Notas iniciais
Uer... Não entendir a demora. Mesmo com toda a ajuda dos co-autores lindos pra escrever...

O carro estacionou na frente da sede. a casinha no meio do terreno acolhedor não parecia grande, mas parecia confortável. Um par de cadeiras de balanço grandes enchiam a varanda, e ao redor da casa, eles tinham visto quando o carro chegava, havia um riacho e um pomar de maçãs, não muito distante. Mordred sorriu–lhes

– Como prometido... Um fim de semana pra vocês dois.
Samantha pega Noah no colo e desce com ele do carro.

– Eu não posso acreditar.

– Mais uma vez, Samantha. Eu não minto. Não preciso.
– Eu sei, mas você muda de ideia mais rápido do que um furacão. – Ela levanta os ombros.

Mordred dá um sorriso para Noah e encara Samantha por um segundo, antes de fechar a porta e o carro sair, deixando mãe e filho sozinhos de verdade pela primeira vez em um longo, longo tempo.
Samantha acena para Mordred e abraça o filho enchendo ele de beijos.

– Só nós dois meu príncipe!

– A gente vai morar junto agora, mãe?

– Vamos meu amor, eu e você. – Samantha sorri para ele

– E o tio Mordred?

– Só nós dois Noah. Você não queria morar comigo?

– Eu quero! – O garoto ri e pula, depois corre para a varanda e sobe numa das cadeiras

Samantha ri e vai até ele.

– Cuidado pra não se machucar.

– Eu não me machuco facilmente. O tio Mordred falou que eu não sou como as crianças comuns. Eu posso... Fazer coisas que elas não podem.

– Você não deve acreditar em tudo o que o Mordred diz.

– Por que não?

– Ah, porque não. Porque ele não é confiável Noah. O que ele faz com as pessoas é errado. – Samantha olha para o filho.

– Como assim errado? O que ele fez de errado?

– Matar as pessoas Noah! É crime, é errado tirar a vida de pessoas inocentes como ele faz.

– Ele falou que só quem pensa assim é quem é fraco demais. Que é a forma que acharam para não invejar o poder daqueles que o têm. Achar errado.

– Você acha que eu sou fraca Noah?

O menino olha para os pés, envergonhado.

– Não.

– Seja sincero Noah. – Ela ajoelha diante do filho.

– Eu estou sendo mãe.

Samantha abraça o filho e ao ouvir o barulho do táxi ela sorri e se levanta pegando ele no colo.

– Vem comigo.

– Pra onde a gente vai? – Noah se anima e segura a mão da mãe

– Vamos viajar. – Samantha sorri. – Pra onde você quiser.

– Vamos morar num castelo!

– Num castelo? – Ela entra no táxi e olha para o motorista. – Aeroporto, o mais rápido que puder.

– É! – Noah ri quando o carro dá a partida.

– Posso tentar providenciar isso. – Samantha sorri para o filho.

– Vai ser demais!

O carro envereda pelas ruas, no caminho do aeroporto. logo que eles se aproximam, ele entra por ruelas menores, aparentemente atalhos, onde o tráfego é mais leve e pode–se alcançar maiores velocidades.

– Pensei em irmos para a Disney, que tal?

– Magnífico!

Samantha sorri para o filho e encosta a cabeça na janela do carro.
O carro, que logo para, mesmo que ainda não tenham chegado ao seu destino final. Ainda assim, Samantha conhecia aquela rua, tendo entrado por aquelas portas inúmeras vezes, com calafrios, pois era a rua dos fundos da Skin. Ela ainda reconheceu, em pé, olhando o carro, Mordred.
Samantha olha para Mordred e fica pálida.

– Você não sabe a diferença entre aeroporto e boate? – Ela bufa para o motorista e sai do carro. – Fica aí Noah.

– Então... Por quanto tempo acha que conseguiria fugir, depois de pegar o avião?

– Eu não estava fugindo, só queria levar meu filho para a Disney, como toda criança que se diverte com os pais. – Ela olha para ele. – Eu sei que você iria atrás de nós, mas eu iria voltar Mordred.

