Londres: Uma Primavera
4 Cap. 04 - O Jardim de Rosas Negras
Notas iniciais
Sim, eu mereço muitos tiros, tomates, pedras e tudo o que vocês quiserem mandar, por que... Eu fui muito má.
Desculpe-me, eu tive um bloqueio criativo e.e Além de falta de tempo, eu só tô postando agora por que tá tendo greve de ônibus na minha cidade e não estou indo para escola ♥
Enfim, espero que aproveitem~
Kanda odiava aquilo.
Se deixar levar daquela maneira por Sophia.
Só se escondendo de seus reais problemas.
Devia fazer uma semana que tinha visto o albino, tocado aquela pele e sentindo a fragrância das delícias açucaradas, que deixava de odiar apenas quando vinha da boca daquele albino, como o amor é algo cafona, parecia que havia tido todas aquelas sensações há meses. Ele não dera uma notícia, passara a ir à biblioteca e andar por toda a universidade atrás daqueles cabelos prateados, mas não tivera qualquer sinal dele. E isso era uma coisa ruim. Sabia que ele podia lhe procurar, tinha aquele instinto que ele viria lhe falar algo, coisas boas ou ruins, mas iria, só que a resposta que estava escutando agora era uma coisa indecifrável, era o silêncio.
Enquanto tentava descobri o seu silêncio, era arrastado por uma bela garota de cabelos ondulados escuros, que lhe carregava para as compras, cafés, almoços e qualquer outra desculpa. A de hoje foi ir até o mais famoso bar de Londres: Noah’s Bar, o moreno não conhecia os detalhes do bar, mas sabia que o atraía os jovens e as moças para aquele bar não era as bebidas, ou a música. Era seus belos garçons. Todos diziam que os serviços prestados por eles eram da melhor qualidade, que seus rostos sempre gentis, podiam se transformar numa malícia sem precedentes e que sua arma mais mortal era seus corpos, que invejava qualquer pessoa. O japonês não sabia o motivo de ter aceitado aquele convite, talvez pela insistência de Alma em dizer que precisar sair, além de ir ao campus universitário, ou talvez fosse aquele instinto. Aquele instinto que lhe dizia que devia está ali, devia ver as coisas que ali tinha para mostrar.
Não sabia dizer qual deles tinha sido mais forte, só sabia que agora pagava a um cara alto de terno sua entrada e recebia uma identificação na mão, este era seu ingresso, números gravados em sua pele vista somente sobre a luz ultravioleta. Entrava no recinto sentindo o cheiro forte de álcool, as misturas perfeitas dos líquidos, ao seu lado direito arrumadamente enfileirados. Havia um balcão talhado na madeira com detalhes dourados, ele seguia pelo corredor até perto da pista de dança, atrás do balcão havia três barmen, dois na ponta e um no meio. Na esquerda havia mesas para quem queria sentar e apenas conversar, ficou a observar o local apenas por alguns instantes, logo um garçom com um sorriso doce veio em sua direção. Usava uma camisa branca de mangas até os pulsos, uma calça social preta e por cima um avental da mesma cor com um pequeno bolso na frente, no qual guardava um pequeno bloco. A gravata em forma de borboleta de cor vermelha.
– Boa noite senhores... Vão para mesa ou para pista de dança? – o sangue do japonês gelou, o de Sophia também. Uma garota de cabelos loiros que estavam com eles que falou.
– Queremos a mesa, por favor... – mais um sorriso gentil vindo do garçom, começando a andar.
– Sigam-me, por favor, senhoritas e cavalheiros deixem os casacos perto da porta, leve seus objetos pessoais que estiverem dentro dos bolsos, pois não responsabilizamos por roubo... Mas o casaco, prometemos devolve-los inteiros. – os quatros começaram a tirar os casacos, dando a outro garçom de cabelos amarronzados.
– Queremos uma mesa afastada senão se importar... Não gosto muito do barulho eletrônico, quando quero conversar... – a garota de cabelos loiros, conhecida como Julie foi a que falou, os outros permaneciam calados.
– Sim, senhorita... – então começaram a andar por entre as mesas, o garçom a frente era habilidoso em andar por entre elas, enquanto Kanda de vez em quando esbarrava em algumas cadeiras, sem perder de vista o garçom – Eu creio que esta esteja muito boa... – apontou para mesa encostada na parede, possuindo acentos acolchoados e uma mesa retangular.
