Londres: Uma Primavera

7 Cap. 07 - Prepare-se para...


Notas iniciais
Então, oi '-'
Mais de um mês, certo? Matem-me, please... Eu fui reparar nisso ontem .-.' Juro para vocês D:
Enfim, eu corri e pedi para o Ed betar para mim. Por favor, agradeçam a ele.
Sem mais delongas, o capitulo.

Kanda acordou normalmente, sentando-se na cama e coçando os olhos para ajustar a visão no local. Olhou para a janela ao seu lado e notou que ainda estava de noite, focou num relógio que havia acima de um criado-mudo e viu que ainda eram nove horas, poderia apenas se deitar e voltar a dormir, mas lembrou que tinha coisas a fazer. Levantou-se e tomou uma ducha rápida para despertar e lhe dar um pouco de concentração para a tarefa que iria executar, como não havia cuecas suas ali, teve que vestir a mesma. Poderia muito bem somente se vestir descer e atravessar a rua, indo em direção ao segundo portão que dava acesso aos dormitórios da universidade, contudo não queria sair dali. Queria ficar e verificar se tudo estaria bem, se ele chegaria vivo e bem, se não se sentiria nem pouco mal, ou algo do gênero, se não podia perguntar, teria que ver com os próprios olhos.

Procurou sua bolsa universitária em cima do sofá, retirando vários papeis e dois livros dentro, espalhando sobre a mesinha, seu trabalho era montar uma planta para uma casa com 52 m2, aquilo estava dentro de seu estágio devido á suas ótimas notas e tinha um prazo de três dias para finalizá-la e entregá-la para o seu professor-supervisor, que depois daria ao casal para dizer se estava de acordo com seus planos. Passara algumas semanas visitando o terreno e conversando com o casal, bom na verdade fora seu supervisor, apenas ficava escutando e absorvendo tudo de útil. Tinha um bom terreno e vários planos, a jovem parecia está gravida e queria um quarto para bebê, com um espaço amplo e uma janela que desse uma boa ventilação. O planejamento de uma vida á dois.

Percebeu que assim que começara uma relação com o moyashi, tiveram uma vida quase a dois, pois havia vezes que passava dias na casa dele, para depois retornar ao hotel verificando se estava tudo bem e acabava por voltar ao apartamento dele. Grande parte de suas roupas estavam lá, sua vida parecia se adequar naturalmente á dele, perguntou-se como fora tão rápido, mas a convivência os aproximou.

Allen começou a ver Kanda de uma forma que nunca havia olhado para garoto (a) algum (a), tinha algo de mágico e especial no japonês que chamava sua atenção, seja seu mau-humor, ou forma que demonstrava carinho sem palavras. Essas mudanças drásticas de sua personalidade lhe encantavam, descobriu no moreno algo além do que um amante fiel, um amigo fiel, é meio difícil de imaginar uma amizade, no qual grande parte do tempo um dos seres só vive irritado e mal dizendo o outro, mas tais atos acarretavam risadas do albino, que se sentia aliviado em esquecer um pouco o mundo lá fora se concentrando apenas neles dois. Era esse estado submerso que o britânico havia se apaixonado, a forma como o outro lhe fazia se esquecer das coisas e se entregar naturalmente.

Kanda não sabia da felicidade proporcionada, sabia que durante algum tempo havia conquistado o coração do outro e que tinha vivido muito bem enquanto isso ocorria. Lembrava-se da primeira vez que o tinha visto, ele estava de camisa preta e calça jeans, andando calmamente pela biblioteca. Tinha fones de ouvido e parecia andar conforme a música tocada, seus olhos se prenderam nele por causa da cicatriz e da cor do cabelo, já sabia do boato de um garoto albino, mas não podia imaginar que ele seria tão... Lindo. Então, como se constrói uma casa, colocando tijolo por tijolo, foi se apaixonando, via o jeito gentil e amável que possuía, seu sorriso e forma como se esforçava nos estudos. Percebeu como era o oposto de si, por isso se apaixonou, por que via nele o complemento, aquela parte que nos falta, algo que jamais havia encontrado em qualquer outra pessoa.

