Losing my Humanity

4 Cap.3 — Everybody Hurts


Notas iniciais
Gente, esse cap é deprimente, eu achei.Depois de reassistir meus episódios de fossa favoritos, eu tive uma inspiração súbita. E tva relendo, e achei que eles tavam muito alegrinhos pra pessoas presas u-u E ah o cara da gif é pra ser o Carter blz?

Quando o dia é longo, e a noite...

A noite é somente sua.

Se você tem certeza que já teve o suficiente desta vida,

Bem, persista.

Não desista de si mesmo, pois todo mundo chora.

E todo mundo sofre às vezes.

Às vezes tudo está errado.

Nesse momento é hora de cantar junto.

Quando seu dia é noite, sozinho,

Se você tiver vontade de desistir,

Se você achar que teve demais desta vida,

Bem, persista.

Pois todo mundo sofre.

Consiga conforto em seus amigos,

Todo mundo sofre.

Não se resigne, oh, não!

Não se resigne.

Se você sentir como se estivesse sozinho,

Não, não, não, você não está sozinho.

Se você está por conta própria nesta vida,

Os dias e noites são longos.

Quando você sentir que teve demais desta vida,

Para persistir.

Bem, todo mundo sofre.

Às vezes, todo mundo chora.

E todo mundo sofre,

Às vezes.

Mas todo mundo sofre às vezes.

Então agüente, agüente, agüente, agüente.

Todo mundo sofre,

Você não está sozinho!



— Julie, você percebe que eu estou escutando sua história há umas duas horas, e ainda não sei nada de você? Digo, você conseguiu contar uma história enorme, sem nenhum detalhe.— ele tem uma expressão engraçada no rosto, algo entre um sorriso e uma careta.

Não posso evitar o riso. Carter está certo, eu lhe disse muitas coisas, mas no fim das contas não lhe contei nada.Mas não acho que posso lhe confiar um segredo desses, já é difícil o suficiente pra mim que conheço os garotos minha vida inteira!E só por que estamos confinados neste lugar não quer dizer que eu conheça Carter Sobrenome Desconhecido e possa confiar nele.

— Ok. — eu digo — Sua vez.

—Não tem muita coisa. — ele começa — Eu fiz o ensino médio no mesmo colégio que você. Na minha época, o basquete dominava, nosso capitão se chamava Derek Hale. Eu era o co-capitão, muito bom na verdade.Depois, eu me alistei no exercito ,servi por alguns anos aqui e ali, até que finalmente fui enviado pro Afeganistão.Fui liberado por um problema no joelho. Um tiro que me impedia desempenhar atividades físicas "apropriadamente" pra um soldado.

— E é isso?— eu pergunto, tentando esconder minha pena.

— É isso. — ele responde dando de ombros.

A conversa morre. Carter encara a parede à nossa frente, e tem um olhar perdido, meio sofrido, como já vi algumas vezes antes em meus amigos.

— Eu matei pessoas, talvez inocentes. — ele diz sem se atrever a olhar pra mim. Dá pra ver como ele se sente culpado. O seu tom de voz transparece uma sinceridade que eu ainda não tinha notado. Seus ombros estam caídos, e sua cabeça baixa.Ele parece derrotado. — Acho que esse é o jeito de pagar meus pecados.

Não sei o que dizer agora. Já vi meus amigos pesarosos por seus dons sobrenaturais pelo menos uma centena de vezes. Tudo que eu conseguia garantir é que eu estaria ao lado deles, independente do que eles fossem.Mas como poderia prometer coisa alguma a este rapaz aqui comigo? Ele era como eu, apenas humano. Não sabemos por que estamos aqui, ou quem nos fez reféns, ou qual será o nosso fim.O medo é inevitável, e sinto meu coração sendo esmagado aos poucos.Todas as minhas teorias anteriores estão sendo frustradas.Não tenho ideia do que está por vir.

— Escute Carter, já não tenho certeza de nada. Mas sei que , quem quer que esteja fazendo isso com a gente, não tem como objetivo te fazer sofrer por causa do seu passado.

Ele continua sem olhar pra mim. Penso em colocar minha mão no seu ombro, dizer que vai ficar tudo bem.Que os dois vão sair vivos, que tudo ia dar certo, que faríamos terapia e que tudo ia voltar ao normal aos poucos.Mas sinto que estaria mentindo.

A pequena grade que nos separa da liberdade se abre, e uma bandeja entra na cela. Nela se encontram dois pratos, com legumes cozidos e arroz, a mesma coisa de todas as vezes anteriores. Pego nossos pratos e coloco um no colo de Carter. Ele começa a comer em silencio. Ele come toda a comida com rapidez, enquanto como apenas umas duas garfadas de cada coisa. Meu corpo pede por mais,mas estou determinada a não me deixar vencer.Se Carter desistir, eu vou resistir por nós dois.

Pego a grande garrafa d’água na bandeja, tomo um gole, e entrego a Carter.Ele bebe metade da água ,e continua sem dizer nada. O silencio é extremamente desconfortável. Coloco nossos pratos de volta na bandeja, esperando que, enquanto dormirmos ela vá desaparecer, como todas as vezes anteriores. Carter começa a piscar mais devagar, e tira sua jaqueta esfarrapada, usando-a como travesseiro.Ele se deita no chão e fecha os olhos.

— Gold. — ele diz numa voz fraca, carregada de sono.

— O quê?

— Meu sobrenome. Me chamo Carter Gold

— Ah. —respondo sorrindo fracamente, apesar de saber que ele não estava me vendo — Meu nome completo é Julie Marie Starter.

Mas não sei se ele me ouviu. Enquanto o observo dormir, o sono também me vence, e me deixo ser vencida. Pelo menos por agora.

Notas finais
gente o texto do começo do cap é uma música, everybody hurts, do R.E.M http://www.vagalume.com.br/r-e-m/everybody-hurts-traducao.html Não deixem de comentar gente, é muito chato sentir que vc ta escrevendo pra ninguem ler sabia???