Londres: Uma Primavera
13 Cap. 13 - Os Dois Caminhos
Notas iniciais
Tudo o quê passou com o Allen depois da saída do Kanda é dentro da mente dele. Eu sei que vocês vão entender, mas só pra deixar mais ressaltado. A parte em negrito à direita é da música Heartilines da Florence + The Machine. Eu tava ouvindo os cds dela e muitos feels, porque tinha hora que combinava. Mas eu achei que essa combina mais e não me controlei em colocar.
Betagem: Deru
Kanda encostou as costas na cabeceira, com o lençol cobrindo seu corpo nu, admirando o ser a sua frente que se vestia.
Havia um cheiro de sexo no ar, prova do ato consumado há poucos instantes. Era como um perfume doce, mas que enjoava e lhe dava dores de cabeça. Não sabia se alguém poderia odiar esse cheiro, mas com certeza o odiava. Talvez porque não deveria ser o odor que retratava. Olhava as mãos procurarem por alguma calça no guarda-roupa, enquanto vestia somente uma cueca. Os cabelos pingando algumas gotas do recente banho. O analisava com cuidado, nenhuma palavra fora trocada, além das baixarias que ele dizia no sexo.
Havia de algo de diferente.
Sim, o Moyashi trazia algo de diferente na personalidade que sempre carregava. No sorriso malicioso, no andar confiante e sedutor. Sim, tinha algo nele que estava diferente e não combinava nada com a aparência que tentava manter. Era a maneira de mostrar seu sorriso sarcástico, ou o jeito como as mãos deslizavam pelo seu corpo. O jeito que ele lhe tocava. É, havia algo de diferente. Ou então, quando fazia algo, algo nada demais como arrumar os cabelos e ele ficava lhe encarando por minutos. Longos minutos. As íris cinza ficavam turvas, como se enquanto lhe encarava mergulhava em alguma lembrança. Não sabia dizer se era boa, ou ruim, ele mesmo parecia não saber.
Yuu daria qualquer coisa para saber quais eram essas memórias. Qualquer coisa.
Ele agora estava dormindo consigo. Nas primeiras noites tivera que puxá-lo, que mantê-lo, mas então algumas noites atrás ele começara a vir por si. Após o ato, o albino levantava-se e iria até o banheiro, tomaria um banho, vestiria uma calça de moletom e uma camisa de manga. Então, iria à sala e ficava lá por minutos, instantes esses que Kanda aproveitava para tomar um banho. Ao retornar, encontrava-o na cama, sentado lendo, geralmente de medicina. Deitava-se ao lado dele, um pouco longe como se não quisesse assustá-lo e esperava. Esperava ele cansar de ler e desligar as luzes. Às vezes isso levava horas, mas o moreno precisava ser paciente. Dado um momento, o via fingir que caíra no sono.
Yuu levantava-se, calmo e silencioso, cuidadoso. Desligava as luzes, pegava o livro da mão dele e colocava no criado-mudo, o cobria e fazia uma carícia leve e descuidada nos cabelos alvos. O via se virar, como se quisesse fugir, mas era apenas um pequeno movimento. Então, colocava-se ao seu lado, sem abraçá-lo, sem chegar muito perto, sem grandes movimentos. E acordava com ele mais perto, quase com o rosto em seu peito.
Nesses pequenos e singelos sinceros segundos, que o tempo fazia questão de fazê-los mais curtos, o futuro arquiteto sentia uma enxurrada de emoções que fazia tudo valer a pena. Os doces sentimentos que tanto negara um dia, mas que agora tentava senti-los novamente, desesperadamente. Era quase como uma manhã perfeita de um tempo esquecido por um motivo não tão bem recordado. Queria que aqueles segundos durassem mais, que ele acordasse com um sorriso no rosto, doce e lhe dissesse: “bom dia”. Que lhe desse um beijo em sua bochecha e lhe abraçasse forte, espreguiçando-se. Queria aquele Moyashi que um dia já foi e que, talvez não tão inesperadamente, às vezes parecia tão perto.