Suspirou. Pareciam lembranças de séculos e não de meses. E durante esse tempo parecia ter envelhecido muito mais que o suposto. O moreno olhou novamente para o papel limpo sobre mesa, esperando seus esboços, o lápis deslizar suavemente sobre a brancura do papel e começar os traçados. Lembrar-se de tudo isso agora era cruel, pois não tinha mais o albino amável, não tinha suas coisas juntas á dele, o simples ato de poder vê-lo já era algo extremamente difícil. Mas, não o culpava, culpa a si e a... Sophia. A garota tinha aparecido só para trazer terríveis pesadelos, depois do bar não tinha a visto e preferia assim, não sabia o que podia fazer quando a visse. Felizmente, ela parecia adivinhar, ou talvez Alma tenha falado algo à ela. Não sabia e também preferia não saber.

Cuidadosamente fez o plano da casa em sua mente, pegou a régua e começou a desenhar as medidas exatas, que depois seriam passadas para o computador, no qual teriam uma precisão melhor. Depois os donos veriam e diriam se estava de acordo com o planejado, era o segundo projeto de Kanda, no primeiro não tinha errado um ponto sequer, esperava que nesse também não. Prosseguiu com o trabalho e nem notou quando adormeceu sobre o próprio braço.

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Allen colocou a chave na maçaneta e girou-a demoradamente, estava sonolento da noite que teve, ao entrar se preocupou de fechar a porta apropriadamente e depois se dirigiu diretamente para quarto. Sem nenhum intervalo. Tirou as roupas com cheiro de álcool, sexo, diversão, prazer, outras coisas superficiais e... Mais nada. Sorriu ao ver na gola da camisa uma marca de batom, feita pela mulher loira que encontrara, bem atrevida por sinal, perguntava se fazia um delivery, recusou a proposta. Esses tipos de clientes costumavam se apegar demais nos seus garçons. Tomou um banho demorado, limpando com cuidado cada parte do corpo, deixando-o com um cheiro agradável e sempre a textura macia. Orgulhava-se do seu corpo lascivo, que às vezes lembrava de uma garota, por suas coxas lisas e bem definidas, mas seu abdômen e o que tinha entre as pernas não deixava mentir seu sexo. Por hora não precisava se importar com isso, tudo que queria era apenas uma noite de sono, sem perturbações ou gritarias ao amanhecer. Mesmo que fosse tão previsível.

Kanda levantou os olhos quando ouviu os passos mais distantes, acordara desde o momento que escutou a chave girando na maçaneta, mas preferiu se manter inerte, ele iria odiar ser perturbado. Tudo que viu quando abriu os olhos foi as costas cansadas de um caminhar sonolento, queria levantar e envolver em seus braços. Contudo, novamente, ele odiaria esse ato. Mas não amava? É, amava. Tudo que restou ao moreno foi levantar e se encolher no sofá, amanhã iria prometer.

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Allen se levantou preguiçosamente, sentia o cheiro de chocolate quente sendo passado, provavelmente seria o Lavi que chegara com suas rosquinhas matinais. Estava vestido somente com uma cueca, mas isso não o impediu de quase correr para a cozinha atrás daquelas delícias cobertas de chocolate derretido. Nem se lembrou do garoto do sofá, voou direto a embalagem abrindo rapidamente, o ruivo notou o garoto faminto atrás de si e se virou o encarando seriamente:

- Que droga é aquela? – o albino mordeu uma das rosquinhas, o chocolate derretido escorreu por sua boca, seguindo o dedo do amigo que apontava para o sofá. Um pequeno clarão se fez em sua mente.

- Hun... Hun... É só meu novo presente! – falou num tom normal, terminando de comer uma das rosquinhas, pulando para outra.

- Presente? – Lavi arqueou a sobrancelha colocando o chocolate quente na xícara, depois entregando ao menor.

