Londres: Uma Primavera
5 Cap.05 - E que tal prepararmos um terreno...
Notas iniciais
E um muitíssimo obrigado ao Ed que me aguentou chorando -qqnn que o capitulo não estava bom e me dando dicas, e pelos conselhos da Biazacha-san~ Foram preciosos, o capitulo é de vocês ♥
Deixamos essas desculpas de lado e vamos ao capitulo.
Era o inicio das aulas. Voltando a normalidade, a vida de sempre. Não queria voltar para ela, não queria mais saber dessa tal vida, não queria ser normal, a única coisa que desejava era ficar ali. Olhar os estudantes passarem pelo pátio abaixo, ficar naquela inércia, pois não sabia qual seria o seu próximo movimento, mas seus planos foram atrapalhados por um castanho que dormia ao seu lado. Ele tocou graciosamente sua bochecha sabendo que estaria acordado, beijando esta pouco tempo depois, logo direcionando-se para seus lábios. Tocar leve, uma coisa sem total importância para Kanda. Alma lhe beijava nos lábios desde muito tempo, era a forma que tinha para animá-lo:
- Por favor... – foi só o que o castanho pode falar, não queria deixá-lo ali, daquela forma.
Duas vezes.
- Não... Estou sem saco, Alma... – falou virando-se de costas para o amigo, puxando mais os lençóis.
- Está perto do semestre final... Falta só mais esse, precisamos ir... – tentou convencê-lo de alguma forma, mas pela primeira vez durante muito tempo não tinha palavras.
- Transe comigo... – o japonês falou sem pensar, sem medir qualquer conseqüência.
Não podia suportar.
Não conseguia ser tão forte assim.
- Não sou o Allen, Yuu... – o amigo declarou suspirando, ele estava enlouquecendo, assim como o albino. O maior se levantou rapidamente.
- NÃO, VOCÊ NÃO É ELE! VOCÊ ESTÁ AQUI COMIGO! NÃO ESTÁ NAQUELA PORRA DE BAR VENDENDO SEU CORPO! – mais um suspiro vindo de Alma, que olhou intensamente naqueles olhos negros. Totalmente insano.
- Aquilo também não é o Allen... – ergueu-se, outro suspiro – Levante-se daí e... – não pode continuar foi puxado novamente por Kanda, que o colocou de joelho na cama, lhe colando os lábios.
Um beijo agressivo, no qual o castanho tentava escapar, empurrar o amigo, fechar a boca, porém foi em vão. A língua desesperada havia adentrado sua boca, vasculhando cada parte, as mãos fortes do maior percorriam sua coluna vertebral, levantando a camisa:
- Y-Yuu... – clamou entre o beijo, que foi cortado por segundos.
- Ele morreu... Não existe mais – e o japonês iria atacar novamente, entretanto fora parado comum tapa.
- Não enlouqueça como ele... Não se perca em mim, porque acha que não deva confiar em mais ninguém!!! – Alma levantou-se, limpando a boca com o dorso da mão – Por Deus, Yuu! Allen se perdeu dentro de si mesmo! E se você resgatá-lo, ele ainda estará lá! Só está esperando por você! Não há mais ninguém que fará isso! –foi a vez de Kanda contra-atacar, fixando seus olhos nos do amigo.
- Ele se tornou um... Prostituto! Está mais do que claro que não quer salvação! Ele prefere vender seu corpo! – o castanho apertou os olhos, aproximando-se novamente do amigo.
- Não querer é diferente de não precisar! Allen não vai pedir ajuda, se você tentar fazer isso, ele vai recusar... Mas é como o ditado: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura... Ele não vai resistir, está mais que estampado em seu rosto que ainda te ama! – o maior se virou voltando à cama, não iria admitir, mas o garoto com a cicatriz estava certo. Não era Allen. Era alguém que vendia seu corpo.
- Alma, ele é um... Prostituto, hoje deve ter acordado depois de uma rodada de sexo... – o castanho não acreditou no que ouviu, ele estava rejeitando o outro por causa... Do sexo? Estranhamente compreensível, mas o moreno já sabia que tinha feito isso antes. E Alma sabia que ele tinha aceitado.
- Você o aceitou, disse para ele que não importava o passado... E sim, o agora... Que não se importava. – Kanda virou-se, fitando atentamente o amigo que tinha uma expressão incrédula e irritada.
- Exatamente, somente o agora importa... E o agora é que ele é um prostituto... Um Prostituto! Alma.
