Looks Like a Lady
11 Capitulo 10 – Droga de cara gostoso, droga de tesão, droga de telefone! Droga...
Notas iniciais
Pov Elena
Ah eu tinha um fim de semana todo para aproveitar dormindo, mamãe foi para casa da tia Sarah e só voltaria a noite, se voltasse já que ela disse que aproveitaria o dia com a irmã na fazenda, papai teve que viajar as pressas acho que pra Espanha por algum problema para filial deles lá, Jeremy que ficaria em casa resolveu ir sei lá para onde com Bonnie o que realmente ainda é estranho para mim – ter minha amiga de rolo com meu irmão é estranho – então eu teria uma mansão a minha disposição e dormiria até quando eu quisesse, mas como nem tudo é bom – ainda mais sendo para mim – a campainha teve que tocar incessantemente e como eu dispensei os empregados fui obrigada a me levantar e ir ver o que era, e para minha (in)felicidade eu tinha que dar de cara com a ultima pessoa que queria ver no mundo.
– O que você está fazendo aqui? – fui ríspida.
– Bom dia para senhorita também e isso são modos de atender a porta. – ele diz corado.
– Olha Damon faça-me um favor e vá embora, não sei o que quer aqui, mas estou sozinha e quero aproveitar minha paz.
– Sozinha? E seu irmão onde está?
– E porque você quer saber? Quer convidar ele para um passeio romântico?
– Elena pare com suas gracinhas que eu também queria estar em casa no meu fim de semana, mas seu irmão me chamou para dar umas aulas extras e eu venho precisando de um dinheiro além do meu salario, acho que você não entende bem, mas trabalhar como professor, além de cansativo não recebemos lá uma fortuna e as pessoas não costumam ter milhões a sua disposição.
– Tá me chamando de mesquinha e riquinha que sai jogando dinheiro aos ares? Só para ressaltar não sou como sua namoradinha que só trabalha como professora para contrariar o papaizinho riquinho e gasta todo o salario em seu vicio de compras porque o papai a sustenta.
– Primeiro respeite ela, pelo menos ela trabalha, segundo não foi o que eu quis dizer sobre você e terceiro ela não é minha namorada já lhe disse isso milhões de vezes, e agora você pode informar-me onde está seu irmão?
– Olha eu não sei ao certo, só que ele não está aqui porque saiu com a ficante ou seja lá o que ela é dele e não disse que horas voltaria, então pode ir embora e aproveitar seu fim de semana, quem sabe você não convida sua “amiguinha” e vai as compras com ela.
– Elena pare com isso, por favor, e será que eu poderia esperar um pouco por aqui para ver se seu irmão chega, e você pode expressar um pouco do seu respeito e boa educação e me convidar para entrar e me oferecer algo para beber?
– Não querido professor não posso fazer isso e não você não vai esperar meu irmão, porque ele não vai chegar cedo, então pode ir. – faço menção de fechar a porta, mas ele a segura.
– Então se você não me deixa entrar com educação eu entro sem a mesma por você.
Ele passa ao meu lado roçando em meu corpo e a situação não é lá muito favorável, eu estou de pijama – blusinha de alcinha curta tipo top, short e descalça com o cabelo em um rabo baixo – e ele estava um Damon totalmente gostoso – usava um jeans surrado de lavagem clara, camiseta com estampa do escudo do capitão américa e uma camisa xadrez azul e branca, o cabelo no bagunçado natural e bota, deus que delicia – sinto meu corpo estremecer, mas me controlo não daria esse gostinho a ele.
Ele senta-se no sofá e me olha com um sorriso cínico e pisca para mim, reviro os olhos bato a porta e sigo para cozinha, já que fui acordada na marra melhor ir comer, sinto seu olhar sobre meu corpo e sei lá o que me dá rebolo mais – caralho de subconsciente feminino provocador – ligo o radio da cozinha e dou play na setlist que eu queria e começa a tocar The Black Keys – Fever – realmente meu corpo estava fervendo, porém iria jogar um balde de agua fria para esfria-lo – vou a geladeira pego o que precisava, começo a cortar os ingrediente de uma omelete e o bacon, pego a laranja para fazer meu suco, já que odeio aqueles de caixinha, puxo o banquinho para pegar meus cereais e o pão no armário de cima e acabo me empolgando com a musica, o que não esperava era que o maldito banco fosse me derrubar, entretanto, no lugar da queda sinto braços quentes e acolhedores me segurar – puta que pariu isso parecia aqueles malditos filmes que as meninas me faziam ver – respiro fundo e me desvencilho de seus braços.
– Viu se eu não estivesse por aqui à senhorita estaria nesse momento caída no chão e sozinha.
– Oh muito obrigada príncipe encantado. – sou irônica e ele ri sentando-se a mesa.
