Notas iniciais
eeeee! Pensaram que tinha esquecido vocês né? Pois é, não esqueci. Vom, aí vai mais um, e agora que tou de férias, vai ser assim.

Aladiah e Olivia caminham pelo corredor até o apartamento da garota.

– Ainda não acredito que você nunca tinha bebido um café do Starbucks! Não faz sentido. – Olivia olha para a Lorde.

– Eu já tinha ouvido falar, mas não sabia qual experimentar. – Aladiah dá de ombros enquanto Olivia abre a porta.

– Mas o que?! – A garota olha surpresa para eles ao abrir a porta.

A maçaneta gira e assusta Max e Alex. os dois rompem o beijo e viram–se rápido para olhar, deparando com Aladiah e Olivia, paradas à frente deles. Os dois prendem a respiração para disfarçar estarem muito ofegantes e sentem a pele ir de rosa a vermelho em um segundo

– Poderiam ter batido. – Alex olha para elas.

– Bater na porta da minha própria casa? – Olivia ri.

– É, não faz sentido. – Alex fala sem graça.

– Olivia, Aladiah! – Max gagueja – Não sabia que estavam chegando. A gente só estava... é... – Ele olha pra Alex.

– Dando uns amassos? – Alex fala confusa.

– Não se preocupem crianças. – Aladiah sorri.

– Mais um casal. – Olivia bate palmas animada.

– Mais um? – Alex olha para ela.

– Sim, Ala e Fred, Max e Alex...

– Falta você e o jovem conjurador... – Aladiah olha para Olivia.

– É, não, quer dizer... – Olivia ri sem graça.

Max baixa a cabeça. não era muito bom em lidar com questões românticas, mas sabia como Mike se sentia sobre Olivia.

– Bom, eu acho que já vou. – Aladiah olha para eles. – Vocês ficarão bem?

– Sim, pode ir. – Alex olha para Max.

– Não Ala, fica mais. – Olivia olha para a Lorde. – Por favor...

– Bem, eu acho que sim, ficare... – Max é interrompido pelo barulho súbito da porta se abrindo.

Mike entrara pela porta, arqueado, trazendo, com esforço, um Frederick inconsciente. Do outro lado da porta, via–se um ferro velho. ele bateu a porta logo que a atravessou. estava suado e ofegava.

– Pessoal... – Ele tremulou a voz um pouco.

– Frederick! – Aladiah vai até eles e ajuda Michael a colocar o conjurador na cama. – O que aconteceu? Fred... – Ela passa a mão pelo rosto dele.

Alex olha paralisada para a cena enquanto Olivia vai até Mike e abraça ele.

– Você está bem? – Ela sussurra para ele.

– Estou sim. – Ele sussurra de volta. – Eu estava nas portas, praticando a magia. Ele estava me esperando no meu quarto. Quando eu voltei, ele não estava mais lá, e encontrei isso... – Ele tira um livro do bolso. – Me pedia para ver a situação em um lugar e ajudá–lo lá. Sabia que algo ruim ia acontecer. Era o ferro velho de que acabei de sair. Ele estava enfrentando o Mordred, mas conseguiu enfraquecer ele o suficiente pra eu pegar ele de guarda baixa e acertar com um feitiço. Foi difícil, mas aqui estamos. Você tem que dar um jeito, Aladiah. Ele não pode ir embora. – A cada palavra, Mike falava mais rápido, e no final, quase não se entendia o que saía de sua boca.

– Ele não vai, acalme–se Mike. – Aladiah tentava transparecer tranquilidade. – Eu vou cuidar dele. – Ela coloca as mãos sobre o ferimento de Fred e uma luz rosa claro começa a emanar dela. – Bem, fiz o que poderia. O resto é com ele, mas vai ficar bem.

Maximillian sai do quarto e fica na sala, onde é acompanhado por Mike rapidamente.

– Não acho que tenhamos muito tempo. Ele está se aproximando rápido demais. – O ruivo fala. – Precisamos fazer alguma coisa, o tempo urge.

– Mas como matar alguém que não pode ser morto? – Alex olha para eles.

– Não tem como. – Era Aladiah que falava

– O que quer dizer? – Maximillian fala – Você é um lorde, deve saber o que podemos fazer.

– Eu sei. Só um Lorde pode derrotar outro Lorde.

– E como um Lorde vence outro? – Alex indaga

– Com isso. – Aladiah mostra sua adaga para eles. Uma lâmina de um metal azul-prateado e com cabo preto, cravejado de pedras rosa-claro.

– O que é isso Ala? – Olivia olha para ela.

– É uma adaga Olivia. – Alex fala como se fosse óbvio.

– Mas não é uma adaga comum. – Aladiah olha para eles. – Nada tem o poder de matar um Lorde, mas essa adaga pode deixá–lo dormindo por tempo indeterminado, até pra sempre, se ela permanecer atravessada no coração dele pela eternidade.

– Entendi. Combater fogo com fogo – Mike fala. – Aladiah, você é a nossa única opção. Você é a única que pode derrotar o Mordred.

– Não! Eu não poderia acabar com ele. – Ela para. – E não sou poderosa o suficiente, apesar de também ser um Lorde.

– E o que aconteceria se a adaga fosse manuseada por alguém que não é um lorde? Manteria seus poderes? – Alex pensa em voz alta.

– Provavelmente. – Aladiah conclui. – Mas eu também não vou dar ela pra vocês. É o Mordred! – Ela repete, chorosa, e some.

