Lorienos Na Escola!
6 Team Seis vs Team John
Notas iniciais
POV NOVE
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Depois da minha pequena sessão de treinamento solitário (ou quase solitário), descansei um pouco antes do treinamento principal. Eu não fazia ideia do que poderia ser hoje, mas eu realmente queria ir contra Seis. Por razões óbvias.
Então depois de mais ou menos 1h, Malcolm veio nos chamar para o treinamento. Fui o primeiro a chegar na Sala de Aula. Quando todos chegaram, Crayton começou a explicar como funcionaria o treino de hoje.
– Bom, ontem vimos o que vocês podem fazer sozinhos e usando apenas a força e agilidade. Hoje vamos ver como vocês estão trabalhando em equipe. Hum, John e Seis, vocês serão os capitães. – Seis sorriu ao ser escolhida como capitã e trocou um olhar desafiador (de brincadeira) e um sorrisinho sínico com John. – Podem escolher seus times. Seis, pode começar escolhendo.
– Marina. – Ela diz, batendo na mão de Marina.
– Nove. – Diz John, e vou para o lado dele, dando um tapinha em suas costas.
– Oito. – Seis escolhe.
– Ella. – John escolhe, dando uma piscadela para Ella.
– Sam. – Diz Seis, trocando um sorrisinho com Sam.
– Sarah. – John diz, trocando um sorriso com Sarah, que foi a última a ser escolhida. Mas não parecia abalada com isso.
Então os times ficaram assim: John, eu, Ella e Sarah. Seis, Marina, Oito e Sam.
– Bom, – diz Henri. – o treinamento vai funcionar como uma operação de resgate. Uma pessoa de cada time vai ser feito de prisioneiro pelo time adversário. O objetivo é simples: resgatá-la. Sam e Sarah, você terão armas que foram modificadas por nós mesmos. Não tenham medo de atirar. Quem for ferido apenas sentirá a mesma dor de um tiro de verdade, mas o ferimento não será grave. – Os dois assentem com a cabeça. – O time que conseguir completar o objetivo primeiro vence. E, só para deixar as coisas mais interessantes, o time perdedor terá que lavar a louça da semana inteira. – Todos trocamos olhares, nos divertindo com a situação.
Seis se aproxima por trás de mim e cochicha no meu ouvido:
– Vai ser engraçado ver você de empregada doméstica a semana inteira.
– Em seus sonhos. – Digo, com o rosto bem próximo do dela. Ela então sorri e vai para perto de seu time.
– Bom, – diz Crayton. – vocês têm dez minutos para pensarem em uma estratégia. Vão para seus respectivos campos e, quando eu apitar, posicionem-se.
Fazemos um sinal positivo com a cabeça e vamos para nossos campos. Me juntei com o time e John começou a falar:
– Ok, alguém se voluntaria para ser refém? – Pergunta John.
– Eu posso ir, qualquer coisa. – Diz Sarah.
– Não, quero que você fique na defesa e evolua sua... experiência com armas. Não quero que pense que é inútil, porque se você não estivesse aqui, eu estaria procurando você agora mesmo. – John diz, sorrindo para Sarah, que retribui. Então se vira para Ella. – Ella, você topa ir lá?
– Hum, claro, tudo bem. – Ella diz. – Mas depois quero que me ensine mais coisas tipo manejo de armas e golpes de luta.
– Feito, mas fique atenta, você ainda pode nos ajudar se Seis ficar invisível. Se isso acontecer, tente de todos os jeitos localiza-la. Você só não pode usar sua telecinese. – Diz John. – Então eu vou ficar bem na divisória dos campos, esperando por Oito ou Seis, que provavelmente atacará. Nove, você irá avançar para tentar resgatar Ella e Sarah ficará na defesa, ok?
Todos concordamos, embora eu ache que a estratégia poderia ter sido melhor...
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POV MARINA
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Fiquei aliviada e surpresa por Seis ter me escolhido primeiro. Achei que escolheria Nove ou Oito antes de mim. Sempre admirei Seis por sua força, ainda mais depois de ficar sabendo de tudo o que passou. Talvez seja apenas uma conexão dos nossos números. Os mogs teriam que passar por Seis para chegar até mim. E eu realmente duvido que eles encontrariam ela, ainda mais por causa de seu Legado de invisibilidade.
