Londres: Uma Primavera

8 Cap. 08 - Os Espinhos que Sangram.


Notas iniciais
Bom, antes de deixar disponivel a leitura, um fato inusitado.
Meu beta tentou 3 vezes arrumar esse capitulo.
1º O note dele super aqueceu.
2º Resetou
3º O msn dele nao quis deixar.
Mas me entregou *O* Então, agradeçam a ele u_ú
E notas importantes no fim.
Enfim, aproveite.

Allen estava sobre Kanda, beijando-o fervorosamente, Marcus apenas sorria e via toda cena com uma ereção crescendo entre suas pernas, porém por hora, se controlaria e somente assistia tudo com o mesmo sorriso e os morangos.

O albino soltou os lábios do outro, o encarando levemente corado, desfez o nó da fita no pescoço e começou a marcá-lo. Beijando e chupando, mas, além disso, sentia a essência de lótus em seu nariz, causada pelos cabelos longos espalhados sobre os lençóis brancos. O maior só suspirava a cada ataque dos lábios avermelhados em seu pescoço, sentindo as mãos brincarem em seu peitoral conhecendo – ou reconhecendo – a região. Então, a mão sapeca encontrou a barra da camisa, adentrando-a e tocando na pele macia, subindo delicadamente, sem pressa, apenas tocando. Até encontrar os mamilos e apertá-los levemente, um suspiro mais profundo foi soltou pelo japonês, que fez o menor sorrir, mesmo tendo uma aparência tão forte se abalava por apenas um toque.

A boca do britânico depois de marcar devidamente aquela região branca, deixando-a por hora avermelhada, que logo ficaria roxa, seus olhos cinza passaram a encaravam os negros vendo a curiosidade se formar, tentando adivinhar o que viria a seguir, um sorriso quase angelical se fez na boca do futuro médico. Como ele podia sorrir assim em uma hora como essa? Ora, o sorriso sendo falso ele servia para aquela ocasião, pois não passaria o que uma mente maliciosa tramava. Então, a boca vermelha tocou os mamilos sobre a camisa, molhando-os, mordendo-os e sugando com uma destreza que Kanda apertou os lábios com certa força para não gemer abertamente, não na frente dele. Porém, isso não evitou de sons fracos serem ouvidos e aquele sorriso angelical se tornou um sorriso sujo, profundamente sarcástico. Allen continuou seu trabalho, sugando e mordendo os dos mamilos, uma vez ou outra, quando sua boca se afastava daquelas peças rosadas para comtemplar as bochechas coradas a sua frente, o corpo abaixo de si se arqueava em busca de mais contato.

Flor de Lotus, por que és tão sensível?

Por que...

Por que...

Por que... Sinto sua falta...

Continuando aquele trabalho com os lábios, as mãos do albino voltaram a brincar, descendo pelas costelas chegando à pélvis até parar na virilha do outro, descendo vagarosamente em direção àquela ereção formada. Alisou suavemente a região, fazendo seu indicador subir e descer provocando a sanidade do japonês, que aumentava os muxoxos, ao toque cada vez maior em sua excitação. Por um instante, tudo parou, os lábios do menor soltaram aqueles mamilos e mão se apoiou em uma das coxas torneadas:

- Você está tão duro... E eu só toquei você aqui... – Kanda sentiu a falta da língua quente, do dedo lhe tocando. Queria mais. Os olhos curiosos do pequeno vendo aquela expressão quase implorando se formaram em uma ideia suja – E se eu tocar mais? E se eu tocar desse jeito... – a boca se direcionou para o volume, lambendo a região e um pequeno gemido escapou dos lábios do moreno – Você gosta... – o garoto de cabelos cor de neve nem se importava realmente se o outro gostava, mas adorava aquela expressão.

Então, para provocar começou a fazer mais. Lambendo sobre o tecido a extensão, sentindo o corpo se contorcer levemente e às vezes levantar o quadril para um contato maior, mas não apenas lambeu, começou a morder e fazer uma espécie de sucção. E isso estava levando o japonês à loucura, pois queria um toque maior, queria que ele retirasse sua calça e colocasse por inteiro em sua boca, também queria tocar os cabelos brancos e macios, mas preferia manter suas mãos em outra coisa branca, os lençóis. E as caricias não paravam, ao contrario parecia aumentar o ritmo, além de sentir finalmente as mãos sobre os botões de sua calça para retirá-la, só queria que fosse um pouco mais rápido aquela boca estava lhe enlouquecendo.

