Notas iniciais
E aí, galerinha fantasma? Tudo numa boa? Mais um capitulo pra vocês u.u

Logo que acordei, fui tomar um belo banho pra tirar toda a sujeira que havia ficado em mim da noite anterior, lavei o cabelo e, quando saí do banheiro, havia roupas novas pra mim em cima da cama, no meu número, um par de botas extras, muito parecidas com as minhas botas antigas e super usadas, tênis All Star e uma sandália rasteirinha. Me vesti, coloquei os tênis, trancei o cabelo, passei meu lápis e BAM! Estava novinha em folha, ou quase. Eu estava toda arranhada por causa dos galhos da floresta e havia um corte recente na minha bochecha e em um dos braços. Desviei o olhar para evitar lembranças desagradáveis e desci.

Assim que cheguei na cozinha, senti o cheiro maravilhoso de panquecas. Não as comia há muito tempo. Damon estava cozinhando, juntamente com Stefan. Como era de se esperar, a cozinha estava um caos e havia algumas pouquíssimas panquecas queimadas (provavelmente foram as primeiras vítimas), as outras estavam com uma cara excelente e pediam para serem devoradas. Ambos os irmãos estavam usando avental (eu deveria mencionar o fato de que tinham babadinhos nas bordas?) e definitivamente pareciam donas de casa, apesar do desastre naquela cozinha.

– Vocês estão lindas, sabia? E o que aconteceu nessa cozinha? Parece que um homem tentou cozinhar. – Assim que terminei de falar, Stefan e Damon jogaram seus respectivos panos de prato em mim.

– Vai te catar, garota! – Stefan riu e pude ver que ele era o tipo de cara difícil de irritar, mas eu adoraria tentar.

– Ei, Anna, gostou das panquecas? Queria aproveitar para, enquanto tomamos o café da manhã, conversar mais sobre você.

Naquele momento, todo o sangue se esvaiu do meu rosto e eu perdi o apetite na hora. Os garotos perceberam isso e trataram de me fazer beber um pouco de água com açúcar.

– O que deu em você? Parece que viu um fantasma! – Stefan riu um pouco sem graça, tentando fazer piada pra me animar um pouco.

– Eu... – Minha cabeça parou de funcionar, mas infelizmente meu subconsciente não. “Anda, vai, conte a eles que você simplesmente apareceu do nada nesse raio de lugar depois de brigar com seu tio! Vão achar que você é louca”. Eu o mandei pra puta que pariu enquanto respirava fundo. – É o seguinte: Meus pais adotivos e outro irmão meu morreram num acidente de carro. Eu e meu irmão mais velho fomos os únicos sobreviventes e nunca acharam os corpos da minha mãe e do meu outro irmão. Eu e Dave fomos “adotados” por nosso tio filho da puta, Jordan, que era o apelido que ele usava já que ele odiava o nome dele, que por um acaso eu descobri se tratar de Jardaniael. Não sei de onde tiraram esse raio de nome, mas enfim. Ele maltratava a gente, nos batia, nos xingava, humilhava e nos fazia de escravos. Eu já estava farta daquilo e Dave, mesmo sendo maior de idade, não quis me deixar sozinha com nosso tio, por isso ficou comigo e aguentou firme, me ajudando também. Na noite que eu apareci na floresta – olhei pra Damon de relance e ele sorriu solidário pra mim – eu estava me preparando pra fugir e fui chamar David, quando íamos sair pela janela do quarto dele, tio Jordan apareceu com uma arma apontada pra mim, me xingou horrores, pegou a faca dele e, enquanto apontava a arma pro meu irmão, ele me puxou e passou a faca pela minha bochecha e ainda conseguiu me cortar no braço. Eu o espanquei de tanta raiva que sentia, puxei minha faca e o acertei. Nós achávamos que estávamos livres dele, mas aí ele levantou rindo e atirou em mim, mas Dave pulou na minha frente e me abraçou. Daí eu não me lembro de mais nada, só de acordar lá na floresta, com as minhas coisas.

– Que cara filho da puta! Ainda bem que vocês escaparam dele. Ou você, ao menos... – Stefan olhou pra mim e segurou minha mão.

– Meu irmão veio comigo, tenho certeza que ele está vivo, eu sinto isso. Mas não sei onde encontra-lo. Ele é tudo o que me resta, minha única família.

– Nós vamos acha-lo. Eu prometo. – Damon se levantou e me abraçou e Stefan seguiu seu exemplo, mas eu quase morri sufocada naquele abraço de urso que os dois me deram.

– Certo, certo, já entendi que você vão me ajudar e tudo mais, mas ainda tem uma pergunta que não quer calar.

– Qual? – Os irmãos Salvatore falaram em juntos.

– Como viemos parar aqui?

Notas finais
E por hoje é só, pessoal! Eu ando tendo problemas com o 4º capitulo, então provavelmente vai demorar mais pra que ele saia... Crises de falta de criatividade são uma droga ¬¬'