Também fiquei feliz por lutar ao lado de Oito. Temos andado muito próximos esses dias. Não sei se realmente está acontecendo algo entre nós... Quer dizer, nós nos beijamos, duas vezes, mas não tenho muita certeza do que ele sente por mim ainda. Mas me sinto muito bem quando estou perto dele.
Mas enfim, nos juntamos todos na roda para discutirmos uma estratégia.
– Ok, – Seis começa. – hum, alguém precisa ser o refém. Alguém se voluntaria?
Nos entreolhamos, então eu digo, só para ser mais rápido:
– Eu posso ir...
– Não, quero você do meu lado hoje. – Seis diz, me interrompendo. Trocamos um sorriso e olhamos para Sam e Oito.
– Vamos no par ou ímpar, Sam. – Sugere Oito.
– Não, pode deixar que eu vou. Vamos precisar de todas as nossas forças. Nove está no time adversário. – Diz Sam.
– Tem certeza, Sam? – Pergunta Seis, apreensiva. Talvez com medo de que ele fique ressentido depois. Achei fofa a preocupação dela.
– Tenho, mas depois quero uma sessão de treinamento para compensar. – Sam diz, dando um sorrisinho para Seis.
– Tudo bem. – Seis diz retribuindo o sorrisinho. Esses dois... – Ok, então vamos fazer assim: Oito, você fica na defesa, caso algum deles consiga passar por mim. Eu vou dar cobertura à Marina.
Franzo as sobrancelhas, confusa.
– Espera. – Digo. – Não seria melhor você ir até lá com sua invisibilidade, Seis?
– É exatamente o que eles pensam que faremos. Você sabe muito bem que gosto de ser imprevisível. – Seis diz, dando uma piscadela para mim. – Então vou ficar bem na linha da divisão dos campos te dando cobertura. Pode deixar que eles não vão te acertar.
Então ouvimos o apito de Crayton, indicando para irmos a nossos respectivos lugares. Quando todos nos posicionamos, o apito soou novamente, indicando o início do treino.
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POV SEIS
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Fiquei parada um pouco antes da metade da Sala, esperando Nove ou John avançarem, mas parece que todos resolvemos esperar o ataque do outro. Dessa vez, esperei eles irem primeiro e torci para a minha paciência não se esgotar tão rapidamente quanto no treino anterior.
Mas, por sorte, a paciência de Nove se esgota logo e ele sai correndo para o nosso lado, ignorando os protestos de John. Me preparo e espero Nove chegar. Quando ele está perto o suficiente, fico invisível e dou uma rasteira. Ele cai, mas parece que ele já esperava por isso. Vou correndo até ele antes que ele se levante e tento nocauteá-lo, mas ele desvia e me prende abaixo dele numa posição um tanto quanto desconfortável. Consigo soltar uma perna e o empurro para longe de mim. Assim que ele fica de pé, sai correndo até Oito, que troca um olhar comigo do tipo “eu cuido dele” e se transforma num tipo de urso gigante com cabeça de leão, algo assim. Então me viro, troco um sinal com Marina e mantenho John distraído para ela.
Quando Sarah quase acerta Marina com sua arma, começo a lançar vários objetos que encontro no chão para distraí-la. Então fico invisível e derrubo John, ainda lançando objetos em Sarah. Foi complicado, mas deu. Até que John me surpreende quando tento chegar por trás dele. Ele me pega pela cintura e me joga no chão. Fico visível na hora e me concentro em tentar tirá-lo de cima de mim. O que, vamos combinar, não foi lá tão difícil. Joguei ele para o canto do campo deles com telecinese e faço o mesmo com a arma de Sarah.
Então olhei para trás e vi Nove quase vencendo Oito, que tinha sérios ferimentos, principalmente em seu rosto de leão. Eu estava prestes a ir até eles quando uma bola de fogo quase me acerta nas costas. Me viro e vejo John sorrindo perto de Sam. Quando estou prestes a atacar novamente, John é levitado até o alto. Marina.
– Vai! Eu cuido deles, depois você volta!
Assinto com a cabeça e vou até Oito e Nove. Quando os alcanço percebo que as coisas estavam piores do que pensei...