– Acha que pode me enganar assim? Ia tirar o garoto do país assim... do nada? Dê uma boa olhada nele e se despeça. tem dez minutos. Depois... Nunca mais o verá de novo.

– Você não pode fazer isso comigo! – Samantha empurra ele. – Não pode!

– Na verdade eu posso, sim.

– Mordred por favor!

– Dez minutos, Samantha. – O demônio fala irredutível.

Ela abre a porta do carro e senta ao lado do filho.

– Noah... – Ela respira fundo para segurar o choro. – Eu te amo filho.

– Eu te amo mãe. – Ele sorri para ela.

– Nossa viagem vai ser adiada por um tempo.

– Por quê?

– Porque o tio Mordred quer que a gente fique mais um tempo aqui.

– Mas é melhor irmos pro nosso castelo. Ele pode visitar a gente, se quiser,

– É, mas ele não quer meu amor. – Samantha limpa rapidamente uma lágrima que escorria pelo rosto dela.

– Mas é só por dois dias. Eu prometo que me comporto!

– Eu sei disso filho, mas não vamos mais poder conhecer nosso castelo. – Ela abraça ele.

– Vamos sim, mas não pode contar pro tio.

Assim que Noah fecha a boca e Samantha pisca os olhos, não havia mais bancos. De fato, não estavam mais dentro do carro. Ao invés, eles estavam sentados à beira de uma cama extensa e com dossel, num quarto de paredes rústicas de pedra com uma porta que aparentemente dava para uma varanda, e um Mordred distante e furioso.

***

Qetsiyah aparece no quarto de Dante e sorri ao vê–lo olhando para a TV distraído.

– Eu gostaria de entender qual a graça que vocês homem vêem nesses programas de esporte.

– Da mesma forma que sempre me questiono sobre como mulheres são escravizadas por maquiagens. – ele dá de ombros e parece bastante concentrado no aparelho.

– Não temos culpa se elas realçam nossa beleza. – Qet senta no colo dele e morde o lábio.

– A verdadeira beleza provém do que é natural. – ele sorri de lado e segura nas coxas dela, desviando o foco antes da TV para a Lorde.

– Vamos ficar falando sobre maquiagem? – Ela beija o pescoço dele.

– Minha boca já está preparada para fazer algo que lhe convém. – ele morde o queixo dela e a beija de maneira sensual.

Qetsiyah retribui ao beijo e rasga a camiseta que Dante usava. Ela desce os beijos para o pescoço e para o tórax dele arranhando os ombros do rapaz.

Dante percorre sua mão por toda a coxa da Lorde, enquanto seus lábios passam a morder o ombro dela sem delicadeza.

– Ah, Dante... – Ela geme extasiada e se entrega ao demônio.

Dante sorri a ela e de supetão reverte as posições se colocando por cima dela, então ambos caem no sofá. Dante desce suas mordidas para o busto dela, enquanto suas mãos ainda vasculhavam as pernas dela.

– Eu quero você. – Ela arranha os ombros dele.

– E terá. – ele remove a blusinha que ela estava e em seguida desabotoa seu sutiã.

Qetsiyah sorri e olha para ele tentando controlar a respiração agitada.

Ele remove o sutiã dela e se movimenta sobre ela para ela sentir sua ereção, o calor do momento os deixou ainda mais excitados e o prazer estava ao dispor. Os dois se entregam e ao atingirem seu ápice, Qetsiyah olha para Dante e morde o lábio.

– Sabia que meu irmão não te acha bom o suficiente para mim? – Ela passa os dedos pelo tórax dele e com a mão livre, ela pega sua adaga sem que ele veja.

– Às vezes a mente do Mordred pode ser previsível... – ele suspira.

– É, mas eu concordo com ele. – Ela olha nos olhos do rapaz e enfia sua adaga no coração dele. – Não devia ter confiado em mim Dante.

Dante cospe um pouco de sangue e num último esforço empurra Qetsiyah de cima dele, alguns segundos depois ele morre com os olhos focados nela.

