Londons Sin
9 Chapter Nine
Gerard acompanhava Thomas, que permanecia quieto e pensativo. Não reconhecia o caminho. Nunca esteve por aqueles corredores antes. Tentou puxar assunto:
- Me apresentará a alguns vampiros? – Gerard segurava o riso.- Não achei a menor graça, Gerard. Um dia ainda te provarei que falo a verdade. – pararam em frente a uma outra porta. – O que mostrarei não é algo menos importante, muito ao contrário.Thomas abriu a porta. Ao entrarem, Gerard pode perceber, pelos pertences existentes ali, que se encontravam no quarto do Frei. Virou-se para sair no mesmo instante, mas foi impedido pelo amigo.- Thomas, se nos pegarem aqui estamos fritos!- Eu vi quando o Frei saiu com o Bispo.- Mesmo assim, não quero me arriscar... – já se virava para sair, quando a voz de Thomas soou claramente.- Não quer mesmo saber de algumas verdades?- Verdades? Que verdades?Thomas caminhou até a mesinha de cabeceira do Frei, de onde tirou um maço de papéis amarrados com uma fita fina de couro.- Veja! – estendeu-lhe o objeto.- O que é isso? – disse Gerard enquanto pegava-o.- O diário do Frei.O objeto caiu instantaneamente.- Você é louco? – Gerard de abaixou para pegá-lo e, ao fazê-lo, foi até a mesinha, onde pretendia guarda-lo.- Não se sente curioso? – Thomas tentava tenta-lo.- Não. Isso é errado. – guardou-o na gaveta novamente. – Você... não o leu, certo?- Não. Pensei em lermos juntos, mas já que você é um covarde...- Não é covardia, é sanidade.- Não sei quanto a você, Gerard, mas sempre achei o Frei um tanto estranho.- Eu também.- Então! É a nossa chance de descobrirmos algo que ele certamente esconde.- Não! Vamos sair daqui antes que nos encrencamos.Gerard foi andando na frente, mas não ouvia os passos de Thomas atrás de si. Olhou para dentro do quarto e viu Thomas encarando a mesinha com uma expressão atentada no rosto. Voltou até lá e, puxando Thomas pelo braço, saiu rapidamente dali.- Ela está queimando em febre. Uma conseqüência do ferimento tão profundo.- E o que você fará?- Tentarei abaixar-lhe a febre.- Como?- Me ajuda?- Em quê?- Preciso despi-la e banhá-la.- De-despi-la?- Sim.- Não é correto. – Michael pigarreou.- Então o correto é deixá-la morrer?- Claro que não!- Então me ajude, homem!Michael olhou para o corpo desacordado da moça à sua frente e engoliu em seco.- Okay. Vamos logo!Lauren virava-se inquieta em sua cama. Não conseguia dormir por mais que tentasse. Levantou-se, vestiu seu roupão de seda, pegou sua vela e saiu andando pela casa escura e silenciosa. Todos já estavam dormindo, menos ela.Foi para o quarto de sua mãe. Abriu a porta lentamente. Andou silenciosamente pelo quarto, colocou a vela sobre o criado-mudo e deitou-se ao lado da mãe, com todo o cuidado para não acorda-la.Ficou observando o sono de Geórgia por algum tempo, ela parecia tão indefesa, tão doce e diferente do que era. Sorriu e tocou-lhe o rosto levemente. Geórgia abriu os olhos, ligeiramente assustada.- Calma, mamãe, sou eu. – Lauren continuava a acariciar-lhe o rosto, enquanto sorria, recebendo outro sorriso de volta. – Mamãe, por que brigamos tanto?- Por sua rebeldia. – o sorriso faleceu em seu rosto.- Eu não sou rebelde, mamãe – Geórgia a repreendeu com o olhar. – Ok. Só quando o assunto é casamento... Por que quer tanto me casar?- Por que você já está velha.- Tenho apenas vinte anos.- E você acha vantajoso estar solteira a essa idade?- Não é vantajoso, mamãe. Apenas quero me casar com a pessoa certa.- Você fala como se já a houvesse encontrado...- O-o quê? – Lauren começou a ficar inquieta.- Eu não sou boba, Lauren, Também já tive a sua idade. Quem é?- Ninguém. Não há ninguém , mamãe.- É casado?- Não necessariamente...- Noivo?- Não quero falar sobre isso, mamãe. – se levantou da cama e ficou de costas para a mãe.- Por que não corre atrás de sua felicidade? – Geórgia sentou-se na cama.- Porque não devo...- Deixe-me de ajudar! Falamos com seu pai quando ele retornar. Podemos reunir as famílias. Quem sabe ele também já não é interessado por você?- Mamãe não! Eu não posso. Eu... não posso! – saiu correndo do quarto, tentando com todas as suas forças conter as lágrimas teimosas que cismavam em molhar-lhe o rosto. Geórgia, surpresa, apenas observou a filha e ouviu seus passos se afastarem de seu quarto rapidamente.
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