- Foi... Meu tutor que me deu, com uma proposta um tanto indecente... Mas que fora de meu agrado, resolvi aceitar – disse com uma normalidade de quem fala sobre o almoço de ontem, tratando de tomar um gole de seu chocolate.

- Que proposta? – o ruivo se virou pegando outra xícara, vendo o britânico gesticular que explicaria tudo depois – Está certo... Só quero que você tenha cuidado nas coisas que faz... – novamente voltou a encarar o menor, que sorriu ao ouvir aquela afirmativa e se sobressaltou ao se lembrar de algo.

- Tenho que fazer algo! Graças a você me lembrei, Lavi! – Allen se levantou e foi até o quarto.

Procurava no criado-mudo ao lado da cama, algo que começasse o que tinha em mente, para finalmente expulsar aquele sentimento tão forte que corria em suas veias. Tinha uma rosquinha em sua mão e mordia de vez em quando, em busca do objeto tão desejado no momento. O encontrou na última gaveta e viu que estava em um bom estado, voltou à sala terminando seu aperitivo. Caminhou até perto do sofá, vendo o corpo sobre ele. Tinha sido uma noite fria, tanto que o moreno estava encolhido no estofado, tentando ter um aquecimento apropriado, mas com certeza tinha sentido as brisas geladas. Encarou a mesinha de centro e viu diversos papéis sobre ela, alguns no chão ao lado amassados em bolas de papéis.

Se agachou e começou analisá-los um por um. Os que estavam sobre a mesa eram projetos, bem construídos e das mais variadas formas. Lembrava-se dele ter dito que era um futuro arquiteto e vendo seus desenhos, realmente tinha futuro naquela profissão. Viu que preso em um dos livros, depois de quase desenterrá-lo de tantos papéis que havia, continha uma espécie de instruções de como deveria ser o projeto que estava trabalhando. Dois quartos, cozinha e sala de estar espaçosa, parecia ter piscina... Foi lendo cuidadosamente, pois sempre tivera uma queda por arquitetura, era simplesmente incrível.

Pegou um dos projetos que pareciam inacabados e levantou-se analisando-o bem, o ruivo notou que o amigo parecia concentrado demais naquele pedaço de papel.

- O que você está olhando? – tal pergunta fez o albino despertar do pequeno transe que se instalara pensando no problema.

- Ele vai se formar em arquitetura... Está trabalhando num projeto agora... Mas está tendo problemas com o quarto do bebê, pois querem uma janela para ventilação, só que ele não consegue encaixá-la... – novamente a mente do pequeno voltou a se concentrar no problema em questão.

- Largue isso, é problema dele... – Allen ouviu as palavras atentamente, jogando a folha de volta a mesinha.

- Tem razão... Meu problema com ele é outro... – Lavi se arrependeu do que dissera no instante seguinte.

O britânico se jogou sobre o corpo em cima do sofá, se esfregando sobre ele, tentando transpassar o calor pelo toque e fazê-lo acordar. Tal plano dera muito certo, que segundos depois o moreno se movia sentindo o peso sobre si, ao abrir os olhos viram a imensidão cinza e sentiu os lábios quentes sobre os seus. A boca fora invadida por uma língua agitada com o sabor de chocolate que tanto odiava, mas durou pouco segundos, logo ela estava do lado de fora lambendo o lábio inferior em prova de algum desejo. O sorriso se fez logo depois, com o corpo montado sobre si.

- Bom dia, Neko-chan... Não sei se tem algum compromisso, mas... É melhor levantar por que vou precisar da minha sala... – Kanda levantou e se sentou no sofá, ainda com o albino em seu colo.

- Estou saindo... – foi só o que conseguiria responder, olhou para o lado e viu o ruivo com um olhar fulminante sobre si, o ignorou totalmente.

- Antes disso... Pegue... – o britânico levou o objeto que tinha achado em sua gaveta até o pescoço do maior, uma fita. A envolveu ao redor de toda região dando um laço quando terminou – Quero que use isso sempre... Nekos tem coleiras, certo? Se eu não vir em seu pescoço teremos sérios problemas... – logo depois o corpo quente saiu sobre o moreno e foi até a cozinha, voltando a tomar seu chocolate – Agora sim, pode ir... – o japonês ficou estático por alguns segundos, mas se recompôs, começando a arrumar suas coisas.