– Fraco.... – Ela vai até a cozinha dele e pega um vidro de álcool e uma caixa de fósforos. – Sem concorrência. Esse especialista é só meu. – Ela joga o álcool em cima do demônio e risca uns palitos, ao olhar para a chama ela sorri e os solta fazendo o corpo do demônio queimar.

***

O apartamento em cinzas era pouco mais que escombros. Como era de se esperar, tinha sido interditado, assim como todo o prédio, que estava vazio àquela altura do campeonato. A perícia com certeza se aproximava, e Mordred precisava ser rápido ali. Não era sua intenção ter qualquer contato com eles,. agora, pelo menos pelos últimos momentos nos dias que se seguiriam, era necessário manter total discrição. Pé ante pé, o Lorde andou pelo apartamento pequeno, tentando deduzir quais montes de cinzas eram o que até algumas horas atrás. Junto dele, estavam Pandora, a Bartender, e Lixtze Lalicain, um dos algozes. Nenhum dos três falava nada. Mordred se inclinou sobre um dos montes de cinza e viu um volume incinerado, mas que tinha um quê de forma humanoide. Seria isso? Ele estreitou os olhos, aproximou as mãos do cadáver e tensionou os músculos.

– Lixtze, acho que você foi promovido.

– Alguma suspeita de quem seja e quem possa ter feito isso? – Pandora caminha pelo apartamento e olha para Mordred.

– Na verdade... – Mordred se mostrava em postura ainda mais austera que o normal, fechado em pensamentos. Agora usava uma expressão que qualquer um julgaria incapaz de dar um sorriso ou de qualquer forma, mudar. Ficava assim quando estava muito concentrado em pensar. – Está vendo isso aqui? – Ele aponta para uma marca na criatura carbonizada. – Não foi o fogo que o matou. Devo pensar que alguém o seguiu ou rastreou até em casa e o matou? Deve ter sido alguém poderoso, então. Poucos poderiam vencer ele numa luta justa. Agora... se ele tiver sido pego na traição... Nunca saberemos se houve luta aqui. o lugar está completamente destruído.

– Então quem fez não queria deixar rastros. – A bartender pensa um pouco. – Vingança ou poder... Ou até mesmo os dois.

– De fato. Eu sugeriria o tal especialista que ainda não foi capturado como suspeito principal, mas ainda assim... Não acho que ele esteja tão poderoso, mesmo com a ajuda do conjurador. E ainda... Posso estar louco, mas tenho a sensação de que não é isso.

– Não acho que isso tenha sido obra do conjurador... – Ela arqueia uma sobrancelha. – Mas quem sou eu pra falar alguma coisa?

– Não. Você está certa. Mas se não foram eles, então... quem...

– Talvez sua irmã. – Pandora olha para ele. – Ela com certeza teria poder pra isso, e dada a história que ela tinha com o Dante e o temperamento instável...

– Para uma bartender você até que é inteligente garotinha. – Qetsiyah fala ao entrar no apartamento.

– Qetsyiah... Eu te alertei. Agora, será que você vai me dar uma explicação pra ter matado um dos meus melhores soldados com uma crise eclodindo?

– Claro! – Ela sorri. – Eu disse que o garoto era meu, mas você não me ouviu e outra eu só facilitei seu trabalho, já que para ele, você era um homem previsível.

– O que ele achava não importa. A verdade é que ele não pode me prever quando roubei a alma dele, pode? É normal que ele mostre desagrado comigo, já que era obrigado a me obedecer pela eternidade. Quanto a você... Se queria tanto assim pegar a criança, te darei uma chance. Mas dessa vez estará competindo comigo.

– Está me propondo um desafio maninho? – Ela cruza os braços.

– Teve seu tempo. Agora eu, do alto da minha previsibilidade, sairei para caçar. É hora de agir, não mais de comandar.

– Que vença o melhor. – Ela olha para ele e desaparece.

– Devo dizer que ela exagerou matando o Dante? – Pandora olha para o corpo do rapaz.

– Completamente. É da natureza dela. Exagerar. – Mordred volta–se para Pandora e Lixtze – Pandora, tire todas as Harpias que estiverem procurando o especialista e dê a elas outras missões. Lixtze, você deve continuar tudo o que o Dante estava fazendo, exceto perseguir esse garoto. E Pandora, também tenho uma missão para você.

