Ele chegou a Winterfell em poucos dias, o que fora praticamente um marco. Sentia uma necessidade absurda de algo quente em seu corpo e dentro do seu estômago, talvez uma boa taça de vinho ou Hidromel. Infelizmente, não havia Hidromel naquele mundo, e parar o que estava fazendo para beber uma taça de vinho, mesmo que fosse apenas para se aquecer, seria uma afronta a Sansa e ao seu objetivo. Não... Ele precisava chegar ao castelo principal antes que a noite caísse.

Enfiou os calcanhares nas costelas do cavalo, fazendo um barulho com os lábios e incitando o animal a cavalgar mais rápido. O garanhão de Loki era resistente, precisou parar apenas algumas vezes para beber água e descansar, mas sentia frio e, para ele, era melhor continuar andando e manter os músculos trabalhando a enrijecer o corpo debaixo da neve. Loki compartilhava desse pensamento. O cavalo não o decepcionou, alcançou o castelo rapidamente e logo havia dois homens o recepcionando.

— Vossa Graça. – Um deles fez uma pequena reverência. — Mandamos guardas atrás de você, mas temo ser tarde demais... Há muita neve, e eles devem estar procurando pelo castelo onde você estaria.

Loki fez um gesto com as mãos de forma impaciente, tentando por meio disso calar o homem, informando que aquela atuação era desnecessária. Ao ver que seu cavalo estava indo para o estábulo para descansar e ser alimentado, pediu ao homem que fechasse a porta, impedindo a neve que entrava no interior do castelo. Começou a andar pelo largo corredor, retirando as luvas de couro.

— Aquilo era uma armadilha... Encontrei dois Lannisters escondidos em um estábulo velho de uma vila. Minha chegada foi anunciada mesmo antes de eu pisar na pequena cidade... – Os olhos azuis de Loki pareciam fuzilar cada pessoa que passava ao seu lado. — Há traidores por toda parte.

Ele começou a olhar em volta, como se a qualquer momento alguém fosse pular em sua jugular. Respirou fundo para conseguir se acalmar, agora teria que colocar sua mente para trabalhar, e para que isso acontecesse, a serenidade era no mínimo obrigatória.

— Diga-me o que houve aqui. – Loki ordenou.

O homem que o acompanhava percebeu que seu rei não perguntara pela esposa, e partindo disso, soube que já tinha conhecimento do sequestro, e que algo muito errado ocorrera. Tentou dizer com calma tudo o que descobrira nesses últimos dias.

— Lady Sansa foi atacada alguns dias atrás, enquanto treinava o arco, no estábulo. Encontramos um cantil de água derramado, bem como uma cesta com frutas e comida. Seu lobo está deitado lá...

Os olhos de Loki o fitaram com fúria.

— E posso saber o motivo? – perguntou.

— Ele está morto, Vossa Graça... – o homem se desculpou dando de ombros. — Resolvemos deixá-lo onde está para não mexermos no local onde tudo aconteceu... Achei que você ia querer ver pessoalmente.

— Achou o certo. – Loki disse. — Obrigado por isso, mas meu lobo não está morto.

Ele gesticulou para que o homem o seguisse, rumando até o estábulo. O guarda assim o fez, pensando que agira corretamente ao não mexer naquele lugar. Ninguém teve vontade de se aproximar daquela fera, mesmo ela estando deitada e com a língua para fora. Algo lhe dizia que, quando o rei retornasse, gostaria de ver tudo com seus próprios olhos. Ele era uma pessoa astuta, e muitos diziam que conseguia ver o que várias pessoas não viam, usando tal astúcia, ou até mesmo magia.

Chegaram ao estábulo minutos depois. O homem ficou na porta logo quando ela foi fechada, olhando com olhos arregalados o local. Havia um mal ali... Mas nada disse ao rei. Um estremecimento passou pelo corpo dele quando viu a grande massa de pelos ao longe.