Era uma longa caminhada, precisava se preparar.

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Allen estava lá, sentindo o prazer que tanto gostava e que aquele local lhe proporcionava inúmeras vezes. O pescoço era generosamente atacado e ficava com marcas vermelhas pela aquela boca com lábios um pouco grossos. Era segunda vez que sentia aqueles movimentos dentro de si, aquelas estocadas e a coisa solida lhe empalando tão fortemente. Estava quase sem voz de tanto gemer, seus lábios inchados e vermelhos devido aos vários beijos incessantes que dera. Era perfeito está ali.

Perfeito, Rosa Negra?

Não há dor.

Mas e os espinhos?

Não existem.

Você só ainda não os sentiu.

O albino e seu acompanhante, um moreno de cabelos curtos e lisos, estavam perto do ápice, rapidamente atingido pelo menor que gozou em seu abdômen. O outro usa preservativo e assim que a sensação de orgasmo se dissipou jogou a camisinha no lixo ao lado da cama. Um sorriso dançava na boca do britânico, que olhava para seu doce cliente com satisfação, o mesmo fazia caricias em suas bochechas e parecia refletir em algo. Isso incomodou profundamente Allen, será que ele desempenhara mal o seu papel?

- Foi ruim? – perguntou com uma expressão um pouco séria, retirando Marcus do transe.

- Não, na verdade você é muito bom... Muito mesmo... – uma pequena pausa e o moreno continuou – Só estava pensando como seria se você fosse o ativo... – os olhos do moreno focaram nos cinzas.

- Você quer tentar? – o albino perguntou malicioso, sabia que mais uma rodada teria que ser um valor maior, mas não se importava o parceiro da noite era realmente bom.

- Não... Eu não me sinto confortável... Disse para você antes – Marcus saiu de cima do seu garçom e foi se sentar encostado no espelho da cama.

- Eu sei... Mas se quisesse saber realmente como é, eu sendo o ativo... Podíamos tentar... – o menor ficou de bruços, depois levantou apoiando-se nas duas mãos e chegando perto da orelha do cliente – Prometo ser gentil e cuidadoso... Não vou te machucar... – então, voltou a ficar de bruços com aquele sorriso quase inocente, o moreno apenas ficou rindo.

- Mesmo que fosse um desejo meu, não serviria como sua garota... Seria bom se fosse outra pessoa e você pudesse dominá-la... – o garçom de cabelos alvos entendeu. Entendeu e uma luzinha se fez em sua mente, ficando sentado de excitação.

- Sabe, eu posso fazer com isso vire realidade... – um sorriso puramente perverso se fez na boca dele e Marcus adorou vê-lo.

- Se não envolver outro garçom, eu concordo... – o moreno nem tinha tanto dinheiro para dois garçons, senão já teria convidado mais algum para sua festa particular.

- E não envolve, meu doce cliente... – o sorriso no cliente se tornou maior e mais malicioso, o garçom se levantou vestindo sua roupa rapidamente – Me espere por alguns minutos... Vou providenciar tudo – em poucos segundos o uniforme tradicional de Allen estava no corpo, devidamente arrumado.

Falando no corpo, ele já se encontrava do lado de fora do quarto, retirando o celular de seu bolso, tocou seu pescoço e não encontrou a gravata de sempre. Não importava. Procurou um número em sua agenda e rapidamente apertou em “chamar”, o telefone tocou algumas vezes até uma voz um pouco sonolenta atender:

- Alô... – a voz era tão familiar que reconheceu no mesmo instante.

- Meu lindo Neko-chan! Sabe, eu preciso de você... Agora! – o albino se apoiou perto da escada com o telefone no ouvido.

- Agora? – Kanda se via confuso, a essa hora? Seu relógio marcava as dez horas da noite, para si era muito tarde.