Sentiu o botão e o zíper serem abertos, puxando a calça para baixo mostrando a cueca levemente molhada pela ação da boca, pronta para ficar ainda mais, pois a mesma voltara a agir. Como o contato era um pouco maior, os suspiros se tornaram cada vez mais curtos e rápidos, demonstrando que a o prazer aumentava e que a respiração se tornava cada vez mais difícil. O albino realmente precisava retirar a cueca e coloca-lhe devidamente na boca, senão acabaria fazendo dentro da cueca, porém ele não percebia isso, não sabia que aquela excitação estava no seu limite. Tanto que beijou a glande, voltando dar uma lambida e o corpo se contraiu com força, escutando um gemido abafado. Ele tinha gozado, a prova se encontrava na cueca azul que ficara em um tom mais escuro no lugar onde o sêmen havia pegado.

- Você gozou? Neko-chan, você gozou? – mesmo que a resposta fosse óbvia, o britânico ainda encarava surpreso o outro. Marcus apenas aumentou seu sorriso, agora mais interessado naquele moreno. O garçom sentou-se sobre o rapaz, fazendo seu membro semi desperto encostar-se ao do outro – Você está bem sensível hoje... Só de vontade de fazer isso comigo? – então os lábios se aproximaram da orelha – Mas eu já disse a você, eu que estou no comando hoje... – a fala foi finalizada com uma lambida na orelha, que causou arrepios sérios no maior.

Kanda manteve-se calado as perguntas, ou qualquer outra coisa, só sentia a língua passear pela linha do seu maxilar, lentamente até chegar a sua boca, adentrando com agressividade, não deixando corresponder devidamente, por causa da ação frenética que fazia. O moreno precisava de um pouco mais de contato, sentia-se excitar novamente ao ter o membro do outro semi-desperto tão perto e roçando deliciosamente sobre o seu, agarrou a cintura com uma das mãos, empurrando o corpo acima de si contra o seu, o forçando a ter um contato maior. Allen não se importou de inicio, a mão lhe agarrara tão fortemente que chegara a doer um pouco, contudo não se importou, de fato até gostara, só não gostou quando ela começou a puxar sua camisa branca e ir perigosamente para suas costas. Nessa hora, pegou-a rapidamente levando para o colchão e a imprensando contra os lençóis brancos:

- Você... Você é tão teimoso... Vou falar pela última vez... Eu estou no comando por hoje, fique quieto no seu lugar – o albino falou um pouco entrecortado pelo beijo, enquanto o outro apenas engoliu o seco, pois via uma irritação partir dos olhos cinzas, mas como um passe de mágica ela sumiria e dera lugar à um sorriso falso.

Tão falso que chegou a doer, porém a dor fora rápida, pois os lábios estavam unidos novamente, num beijo feroz e rápido, cortando apenas pela falta de ar, dando um mínimo espaço de tempo para que outros pudessem ser recomeçados. Enquanto as mãos travessas do menor voltavam a percorrer o seu tronco, chegando novamente a sua barra da camisa, começando a puxar com rapidez. A jaqueta já havia se livrado há algum tempo, agora a segunda peça era forçada a sair pelo seu pescoço, lhe dando um rápido corte de ar e uma pausa no beijo que se prosseguia, fazendo levantar um pouco o torso para que pudesse retirá-la e depois caindo na cama com certa violência, ofegante. Sentiu a língua descer exatamente o centro do seu tronco, lhe causando arrepios por todo o corpo, principalmente quando chegara ao seu umbigo, girando a coisa molhada e quente dentro do pequeno orifício, enquanto suas mãos trabalhavam na retirada da ultima peça de roupa sobre o corpo do japonês.