Loki andou rapidamente em direção a Fenrir, ajoelhando-se em frente ao animal e colocando com cuidado as mãos longas em suas costelas. A respiração era ruidosa e difícil, mas estava ali. Diversas flechas estavam fincadas no corpo, algumas não chegaram nem a atravessar o couro grosso, outras se enfiaram de forma brusca, como se a pessoa que tivesse as lançado estivesse perto e escondida, com tempo para mirá-lo.

Uma emboscada... Ele pensou, sentindo-se extremamente furioso. Se estivesse ali... Ao lado dela... Arrancaria os olhos daqueles homens e daria para as galinhas comerem, pegaria cada tripa dos corpos e faria uma corda para enforcá-los.

— Ele está vivo. – Loki anunciou para o homem, que observava tudo. — Fenrir não morre por poucas flechas.

O guarda olhou para o lobo não conseguindo acreditar. Poucas? Ele contara no mínimo dezoito flechas naquele pouco espaço de tempo em que esteve ali. O rei não devia estar falando sério... Mas não brincaria com esse tipo de coisa, brincaria?

— Aproxime-se, preciso de sua ajuda. – Loki ordenou.

O homem aproximou-se com relutância e permaneceu parado ao lado dos dois, logo o rei pediu para que se ajoelhasse e assim ele o fez. No mesmo momento, sentiu o cheiro de sangue seco, e a respiração quente do lobo batia nas suas pernas.

— Como... – o homem começou.

— As flechas foram banhadas em veneno antes de serem atiradas... Mas precisa muito mais que isso para derrubar Fenrir. – Loki explicou, começando a retirar as flechas cuidadosamente. – Coloque a palha onde o sangue correr de forma mais abundante.

O guarda começou a fazer o que o rei pedira, e logo trabalhavam rapidamente e em silêncio retirando as flechas da criatura, que ainda estava quieta como morta. A ponta da flecha estava negra, e eles não sabiam se era devido ao sangue ou ao veneno.

Ao ver que não havia mais flechas e os ferimentos estavam abertos, o guarda, que acompanhava tudo, percebeu a respiração do lobo ficar mais forte e quase não acreditou quando a boca dele subiu um pouco, mostrando dentes ferozes. Loki olhou para o homem com atenção.

— Quando Fenrir acordar, a primeira coisa que fará é procurar pelos que enfiaram as flechas nele. Estará raivoso e sedento por sangue, não terá noção de quanto tempo se passou... Sugiro que saia.

Não precisou pedir duas vezes, logo o homem levantou e correu em direção à porta do estábulo, não querendo estar perto daquela besta quando ela acordasse. Ao escutar a voz do seu rei o chamando, virou-se com relutância.

— Aguarde ordens. Preciso ver o que aconteceu aqui e achar os responsáveis por tudo. Mas logo quando eu terminar, quero meu exército marchando para procurar minha esposa, entendeu? Deixe os homens atentos.

O guarda assentiu e saiu do estábulo, não sabendo muito bem o que o rei veria de novo naquele local. Não havia nada para ser visto, mas Loki tinha uma opinião contrária. Havia muita coisa estranha ali.

Ele andou até o cantil e pegou-o, enfiando um dedo e esfregando-o na parede do objeto. Cheirou o dedo e percebeu que o aroma estava adocicado, como se alguém tivesse coado ervas e as misturado na água. Aquilo definitivamente não era apenas água.

Algum sonífero natural? Algo para deixá-la tonta e apagá-la?

— Cozinheiras... – ele sussurrou, pensando com calma.

As únicas mulheres que tinham acesso à comida e à água que a rainha tomava eram as cozinheiras, e provavelmente uma delas enfiara aquelas ervas ali sem ser percebida. Ele teria que dar um pulo na cozinha antes de tudo, mas antes precisava fazer algo.

Andou até Fenrir e sentou-se em frente a ele, pousando as mãos longas no corpo do animal. Fechou os olhos e convocou sua magia, murmurando feitiços antigos e poderosos de cura. De suas mãos, um brilho prateado fluiu, alcançando a anatomia do lobo e espalhando-se pelos contornos, infiltrando-se pelos ferimentos como se fosse um líquido transparente.