- É! Eu tenho um trabalho que está envolvendo você... Quero que venha até o Noah’s Bar e me encontre no primeiro andar, o mais rápido possível... Esteja bem vestido e perfumado... Será bem divertido – uma risada brincalhona soou do menor, seria a prova que precisava, se ele topasse ou não, tiraria suas conclusões.

- Está bem, eu estarei em pouco tempo... – o japonês nem pensava em discordar, seria no Noah’s Bar, com certeza rolava uma perversão. Seria que iriam para uns dos famosos quartos eróticos?

- Acho bom... Tchau – o britânico nem esperou o outro, apenas desligou bruscamente, com aquele sorriso de uma criança que planejava uma traquinagem. Voltou ao quarto, encontrando o cliente com o telefone nas mãos.

- Sim... Quarto cinco, o mais rápido que puder... Obrigado... – ele desligou, provavelmente falava com os serviços de bebidas ou petiscos – Então? – perguntou ao não ouvir a resposta do outro.

- Se o meu doce cliente tiver um pouco de paciência, está sendo providenciado seu pedido... Eu pedi por telefone – o menor apontou o celular na mão, Marcus sorriu.

- Venha cá... – Allen sentou no colo de seu cliente – Você é divertido... – recebeu um beijo que lhe tirou um folego. Diferente.

- Vamos recomeçar? – perguntou ao sentir mãos brincalhonas em suas costas.

- Não... Vamos esperar seu delivery chegar.... – no quarto havia uma televisão com canais fechados, ele foi ligada e o albino foi colocado entre as pernas do outro. Ambos assistiam alguma série que passava, mas o moreno ora mordiscava a orelha do garçom, ora mordia o pescoço.

[Enquanto isso, no dormitório do Kanda]

Kanda se arrumava rapidamente com as palavras “bem-vestido” e “perfumado” em sua mente, queria saber o verdadeiro significado por trás dela, não podia sequer imaginar, já que foram proferidas de uma mente que virara perversa e maliciosa. Não gostava dessa mente, mas estava aprendendo a entendê-la, decifrar certos sinais que o corpo emitia, contudo ainda era difícil. A forma como manipulava nunca havia olhado antes, por isso qualquer oportunidade que pudesse chegar mais perto era aproveitada. Estava quase pronto, vestia uma calça jeans com uma camisa de cor escura, colocando uma jaqueta mais clara por cima, olhou para o pescoço atentamente.

Lembrava-se do sorriso que o detalhe daquela região possuía, o sorriso traquino de uma criança que sempre está planejando uma nova brincadeira. Em sua lembrança focava nos lábios, sempre convidativos a um beijo, a pouca pele macia que era exposta pelas mãos, desejando sentir sobre seu corpo, as gargalhadas. Aquela voz que sempre estava em seus pensamentos, queria ouvi-la mais de perto, em seu ouvido, naquele sussurro rouco que tanto lhe excitava. Mirar nos olhos cinzas profundamente para descobrir mais daquele jardim, saber quais eram os pontos de terra fértil no qual poderia plantar uma flor de lótus. Se queria tudo isso, então qualquer coisa proposta seria bem aceita. Com toda a certeza.

Deu uma última arrumada na fita preta em seu pescoço, desde que fora colocada ali não pudera ter um maior contato com seu pequeno, então ansiava por este momento. O que deveria fazer? Qual o melhor caminha a se tomar? Não sabia, entretanto tentaria de tudo, faria de tudo. Saiu do dormitório sem pensar muito sobre o que viria a seguir, decidiu apenas se deixar levar, por enquanto. Andou um pouco na frente da universidade procurando o posto de táxi mais próximo, ao achar entrou em um carro qualquer e pediu rapidez ao motorista, dando-lhe as instruções para chegar ao bar. Tocou novamente na fita suspirando. Se deixar levar.