– Está sim, obrigada... – Julie sentou-se primeiro, sendo seguida por Alma e no outro lado da mesa, Sophia sentou-se primeiro e depois Kanda. A loira ficou a admirar seu belo garçom, seus olhos cinza acompanhado de uma cicatriz estranha, seu cabelo prateado parecia brilhar naquela meia-escuridão – Poderia me dizer seu nome, por favor? – mas o que mais interessava Julie era a cor de sua gravata. Adorava vermelho.
– Me chamo Allen Walker e eu serei seu garçom durante esta noite, espero que aprecie os serviços que prestarei... – o albino se curvou para frente, Julie soltou uma risadinha, mas foi o único som ouvido – Poderia-me dizer suas bebidas, por favor? Ou quer que eu traga o menu? – e como era de se esperar somente a loira se pronunciou.
– Não precisa... Quer dizer, precisa? – a garota possuía belíssimos olhos verdes e foram direcionados para seus convidados, a outra garota que se pronunciou.
– Eu quero dar uma olhada, sim... – novamente um sorriso doce se fez no rosto do Walker, que guardou seu bloquinho em seu bolso.
– Então, trarei em instantes – novamente um leve curvar com a cabeça e o albino desaparecia entre as mesas até o balcão. Os olhos negros o seguia, cada passo.
Um sorriso de satisfação se fez nos lábios de Allen, o teria por uma noite inteira. No bar um garçom podia apenas atender uma mesa de cada vez, ele teria que servi até quando o cliente quisesse trocar ou fosse embora, por isso havia tantos garçons. O albino não podia ficar mais feliz, mostraria ao moreno como as coisas estavam agora, da pior forma o possível. Adorou vê-lo entrando por aquela porta, não seria ele a atendê-los, mas pediu delicadamente ao seu colega Jean que pudesse servi-los, ele concordou, sabia que teria que pagar algo em troca de um cliente perdido, entretanto isso pouco importava ao britânico. Que voltava a mesa com quatro menus, entregando para seus belíssimos clientes, com seu sorriso doce de sempre, os clientes adoravam esse sorriso... Amável.
– Aqui estão, temos novos coquetéis maravilhosos de primavera... Garanto que vão adorar – sua voz era macia e suave, sempre em tom formal. Isto impressionava a Alma, que pela primeira vez se pronunciou.
– Vocês teriam algo com morango? Eu simplesmente adoro! – o castanho com uma cicatriz entendeu o jogo que aquele pequeno albino queria fazer, decidiu entrar nele e esperava que seu amigo também entendesse.
– Sim... Estes aqui... – Allen se curvou um pouco sobre a mesa, apontando com os dedos cobertos por luvas brancas, Alma começou a analisar as opções dadas, enquanto o albino voltou a posição normal, novamente Julie falou.
– Vou querer uma caipirinha... – ela tinha um sorriso travesso descendo os olhos para a cor da gravata do garçom, o mesmo percebeu o olhar e sorriu gentilmente.
– Sim... Alguém mais se decidiu? – falou olhando pela primeira vez diretamente nos olhos negros, que não se desviram ou sequer piscaram.
– Whisky... – finalmente Kanda se pronunciou, achando mais do que adequada a escolha de seu pedido, o garoto anotou.
– Eu vou querer o mesmo, mas misturado à coca-cola, por favor... – Sophia falou baixando o menu, encarando a colega a frente, via que um sorriso travesso crescia em seus lábios.
– Eu vou querer este coquetel de morango, por favor... – o castanho apontou ao menu e o britânico fez questão de anotar, dando uma rápida afirmativa que tinha visto o pedido.
– Sim, trago em instantes – então novamente o albino se afastou até o balcão falando com o barman da ponta esquerda, lhe pedindo as bebidas anotadas.
– Julie no que você está pensando? – a garota de cabelos escuros falou, cansada de olhar aquele sorriso dançando no rosto da amiga.
– Pergunto-me se nosso garçom sabe dançar... – Julie não conhecia do romance do albino com o japonês, então a afirmativa fez a atenção do mesmo voltar-se para a garota.
– Você vai convidá-lo para dançar em meio ao expediente? – a pergunta foi feita incrédula, mas ninguém além da loira sabia das regras do Neah’s Bar.
– Vou... Ele é pago para nós servir durante a noite inteira... Do que quisermos, então se eu pagar ele dança... – Julie respondeu calmamente, já sabendo que tais perguntas seriam direcionadas a si, quando fechou a boca o lindo garçom voltou com as respectivas bebidas.
– Aqui estão... – entregou na frente de cada um suas bebidas – Desejam mais alguma coisa? – a loira sorriu.