Deixou a cueca e a calça até a metade das pernas, um pouco abaixo dos joelhos, pois havia se esquecido de retirar os sapatos dele, não que tivesse realmente, só que estava mais concentrado em outra coisa. Allen voltou a descer sua boca sem realmente encostar no corpo do outro, constatando que o membro dele já se encontrava quase totalmente desperto e incrivelmente melado devido a última ejaculação. O esfregou levemente, espalhando por sua mão o sêmen, acarretando em um suspiro mais pesado da parte de Kanda, que apenas ficou observando o albino, esperando sua próxima reação. E a próxima, se soubesse talvez teria recuado, o mais novo levantou o olhar, subindo o rosto até os lábios que já estavam vermelhos, aplicando um selinho e depois mordendo o lábio inferior, enquanto usava uma das mãos para abrir melhor as pernas do ser abaixo de si e colocar dois dígitos em sua entrada. O japonês quase gritou de dor nesse momento.

Era uma dor intensa ter dois invasores penetrados tão fortemente em si, se mexendo e alargando sua entrada sem dó ou piedade, apertou os cabelos brancos, beijando mais fortemente para que pudesse se acostumar melhor. Dera certo por alguns instantes até o momento que a boca se separou da sua, deixando a tarefa de aliviar a dor por conta própria. Para o mais novo, era difícil até movimentar os dedos, mesmo molhados com o sêmen do outro, a entrada era realmente apertada que dificultava os movimentos, forçando muito mais que o normal. Mas o resultado dera efeito quando acertou um ponto intimo do japonês, fazendo com que os dedos fossem mais bem aceitos, tanto que o maior começou a movimentar o quadril por mais contato e nem reclamou muito ao ter um terceiro dedo lhe invadindo. Allen soltou um sorriu de escárnio, beijando o ombro do outro, subindo pelo pescoço e maxilar, fazendo uma pequena trilha de beijos até a orelha no qual colou seus lábios e falou de forma sedutora:

- Você está gostando, não é Neko-chan? – tudo o que Kanda fazia era gemer abafadamente com a boca fechada e apertava os lençóis abaixo de si, aumentando o sorriso do britânico – Você está rebolando para mim... E olhe que são somente dedos... – infelizmente, o moreno não conseguia conter os movimentos que seu quadril produzia, a busca por prazer era mais intensa e dominava completamente seu corpo – Mas acho que está na hora do brinquedinho real, não acha? – o garçom retirou os dedos, sem esperar pela resposta, escutando um muxoxo fraco pela parte do outro, ignorando dessa vez. Allen preferiu se concentrar na tarefa de levantar um pouco uma perna do outro, abaixar a calça e a cueca com seu membro ereto, se colocando perfeitamente na posição para penetrá-lo. O outro apenas fechou os olhos esperando – É melhor não se contrair, vai doer mais... – e com a frase findada, estocou de uma só vez, colocando-o por inteiro.

O japonês até tentou relaxar, mas o tempo dado para isso fora pouco e sentiu o falo do outro lhe partindo ao meio, um grito escapou de sua garganta e suas costas se arquearam, sentindo cada musculo protestar com o invasor. Só que como a penetração fora rápida, pudera ter pequenos momentos sem uma dor aguda, permitindo-lhe respirar um pouco melhor, ajeitando suas costas novamente sobre a cama e tentar se acostumar, mesmo que ainda se sentisse desconfortável com o falo dentro de si. Outra coisa que o maior sentiu foram lábios que lhe tocarem suavemente no pescoço, descer para seu ombro e marcar seu peito, num gesto que até podia se considerado carinhoso, pois mesmo que o albino quisesse uma vingança cruel, não era esse tipo de dor que queria causar. A dor física passaria. A emocional, não. E foi com estes pensamentos que começara a se movimentar, um pouco lento, contudo perfeitamente preciso, acertando o mais profundo ponto do moreno, que mordia os lábios para evitar dos gemidos sair.

Gemidos de dor, pois mesmo que o menor estivesse indo lentamente, era virgem, não tinha sido penetrado assim por ninguém, era normal sentir a dor imagina nesse estado de pureza. O britânico continuava com suas estocadas profundas e lentas. Lentas, pois a entrada era extremamente apertada mesmo com o alargamento dos dedos e o maior ainda lhe provocava dificuldades se contraindo pela dor causada, porém numa dada estocada o canal se contraiu ainda mais forte, fazendo uma espécie de grunhido escapar pelos seus lábios, identificando que tinha achado, novamente, aquele ponto especial dentro do garoto de cabelos compridos. E foi a parti daí, que Kanda começou a sentir um prazer sem controle, só o fato de o membro ter lhe roçado aquele ponto íntimo o fizera gemer e arquear um pouco suas costas, o constante contato quase lhe obrigavam a urrar de prazer. Allen pegou a segunda perna do outro, a colocando entre seu braço e antebraço abrindo melhor a entrada dele, pois se contraia cada vez mais forte a cada estocada precisa que dava.