[Voltando ao Noah’s Bar]

Allen sentia a mão grande subir e descer suas coxas, alisando maliciosamente o tecido da calça, como se desejasse arrancá-lo dali com as próprias unhas. “Sem querer” a mão descia por sua virilha quase tocando seu membro, que começava a dar sinal de vida, pois as carícias se espalhavam por todo o seu corpo. Quando a mão recuava soltava um suspiro frustrado, porém soltou um ainda maior quando ouviu o barulho do celular avisando que havia uma nova mensagem. As caricias pararam e Marcus deixou o seu precioso garçom livre para ver o que seria. O que o menor viu animou muito e lhe fez se esquecer da sua frustração, na verdade lhe deixou levemente excitado:

Estou aqui embaixo.

Kanda.

- Nosso delivery chegou – sorriu ao mostrar o celular para o cliente, que nem precisou ler para entender.

- Então, vá buscá-lo... Ou ele vem até aqui? – Marcus via aquele sorriso traquino e soltava um ao vê-lo. Era um rapaz totalmente diferente.

- Tenho que buscá-lo... – o albino se levantou até a porta, recolocando os sapatos.

- Ele nem demorou, se eu gostar... Posso pedir mais vezes? – o moreno se arriscou a perguntar, para si nem deveria ter “se”, sabia que iria.

- Se ele demorasse, meu doce cliente ficaria infeliz e não é isso que quero... – e o sorriso traquino sumiu, dando um quase inocente – E respondendo a sua outra pergunta... Sim... Quantas vezes quiser. – o garçom saiu. Marcus ficou sem qualquer palavra na boca.

Allen começou a andar rapidamente até o térreo andar, nem se preocupava com as pessoas que encontrava pela frente, seu único foco era encontrar o japonês. Sentia uma imensa excitação pelo fato dele está aqui, não podia nem ser felicidade, afinal isso não vinha mais dele, perdera a felicidade por ele há algum tempo. O que queria era expulsar a ansiedade que corria em suas veias rapidamente, ela era quase como um ser vivo dentro de si e isso o assustava um pouco. Por que quando tinha esse tipo de sentimento tão forte agia de um modo extremamente diferente, fazendo coisas que normalmente nem pensaria em fazer.

E isso era extremamente perigoso.

Por isso queria liberar o mais rapidamente o possível, pois ficar com esse tipo de sensação que quase queimava sua pele e lhe deixava extremamente ativo tinha mais desvantagens do que vantagens.

Mas isso não seria um tipo de medo, Rosa Negra?

Não, é apenas precaução.

É um medo sim. Que bobo.

Jamais.

Medo de sentir aquilo novamente, certo?

Jamais!

O albino chegou ao térreo, um pouco ofegante, procurando aqueles cabelos longos amarrados no tradicional rabo de cavalo, o encontrando sentado no balcão tomando um whisky. Um barman loiro conversava com ele, ou tentava, e se mantinha animado, o moreno apenas respondia monossilábico, todavia isso não importava o outro. Isso incomodou de leve o garçom, mas tão levemente que nem reparou no fato, havia sido um incômodo, mas nem tinha dado muita importância. Aproximou-se de ambos com um sorriso agradável, tocando nos ombros fortes:

- Desculpe-me, Prince, porém vou precisar dele para um trabalho importante... – o loiro apenas sorriu concordando, dando a entender que não se importava. O japonês iria retirar a carteira do bolso, contudo foi parado.

- Não se importe com isso... O whisky é por conta da casa... – o britânico deu os ombros, puxando rapidamente o seu gatinho para fora dali.

Agarrou-se á jaqueta do rapaz, o levando com certa pressa para o último andar. Kanda queria tocar aquela mão macia de alguma forma, mas não conseguia encontrar o jeito para fazer tal ato, era apenas tentativas frustradas. Allen nem reparou nesse fato, só subia as escadas prendendo o fôlego, que foi liberado ao chegar no corredor que tanto almejava. Notara alguns olhares estranhos sobre ambos, mas não pelo fato de serem homens, mas sim por um deles usarem uma fita preta. Era uma ousadia o que o albino estava fazendo. Alguns garçons se perguntaram por que um deles estava vestido tão esquisitamente e por que o mais famoso dele o arrastava para um andar tão... Pervertido.