- KANDA YUU! O AGORA É QUE ELE NÃO FAZ ISSO POR QUE QUER! ELE ESTÁ TÃO LOUCO QUANTO VOCÊ! EU POSSO VER A PORCARIA DA INSANIDADE DENTRO DA CABEÇA DELE! VEJO QUE ELE SÓ ESTÁ SE PROTEGENDO! DO QUE? EU NÃO SEI! AGORA, VÁ TOMAR A PORRA DE UMA DUCHA PARA IRMOS PARA A DROGA DE AULA! – foi à última coisa que o castanho disse, saindo do recinto totalmente irritado. O moreno adorava complicar.
Kanda não fizera nada a não ser concordar, irritado dirigiu-se para o banheiro do quarto. Tomou uma ducha rápida, vestindo-se na mesma velocidade, pegou os livros e saiu do quarto, encarando o olhar irritado do amigo. Odiava isso, pois ele ficava assim por horas e qualquer erro seu contava como um ponto para deixá-lo mais zangado e algo que não gostava de fazer era deixar o castanho irritado, ele era seu porto seguro, o seu confidente, se ele se irritasse quem iria aguentá-lo? Está era uma situação extremamente incomoda para o maior.
- Não consigo salvá-lo... Não consigo acreditar que ele só tenha enlouquecido... Desculpe-me, Alma... – o castanho suspirou, já sabia disso, às vezes havia verdades que o moreno não conseguia enxergar.
- Já olhou nos olhos dele? Você viu aquela tristeza misturada com dor que existe lá? Os olhos são as janelas da alma, Yuu... – foi a ultima coisa que o amigo disse.
Não queria admitir, mas o japonês sentia-se um pouco cansado... Toda vez que tentava segurar o albino, apertá-lo bem forte e tê-lo em suas mãos, ele escapava, ele se esquivava de alguma forma e cada vez que ocorria, ele parecia ficar mais longe. Agora estava sem forças para ir, para olhar nos olhos dele, para perceber alguma coisa... Estava desistindo e tinha prometido lutar por ele, mas tinha feito uma vez e o conquistara, agora por suas falhas com ele por causa de Sophia o tinha afastado novamente, pensava se poderia conseguir seu amor de volta, diante da revelação de ontem não sabia se o queria mais. Estava muito mais confuso que antes, parecia que cada vez que entrava naquela floresta em busca do moyashi, mais se perdia.
Havia muitos caminhos, muitos obstáculos.
Siga o caminho das rosas.
Ouviu alguém sussurrar.
Mas elas não machucavam? Não feriram com seus espinhos?
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Tinha a imensa sorte de sua sala ser no mesmo corredor que a turma de Medicina, uma hora ou outra iria acabar passando por ele, o vendo conversar com alguém e vê-lo, para Kanda, era algo que lhe deixava mais confuso, porque quando via, não via o belo albino de cicatriz com aquele sorriso quente, via o prostituto que tinha um sorriso malicioso e estava louco para ganhar dinheiro. E prazer. Passara a noite com aquela imagem na cabeça, era... Assustador, tremendamente horripilante o que ele havia se tornado. Parecia que não tinha limites, que ele era a escuridão em pessoa, misteriosa o suficiente para não poder revelar nenhum de seus segredos, ou que estivesse guardado. Talvez por isso não conseguisse ver a dor e a tristeza como Alma via.
Ou estivesse com medo demais para ver.
Irracional. Yuu Kanda com medo.
Medo de ser verdade.
Irracional.
O horário havia passado e não tinha o visto. E um suspiro de alívio se fez na boca de Kanda. Sequer viu qualquer prateado dançante por lugar nenhum, não sabia dizer se era bom ou ruim, ou os dois. Bom, porque não ficava mais confuso, não ficava com raiva, ou qualquer outro sentimento. Ruim, porque ficava de certa forma... Preocupado, era perigoso ser um garoto tão belo e... Prostituto. Talvez fosse ciúmes de saber que tinha outras pessoas tocando um corpo que deveria ser somente seu, a raiva de saber que não era ele. Na verdade era isso, o estranho sentimento de saber que ele era tocado todas as noites por pessoas diferentes e que... Parecia gostar disso. Tudo subvertido em raiva, medo, dor e tristeza. Por fora só parecia seu mal-humor típico, mas por dentro era um jardim de sentimentos confusos que precisavam ser aparados, recolocados em seus vasos, arrumados.