– Sabe dançar, Allen? Posso chamá-lo assim, não é? –Julie tomou um gole de sua bebida, colocando calmamente o copo no lugar vendo aqueles olhos cinzas sorrirem agradavelmente.
– Claro que pode, senhorita... Eu não sou muito bom em dançar, mas se desejares posso dançar contigo... – a loira sorriu ainda mais, gostava daquele tom formal, de como a voz era amável e cavalheira, seria um perfeito namorado se não fosse um garçom vermelho.
– Eu adoraria que dançasse comigo, Allen... – pediu gentilmente espaço para o castanho, saindo do banco levando o copo com sua bebida.
– Eu peço que espere alguns segundos até que leve essa bandeja ao balcão, virei buscá-la para irmos até a pista – a garota sorriu totalmente encantada com aquela gentileza, se perguntava onde esse garçom escondia-se.
– Tudo bem para mim... – o albino sorriu, caminhando novamente até o balcão, a loira se virou e encarou Sophia – Ele não é adorável?! Tivermos sorte com esse garçom! Eu simplesmente o adorei... – os olhos de Julie quase brilharam, parecia apaixonada.
– Ele realmente é formal... Mudou completamente de personalidade, é muito cortês... Além do normal. – Alma se pronunciou, tomando outro gole de sua bebida através do seu canudo.
– Além do normal? Como assim? – a garota que estava em pé perguntou rapidamente, não havia entendido.
– Nós o conhecemos Julie, ele é da faculdade... Estuda Medicina e está quase terminando o curso pelo que sabemos... — o tom do castanho era sério, enquanto mexia o conteúdo de seu copo com o canudo.
– Não brinca! É bom saber que ele é da nossa mesma faculdade... – um sorriso malicioso se fez no rosto da loira, ela parecia quer iria dizer alguma coisa, mas o belíssimo garçom havia voltado.
– Senhorita... – esticou a mão em um delicioso convite.
– Oh, por favor, me chame de Julie! E não seja tão cortês... Mesmo que seja meu garçom... – ela aceitou o convite, colocou sua mão sobre a de Allen que logo a ergue.
– Sim, se-- Me desculpe, Julie... – enfatizou o nome da garota e lhe puxou para a pista.
Kanda só pode virar o conteúdo de seu copo, apertando-o em seguida, quem bebeu outro gole foi seu amigo, suspirando como se estivesse cansado. Ele entendia a raiva do moreno, mas o mesmo não parecia entender o que o albino estava fazendo... Jogando, talvez? Não sabia o porquê e de onde viera essa idéia, mas era um jogo perigoso, no qual o japonês poderia perder tudo, já que o menor não parecia ter nada a perder, é como se fosse outra pessoa.
– Ele está jogando, Yuu... – o amigo falou assim que colocou o copo sobre a mesa, atraindo o olhar do garoto chamado, os olhos negros faziam uma pergunta que não precisava ser pronunciada – Não sei o porquê, mas ele está jogando... Parece que quer testar você de alguma forma, ou então... Não sei... – o garoto com uma cicatriz no nariz voltou a tomar um gole de sua bebida.
– Mas que tipo de jogo é esse? – Kanda se via perdido, não entendia as ações do albino, não entendia por que estava ali, por que... Ele parecia uma outra pessoa.
– Ele estava seduzindo Julie... Sabe que ela não conhece o caso de vocês, então seria uma pessoa possível... Ele está tentando fazer ciúmes – ciúmes? Ele tinha sido bem sucedido, pois cada veia sua queria acabar com a raça daquela loira, dizer para ela que aquele garçom era seu.
Bom, era.
Os dois amigos se calaram, o moreno olhou para a entrada da pista de dança, esperando que os dois voltassem logo e pudesse encurralar o menor de alguma forma para poderem conversar. Sophia por sua vez, só queria sair dali, péssima idéia de trazê-lo ali, pensou que depois de algumas doses conseguisse um Kanda bêbado e poderiam ter sua noite amor. Naufragado. Encontrar aquele garoto com a cicatriz estranha definitivamente não estava em seus planos, ele era o principal empecilho entre a si e o moreno, de forma alguma queria perdê-lo, não queria ser abandonada mais uma vez. Viu uma jovem de cabelos loiros e olhos verdes vir na direção de sua mesa, Julie, antes que pedisse com licença para levantar, o japonês já tinha feito, caminhando rápido por entre as mesas:
– Eu terei uma longa noite por aqui Sophia, acho melhor você e seus amigos irem ou não esperarem por mim... – a garota pegava a bolsa que havia deixado ao lado de Alma, retirando o dinheiro de sua bebida.