– Tudo bem, o especialista será seu. – Pandora sorri. – O que mais posso fazer por você Mordred? – Ela olha nos olhos dele, tentava esconder, mas sentia algo a mais pelo demônio do que apenas uma admiração.

– Encontre a Samantha e o Noah. Eles não podem se esconder pra sempre. Já fazem três dias. Tiveram o tempo deles.

– Porque se importa tanto com essa doutorazinha? Já não tem a alma dele e do filho dela em suas mãos?

– É o Noah, Pandora. O filho dela. Em pouco tempo ele será o Ancillae mais poderoso dessa cidade, e uma peça muito importante, principalmente agora que o Dante se foi. Bem... Na verdade ele se tornará mais poderoso do que o Dante jamais sonhou.

– Não entendo porque se importar com esse pirralho. – Ela bufa. – Com os poderes dele, eles não ficarão ocultos por muito tempo.

– Eu sei o que estou fazendo, Pandora. E você vai se importar com ele por que eu me importo! – A imagem de Mordred pareceu ocupar mais espaço dentro da sala – Cada segundo que ele passa com a Samantha é um segundo que ela o envenena contra mim.

– Ela não seria louca a esse ponto. Sabe o que não entendo, além do pirralho, você poderia ter usado o pai do garoto contra ela, afinal os dois são a fraqueza dela.

– Dividir pra conquistar. Sem o marido, a Samantha ficaria totalmente fragilizada, com todo o amor voltada pro seu último porto seguro, o Filho, que seria então um trunfo contra ela. O Noah, por outro lado, precisaria de uma figura paterna em quem pudesse confiar e se espelhar. Nesse caso, eu.

– E era o que você queria, um filho. Incrível como ele consegue despertar esse sentimento em você. Você pensa que é poderoso, quando na verdade o garoto tem poder sobre você. – Pandora sabia que era arriscado falar essas coisas para o demônio, mas ela não tinha medo.

– Não quero ser forçado a liquidar os meus próprios, mas farei isso se for necessário. Te darei uma chance para retirar o que disse. Uma única chance, Pandora.

– Não dessa vez Mordred. Trarei os fugitivos para você.

– Não dessa vez, Pandora. – Veias negras saltam na pele do demônio e os seus olhos assumem uma cor esbranquiçada. Ele então fala, a voz num tom gutural – Você verá um pouco do meu poder como presente de despedida desse mundo.– E ao falar isso, o ar da sala se adensa, a atmosfera visivelmente mais pesada.

Pandora olha para ele e começa a tossir.

– Eu... Eu retiro!

– Uma única chance, eu disse. – Mordred repete, – Sugiro que lute pela sua vida.

Ele não precisou falar duas vezes. Com reflexos felinos e em surto de adrenalina, Pandora sacou uma pistola do coldre em sua coxa e disparou contra o demônio, sem efeito. Mordred se desfez em fumaça e se reconstituiu em segurança quando a bala não oferecia mais perigo. Ele então levantou um pouco o braço, calmamente, revelando, fundido à parte de baixo de seu pulso, uma lâmina longa e fina, de fio duplo. O ar pesado começou a cair de temperatura.

Trêmula, mas se controlando, Pandora tentou sumir dali como a maioria dos demônios sabia fazer. Falhou. Algo a prendia no lugar. Desesperada, disparou de novo contra Mordred, E dessa vez o projétil simplesmente o atravessou, como se ele já fosse feito de fumaça. Não deixou sequer marca no terno negro.

Pronta a tentar até o último recurso, Pandora usa seus poderes, disparando um relâmpago em Mordred, Mas outra vez falhou. Ela piscou os olhos e o demônio não estava mais ali para receber o golpe. Depois disso, ela sequer teve tempo para soltar o ar, e sentiu o metal frio cortar–lhe a garganta.

Notas finais
E Uffs! Pela demora, pelo menos saiu grandinho. Reviews e Recomendações de Boas-vindas? Não? Ok. Y-Y