Não se mexia, não falava, sabia que os segundos durariam mais se ficasse quieto. É como se o albino não percebesse... Então, ele via. Das primeiras vezes, acordara assustado, querendo sair o mais rápido o possível, não o impedia, apenas assistia. Mas agora, ele apenas virava-se, via o livro sobre o criado-mudo e o pegava, folheando páginas e levantava-se para a cozinha. Antes de sair do quarto, ele olhava para si e lhe dava um sorriso que não conseguia definir o quê era, depois ficava com um olhar sério, que era para sair da cama e arrumar-se para ir.
Com um suspiro, Yuu obedecia. Vestia a calça, colocava os sapatos e a camisa polo dessa vez, saindo para sala arrumando os cabelos. Propositalmente é claro. Sabia que tal ação de sua parte trazia uma reação ao albino, não sabia se era boa, ou ruim, mas ela estava ali. E qualquer coisa, qualquer coisa diferente daquele mar tão sujo que estava vendo nos últimos meses era bem-vindo. Estava no meio da sala, tentando arrumar o prendedor nos cabelos que sempre escorregavam, enquanto varria com os olhos o local a procura de seu casaco.
Sentia os olhos dele em si. Ouvia um tamborilar de dedos na bancada. Não queria encarar. Os olhos que não diziam nada. Os olhos que pareciam não ver nada. Quando ele iria lhe indicar algo? Quando ele seria visto?
Lótus... Apenas observe... Pacientemente.
Os fios lhe escaparam. Pelo canto dos olhos, notou que ele saía de trás do balcão, caminhava em sua direção. Os olhos que não diziam nada. Ele ficou atrás de si, por instantes, deixou as mãos do cabelo, que caiu sobre suas costas já que não conseguira arrumá-los. Ficou apenas parado, pelo o quê podia ver, ele estava com as mãos erguidas, como se quisesse tocar em seu cabelo, mas não sabia se devia.
Pacientemente, Lótus... Veja o quanto rápido fica tudo branco. O quanto invisível é para ele.
Esperou. Então, ele colocou as mãos nas pontas dos seus fios, subindo cuidadosamente, um pouco lento. Ele puxava seus fios, como se quisesse deixar mais lisos. Com calma, pegou fios das laterais, que escapavam para frente e puxou para trás, sem força, mas com firmeza. Elevando um pouco o corpo, pegou os da frente, mantendo-os preso na sua outra mão, fazendo o rabo de cavalo. Manteve todos os fios presos com uma das mãos, passando a outra na cabeça para não deixar nenhum escapar e não ficar com ondulações. Com firmeza, usou as duas mãos para colocar o cabelo na altura certa, descendo com os dedos até a ponta para desembaraçar qualquer nó. Manteve a mão e com a outra pegou o prendedor de suas mãos. De forma ágil, rápida, ele colocou e o rabo de cavalo estava pronto. Usou as mãos para virar a si na direção dele.
Os dois ficaram frente a frente. Kanda queria tocá-lo, suavemente com a ponta dos dedos, deslizar até a nuca e depois beijá-lo com cuidado. Queria dizer: “hey, Moyashi” e vê-lo sorrir, não de desagrado, ou de sarcasmo, daquele jeito que fazia quando estava feliz de verdade. Porque ele gostava do seu apelido, brigava, resmungava, mas sabia que ele gostava. Mas nada fez. Apenas ficou a observar os olhos que nada diziam, tentando fazê-los falar.
Eu quero sair, Lótus... Quero ter forças para sair.
Pegue minha mão, Branca.
E a Negra?
Você vai fazê-la branca. Segure minha mão.
Eu ainda... Ainda posso, Lótus?
O Moyashi se aproximou. Com um passo, inclinando o rosto para o lado, trocando o olhar dos seus lábios e seus olhos. Tocou seus ombros com as mãos, como se buscasse um apoio. Yuu pôs as duas mãos na cintura dele, o segurando. Lentamente, ele iria se aproximando. Os lábios quase tão juntos, tão perto.