Volto a minha atenção ao que estava fazendo.
– O que preparas para nosso café da manhã?
– Nosso? Não tem nosso aqui, tem meu café.
– Seja educada ao menos uma vez com sua visita salvadora.
– Ha ha ha, estou me acabando em rir. – estava cortando o queijo quando sinto sua respiração quente em meu pescoço.
– Pare de me tratar com essa indiferença, o que aconteceu naquela festa não foi nada para você me dar esse tratamento agora, ela me acompanhou assim como aquele seu amiguinho.
– Ciúmes professor?
– Digo o mesmo de você.
– E o Julian é afilhado do meu pai, crescemos juntos.
– A Rose é só minha amiga.
– Que aproveita pra te agarrar quando pode.
– E o afilhado do seu pai que não saiu do seu lado um minuto e sempre com aqueles dedos colados em você?
– Não confunda as coisas, eu não tenho nada com ele já você...
– Vamos parar com essa briguinha que não vai acabar em lugar nenhum. – ele diz e se aproxima mais. – Estava linda na festa. – ele sussurra em meu ouvido. – E ainda mais assim hoje. – meu corpo se arrepia todo.
– O senhor não costuma ser assim tão... Como é que você mesmo diz? Hum... Leviano? Isso O senhor não costuma ser tão leviano.
– É que... é que... bom... – ele gagueja e sinto uma gargalhada cortar o cômodo. – É que você mexe muito comigo Elena e te ver vestida assim, deixa meu racional ainda mais afetado. – ele deposita um beijo em meu pescoço e me faz estremecer.
– É que você me acordou não deu tempo de me trocar.
– Está linda mesmo assim, esse pijama roxo combinou com seu bronzeado natural. – respiro fundo e me afasto.
– Sinceramente Damon tenho que ser sincera isso não dá certo, sei que você está de rolo com outra e bom eu não sou o tipo que seduz o professor, quer dizer não mais, no inicio eu quis isso, mas agora não mais, eu não me envolvo com pessoas que tem outro relacionamento, na verdade não me relaciono assim com caras, tipo nunca nem namorei, então acho melhor você ir, meu irmão vai demorar.
– Elena não te entendo você me provocou e tudo mais no começo, eu tentei fugir eu não gosto desse descontrole que você me cria, nem nada disso, mas como posso explicar, é difícil e eu gosto de você, você é uma garota muito legal, e poderíamos conversar, como amigos, mas, por favor, não me peça para ir , por favor, me deixe saber mais sobre você, deixe as ironias e sátiras de lado, vamos agir como adultos e você ia ficar sozinha, então eu juro, prometo que se eu te irritar ou fizer qualquer coisa que não goste eu vou embora.
– Olha Damon eu acho que...
– Elena aceite minha proposta é inocente e amigável, nada além de um dia entre nós sem ser o professor e a aluna.
– Damon eu não sei tenho que ensaiar daqui dois finais de semana tenho uma apresentação de dança e não posso perder.
– Eu posso te ajudar, ou se quiser vou embora antes do seu ensaio...
– Tá certo Damon fique, mas com as suas condições.
– Okay, posso ajudar-te com o café? Sei fazer panquecas e uma calda única que você nunca experimentou?!
– Certo pode sim.
********
– Cara Damon isso está maravilhoso. – digo com a boca cheia.
– Sua omelete também está muito boa. – ele diz sorrindo depois de mastigar um grande pedaço.
– Olha pode até estar razoável, mas nada como o seu, meu deus como pode alguém cozinhar assim? Ainda mais sendo um homem?
– Minha mãe que me ensinou... – sinto sua voz baixar o tom e isso me deixa um pouco mal.
– Ela deve ter sido uma ótima pessoa.
– Sim ela era, e muito bonita, não existia coisa que eu mais gostasse que a ver cozinhar no domingo, ela colocava seu habitual vestido azul e o avental vermelho de bolinhas brancas, fazia um coque baixo e me sentava na mesa, ela cantarola suas musicas favoritas e sempre parava para que eu experimenta-se o que ela fazia, ia dizendo em voz alta cada coisa que fazia e cada ingrediente e assim fui crescendo e aprendendo como fazer, só isso.
– Nossa... – não sabia o que dizer nesse momento.
– Não precisa ficar assim menina como se tivesse com dó, tive uma boa infância e adolescência e a morte faz parte do ciclo da vida.
– Sim realmente.
– Bom, mas deixamos isso de lado, me diga o que dança?
– Eu faço dança de salão e dança do ventre.
– E a apresentação é de qual modalidade?
– Dança do ventre.
– Humm. – ele parece pensativo e sei o que se passa em sua cabeça o que me faz rir.
– Eu sei não pareço ser uma pessoa que gosta desse tipo de danças, mas é algo que me faz relaxar, eu posso ser muitas pessoas, dançar para mim é algo como a liberdade.
