rei pedir a alguém como ele. O homem sentou-se em uma cadeira ali perto, observando o moreno com atenção.

— Devo presumir que você já saiba que conversei com Lady Sansa. – Loki disse sem rodeios, fazendo Varys olhar para o chão e dar de ombros.

— Fiquei sabendo de algo parecido.

Loki sorriu, fechando os livros à sua frente e começando a empilhá-los. Não havia segredos e conversas atravessadas ali. Sabia que Varys possuía muitos informantes em todos os lugares de Westeros, e o número de tais informantes era ainda maior na Fortaleza Vermelha. Ele sabia também que ninguém havia escutado a conversa que tivera com Sansa. Era esperto demais para ser enganado por qualquer um dali.

Contudo, ele também sabia que Varys permanecia com boa parte dessas informações trazidas a ele para si, e vendia as mais importantes somente para quem conseguia pagar ou quem merecia. E Loki tinha certeza de que aquele homem era esperto o suficiente para não contar nada em relação a ele para os outros. Senão, por mais que gostasse do conselheiro, ele seria um homem morto. Provavelmente viraria o jantar de Fenrir.

— Não está curioso para saber o que conversei com a garota, Varys? – Loki perguntou, esticando-se na cadeira.

Varys gesticulou discretamente com a cabeça.

— Se for de sua vontade contar, serei todo ouvidos.

Loki juntou as mãos e colocou-as em frente à mesa, olhando para Varys com um misto de diversão e atenção.

— Fiquei curioso sobre a garota depois de ouvir parte de sua história. Resolvi cercá-la de perguntas sinceras, esperando respostas do mesmo feitio de sua parte.

— E o senhor as teve? – Varys perguntou.

— Sim, em parte… – Loki desviou os olhos, levantando-se da cadeira e indo até a janela, fitou o pátio lá fora. — Sansa está confusa e ferida, isso desde que chegou aqui. Passou por muitos momentos desagradáveis...

Ele deixou no ar, esperando para ver o que Varys diria sobre aquilo. O conselheiro gesticulou calmamente com as mãos.

— Sansa é uma garota que vivia em mundo de fantasia, criado por livros românticos. Seus pensamentos seguiam a mesma linha. Ao chegar aqui e ser jogada em meio a uma guerra de verdade, percebeu que suas vontades eram sonhos.

— Alguns eu posso realizar… – Loki olhou para Varys, sorrindo maliciosamente. — Sansa tem vontade de voltar para casa.

— Mandará Lady Sansa para Winterfell? Mas o norte está apinhado de inimigos...

Aquilo deixou Loki pensativo. O rei sabia desse fato, mas o modo como o conselheiro falara, percebeu que antes teria de ser extremamente cuidadoso se quisesse conquistar aquele local. E era o que ele queria. Conquistar o norte, tomá-lo para si do mesmo modo como fizera com os outros lugares. Seria mais fácil que tomar a Fortaleza Vermelha. Ali, estava cercado de cavaleiros e mercenários. O norte parecia ser mais calmo. Contudo, ainda precisava estudar as possibilidades.

— O norte está apinhado de pessoas que ainda não sabem do forte controle que tenho aqui. – Ele voltou a se aproximar da cadeira, onde estivera sentado minutos antes. — Conquistarei o norte do mesmo modo que conquistei a Fortaleza. Levarei paz para as pessoas de lá, colocando Sansa em lugar de direito.

— E como conseguirá a lealdade daquele povo? Eles praticamente possuíam um rei próprio. – disse Varys, referindo-se a Eddard Stark. — Não acho que aceitarão qualquer um... – Ao ver a expressão no rosto de Loki, acrescentou. — Mesmo que suas intenções sejam as melhores, e que você seja um rei que, confesso, esperávamos por muito tempo.

Varys falava de forma sincera, Loki notou. O conselheiro acreditava que ele poderia fazer a diferença ali. Apesar de ter uma necessidade extrema de ser aceito pelo povo e de praticar algo como magia, prática vista com maus olhos pelas pessoas de Westeros, era justo. Colocava seu povo no lugar certo, um lugar baixo e inferior ao rei, mas nunca o tratava mal, pois sabia que precisava do apoio dele para liderar uma terra que nem mesmo lhe pertencia.

— Casarei com Lady Sansa. – Loki informou, como se estivesse dizendo como o clima da Fortaleza Vermelha estava seco. Varys o fitou com atenção, não conseguindo encontrar as palavras. Ao ver que o conselheiro fora surpreendido, Loki sorriu de forma jocosa.

— Farei o pedido essa noite. Estou a esperando para um jantar.

— Vossa Graça, não acha que seja um pouco precipitado? Sansa é uma garota insegura... O senhor não precisa casar-se com ela para conseguir o norte.

— Eu sei disso, mas Lady Sansa tem algo que outras mulheres não possuem.

— E o que seria isso?

Uma disposição anormal de se curvar e acatar ordens. Loki pensou, mas não colocou seus pensamentos em voz alta. Apenas juntou as mãos e apoiou-se na cadeira.

— Isso é muito pessoal, Varys. – ele disse em um sussurro. — De qualquer maneira, preciso me casar para ser bem visto aos olhos do povo de Westeros, você mesmo disse.

— Sim, Vossa Graça. Mas Lady Sansa?

Permaneceram quietos por alguns segundos, os olhos azuis de Loki fitando os livros empilhados que estavam em cima da mesa. Depois de algum tempo, respirou fundo e deu de ombros.

— Sim, Lady Sansa.