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POV NOVE
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Eu estava dando uma surra no Oito. Acho até que estava pegando pesado demais, mas Marina e John estavam aqui, qualquer coisa. Eu estava com arranhões no abdômen e um corte ou outro no rosto. Eu só sabia que estavam sangrando, porque estava escorrendo pelas minhas bochechas.
Oito estava quase voltando em sua forma normal, pois não conseguia mais se concentrar direito comigo batendo tanto em seu “focinho”. Ele já vacilou algumas vezes. Estava tudo bem, até Ella me avisar por telecinese que Seis estava correndo até mim. Sorri e me virei na hora em que ela desferiu um gancho de direita que acertaria certinho meu queixo se eu não tivesse desviado.
– Achei que não viria mais. – Eu digo, provocando-a. Mas ela estava séria, acho que não queria perder esse treino de jeito nenhum, o que só fez eu querer vencer mais ainda.
Então começamos a lutar de verdade. Estávamos tão concentrados que nem percebemos quando Oito voltou a sua forma normal. Só percebi quando Ella me avisou por telepatia e disse que ele foi correndo para o nosso campo. Agora éramos só eu e Seis.
Não sei quanto tempo ficamos lutando. Só sei que eu consegui acertá-la tanto quanto ela conseguiu me acertar. Ela estava com um roxo em uma das bochechas e um corte profundo acima de seu olho esquerdo. Eu estava quase do mesmo jeito, só que provavelmente com alguns hematomas no abdômen por causa de suas joelhadas marotas. Eu já nem sentia os arranhões que Oito me fez, mas depois de um tempo, comecei a ficar meio zonzo provavelmente por causa da quantidade de sangue que perdi. Então ouvimos Oito dizer:
– Vamos esperar eles acabarem ou já podemos ir embora?
Quando ouvimos isso, paramos abruptamente e nos viramos para ele. Estava todo mundo nos observando, inclusive Sam e Ella.
– Já acabou? Quem ganhou? – Seis perguntou.
– Nós. – Sam respondeu, sorrindo.
– Faz quanto tempo que acabou? – Eu pergunto.
– Hum faz uns 15 ou 20 minutos. – Henri respondeu. – Estava tão divertido ver vocês que não queríamos interromper.
Seis e eu nos entreolhamos, ofegantes e envergonhados. Ficamos todos quietos um pouco, meio sem saber o que fazer.
– Bom... – começou Seis. – eu vou tomar um banho.
E saiu.
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POV JOHN
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A Seis e o Nove estavam agindo muito estranhos. Quando Seis sai do banho, chamo ela para conversar e vamos até o terraço.
– Seis, vou ser bem direto. – Eu digo. Ela me olha meio desconfiada. – O que tá rolando entre você e o Nove?
– Ah, isso... – Ela diz e pensa um pouco. – Não é nada demais, é só um jogo que ele começou e eu resolvi entrar.
Fico com cara de tacho tentando entender. Então ela revira os olhos e explica:
– Ele ficava me provocando andando sem camisa por aí só para me provocar, então resolvi brincar com ele também. Sim, eu sei que é idiotice. Mas por que você quer saber? – Ela pergunta, franzindo as sobrancelhas.
– Não é nada, é só que fiquei preocupado com Sam.
Ela olha para mim e pergunta:
– Por que você ficaria preocupado com Sam? – Sei que ela já sabe a resposta dessa pergunta, ela não é boba, mas ela também sabe que precisa ouvir.
– Ele meio que gosta de você e esse joguinho entre você e Nove está deixando ele mal. Tente maneirar um pouco e pense mais nas pessoas que podem acabar se machucando nisso tudo.
Ela me encara com um olhar de culpa.
– É, eu sei... – Ela diz, passando as mãos pelos cabelos. – Eu vou falar com ele depois.
Assinto e resolvo deixar ela pensando um pouco. Quando estou saindo ela me chama. Me viro.
– O que foi? – Pergunto.
– Obrigada. Eu realmente estava precisando dessa bronca. – Ela diz, dando um lindo sorrisinho de lado.
– Sem problemas. Se precisar de uma bronca, é só me chamar. – Digo, sorrindo para ela. Então a deixo sozinha e volto para a sala de estar.
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