Lorienos Na Escola!

5 Piadas Ruins e... Jogo de Sedução?


Notas iniciais
Desculpem pela demora, leitores lindos! Fiquei meio sem tempo pra postar (mentira, eu que sou idiota e fiquei com preguicinha), mas aí está o capítulo. Não está tão comprido, mas é que eu pretendo postar o próximo logo. Bom, aproveitem =)

POV SEIS

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Ok, foi meio esquisito o momento em que John caiu em cima de mim, mas resolvi deixar pra lá. Mas fora isso, o resto da aula se passou normalmente.

No intervalo nos sentamos juntos (eu com o meu delicioso Toddynho na mão) e, pra não ficarmos no tédio, resolvi fazer uma sessão de piadas ruins. Esse era o tipo de brincadeira que eu costumava fazer com Katarina enquanto viajávamos juntas.

– Ei, o que acham de fazermos uma sessão de piadas ruins? – Pergunto.

– Eba! Tenho várias! – Diz Oito. Todos rimos e os outros concordam com a ideia. Sarah concorda também, mas percebo que o clima entre ela e John está meio tenso. Tenho uma pequena sensação de que foi por causa do momento em que ele tropeçou em cima de mim...

– Começa você então, Oito. – Eu digo.

– Ok. Por que o jacarezinho não foi viajar?

Nós pensamos um pouco, mas nada vem à nossa mente. Então ele responde:

– Porque ele “réptil” de ano.

A piada foi tão ruim que começamos a rir. Até Sarah deu uma risadinha.

– Ok, minha vez. – Eu digo. – Tinha uma loira que era cientista, ela estava fazendo experimentos com aranhas. Então ela pegou uma aranha e cortou todas as patas dela, aí ela falou “Aranha, anda! Anda!”. Obviamente a aranha não andava. Aí sabe o que a loira descobriu?

– O que? – Os outros perguntam.

– Que a aranha é surda. – Respondo.

Todos rimos novamente. Oito diz que vai adicionar essa pra lista dele.

– Ok, ok, eu tenho uma historinha. – Eu digo, me divertindo. Todos ficam quietos e prestam atenção. – Katarina que me contou essa. Era uma vez um patinho feinho. Os seus irmãozinhos faziam bullying com ele por ele ser feio e esquisito. Então o patinho feinho se perdeu na floresta e ficou vagando por muito tempo. Então o patinho descobriu que era um cisne! Mas era um puta cisne feinho.

Mais um ataque de risos. Então o Nove tem uma ideia e começa a fazer uma sessão de cantadas ruins. Era uma pior que a outra. E eu fico de “assistente” dele. Ele se vira pra mim e pergunta:

– Você tem um garfo?

– Não, por que? – Eu digo.

– Porque eu estou dando sopa. – Ele diz. Fico confusa...

– Mas não é colher?

– É que eu sou difícil. – Ele diz, dando um sorriso maroto e uma piscadela. Todos rimos. Então ele começa a soltar uma atrás da outra do tipo: – Perto de você sou igual miojo: fervo em 3 minutos. – Ou então: – Gata, se eu fosse um zumbi, eu te comeria todinha. – Ou: – Me chama de Toddy que eu te chamo de leite e bora fazer um achocolatado. – Tive que rir com essa.

A que eu achei mais engraçado foi quando ele perguntou:

– Já é Halloween?

– Não, por que? – Digo.

– Porque com toda essa gostosura eu só penso em travessura. – Mas quando ele disse essa, ele deu um sorrisinho malicioso e me olhou de baixo pra cima. Ergui uma sobrancelha e fui pra perto de Sam, só de brincadeira. Então é a vez de Sam fazer piadas e cantadas, nerds:

– Ok, agora é minha vez. – Ele diz e vira pra mim. – Você é a raiz quadrada de 2?

– Não. – Respondo. – Por que?

– Porque perto de você me sinto irracional.

John começa a ter um ataque de risos depois dessa.

– Essa foi péssima, cara! – Ele diz para o Sam, que também está rindo.

– Tem uma outra. – Sam diz. – O que um cromossomo disse para o outro? – Ninguém sabe, então ele diz: – “Cromossomos” felizes!

Todos ficaram quietos. Essa piada foi realmente horrível. Sam nos olhou com um sorriso no rosto, esperando nós rirmos.

– Não? Ok... – Ele diz, abaixando a cabeça. Olho para ele e trocamos um sorrisinho. Então o sinal bate.

O resto do dia se passou normalmente. Bom, pelo menos para mim, não sei quanto aos outros...