Os gemidos de Kanda já eram sem controle e tinha esquecido sobre o outro ocupante, que tinha uma bela protuberância em suas pernas que implorava para ser atendida, pois aqueles gemidos de ambos na cama eram extremamente excitantes, sem esperar mais se levantou e entrou para diversão. O garçom notara a aproximação do cliente, forçando a si a diminuir a velocidade das estocadas para saber o que seu doce cliente queria chegando tão próximo, o moreno de cabelos longos nada gostou, fazendo seus quadris rebolarem mais rapidamente para tentar manter as sensações de prazer em seu corpo. Marcus se aproximou o suficiente para beijar o menor, tal cena feita bem acima do japonês, que se impressionou e sentiu seu peito apertar. Preferiu fechar os olhos fortemente, sentindo seus olhos lacrimejaram ainda mais pela força que envolveu.

Enquanto isso, o moreno de cabelos mais curtos se pôs atrás do albino, que fazia movimentos de vai-e-vem, mais lentos, porque queria prestar atenção no seu cliente, vendo que ele abria sua camisa de botões e tentava retirá-la, contudo para isso, teve que soltar as pernas do seu brinquedinho descansando-as no colchão. Com a camisa jogada em um canto qualquer a língua de Marcus percorreu a coluna do seu belíssimo garçom, deixando suas mãos terminarem de abaixar as calças, para fazer o mesmo em seguida com as suas, trazendo um preservativo à mão, colocando suavemente sobre seu membro ereto. Com a entrada revelada, a penetração ocorreu sem qualquer cerimônia. Tal movimento tirou o ritmo dos outros que aconteciam anteriormente, pois a penetração impulsionou Allen a ir para trás, retirando o membro da entrada de Neko-chan, que se viu completamente abandonado. Todavia, fora rapidamente preenchido quando o moreno de cabelos curtos começou a se movimentar, acertando rapidamente o ponto íntimo do seu garçom.

Kanda facilmente notara que seu doce albino só se mexia, pois o outro fazia tal ato e de forma alguma iria perdê-lo para aquele idiota. Não de novo. Tomando medidas humilhantes, mas decididamente necessárias. Precisava da atenção do seu pequeno de volta a si e a primeira coisa que fizera fora esticar as mãos até o pescoço dele e puxá-lo para mais um beijo, enquanto se contraia mais fortemente, apertando o membro que começara a empalá-lo mais preciso e rápido. Tocava os cabelos brancos numa massagem bagunçada, contudo deliciosa no ponto de vista do britânico, arrumando os seus movimentos com o do seu cliente para ficasse bom para os três, infelizmente, ou nem tanto, Marcus também tivera que acertar seus movimentos. E uma dança perfeitamente orquestrada entre os corpos começara, quando o beijo acabara o japonês já não continha mais os gemidos, o que fez o garoto de cabelos cor de neve, prestar um pouco mais sua atenção nele, porém seus próprios gemidos ainda eram maiores por estar penetrando em algo tão quente e apertado e ser penetrado por algo deliciosamente bom.

E tudo o que se podia ouvir era os corpos se chocando perfeitamente sincronizados.

Gemidos de prazer. Alguns urros.

E um pedido jamais visto.

- Ma-mais fo-forte... A-ah! – o moreno de cabelos mais longos sussurrara perto do ouvido do seu pequeno, de forma um pouco envergonhada, mas que pudera ser ouvida, pois estavam próximos.

As mãos do japonês se mantinham arranhando as costas do garçom, enquanto as de Marcus marcavam a cintura. Claro que não deixaria de atender um pedido tão indecente de seu pequeno brinquedinho, aumentando pela última vez a velocidade da penetração, vendo-o quase gritar de prazer. Allen tinha duplo prazer, a entrada deliciosamente apertada se contraia ainda mais, se era possível, enquanto o contato em sua parte mais íntima acontecia rapidamente e em um número seguido de vezes, sendo assim seu liquido quente se esvaiu primeiro e a contração em seu canal fora forte o suficiente para fazer Marcus gozar logo em seguida, sendo o último, Kanda que melou totalmente seu abdômen após senti o jorro continuo em seu ponto de maior prazer.