Ao terminar, ele apenas respirou fundo, esperando que Fenrir acordasse nas próximas horas.

— Você me dirá o que realmente aconteceu aqui, meu companheiro. – sussurrou. — E então, vamos à caça.

[...]

Ela acordou em um local escuro, apenas a luz de duas velas pequenas cortava a escuridão total. Duas coisas foram facilmente percebidas no momento em que se mexeu: a primeira foi que não estava em seu quarto, a segunda, e mais óbvia… Era uma prisioneira.

Respirou fundo, sentindo sua garganta seca pela sede. O frio daquele local era intenso, mas não tanto quanto estar embaixo de uma tempestade de neve. Sansa tateou em volta, sentindo as paredes de pedra gelada a engolirem. O aposento era extremamente pequeno, pelo menos a parte que conseguia enxergar.

Ela levantou decidida a tatear tudo, para que soubesse onde realmente estava. Andou alguns passos e um barulho estranho ecoou pelo cômodo, tentou dar mais um passo, mas percebeu uma argola grossa de ferro fundido em volta do seu tornozelo. Tentou puxar a perna, e viu que o barulho estranho vinha da corrente batendo no chão. Estava presa como se fosse um animal.

Respirou fundo, sentindo seu coração bater fortemente dentro do peito. Sentia frio, fome e sede. O vestido de lã que usava, quando se preparara para treinar, não era o suficiente para barrar o vento gelado. Mas de onde vinha o vento se o local era todo fechado? Tentou se concentrar na direção da pequena brisa, e percebeu que ela vinha à sua direita. Olhou para lá, conseguindo pegar uma vela, levantou o braço e descobriu uma porta de ferro, havia uma pequena janela de grades no meio. Respirou fundo, sentindo o cheiro fétido de esgoto vindo dali. Algo passou pelos seus pés, mordiscando-a na perna. Sansa deu um gritinho, soltando com o susto a vela, que caiu no chão de pedra e se apagou.

— Aproveite os ratos, Sansa, querida. Serão suas últimas companhias em vida... – a voz sussurrou. Vinha da pequena janela de grade que havia na porta, e mesmo que agora ela não estivesse com a vela na mão e nem conseguisse enxergar o rosto, soube quem dissera a frase irônica.

— Cersei.

A voz de Sansa saiu entrecortada, um misto de cansaço e raiva. Quando Loki tomara o Trono de Ferro para si, Sansa achou que nunca mais veria aquela bruxa na vida. A visão de Lannisters correndo em direção aos portões da Fortaleza Vermelha para fugir da guerra foi a visão mais deliciosa que a garota tivera. Poderia jurar que Cersei estava morta.

Mas infelizmente bruxas não morriam facilmente.

— Por que a surpresa, querida? – Cersei perguntou. — Achei que ficaria feliz em me rever...

A ironia era quase insultante, mas Sansa nada disse. Não havia o que falar com aquela megera, então se afastou do portão, saindo de perto de Cersei e voltando ao local onde acordara. Sentou-se ali, sentindo o puxão da argola de ferro em seu tornozelo. Seu corpo doía. Ignorou os ratos, achando que eram uma companhia melhor que a da leoa.

— Amanhã teremos uma conversa, Rainha do Norte. – a loira comentou, pronunciando o título com amargura e ironia. — Durma bem.

Com isso, Cersei a deixou só.

[…]

Andaram juntos para o castelo. Passaram-se três horas até que Fenrir acordasse e estivesse completamente curado, algo até mesmo promissor. Os venenos daquele planeta eram fracos, caso estivessem em algum local perto de Asgard, Fenrir demoraria dias para acordar. Agora, o veneno saíra do corpo do animal e sua consciência começava a se renovar, ele estava faminto.

E Loki estava disposto a alimentá-lo.

