Londons Sin
8 Chapter Eight
Os Campbell, enfim, chegaram à sua casa. Rosie ainda estava desacordada. Anthony, então, a levou para o quarto. Antes de sair de lá, ficou observando sua esposa. Temia sua reação quando soubesse sobre Rebecca.
Desceu, pegou uma garrafa de Rum e foi para a biblioteca, onde ficou apenas com a companhia do álcool durante toda a noite.Gerard estava pensativo. Thomas tinha acabado de sair dali.- Louco! Vampiros? Só pode ter enlouquecido de vez. – disse enquanto se levantava para retomar sua leitura.Leu duas linhas e sua concentração se esvaiu. Olhou para sua mão e os dedos onde os lábios dela tocaram.Apenas com a lembrança daqueles grandes olhos verdes de encontro aos seus fazia seu coração disparar.- OMG! O que estou me virando? – Levou as mãos ao rosto. Estava desesperado. Leves batidas na porta: – Entre!Continuou na mesma posição em que se encontrava. Pelas batidas, sabia de quem se tratava.- Gerard! Venha comigo... – Thomas sussurrou.Gerard levantou a cabeça. Estava agora bem curioso pelo tom de voz do amigo.- O que foi?- Poderia falar mais baixo? Pelo menos tente... Venha!Gerard, soberjadamente sôfrego, levantou-se e seguiu o amigo.Behwi L’Avaigné dormia profundamente até que um forte impacto a acordou. Algo estava para acontecer e ela teria que estar preparada.Levantou-se, desinfetou suas ferramentas e trocou o lençol de uma antiga cama de solteiro existente, além da sua própria, em seu quarto. Eles chegariam em breve.Anthony havia bebido a metade da garrafa de Rum e adormeceu. Em seus sonhos, encontrou Rebecca. Não lhe parecia feliz. Usava roupas escuras e sua pele estava ainda mais branca que o natural. O batom muito vermelho contrastava ainda mais com o novo tom de sua pele.Olhava-o compadecida. Em seus olhos já não havia vida. Ele tentou se aproximar, mas um enorme vulto preto se posicionou entre eles. Anthony não conseguia ver-lhe o rosto, por mais que tentasse. Suava. Fazia cada vez mais calor. Não entendia, mas era o único a senti-lo, pois Rebecca não lhe parecia incomodada. Por mais que afrouxasse a gravata, retirasse o casaco e abrisse alguns botões de sua camisa o calor aumentava e aumentava. Mais uma vez tentou se aproximar da filha, ao conseguir tocá-la, sua mão queimou-se. A dor, antes apenas em sua mão, naquele momento já possuía todo seu corpo.Acordou. Ao abrir os olhos, uma terrível constatação antes de desacordar para sempre: estava sendo consumido pelo fogo, assim como toda a biblioteca.Rebecca acordou e sentiu-se um tanto tonta. Temia abrir os olhos, portanto permaneceu com eles fechados. Tocou seu ombro. Uma dor. Leves sacolejos. Estaria no coche? Conseguiram fugir? A dor aumentava. Um gemido. Uma leve pressão em sua cintura. Abriu os olhos. Estava sendo carregada a uma velocidade não normal para um homem. Tentava escapar dos braços que a envolviam, mas fora esforço em vão. Mais uma vez, desfaleceu.Michael já avistava a pequena cabana escondida por entre grandes árvores. Quanto mais se aproximava, mais apertava seus passos. Chegou ao local, mas nem precisou bater. Era esperado. A mulher abriu passagem e Michael adentrou a pequena cabana com Rebecca em seus braços, bem apressado e determinado.- O que houve?- Ela foi atacada.- Quem fez isso a ela?- O mesmo lobisomem que tive o prazer de tirar-lhe a vida.- Vingança não faz bem para a alma, Michael. Senti uma aura negra quando você chegou.- Não acredito nessas coisas, Behwi. Salve-a.- Farei o possível.
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