– Nossa é incrível como você fala dessa arte parecendo ser algo como sua vida.
– E é, quando eu era pequena fazia ballet, mas não continuei quando fiquei mais velha não gostava, então parti para dança de salão e depois quando fiz 13 anos vi uma apresentação de dança do ventre e me apaixonei, eu tinha que fazer aquilo, meus pais não queriam, mas depois de muito insistir eles deixaram.
– É uma dança muito bonita e exótica.
– Ah sim principalmente com a cobra é lindo quando ela se enrola no meu corpo e nossos movimentos se complementam. – brinquei, pois meus pais nunca deixaram que eu fizesse isso.
– Nossa quanta coragem a sua... Uma cobra... – novamente não resisti e gargalhei.
– Não foi uma brincadeira, meus pais não deixem que eu faça isso, segundo eles é muito perigoso. – ele começou rir comigo.
Nosso café foi assim coberto por brincadeiras e uma boa conversa, ele se mostrava um homem muito legal e diferente daquele professor certinho e as vezes até mais masculino que aqueles não me toques femininos que ele tinha, era único conversar com ele assim.
******
Resolvemos ir até a nossa pequena biblioteca particular e o numero de livros exclusivos que possuíamos o deixou encantado e abismado, era maravilhoso como ele parecia uma criança com um brinquedo novo ao explicar vários detalhes dele.
Sentei-me no tapete e fiquei o fitando ali todo falante sobre um livro do qual ele gostava muito e só o encontrou em uma biblioteca publica na Inglaterra.
– Posso ver se consigo uma cópia dele para você. – enfim me posiciono sobre algo que ele falava.
– Mas só existem 10 cópias dele no mundo, no caso com exceção ao de vocês que é uma original, são 9 e deve ser caríssimo para adquirir um, não poderia jamais aceitar.
– Isso é infantil seu senhor Salvatore, você pode muito bem aceitar um presente de uma amiga.
– Não um presente que custa um bom punhado de dinheiro.
– Damon não faz assim, é de coração.
– E é de coração que não aceito.
Ele senta-se ao meu lado e afaga meu rosto colocando uma mecha do cabelo atrás de minha orelha.
– Porque você é tão bruta e mesmo fria com as pessoas com aquele jeito masculino?
– Sinceramente não sei bem, em parte é que gosto de ser diferente e outras porque sempre me viram como filhinha de papai e não gostava desse estereótipo, também cresci com meu irmão e Julian e isso me fez mais masculina também.
– Humm, mais eu gosto de você assim, normal, você é uma moça tão diferente mesmo assim das moças de sua idade. – ele desce a mão ao meu pescoço e olha no fundo dos meus olhos.
Eu nunca senti isso, mas era como se com aquele olhar ele tivesse roubado todos meus pensamentos, meu raciocínio não existia, meu coração estava disparado e eu me sentia em outro lugar – isso sempre foi tão idiota, mas não é assim tão idiota, mesmo sendo idiota, ah sei lá – minha realidade nesse momento era a proximidade daquele homem tão especial.
Antes que me desse conta o espaço entre nossos corpos era quase nenhum e seus lábios já estavam a um triz dos meus, coisa que não durou já que em um impulso eu selei nossos lábios, ele ficou um pouco estático de começo, mas depois ele quem me assustou, sua mão direita chega a minha nuca e ele segura o local com força e carinho ao mesmo tempo e minha cintura ele puxa para seu colo e me aperta contra seu corpo, em um impulso jogo minha cintura criando um atrito entre nossas intimidades e ele geme e eu mordo seus lábios com volúpia sua mão que estava na minha cintura sobe por minha coluna por baixo da minha camiseta, e com isso segui meu instinto de abrir cada botão de sua camisa.
Assim que terminei de fazer isso desci meus beijos pelo canto de seus lábios fui até sua orelha puxando o lóbulo com os dentes, desci por seu pescoço e propositalmente suguei a pele ali de uma maneira forte que o deixaria marcado, com a língua continuei com movimentos circulares e me divertia com cada gemido que ouvia de seus lábios, quando cheguei em seu peitoral movi minhas mãos para seu abdômen e beijava sua pele pedaço por pedaço, olhei-o de soslaio e sorri quando movi minha boca até seu mamilo e o mordi primeiro um lado depois trilhei em beijos e chupões ate o outro em que fiz o mesmo sua expressão de prazer e sua cabeça tombada no encosto do sofá era meu troféu, senti que mesmo sem ter lá muita experiência em seduzir fazer um homem com poucos toques ficar assim e ainda por cima com o pau extremamente duro.
Minha mão caminhava para mais baixo, porém ele me para e sorri com seus olhos azuis em um ou dois tons mais escuros que o habitual.