O que vira na mente do lobo não o deixara nem um pouco satisfeito. Sansa havia sido drogada com um tipo de erva que não deixava cheiro possível de ser sentido por olfato humano, homens entraram no estábulo e alvejaram Fenrir antes da garota cair completamente na inconsciência. Infelizmente, depois que o lobo desacordara, não soube o que se passou, e Loki não pôde ver mais nada. Mas, para ele, era o suficiente. Fenrir havia visto os rostos dos homens, e mesmo que Loki soubesse que tais homens estivessem distante naquele momento, ainda podia obter informações poderosas com o que vira na mente de Fenrir.

— Sansa deve achar que está morto... Vi o terror nos olhos dela antes de você desacordar. – Loki avisou Fenrir, que bufou, mostrando os dentes.

O lobo estava furioso e sedento de sangue assim como o dono. Ele pegou a ala oeste, onde a cozinha ficava e dois guardas foram ao seu encontro, dizendo que os homens estavam atentos a qualquer ordem e que em uma palavra, estariam prontos para partir. Loki assentiu.

— Me acompanhem, preciso fazer algo antes. – Os homens o seguiram. — Me levem até a cozinha.

Assim os dois homens fizeram, e quando Loki irrompeu pelo aposento, muitas mulheres pararam para ver o que estava acontecendo. Ao ver quem entrara ali, jogaram o que estavam nas mãos e fizeram uma reverência, tentando ignorar a presença do lobo enorme ao lado do rei.

— Chamem todos que trabalham aqui. – ele ordenou. — Preciso que façam uma fileira.

E assim foi feito. Em menos de vinte minutos, todos os funcionários da cozinha estavam ali, tanto homens quanto mulheres. Mas algo dizia a Loki que ele procurava por uma mulher, pois apenas uma teria usado aquela artimanha tão patética de ervas para drogar Sansa.

— Coloquem as palmas da mão para cima e os braços estendidos. – ele ordenou e todos os funcionários assim o fizeram. Loki olhou para Fenrir, que deu um passo à frente e caminhou para a fileira. O lobo começou a cheirar mão por mão. Ninguém estava entendendo nada, então Loki decidiu explicar mais ou menos o motivo de estar ali.

— Achei vestígios de uma erva utilizada para adormecer no cantil de minha esposa... A água estava levemente adocicada. A erva foi usada para desacordá-la, mas não é possível sentir seu cheiro para identificá-la... – Ele sorriu. — Felizmente, Fenrir tem um olfato poderoso.

Ao ouvir aquilo, todos estremeceram e Loki fitou os rostos femininos com atenção – a tensão era quase palpável. Fenrir cheirava cada mão, e demorou cerca de trinta minutos para achar algo, mas, quando se aproximou da palma de uma mulher de aspecto magro, alta e com cabelos loiros quebradiços, rosnou levemente, olhando-a com atenção.

Aquilo fez com que o limite de tensão beirasse o desespero. A mulher logo estava de joelhos, chorando e pedindo perdão, dizendo que fizera porque os Lannisters a ameaçaram, e tentando ignorar o hálito quente do lobo gigante que respirava perto de seu pescoço. Loki permaneceu calado, olhando-a por alguns segundos. Depois de algum tempo, respirou fundo.

— Fique de pé. Quero que me conte sua história.

A mulher o obedeceu. Olhando para o chão, explicou que os homens que estavam infiltrados pegaram seu filho caçula como refém, dizendo a ela que mandaria pedaços dele caso não colocasse a erva no cantil de Sansa. Ele escutou tudo com atenção, observando-a acrescentar detalhes estranhos em seu relato.

— Você conhece esses homens? – o rei perguntou.

— Não... Nunca havia os visto... Até que eles me ameaçaram.

— Poderia me dar uma descrição deles?

A mulher assentiu, ávida para ajudar e para escapar da pena de morte. Descreveu alguns dos homens que invadiram o castelo naquele dia e quando terminou, Loki sorriu de forma calculada.

— Devo dizer que estamos atrás apenas de três dos quatro que você descreveu. Um virou jantar de Fenrir.

Ao ouvir aquilo, o desespero passou pelo rosto da mulher e as lágrimas escorreram sem que ela conseguisse se conter. Loki fez uma careta.