Após a sensação pós-orgasmo se dissipar, o moreno de cabelos curtos saiu do canal do outro, retirando a camisinha e dando um nó, jogando no lixo perto da cama, deitando sobre ela ao lado do outro moreno em seguida, logo após o belíssimo garçom o acompanhara, porém como não usara um preservativo, parte do que gozara escorreu para fora da entrada do japonês, que nem se importou, pois só sentira o membro saindo. O britânico se colocou sobre o seu querido brinquedinho, o beijando rapidamente, depois indo para seu doce cliente, apoiando-se sobre seu peito:

- Foi bom? – perguntara com os olhos fechados, sobre a camisa que o outro usava, sentido as batidas frenéticas do coração dele.

- Muito bom... Você sabe realmente sabe como satisfazer alguém... – a resposta fez um sorriso surgir no garoto de cabelos cor de neve, que levantara o rosto e aplicou um beijo mais calmo em seu cliente.

- Eu sempre tento o melhor... – e voltou a encostar-se a seu peito, apenas aproveitando o subir e descer do diafragma, até Marcus olhar para o criado-mudo com o relógio digital e constatar que precisava sair dali.

- Tenho que ir... Amanhã tenho negócios a fazer – forçadamente obrigou seu garçom a sair de cima de si, ficando sentado perto do outro moreno, arrumou-se rapidamente ajeitando a calça e colocando os sapatos, ordenou os cabelos bagunçados em um espelho no banheiro que o quarto possuía e saiu perfeitamente arrumado de lá. Encaminhou-se até a porta e se virou antes de sair – Espero nos vermos mais vezes... Ah! Seu dinheiro! – e jogou um envelope pardo para o albino que o segurou perfeitamente – Até – e saiu. Rapidamente, Allen abrira o envelope constando que havia mais que o serviço prometido, sorriu ao saber que tinha feito um trabalho perfeito, mas diminuiu ao ver que possuía olhos negros sobre si.

- Não pense que vou dividi-lo com você... – declarou fechando o envelope e colocando-o sobre o criado-mudo, para depois pôr-se sobre o seu mais novo brinquedinho.

- Está tudo bem... – só isso que declarou sentindo o peso sobre seu tronco, agora sentia-se cansado e sua respiração mesmo tendo voltado ao normal, se encontrava um pouco difícil devido ao albino.

- Você é bem apertado... E obediente... – tal comentário fez uma pequena linha rosada aparecer nas bochechas do mais velho, que apenas se permitiu acariciar a cabeleira branca, sentindo que ela roçava em seu peito.

- A-acho q-que devo considerar como elogio... – declarou uma frase por completo pela primeira vez em tempos, sentindo sua garganta protestar por tal ato, constando que estava um pouco rouco. O menor subiu no outro, tentando encarar os olhos negros, sem sucesso, pois estavam virados para a porta, sorria de ter um Neko-chan tão fofo, parecia... Apagou o seu pensamento seguinte com um beijo.

O que estava pensando, Rosa Negra?

Não era nada, Mãe Natureza. Deixe-me em paz.

Conte para mim... O que você viu?

Apenas uma flor.

E o que mais?

Nada demais. Só uma flor imunda. Nada demais!

Eu acho que você viu... A Flor pela qual...

Cale a boca! Isso não existe! Não mais.

O beijo, como tanto outros, era agressivo, sem qualquer sentido, numa batalha na boca do maior sem um por que verdadeiro, era apenas para apagar o pensamento que tinha surgido em sua mente. Não tinha sentimentos, ou qualquer outra coisa. Era apenas para esquecimento. E se tinha algum sentimento, era partido de Kanda. Um certo misto de dor e sofrimento de sua parte, algo que fazia seu peito se rasgar levemente por dentro, como uma ponta de navalha que partia seu coração. Tinha necessidade de sentir aquele ser sobre si. Mas somente a si que queria sentir, não queria deixar nenhum outro tocar a pele alva, os cabelos brancos, ou os lábios macios e ver tal cena em sua frente fora aterrorizante. A forma como ele não se importava, de como a língua parecia passar deliciosamente na concavidade bucal do outro, o jeito como ficava um pouco mais corado quando finalizava. Era tudo extremamente aterrador. Era os mesmo lábios lhe tocava depois, de alguma forma que fazia esquecer por instantes que aqueles lábios não eram somente seus e levavam a esticar as mãos para entrelaçar o pescoço e enroscar seus dedos nos finos fios brancos.