[...]

Sansa respirou fundo antes de tomar o corredor que sabia levar até o salão de refeições. O castelo estava particularmente frio naquela noite, e ela usava um vestido azul escuro de veludo com mangas compridas para conter os arrepios no corpo. Seus cabelos estavam trançados de forma bela, cortesia da aia que era sempre disponibilizada para si, quando precisava fazer penteados e se vestir.

Ela andou até a porta, onde dois guardas estavam dispostos. Ao vê-la, ambos fizeram uma ligeira reverência e abriram a grande porta para que entrasse. Sansa assim o fez, os olhos azuis procurando por todos que estariam presentes.

Mas não havia ninguém ali.

Ninguém além do rei Loki, que estava em pé ao lado da janela, fitando a noite estrelada lá fora e segurando uma taça que parecia conter vinho. Ao ver que a porta fora aberta e que provavelmente ele não estava mais a sós, virou-se para fitar quem entrara, seus olhos azuis gélidos brilharam de satisfação ao ver Sansa Stark em frente à mesa.

A garota fez uma reverência, olhando para o chão no processo. Loki não conseguiu desgrudar os olhos de Sansa. Ela estava bela como apenas uma garota de sua idade poderia estar. Seu cabelo alaranjado reluzia às luzes das velas espalhadas pelo lugar. O singelo decote mostrava um pouco do contorno dos seios, mas era apenas aquilo que o tecido revelava. E ele apreciava isso. Sua imaginação se atiçava com aquelas peculiaridades.

— Vossa Graça. – Ela disse em meio à reverência, com sua voz aveludada e um pouco insegura.

Sansa percebeu, depois de algum tempo, um vulto grande perto da mesa, que mostrou ser o lobo sanguinário e imenso que sempre fazia companhia ao rei: Fenrir. Tudo indicava que a garota estremeceria ante a presença do animal, mas Sansa não se sentiu muito incomodada com ele. Loki podia até mesmo captar os sentimentos da garota, através do modo como ela olhava a besta. Um misto de satisfação, lembranças e saudades.

Ele lembrou-se do que Varys lhe dissera, sobre todos os filhos de Eddard Stark terem um lobo gigante os acompanhando. Mas infelizmente a loba de Sansa fora morta, por causa do garoto Joffrey.

— Sente falta de Lady? – Loki perguntou sem conseguir se conter. Sansa desviou os olhos do lobo para fitar o rei. Seu cenho estava levemente franzido.

—Como sabe de Lady? Digo... – ela desviou os olhos. — Foi há tanto tempo...

Loki sorriu, indo em direção à garota e puxando a cadeira para que ela se sentasse à mesa. O jantar suntuoso já estava servido, contrariando a etiqueta de que teriam pessoas colocando pratos à sua frente. Eram apenas os dois e ela se perguntava a todo o momento se alguém mais compareceria ao jantar. Porém, o modo como ele se sentou em frente a ela e mandou os guardas fecharem as portas, seriam apenas eles.

— A sua história me fascina, Lady Sansa... – Loki começou, servindo um pouco de vinho para a garota. — E eu gosto de saber sobre todos ao meu redor. É o dever de um rei atencioso.

Ele deixou no ar, entregando a taça para Sansa, que bebeu logo um gole do vinho, sentindo sua garganta seca de repente.

— Você é um dos poucos reis atenciosos que conheci, Vossa Graça. Agradeço por isso.

Ela abaixou os olhos, como se temesse compará-lo a outros. Mas ele nada disse, apenas sorriu e bebeu um pouco do seu próprio vinho, lamentando que não fosse tão bom quanto os de Asgard. Mas ele não queria pensar muito no lugar que um dia chamara de lar...

— Fico feliz com isso, Lady Sansa. Mas não vamos falar muito sobre mim hoje. Fale-me um pouco de você. Fale-me um pouco da sua infância.

[...]

Varys andava pelo castelo da Fortaleza Vermelha, pensando sinceramente na conversa que havia tido com o rei. Loki queria se casar com Sansa. Seria uma escolha prudente?

Ele podia pensar em várias mulheres que poderiam substituir a Stark como rainha, mas analisando tudo com mais cuidado, pensou que, realmente, Loki estava fazendo uma boa escolha.

Sansa era a herdeira de Winterfell por direito, e consequentemente rainha do norte. Loki precisava de um rosto bondoso para mostrar ao povo, um coração bom para acompanhá-lo, e uma garota pura de sentimento para mantê-lo em terra firme. Não que Varys achasse que Sansa pudesse mudar o rei a ponto de ele modificar seu modo de pensar e agir, mas a esposa que viria a ser um dia poderia ser o ideal para Loki.

Ele remexeu-se, inquieto. Olhou para a varanda e percebeu um vulto se aproximando. Um homem encapuzado e pequeno parou ao lado dele e respirou fundo.

— E então? – Varys perguntou.

— Nada. A sala está lacrada.

Ele fez um pequeno gesto para dispensar o homem, que se afastou e sumiu pelos corredores do castelo. Ao contrário do que esperava, Varys não se sentiu irritado com a falta de informações, mas um sorriso satisfeito e jocoso passou pelo seu rosto redondo. Juntou as mãos embaixo das mangas longas de sua túnica, mostrando um gesto característico.

Loki conseguia afastar até mesmo seus passarinhos. E quando queria. E, se o rei queria descrição naquele momento, a conversa que estava tendo com Sansa durante o jantar só poderia indicar uma coisa.

Uma proposta.