— O que foi, mulher? Está preocupada com a digestão do meu lobo? Asseguro-lhe de que será rápida, ele fez questão de mastigar bastante, até mesmo os ossos...

— Pare! – ela gritou, delatando-se.

O sorriso contido de Loki se alargou, e a mulher percebeu pela primeira vez como o homem diante de si era astuto, e como a manipulara de forma perfeita. Seu rosto pegou fogo devido à raiva, mas logo empalideceu.

— Como... como sabia que eu estava mentindo? – ela perguntou.

— Eu sempre sei quando alguém está mentindo. – Ele contornou a mesa, fazendo com que alguns cozinheiros, petrificados desde o momento em que Fenrir entrara no recinto, se afastassem um pouco. — Mas você não. Fenrir não devorou nenhum homem, mas agora sei qual procurar primeiro quando achá-los... Normalmente pessoas que têm ligações sentimentais são os elos mais fracos...

Ele corria os dedos por alguns objetos que estavam em cima da mesa... Havia um rolo de abrir massa de pão ali, feito de madeira escura. Ergueu-o, parecendo sentir o peso daquilo. A mulher, já sabendo de seu destino, percebeu que o único momento que teria era aquele.

— Seu maldito!

Ela correu em direção ao rei, mas esse foi mais esperto. O rolo de madeira bateu na perna dela com tanta força que todos ali comprimiram os lábios, quando o barulho do osso se quebrando foi ouvido. A mulher gritou, caindo aos pés do rei. Os olhos de Loki estavam em fúria, fitou-a como se fosse um verme. E, pela segunda vez, a mulher enganou-se em relação a ele. Por mais que sua morte fosse certa, ela agora sabia que ele faria de tudo para que fosse lenta e torturante.

— Você tem duas horas para correr desse castelo. Vá para o mais longe que conseguir com essa perna... E reze para que o rastro de sangue fique fraco quando eu soltar Fenrir. – A mulher olhou para o lobo de forma aflita. — Fenrir gosta das tripas frescas e ainda quentes... Vá! – gritou, fazendo-a correr de forma patética, gemendo e gritando de cor à medida que a perna se deslocava ainda mais e o sangue manchava sua meia de lã e pingava pelo chão de pedra.

Loki virou-se para o restante das pessoas ali.

— Que isso sirva de lição para todos. A lealdade é muito prezada por mim, e pessoas como ela e como os homens que fizeram mal à minha esposa não serão tolerados. – Os olhos dele passaram de Fenrir para o chão sujo. — Limpem isso e voltem aos seus afazeres. Se tudo der certo, em poucas semanas vocês terão um exército exausto para alimentar.

Ele virou-se para os homens que haviam o acompanhado, estavam no momento petrificados com o acontecimento.

— Reúna os homens. Quero meu exército pronto em poucas horas.

Ele ia virar-se para sair, mas logo uma garota o puxou pela manga, fazendo com que Fenrir rosnasse, mas Loki levantou a mão para que o lobo se acalmasse. A menina colocou um saco sujo em sua mão, fazendo com que o rei fizesse uma careta, não entendendo.

— É dela... – A menina começou a explicar. — Ou pelo menos eu achava que era. Esse tipo de saco é usado por homens para guardar objetos pessoais... Seu lobo pode conseguir algum cheiro...

Ela deu de ombros, tímida diante da presença de Loki. Ele era tão belo... E alto. A garota sempre tinha em mente que reis eram barrigudos e nojentos, mas aquele era diferente. Era mais bonito que Ned Stark. Loki sorriu de forma aberta, colocando a mão no ombro da garota, que estremeceu.

— Prometo que sua ajuda será recompensada. Pense em um presente e envie o pedido para alguém da minha guarda, criança. – ele disse sem rodeios. — Obrigado pela ajuda.

Com isso, saiu com o tecido nas mãos, sabendo que apenas um farejar de Fenrir seria o suficiente para captar o cheiro do primeiro, entre os malditos, a ser morto.