– Onde está indo? – a loira sorriu maliciosa colocando a bolsa sobre o ombro.
– Eu irei ter a melhor noite da minha vida... E se você quiser também, senão se interessar pelo japonês, escolha um belo garçom de gravata vermelha e diga que quer a melhor diversão de sua vida... Tenho certeza que terá! – um ar de entendimento se fez na garota de cabelos ondulados, sorrindo pretensiosa.
– Divirta-se então, eu, Kanda e Alma estamos indo... – Julie sorrindo andando por entre as mesas, indo em direção a uma escada a esquerda do balcão – Alma, você não disse que o Walker era gay? – perguntou se virando para o irmão, pegando sua bebida.
– Disse... Mas ele pode ser bissexual... – o castanho só tinha duas coisas em mente. Pobre Kanda. Allen... Que merda você fez?
[Enquanto isso, banheiro do bar.]
O japonês viu o seu amado sair da pista com um sorriso, a garota loira lhe falou algo no pé de seu ouvido, devolvendo do mesmo jeito, depois ela sorriu e veio em sua direção, quer dizer da mesa. Viu que o moyashi se dirigia para um corredor, que parecia ser o banheiro do bar, tratou de fazer a mesma coisa, passando correndo por Julie e muito menos se importando com a conversa que tinha com o Sophia, o albino era seu foco. Seguiu até, no qual constatou, o banheiro do bar e viu ele olhar para o espelho com um sorriso malicioso, logo em seguida molhou o rosto, não era o britânico que conhecia. Não mesmo. Adentrou no recinto, sendo rapidamente notado, o sorriso malicioso que antes mostrava deu lugar a um gentil, poderia dizer até mesmo amável.
– Meu doce cliente deseja algo? – Allen se encostou na pia, perfeito. Seria sua doce vingança e ela começava agora.
– Você sumiu... – foi a única coisa que Kanda formulou, havia tantas a dizer, tantas que não precisava ser ditas.
– Oh, eu só fui dançar com Julie, não é como... – parou de falar, pois o outro se aproximou mais um pouco e ficou na sua frente, apertou a quina da pia, não o queria tão próximo agora.
– Não é sobre isso que falo... – obviamente os dois sabiam, o albino principalmente, mas estava jogando. O moreno não sabia jogar.
– Ah! Fala sobre nosso encontro na biblioteca... – então o menor se virou, encarando-se no espelho. Estava belo. – Eu devia ter te procurado? – silêncio, o britânico o encarou através do espelho – Não foi apenas sexo? – então foi virado bruscamente, ele já estava próximo demais, suas bocas quase encostavam. Não devia ceder.
– Não é apenas sexo... – as palavras se esvaíram do japonês. Perdido, completamente perdido, que jogo era este? Qual era seu objetivo? Queria poder saber jogar, mas a única forma que conhecia era aquela que encostava seus lábios ao dele. Péssima jogada. Foi parado pela luva branca em seu lábio.
– Meu doce cliente... Se você desejar esse tipo de serviço terá que pagar a mais por ele... E aceitamos gorjetas graciosas... – o albino falou com sua voz doce e macia, mas também parecendo um atendente de telefônica.
Então Kanda paralisou, o que diabos ele queria dizer? Como assim pagar a mais? Pelo choque das palavras acabou sendo mais afastado, fazendo ter uma distância “segura” do menor. Que já não mais sorria amável, tinha um sorriso quase diabólico:
– Isso mesmo meu doce cliente... Se quiser me beijar, transar comigo, ou qualquer outra coisa teremos que negociar... Eu só posso fazer isso se for muito bem pago e farei o melhor serviço da casa... – e foi a vez de Allen se aproximar, jogando-se sobre os ombros largos, se roçando sobre o peito – Então podemos negociar? – o albino não contava que vinha a seguir, seus pulsos foram presos atrás de si e seu corpo imprensado contra a pia.
– Você... Se tornou... Que porra... – o moreno tinha entendido cada mísera palavra, mas não acreditava. Seu amável albino? Transformado... Naquela coisa? Vendendo seu corpo novamente... Naquele bar? Apertou os pulsos, viu que o dono deles apertou um dos olhos com força. Não sabia o que iria fazer, mas foi cortado por uma voz máscula vindo da porta.
– Algum problema, garoto? – o britânico olhou para o lado, Mikk. Estava salvo por hora. Seus pulsos foram soltos e caminhou para perto de seu gerente.
– Oh! Não, apenas explicando as regras para os clientes novos... Ele não quis meu serviço. – Tyki fumava, tirou o cigarro da boca expulsando a fumaça, pegando o menor pela cintura e o enlaçando.