Enquanto divagava em seus próprios pensamentos, o moreno perambulava pelos corredores em direção à biblioteca, pois tinha que buscar um livro para fazer um trabalho, mal o semestre começara e já tinha atividades para fazer. Foi então que avistou uma pessoa, um pouco ao longe, mas o reconheceu imediatamente, os cabelos ruivos eram irreconhecíveis. Parou, vendo que ele olhava para frente, de alguma forma cansado ou irritado, não queria pensar muito sobre isso, mas seguiu o olhar dele, vendo que tinha em vista dois garotos sentados abaixo de uma árvore. Os cabelos prateados balançando com o vento leve e um sorriso agradável em seu rosto, sentado sobre o colo de outro garoto de cabelos marrons. Poucos segundos depois o albino encostou os seus lábios ao do outro, iniciando um beijo que pareceu quente, pois até levantara para ficar de joelhos sobre ele, parecia colar os corpos. Resolveu não dar importância, continuar seu caminho, esquecer por hora. Passou pelo ruivo.
- Sua culpa... – Lavi sussurrou, o moreno parou e virou o rosto – Ele virou algo que não é... – pausou — Sua culpa. – Kanda virou o corpo para o outro, esperando receber o olhar esmeralda sobre si, o que acontecera segundos depois.
- Que merda você está falando? – o japonês se viu curioso e confuso, se quisesse saber de algo mais sobre o menor, nada melhor que seu “melhor amigo”.
- Você realmente não sabe... – sorriu irônico à pergunta – Ele está assim, daquela forma só por sua culpa... Você o transformou assim, Yuu Kanda... – outro olhar confuso do moreno; o ruivo estava ficando louco? – Ele foi te procurar sabia? Depois do pequeno divertimento na biblioteca, me disse que iria conversar com você... Que talvez pudesse arrumar as coisas e tudo que Sophia dissera era apenas para separá-los... Ele foi atrás de você... Mas você estava se divertindo com a vadia, ela lhe beijou e você não fez nada... Allen desistiu... Ele cansou de ir atrás de você e vê-lo lá... Com ela – os olhos negros eram pura incredulidade, Lavi apenas virou o rosto – Idiota...
Estaria mentindo? Aquele maldito ruivo dizia a verdade, ou apenas estava tentando jogar uma culpa, que talvez não fosse sua? No entanto fazia sentido, concordava até com que Alma dissera. Como o moreno não se moveu, Lavi sabia que ele estaria duvidando, ou tentando acreditar em suas palavras, continuou a atiçar.
- Não faça essa cara de susto... Ou você acha mesmo que o Allen ia acordar uma manhã e dizer: “Vou virar prostituto, porque a vida é boa!” ah, por favor! Ele se sentiu usado como um objeto por você, quando transou com ele na biblioteca, se ele só era um objeto para si, nada mais aceitável, que transformar os outros em seus pequenos bonecos, pois não quer ser mais objeto de ninguém... – o ruivo saiu da beirada da pequena mureta que separava o pátio verde do corredor, se aproximando do japonês – Você é um tremendo idiota! Se fosse fazer isso com a vida dele, seria melhor que nunca tivesse aparecido! Deixasse-o comigo! Eu o trataria melhor! – um soco certeiro no rosto do caolho.
Com ele? Nunca.
Lavi não ficou parado, revidou o golpe, que não chegou a ser acertado, então uma pequena briga se iniciou ali. Os dois eram ágeis e desviavam os golpes um dos outros, alguns chegam a acertar, como um soco de direita no estomago do moreno. Alguns alunos saíram de uma sala próxima e se aproximaram para assistir, iniciando um montinho no corredor. O barulho de pessoas fez Allen despertar de seu beijo para com seu querido colega de classe e olhar para trás, percebendo que ali corria uma briga. Sua curiosidade foi atiçada e por puro impulso levantou:
- Vou ver, sim? – o garoto concordou, se levantando também.
- Então, nos vemos depois? – o albino sorriu que sim, o garoto apenas saiu andando normalmente, enquanto andava para o foco da briga.
O britânico não tinha a menor idéia de quem brigava, mas ao chegar mais perto um sorriso perverso surgiu em seu rosto, vendo que eram seus lindos ex-namorados que estavam brigando. Por que estariam? Por si? Um sorriso ainda maior se fez em seus lábios, apoiando os cotovelos sobre a mureta, olhando encantado com a cena, do que podia ver o ruivo estava perdendo, o moreno parecia ser mais rápido e sabia desviar melhor dos golpes. Lembrava-se vagamente do japonês ter citado que frequentara um dojo em Londres, ou algo assim. Estava realmente se divertindo, quando sentiu alguém chegar ao seu lado, ele trazia um cigarro caro na boca e vestia-se todo de preto.