Acorde. Acorde. Não pode. Não deve. Acorde.
- Alleeeen!~ Trouxe seu café! – a voz irritante de um ruivo. Kanda o viu acordar, piscar os olhos e parecer despertar do quê quer que seja. As mãos em seus ombros apertaram com força, lhe empurrando para o lado.
- Demorou, hein Lavi? Pensei que teria que descer para comprar! – ele ficou de costas, pegando o pacote com o ruivo. Onde estava a faca? – Pode ir, Neko-chan – ele se virou para si, mas não tinha um sorriso malicioso, não. Tinha um olhar escurecido. Extremamente turvo. Ele parecia... – Se ainda quer seu casaco, está sobre o sofá – e foi a última coisa que disse, ao ir para cafeteira, ficando de costas.
O moreno pegou o casaco sobre o sofá. Saiu rápido porque sabia que não havia mais nada. Olhou com teor de ódio para o ruivo, que apenas ergueu uma sobrancelha. Desceu as escadas com rapidez, chutando uma lata de lixo que encontrou ao sair do prédio. TÃO PERTO! Seu coração palpitou forte e ficou sem ar por segundos. Correra rápido demais? Olhou para universidade a frente. Parece que vivera rápido demais.
AWYUK
Lavi arqueou a sobrancelha àquela reação do moreno. Ele parecia realmente irritado e do jeito que lhe encarava, era por sua casa. Mas por quê? Virou o rosto para o albino que colocava café na sua xícara e imediatamente soube. Teve vontade de se matar no mesmo instante. Segundos, por que não atrasara segundos? Mas ainda deixou um sorriso de canto escapar. Precisava sair dali.
- Só vim deixar seu café, Allen. Vou para meu trabalho, ok? – o viu virar de repente para si. Os olhos pareciam desesperados.
Bromélia... Diga-me! Fique e diga para mim!
Não posso, Negra. Você precisa ver sozinha.
- Por que você não fica mais um pouco, Lavi? Fiz café o suficiente para nós dois – logo o albino estava a sua frente, passando as mãos pelo seu peito. Pegou as duas, dando um beijo delicado e sorrindo de lado. Não tão brusco.
- Não posso, Allen. Estou mesmo no meu horário. Deixamos para depois, certo? – o ruivo deixou um beijo delicado nas bochechas do outro.
Walker nada falou, apenas viu seu ‘amigo’ sair pela porta. Parado olhando para um ponto especial da casa. O Bookman sorriu largo ao atravessar a porta. Tinha boas novas para contar. Tinhas esperanças para alimentar.
Allen continuou a encarar o ponto especial da casa.
Havia acontecido algo ali. Algo que precisava processar, mas... Encarou suas mãos. Ainda se lembrava da maciez entre seus dedos, da forma como deslizou suavemente. Levou as mãos para perto do nariz. O cheiro. O cheiro das manhãs. O perfume seguro, doce, delicado e... Firme? Sim, ele lhe dava certeza de alguma coisa. De quê? Abriu os olhos, quando os fechara? Do que precisava ter certeza?
Encarou o chão enquanto baixava as mãos.
O beijo. Delicado, mas profundo. A língua passeava por toda sua boca com fome. Fome de seu gosto. As mãos. Desciam lentamente, mas marcando. Procurando. Desejando. Ele demonstrava que queria a cada toque. A cada ato. Os olhos. Tão negros... Ainda mais escurecidos pela vontade. Eles almejavam algo e não conseguiriam esperar mais um segundo por isso. Também não queria. Queria...
Ser dele. Pertencer a ele. A segurança de ser dele era algo extremamente viciante. Não se importava nenhum pouco dessa entrega. Porque também sabia que estava o possuindo totalmente. Até mesmo a respiração dele lhe pertencia. Era tão bom. Saber que estavam sincronizados assim. Saber que não precisava se importar se estava indo longe demais. Porque ele também estava.