– Você é uma menina muito má Elena, acho que não merece o que deseja. – seu tom rouco me envergonha e ele ri ainda mais. – Então a garotinha também rubra? Que interessante. – ele me deita no sofá e se põe sobre mim.
Puxa minha camiseta e a tira de vez sorrindo em luxuria com o que vê, sua boca cola-se a minha barriga mais especificamente a próximo do elástico do meu short, ele beijava e mordia minha pele com força e corria seu nariz por minha barriga, enquanto uma de suas mãos estava em minha coxa alisando-a e a outra brincava entre a pele não coberta pelo sutiã.
– Você é uma menina arteira Elena. – ele disse palavra por palavra entre beijos e meu corpo se ouriçava com aquilo. – Sei que não parece, mas não tolero meninas petulantes e rebeldes, você não acha que deveria te punir? – ele resplandece seriedade, mas morde minha pele e meu gemido sai mudo. – Devo ou não? – sua mão alcança o meio das minhas pernas e ainda por cima da calcinha o atrito de seus dedos com minha intimidade me fazem rir e ao mesmo tempo impulsionar meu corpo para aquela sensação desconhecida e gostosa que ele me proporcionava. – Está achando graça moleca? – mordo meus lábios quando o tecido deixa de ser o obstáculo entre seu dedo e minha carne. – Gosta disso? – seus dedos circulam meu clitóris e sua boca está em meu pescoço.
– Isso é... – minha voz morre quando um dedo entra em meu corpo e ele retira tão abruptamente como o colocou, mas não demora a ele coloca-lo de novo. – Mais... – suspiro com dificuldade. – e seguro seu pulso empurrando-o para me tocar mais profundamente e forte e ele coloca mais um dedo, sua boca alcança a minha e minhas mãos puxam seus cabelos com força.
Seu polegar forçava meu musculo tenso e sensível, meu interior pulsava sugando seus dedos e a pressão que crescia em mim empurrando e puxando meu corpo entre o prazer e a loucura, seu beijo era cada vez mais ousado e intenso quanto seu toque e o mover de seus dedos de maneira ritmada um terceiro dedo brincou com o entorno de minha entrada húmida me afastando de sua boca e gritando. Seu dedo forçava entro de mim e aquele terceiro dedo invadiu-me também e o atrito naquela região molhada, apertada e tensa me fizeram mais próxima ao orgasmo que tanto queria.
– Gosta disso pequena moleca? – sua voz afetada e seu toque quente me fizeram tremer e abrir-me mais para ele, aquilo era loucura pura, era algo sem sentido. – Eu quero que goze para mim, dê-me toda sua paz, prazer e sua alma, entregue-se a mim. – o movimento de sua mão e suas palavras me jogaram em um espiral de delírios maravilhosos e todo meu corpo tremia deixando minha respiração ainda mais falha, Deus o que era isso.
Enquanto estava ali tentando me reconstruir ele mantinha sua boca brincando com meu corpo e me dificultando a recuperação, estava tudo bem demais, minha mente ainda não se ligava ao que acabara de acontecer, meu corpo ainda pedia por mais, e meu coração acelerado, eu tinha me aberto de maneira 100% intima ao meu professor gostoso de literatura que até mais cedo estava extremamente com raiva dele. Puxo-o para cima e tomo seus lábios nos meus eu tinha que me deliciar com aquele momento, ainda não acreditava no que aconteceu, tudo ainda parecia um sonho, incrível, insano, delicioso.
O telefone que tinha ali começou a tocar incessantemente nos fazendo pular assustados...
Droga o que eu estava fazendo?
Eu ia transar com meu professor na biblioteca da minha casa, no cantinho especial do meu pai, eu ia entregar-me a ele sem o menor pensamento, sem a menor consciência de como isso ficaria depois, caralho estava louca, ele estava com outra, e eu estava aqui no lugar de amante, algo que eu repudiava, isso era horrível de mim.
Levantei tentando me refazer e não transparecer uma voz de quem acabou de gozar loucamente com uma masturbação incrível de um homem mais velho, gostoso e meu professor...
– A-Alô... – minha voz estava falha ainda estranha.
– Elena? Onde você estava que liguei no celular e você não atendia? – puta que pariu o que falo agora?
– Eu estava... Bom... Eu estava... É... Eu estava... Um pouco ocupada! – me enrolo não sabia definir o que estava fazendo, até porque não poderia dizer.
– Não importa, algo muito grave aconteceu! – a pessoa me deixa aflita.
– O que foi? Você está bem? É algo grave? Diga algo!
Caramba mil coisas se passaram por minha cabeça nesse momento e não sabia ao certo se estava agitada por essa ligação ou se era pelo fato do que acontecera-me antes dessa ligação que interrompeu tudo na hora certa.
Cristo ilumina as coisas que está difícil!

Fale com o autor