- Acabe com isso... – Marian disse, jogando o cigarro no chão e amassando com um dos pés.
- Eu não... Vamos ver quem se mata primeiro... Que tal apostarmos? Eu vou no moreno! – declarou divertido, sem se importar com a briga.
- Se alguém da direção ver, eles podem acabar expulsos... Você sabe disso, não é? – o ruivo apertou os olhos, encarando o albino que suspirou irritado e pulou a mureta.
- HEY, SEUS IDIOTAS! – gritou e os dois pararam de brigar – Dá pra parar com esse showzinho antes que sejam expulsos?! Lavi, vamos para minha casa cuidar desse olho roxo. – o ruivo obedeceu seguindo Allen enquanto abria caminho pela pequena multidão que havia se formado.
- Não é só sua culpa... – Marian havia transpassado a mureta e encostava-se a ela acendendo outro cigarro. Tinha conhecimentos o suficiente sobre aquele pirralho albino, afinal, era tutor dele.
- Hun? – o moreno escutou, enfim, passou ao lado dele.
- Não se faça de desentendido, espadachim... Você só foi à gota d’água para o pirralho... Não quero me meter na relação de vocês, mas... Não posso deixá-lo se autodestruir, não agora, não de novo... – o ruivo desencostou-se de onde estava direcionando-se para um corredor a sua frente – Um conselho? Vá ao bar... – fora sua última fala antes de sair dando um leve aceno.
Kanda ficou sem saber o que fazer. O que dizer. O que acreditar.
Machucavam Kanda. Ele sentiu essa dor.
Ouviu um novo sussurro.
Vá lá e prove a si mesmo.
Sem medo.
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Era uma bela noite, estrelas brilhantes no céu, a lua quase cheia, mas não que importasse muito, pois as luzes da cidade escondiam o brilho no céu. Falando nele, estava bem escuro, aquele azul marinho tão belo e que o albino achava aconchegante. Havia acabado de chegar para o seu turno, preparando-se para uma noite divertida, pois ver todos aqueles homens e mulheres, vindo correndo atrás de si como lindos cachorrinhos, era encantador. Bastava dar uma volta pelo salão que atraia os olhares diversos, seu cabelo branco e sorriso amável eram uma de suas maiores armas, tratava todos cordialmente e de forma gentil, sempre usando o corpo a seu favor. Dependendo do cliente se fingia de um doce e inocente garoto, ou podia ser o mais pervertidos deles. Na cama tratava de satisfazer de todas as formas possíveis o seu cliente, da melhor maneira e não poupava esforços para fazer o melhor serviço.
No bar era chamado pelo sobrenome, Walker, um andarilho que vivia pulando de cliente para cliente, que caminhava pela pista a procura do próximo e raramente ficava na recepção para pegar clientes. Podia dizer que até tinha uma clientela fixa, pois havia homens que sempre vinham somente para vê-lo, tocá-lo e ter a melhor de suas vidas. Todas as semanas.
Com o uniforme todo pronto, colocou a fita vermelha dando um laço firme, fazendo uma graciosa gravata em forma de borboleta. Por hoje não colocaria o avental preto, andaria somente assim, como se fosse um dos clientes; por ultimo, pôs as luvas brancas e deu uma ultima arrumada no cabelo. Estava pronto para aquela noite, que parecia prometer.
Desceu para pista de dança, um homem com seus trintas e poucos anos lhe puxou pela cintura depois de sua desenvoltura com a música tocada. Foram até o segundo andar e entraram em uma das cabines, ele colocou o dinheiro em um dos bancos e pagou um sexo oral para ele. Foi dispensado logo em seguida, ele disse que tinha trabalho amanhã, sorriu dizendo que se quisesse o esperaria para o amanhã, o homem sorriu sacana e concordou. Desceu para o primeiro andar, assim que saiu do ultimo degrau avistou algo que o fez esboçar um sorriso perverso. Um moreno com um copo de whisky em sua mão, os cabelos amarrados em um gracioso rabo de cavalo, totalmente de preto. Calças, camisa e uma jaqueta que parecia de couro. Voltou a dar uma última arrumada em seu visual se recompondo da rodada do segundo andar.