Sentir o cheiro. O toque. E acima de tudo. Sentir o sentimento.
Amado. Era amado e desejado por completo. Sem barreiras. Sem “mas”. Sem detalhes. Apenas amado.
Allen deixou uma lágrima cair de sua bochecha para o chão. Fechou os olhos. E outra veio. E mais outra. E várias.
Ele tinha um sorriso fraco nos lábios. Era fraco não por tristeza, ou cansaço, ou qualquer coisa. Era fraco, suave porque era o jeito que ele sorria de verdade. Era fraco porque ele não conseguia demonstrar tão bem que estava extremamente feliz. Mas os olhos, oh! O brilho dos olhos dava conta em mostrar. E quando se lia o conjunto completo, podia soltar um sorriso largo. Sim, quando via aquela expressão dele de felicidade, o inglês podia soltar gargalhadas que pareciam não ter motivo nenhum. E ficaria assim por horas.
O sentimento estava no seu peito, lhe esmagando, deixando um gosto amargo na boca. Mas queria tão mais dele. Deixou os joelhos irem ao chão. Levou as mãos à cabeça, apertando-a. Queria poder gritar, mas algo estava roubando sua respiração e sua voz. Suas lágrimas, descendo cada vez mais forte. Era uma boa lembrança, não era? Então, por que chorava?
A doce amada ilusão. A cruel e rápida verdade. Engando. Ele lhe disse, não foi? Com todas as letras. Não era verdade, estava vendo ilusões. Criando imagens por medo, por ter visto isso antes. Mas então... Como isso acontecia tantas e tantas vezes? Por que mesmo que pensasse em suas palavras, aquela imagem lhe parecia tão real? E o sentimento? Poderia confiar nele? Falsificava-se algo como aquilo? Tão forte, tão certo, tão profundo?
Seu corpo foi totalmente ao chão. Tremia como se tivesse a beira de uma convulsão. Sentia como se tivesse a beira de um abismo. Precisava de algo para se segurar, agora para não cair ao menor toque...
Não, Negra. Você está no abismo. Levante-se, escale a profundeza que você fez.
O que era esse cruel sentimento que estava fazendo... Tanta dor? Tanta saudade? Tanto querer?
Encolheu seu corpo em posição fetal, com as lágrimas mais fortes. Não chorava escandaloso, gritando. Chorava cada lágrima silenciosamente, sentindo que elas queimavam suas bochechas. Afogavam-lhe a respiração.
Os olhos. Negros como a noite. Estavam dizendo tanta coisa. Podia escutar cada coisa. Podia entender cada palavra. Poderia até mesmo acreditar. Então, por que não? As mãos exerciam um toque diferente, mas ainda sim, em sua essência era o mesmo. ‘Eu só te desejo’, ouvia o beijo dele dizer. ‘Não tema’, os olhos repetiam. ‘Não há motivo’, os toques finalizam. Eram como gritos diretos em sua orelha, entrando como uma faca em seu cérebro. Esforçava-se tanto para ignorar. Esforçava-se tanto para não se envolver. Esforçava-se tanto para não demonstrar.
Por que, Negra? Você criou tantas coisas. Trilhou tantos caminhos errados. Por quê?
Porque sou negra, Branca. E eu queria te deixar branca. Sem nem um ponto escuro.
Mas era tão difícil. Tão difícil quando ele começava a adicionar o único elemento que não podia conter. Podia driblar o desejo. Podia ignorar os chamados. Podia se esconder das perguntas. Mas não conseguia. Não podia. Não. Amor. Não o ignorava, não se esquivava ou se escondia do amor. Era sempre tinha desejado em toda vida. Era o que havia recebido desde aquele dia e era uma droga. Que precisava beber todo dia. Que precisava se banhar todos os dias. Que precisava sentir. Qualquer tipo de amor. Amor de irmãos. Amor de amigo. Amor de pai. Amor de mãe.