E por alguns instantes tudo parecia bem.

Estavam em Nova York. Num beijo apaixonado depois de terem feito sexo.

Podia sentir a língua brincando com a sua de uma forma um tanto infantil.

Allen percebeu isso.

E não podia deixar. Soltou os lábios, sentando-se rapidamente na cama, ficando de costas para o outro, procurando palavras para organizar seus pensamentos que foram perturbados por uma ilusão. Aquela ilusão que o amor era confiável, que era bom e que podia retornar a tê-lo, uma tremenda besteira em sua opinião, o amor era para as pessoas fracas e sem qualquer perspectiva de vida, aquelas se deixavam levar por este tipo de sentimento mereciam sofrer, para aprenderem a ver que era possível viver sem ele. Olhar para si era a prova que precisavam, tinha ótimos prazeres carnais ali que alimentavam seu ser, lhe preenchiam de forma viciante e sempre poderia buscar por mais. Aquele tipo de vida que era boa, que queria, não haveria nenhum sofrimento, somente prazer. Após alguns minutos organizando suas forças, se virou encarando o Neko-chan, que possuía uma expressão perdida no teto.

- Neh, acho que o meu cliente vai querer repetir a dose... Eu quero. – os olhos de Kanda saíram do teto e viram o cinza brilhar intensamente. Suspirou ao pensar que a ideia não lhe agradava.

- Quando seria? – perguntou para se preparar mentalmente, teria que ver a face daquele idiota novamente, um sorriso se formou nos lábios do albino, que subiu para o colo do seu brinquedinho.

- Não sei, ainda vou perguntar quando... – o moreno desviou o olhar, iria fazer que exatamente igual a essa noite, ignorar o outro ser, concentrando-se totalmente no menor. Ficou calado, o que abriu espaço para o inglês continuar a conversa, saindo de cima do outro, começando a se arrumar – Marcus é um cliente pervertido, ele parecia ter uma companheira, porém a largou sozinha em algum lugar aqui da Europa, dissera que ela era uma tola apaixonada, que vivia colada a ele, então um dia simplesmente ele foi embora... Eu queria conhecer essa garota que confiou em uma pessoa como Marcus... – um sorriso sádico se formou na boca do britânico. Sofrer por amor.

- E você a conhece... – as palavras fizeram uma surpresa se instalar no dono dos olhos cinza, que se virou para o outro deitado, com os olhos brilhando de curiosidade – É a Sophia, era a ex-namorada dele... – o brilho antes de curiosidade se transformou em pura perversidade acompanhada daquele sorriso sádico.

— Hun, interessante... Vá tomar um banho, coloque suas roupas, que estarei esperando no andar debaixo... Seja rápido. – Allen saiu do quarto quase saltitando. O japonês suspirou, o garoto que conhecia nunca ficara tão feliz com a desgraça alheia, mas ele tinha outros motivos também.

Fizera sofrer sem querer.

E como era bom o gosto de uma vingança.

Ansiava por mais.

Notas finais
Alguém estranhou que eu vim até que rapido? Pois é, estranhem mesmo. Eu vim o mais rapido que pude, por que eu comecei minhas aulas. Sim, só entrarei aos finais de semanas. Tempo para escrever reduzido a quase zero e estamos na etapa final do ENEM vou me esforçar mais, então eu realmente vou fazer uns longos hiatus. Porém, don't worry, babies! Eu nao vou esquecer dessa fanfic, nem de vocês. É só ter um pouco mais de paciencia comigo e talz.
Outra coisa, a historia tá cansado vocês? Tipo, acham que eu to enrolando demais para um final?
Outra coisa... Vocês não gostaram do Dark Allen, certo? Reviews baixos *supira*
Enfim, obrigada por ler até aqui.
Até outro dia ;)