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POV JOHN

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O clima de hoje ficou um pouco pesado entre mim e Sarah. Temo a hora de ir para casa. Mas, infelizmente, o sinal toca, indicando que podemos ir para nossas respectivas casas. Chegamos ao John Hancock Center e almoçamos todos juntos. Sarah mal olha na minha cara, e quando olha, manda um olhar fulminante. Medo...

Demoro o máximo que posso para comer. Até me ofereço para lavar a louça. Mas a hora da minha “morte” chega e Sarah me chama para conversarmos no terraço.

Quando chegamos, nos sentamos no chão, um ao lado do outro. Ficamos um tempo sem dizer nada, até que Sarah diz:

– John, vou te fazer uma pergunta e quero que você me responda com toda a honestidade do mundo.

Engulo à seco e digo:

– Ok.

Ela respira fundo e solta o ar lentamente.

– Você me ama?

Amo. Isso não posso negar. Por mais que eu ache Seis atraente, não posso dizer que não sinto nada por Sarah. Ela foi meu primeiro e único amor. Bom, pelo menos até agora. Eu sempre achei Seis bonita, mas ela nunca mexeu comigo como está mexendo agora. Estou confuso. Resolvo então continuar focando em Sarah até que eu descubra o que realmente sinto por Seis. Então olho fundo nos olhos de Sarah e digo, sem hesitar.

– Muito mais do que você pensa.

– Então o que foi aquilo na aula de educação física? Você gosta de Seis também? – Ela me pergunta, com as sobrancelhas franzidas. Seus olhos me mostravam uma pontada de dor e sofrimento. Queria me matar por tê-la feito se sentir assim.

Quero dizer a verdade para ela, que eu só senti uma pequena atração por Seis, e que não era nada demais, mas fico com medo de sua reação. Mas também não quero mentir para ela dizendo que não foi absolutamente nada. Até porque ela perceberia que é mentira. Então digo:

– Sarah, eu amo você, e só você. Seis não tem nada a ver com nós dois. Não foi por ela que me apaixonei. Eu sou seu, e de ninguém mais. – Pois é, optei por não mentir, mas não dizer toda a verdade.

Sarah então assente e sorri para mim. Retribuo o sorriso e a beijo. Ficamos assim por um tempo, então voltamos para dentro e vamos para nosso quarto fazer nossas tarefas escolares.

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POV NOVE

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Depois do almoço, optei por não fazer as poucas tarefas que tinha e ir treinar na Sala de Aula. No caminho, encontro Oito e Marina conversando alegremente no sofá. Esses dois... Detesto soar como uma garota, mas eles realmente formam um casal lindo. Eca, foi mais meloso do que pensei...

Enfim, chego na Sala de Aula e começo a socar um dos sacos de areia. Fiquei assim por algumas horas, distribuindo socos e chutes, até que acabo socando o saco tão forte que ele arrebenta do teto e vai para o outro lado da Sala. Me assusto quando ouço palmas atrás de mim.

Me viro rapidamente e encontro Seis com um rabo de cavalo, calça de ginástica preta e uma regata branca.

– O que você quer? – Pergunto, com meu delicado jeito de ser. Mas Seis não parece ofendida.

– Bom, eu estava no meu quarto tentando fazer lição, mas não consegui me concentrar por causa de um barulho insuportável de socos vindos daqui. – Ela diz cruzando os braços.

Ignoro-a e vou em direção ao saco de areia para colocá-lo de volta ao teto. Quando estou prestes a pegá-lo, ele voa para mais longe. Fecho a cara e me viro para Seis.

– Quer parar? Estou tentando treinar aqui.

– Eu também. Estou treinando minha telecinese para te irritar. – Ela diz, sorrindo, fingindo indiferença.

Respiro fundo.

– Você realmente quer entrar nesse joguinho? – Pergunto, erguendo uma sobrancelha. – Você sabe mais que qualquer um que posso ser uma pessoa extremamente irritante.

Então ela balança a cabeça negativamente e se aproxima de mim. Então cochicha no meu ouvido com uma voz, hum, sexy:

– Não é esse jogo que quero jogar.

Então lentamente se afasta e, num movimento rápido e preciso, me derruba no chão, ficando por cima de mim, com seu rosto próximo ao meu. Fico completamente sem reação. Então ela diz:

– Regra número um: nunca deixe seu inimigo te distrair. – Então dá um sorriso e vai embora, me deixando no chão, completamente paralisado.

Tento descobrir o que ela quer fazer isso. Então entendo que ela só está me provocando. Então decido jogar esse jogo com ela. É, isso vai ser interessante...

Notas finais
E aí, gostaram? Críticas são bem-vindas!