O albino nem se importo em reparar isso. Só se concentrou e virou para seu querido brinquedinho que lhe olhava curioso, provavelmente pelo que iriam fazer:

- Você realmente seguiu minhas ordens a risca... Bem arrumado e... – o menor se apoiou no outro sentindo a fragrância em seu pescoço, sorrindo ao ver que a fita continuava lá – Perfumado... – aquele sorriso traquino nos lábios avermelhados.

- O que você quer? – não perdia a rispidez, o britânico odiava isso, era forma rude, estava sendo tão gentil.

- Eu quero provar de você... – se apoiou no tórax forte, levando as mãos para as costas descendo até o cos da calça, sentindo seu brinquedinho se tencionar – Quero saber como é... Bem... Aqui – apertou a nádega dele, o corpo se arqueou para frente – Você vai deixar certo? – os olhos cinzas focaram nos negros, esperando pacientemente a resposta. Que demorou um pouco, mas veio sussurrante acompanhada de uma vermelhidão.

- Es-está be-bem... – o sorriso traquino só aumentou mais, desencostando do tórax, no qual ouvira o coração pulsar rapidamente, pegando a mão que estava na jaqueta.

- Tenho uma surpresa... Haverá alguém assistindo... E você não tem direto à nenhuma reclamação – falou como se desse instrução para uma criança, esta que se paralisou com a afirmativa, mas nem ficou parada por muito tempo. Pois foi puxada até uma porta e beijada com força.

Kanda nem processou as palavras direito, mas tinha os lábios tomados com força, com desejo, mostrando um fogo que ainda não havia olhado por parte do pequeno. Tratou de enlaçar sua cintura e trazê-lo mais para perto, devolvendo a voracidade do mesmo tamanho, enquanto o britânico abria a porta atrás de si. Allen virara seu gatinho, o empurrando para dentro do quarto, logo depois fechava a porta com o pé sem nem interromper o beijo. Notou que a cama estava vazia e viu seu doce cliente sentado em uma cadeira perto de outra porta no outro lado do quarto. Ele parecia comer algo, nem se importou com isso, apenas guiou o brinquedinho até a cama o jogando com força sobre ela.

Assim que os lábios se desconectaram e as costas bateram na superfície macia dos lençóis, o moreno se permitiu olhar em volta, o quarto era simples com uma televisão em frente a cama, no teto um espelho que refletia toda cama e ao lado esquerdo um criado mudo, e o mais importante, um outro moreno sentado em uma espécie de cadeira-trono quase no canto do quarto, ao seu lado esquerdo havia um balde com champanhe e sua boca mordia alegremente um pedaço de morango. Foram poucos segundos até sentir o pequeno sobre si novamente, pegando seu rosto e direcionando para o dele:

- Foque em mim, sim? – foi o suficiente para esquecer do outro ser no quarto.

Conhece, Flor de Lótus?

Passado.

Passado?

Só passado esquecido.

Allen pegou a cabeça do seu neko-chan, enquanto beijava-o, retirando aquela presilha para deixá-lo mais frágil. Os cabelos longos, era uma espécie de ponto fraco para aquele corpo e personalidade forte. Não era só isso.

Marcus ao olhar qual era seu delivery soltou um sorriso sádico, seria uma bela noite e aproveitaria cada pedaço dela.

Notas finais
Perdoem-me, por favor ;-; Espero que ninguem desista de mim por causa desses atrasos, juro que não é proposital D:
De qualquer forma, aqui começa a piorar a perversão do Allen, eu vou levá-lo até o "poço" que esse OOC pode fazer. Então, preparem seus corações! Ou não, não é? Eu acho que vai ficar uma bosta @@
Eu tenho milhares de coisas randons para falar aqui, mas prefiro deixar o final de uma conversa entre eu e Ed:
Ed: "FINALMENTE!" Eu: "O que? o.o " Ed: "Você revelou a universidade do Kanda u3u "