– Se não aceita o serviço de um dos meus garçons, não os ataque... Se não estará proibido de entrar no bar... – o albino estava de costas para o japonês, tendo a cintura presa e os quadris bem encostados ao seu gerente. A doce proteção.
– Eu preciso ir Tyki... Tenho outros clientes... – falou quase sussurrante perto do seu ouvido, foi liberado logo em seguida e saiu triunfante pelo corredor, sendo seguido logo depois pelo moreno fumante.
– Stevan me chamou quando passou pelo banheiro e encontrou vocês dois em uma situação estranha... – Allen sorriu, estranha? Por que não estavam transando? Com o dedo chamou Jean.
– Obrigado, Tyki... Depois eu te conto sobre essa... Tenho uma loira me esperando... – o outro garçom chegou, um pouco nervoso por causa do chefe ao lado – A mesa que peguei de você... É toda sua novamente, eu arrumei outro cliente... – foi o que falou antes de seguir para a escada que dava acessos aos quartos.
Não demorou muito e Kanda saiu correndo pela porta da saída/entrada, totalmente desnorteado.
Alma o seguiu.
Sophia suspirou, vendo em sua carteira quanto dinheiro tinha para pagar uma dança. Jean tinha gravata vermelha.
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Sapatos, meias, casaco, blusa, calça. Jogou-os todos fora. Todos pelo chão. Foi para cama, encostando na cabeceira, logo tirando a presilha que amarrava seu rabo de cavalo. Demorou alguns minutos, mas ouviu a porta sendo aberta e fechada, a pessoa que entrava não se importou com as roupas jogadas, tirou seu casaco e jogou na cama ao lado, suspirando e sentando-se na beirada da cama em que o outro rapaz estava:
– Ele... Ele... É um prostituto novamente... – foi o que a voz rouca falou, olhando fixamente para frente com um olhar perdido.
– Eu sei... – a outra voz falou com dor ao constatar tal verdade, o que diabos teria acontecido? Onde dera tão errado? – Olhe para mim, Kanda... Por favor, olhe para mim... – conseguiu a atenção dos olhos negros – Você consegue... Nós conseguiremos... Se você quiser... – então se aproximava do moreno, esticando os braços para um abraço.
– Eu já não sei mais o que quero... – beijou o topo da cabeça japonesa, o sentindo suspirar e relaxar em seus braços, arrumando uma posição mais confortável.
Allen tinha virado um jardim de Rosas Negras.
As rosas chamavam a atenção por sua cor.
Seu doce cheiro agradável.
Mas se tentasse chegar perto.
Pegá-las.
Amá-las.
Doía.
Os espinhos se revelavam e machucavam.
Cortavam a pele lentamente.
Faziam sangrar.
E Kanda não sabia se agüentaria essa dor.
....
....
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O que ele não sabia era que também foi um jardim de Rosas Negras.
Que chamaram a atenção pelo seu cheiro.
Pela cor que aparentemente não era agradável, mas que soube admirar.
E ficou a admirar por algum tempo.
Sentindo o cheiro de longe.
Até que tentou pegá-las.
E doeram.
Conheceu os espinhos.
Allen não sabia que aquelas flores tinham espinhos.
Que fizeram sua pele sangrar.
Mas que mesmo assim tentou pegá-las.
Tentou sentir seu cheiro mais de perto.
Tentou amá-las.
Mas a dor foi mais forte.
Feriu tanto, que nunca mais queria senti-la.
Nunca mais queria sangrar daquele jeito.
....
....
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E virou um jardim de Rosas Negras.
Para fazer sangrar o tanto que sangrou.
Pois a vingança é doce.
E Allen adora doces.
Notas finais
E depois, relendo... Acho que fui uma droga. Mas, espero que esteja no minino aceitavel para leitura, que possa fazer algum sentido para o que vou fazer futuramente. É, essa historia ainda vai render uns capitulos~
Outra coisa, prestem atenção aos "apelidos" que dou aos personagens... O Allen ganhou um agora, Kanda ganhara depois, por que eu passerei a fazer meio que comentarios com esses "apelidos"
Outra coisa, quero agradecer de coração aos que comentaram... Foi um dos capitulos que mais recebi e o que faço em troca? Demoro séculos para postar um novo capitulo, mas ainda tenho uma ponta de esperança que comentem e continuem ativos nessa historia.
Obrigada para quem leu até aqui.
Hakura-san... O que acha dessa aura "Sou uma prostituta" agora, hein? 8D
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