Desfez o sorriso e começou a caminhar normalmente, nem daria importância por hora àquele moreno, seguiria para pista novamente para tentar conseguir outro cliente. O dinheiro conseguido anteriormente havia dado uma rápida passada no escritório do Tyki e lhe mandado guardar, confiava o seu dinheiro a ele, por que de certa forma eram amigos. Depois de entrar no corredor em direção à pista, foi percebido pelo japonês que apenas o encarou, passando por ele, mas acabou sendo parado. Não por ele. Pelo Prince, o barman:
- Walker? – se aproximou elegantemente e colocou os braços sobre o balcão, ficando bem ao lado do moreno.
- Prince... Diga o que tem para mim... – Prince era um barman loiro, mas com olhos castanhos mel, geralmente anotava pedidos... Indecentes, pois conhecia praticamente todos os garçons.
- Se lembra daquele cara de ontem? Um castanho de olhos verdes... Com uns vinte e cinco anos? Acho que se chamava...
- Harry... Claro que lembro, deu uma deliciosa gorjeta... – o albino cortou o loiro, que sorriu.
- Sim, até para mim que sou barman... Enfim, ele está te esperando no quarto de doces... Soube que você adora delicias açucaradas... – um sorriso puramente indecente se fez na boca do britânico. Harry era um delicioso, perverso, cliente.
- Prince, você tem que parar de revelar meus vícios para os clientes... Eu posso perdê-los por isso... – o barman apoiou-se no banco, aproximando-se de Allen, quase colando os rostos.
- Mas ele adora doces... Só vive bebendo coisas com grande quantidade de açúcar por aqui... Acho que te fiz um imenso favor, Walker... – Prince sabia que dever favores para o albino era um ótimo negocio, pois sempre era bem pago.
Um selinho.
- Eu te agradeço depois então, Prince... – Allen desencostou do balcão após o leve beijo, sorrindo graciosamente para o moreno que ouviu tudo, caminhando novamente para escadas para o terceiro andar.
- Mais alguma coisa? – loiro disse em direção a Kanda, pois viu seu copo vazio.
- Uma dose dupla de whisky – precisaria, pois olhar naquele sorriso gracioso, ouvir aquelas palavras maliciosas e olhar nos olhos cinzas dolorosos.
Feriu Kanda. Você feriu.
A verdade doía, tanto quanto aquela dor?
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Allen terminava de se vestir, olhando novamente para um espelho do quarto de doces, pensava se devia terminar o turno por ali, havia pegado três clientes que lhe deram boas gorjetas e bons pagamentos, no normal seria de quatro a seis, mas sentia-se um tanto cansado. Era a faculdade, teria que diminuir o ritmo. Então como um relâmpago, lembrou-se do moreno sentado no balcão... Ele seria seu quarto cliente. Abriu a porta e caminhou pelo corredor, planejando o que iria fazer, queria uma forma de humilhá-lo um pouco, de machucar mais um pouco aqueles sentimentos tão visíveis. Desceu as escadas calmamente, ouvindo no segundo andar a musica da pista:
You should know better
Você deveria saber
How many times do I have to say to you?
Quantas vezes eu vou ter que te dizer?
I'm so worth it!
Eu valho muito a pena!
You'll see it.
Você vai ver.
Sorriu. Uma musica perfeita. Ele iria ver, sentir o quanto tinha perdido. Chegou ao balcão e o encontrou no mesmo lugar, de longe podia ver que estava um pouco embriagado, depois perguntaria a Prince o que teria bebido. Encostou-se no balcão ao seu lado, sorriu para o loiro e falou:
- Você vai somente ficar no balcão? O cliente não vai querer um outro tipo de serviço? – geralmente aqueles que se sentavam ali raramente convidada garçons.
- Você está disposto a fazer o que? – Kanda perguntou com sua voz já um tanto bêbado.
- Tudo o que o meu doce cliente quiser... – o moreno sorriu, colocando o dinheiro sobre o balcão e dando a mão ao britânico. Ele lhe guiou até o segundo andar.
Notas finais
Certo, uma coisa que gostaria que prestassem atenção. Tem escrito "Duas vezes" à quem eu me refiro? ;D
Vocês sabem o quanto me doeu fazer aquele beijo? Caraio, eu odeio KandaxAlma ;---;
Se eu coloquei o "Harry" pensando no Harry de Hp, é claro *--* -q
Até mais~
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