Amor de paixão. De desejo... De almas gêmeas. Que se completavam mesmo nas brigas, nas palavras que não queriam ser ditas, no calor do momento. Nas risadas. Nas lágrimas de felicidade. O amor por amor.
Ele estava demonstrando, oferecendo amor em cada ato. Em cada palavra direcionada para si. Até mesmo na respiração dele. Era como se todo o corpo dele fosse aquele mar que queria mergulhar todo dia. A garrafa sempre cheia que poderia beber. O frasco do mais perfeito perfume sempre forte, sempre tão vivo. Ele era o tesouro que procurava. Ele era o mais precioso achado. Era por isso que se entregava. Era por isso que era tão certo. Ao menor balanço que seu tesouro iria sumir. Seu achado seria de outro.
Quebrou.
Procurou outros porque não precisava pensar em se entregar. Ou mesmo achar que encontraria sua droga. Eles nunca teriam. Eles nunca seriam. E sabia disso. E era dessa certeza que gostava. Que se confiava e fazia seu caminho.
Mas e quando a possibilidade de entrega era oferecida novamente?
A Branca não pode ser protegida para sempre. Não precisa.
Eu não quero que você me proteja, Negra. Eu quero que você sinta como eu.
Mas... E se você tornar-se como eu, Branca?
Tudo o quê eu sentir vai valer a pena, Negra. O que nós sentirmos. Segure minha mão. Una-se a mim.
Nós duas, Negra.
Nós duas seremos perfeitas, Negra. O cinza mais perfeito de todo o Jardim.
A mistura que aparentemente não precisa de tanta atenção, mas que possui seus mistérios a quem olhar bem.
Eu posso ver.
Allen esticou o braço no chão. Ainda em posição fetal. Esticou seu braço até onde pode. E fechou o punho. As lágrimas não caiam. Elas pararam instantes atrás. Agora a certeza suave lhe dava confiança. O sentimento lhe dava um embrulho no estômago e dois caminhos. Podia vê-los claramente a sua frente. Precisava escolher.
Precisava acabar com isso.
Precisava parar de fingir.
De inventar desculpas.
De dizer coisas que não queria.
O caminho que tomasse agora seria para sempre. Não haveria voltas. Precisava fazê-lo de forma clara, por si.
Desfez a posição que estava esticando-se ao chão. Encarou o teto e os caminhos se materializaram. Olhou para os dois caminhos. Não havia placas. Pareciam exatamente idênticos exceto... Pequenas borboletas. Elas saiam em grande quantidade dos dois caminhos e lhe envolviam. Em suas asas, as cores brilhavam e traziam uma cena, um alguém. Segurou duas em sua mão, sem apertá-las, encarou as asas de cada uma. Sorriu. Uma delas lhe deu a certeza que precisava... Um passo...
Uma descida rápida para realidade ao escutar um toque ao fundo. Sua mente desmanchou a visão dos caminhos e não vira qual atravessara. Se é que atravessara algum. Levantou-se do chão, indo em direção ao som. Seu celular.
- Alleeeeen~ – conhecia a voz. Um amigo de classe – Você estudou para hoje? – hoje? Estudar? Que dia era hoje?
- Para prova de anatomia? – as palavras saíram automaticamente.
- E que outra nós teríamos?! – não respondeu porque não saberia dessa vez – Pode vir na universidade para dá uma revisada comigo? Eu estou realmente achando que não sei de nada.
- Claro, César. Estarei aí em 15 minutos – encerrou a chamada. Estava atrasado.
Qual dos caminhos, Branca?
Não foi ultrapassado. Apenas um empurrão.
Que seja o empurrão certo.
Just keep following
The heartlines on your hand
Keep it up, I know you can
Just keep following
Notas finais
O próximo? Espero trazer na outra segunda. E sim, a fanfic está entrando nos capítulos finais. Yay. Talvez mais 3, ou 4 capítulos.
Espero que tenham gostado ;)
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