– Agora essa! – Alex suspira.

– Gente, vocês não entendem. Ela sabe que o Mordred é mau, mas ainda assim não conseguiria fazer mal a ele.

– É Olivia, mas se ela ama tanto o cara mau, com certeza não vai nos ajudar.

– Do que você está falando? –Olivia retruca– Ela acabou de nos contar a informação mais útil que poderíamos ter tido.

– Chega! Sem mais discussões. Gente. – Max fala, quando todos o encaram, – Eu vou para Enfield agora.

– Fazer o que? – Mike pergunta

– Tem um monte de carniçais no lugar, e um Ancillae. O Max estranhou o fato de não ser noticiado nada mesmo com tantos deles. – Alex explica.

– Tem certeza? – Mike pergunta. – Com o Fred ferido a sua segurança fica comprometida, caso precise de ajuda.

– Ele não é o único conjurador por aqui, é? – Alex indaga.

– Não, mas... sou só um aprendiz. Ainda não tenho muito poder para ajuda-lo.

– Teve poder pra encarar o próprio Mordred, não é?

– Bem... Não foi bem assim. Ele tinha sido enfraquecido pelo Frederick, e eu ataquei pelas costas.

– Ainda assim! – Alex torna.

– Bem, eu posso fazer o feitiço do espelho invocatório que o Fred fez. Mas ainda acho que não serei de grande ajuda.

– Ótimo! – Disse Alex, animada.

Michael suspirou e respirou fundo. Fechou os olhos, lembrando da gravação na porta. “Espelho invocatório” é o que tinha escrito. Imaginou cada detalhe da porta como se ela fosse real, e se imaginou abrindo-a, assim poderia usar a magia dentro dela. Em sua mão, um espelho pequeno e redondo apareceu.

– Prontinho! – A loira retomou a palavra e puxou o espelho da mão do conjurador e colocou-o no bolso da calça de Maximillian.

***

Enfield estava muito perto. Max estava a apenas duzentos metros de lá, e não conseguia ver nenhum carniçal nas ruas, como o mapa sugerira que seria. Apesar de não ver nada de diferente, ele continuou em seu caminho. Talvez eles só tivessem vagado mais pra dentro do bairro, e o jovem decidiu seguir mais adiante com a moto, pelo menos pra ter certeza de que estava tudo em ordem. “Se o Fred não estivesse naquele estado com certeza saberia o que havia de errado. Ou talvez o mapa esteja dando defeito justamente porque ele está ferido!”

Os pensamentos do garoto são interrompidos pela surpresa. Ao entrar em Enfield, Max se viu em outro lugar, provavelmente em outro século. Suas roupas haviam mudado. Ao invés de usar calças jeans, camiseta e tênis, agora Max vestia um terno com sapatos sociais e um chapéu em sua cabeça. Sua moto, agora era um cavalo preto, que se movimentada pelas ruas, antes asfaltadas, agora pavimentadas em terra batida. “Mas que loucura toda é essa?”

Max olha em volta e observa as pessoas, todas trajadas com roupas de época. Vestidos volumosos e sombrinhas adornavam as mulheres, enquanto os homens vestiam suas roupas sociais e alguns possuíam chapéus em suas cabeças. Ele olha mais atentamente e percebe que as pessoas não eram pessoas comuns e sim carniçais, apodrecendo enquanto ficavam em contato com o ar.

O garoto desce do seu cavalo, e acaba chamando a atenção de alguns carniçais sem querer. “Hora de lutar.” Max sorri para eles, como se os desafiasse.

E eles aceitam o desafio. Maximillian mal tivera tempo de saltar de cima do cavalo-Harley, e os carniçais precipitavam-se pra cima dele, alguns com o movimento atrapalhado por causa das roupas, mas ainda assim, num número assustadoramente grande. Ao tocar o chão, Max já tinha a lâmina em punho, e usou-a para desferir um golpe em arco, cortando um par de gargantas decompostas.

Precisou saltar para o lado e achar uma brecha pra correr um pouco. Escondeu-se atrás de um prédio para esconder-se do aglomerado enquanto o cavalo, que aparentemente tinha uma consciência agora, corria dos carniçais. O especialista sabia que na verdade ele era uma moto, e ficou confuso.

Depois de respirar fundo, Maximillian montou uma estratégia. Primeiro pensou em pedir a ajuda de Mike, mas concluiu que era capaz de lidar com aquilo sozinho. Podiam ser mais de vinte, mas ainda eram apenas carniçais. Se não fosse capaz de vencê-los, com certeza não teria nenhuma chance contra o Mordred.

Não tinha certeza de que era capaz de executar o plano, mas era aquilo ou aquilo, então o ruivo deu um passo à frente, saindo do beco que tinha por esconderijo, e um segundo depois os carniçais vinham em seu encalço. Ele continuou correndo, mas agora não tinha intenção de esconder-se. Ele descrevia um círculo em sua trajetória, fazendo os carniçais olharem em volta enquanto ele corria, e assim confundirem-se em sua baixa inteligência.

Então eleviu que conseguira o que queria. Distraíra eles por tempo o suficiente para criar sombras o bastante, e agora a névoa preta encobria o chão embaixo dos carniçais. Com um aceno da espada para cima, barras ergueram-se, formando uma espécie de prisão para as criaturas, que foram facilmente esmagadas pela força tenebrosa do material negro.

Os dois carniçais que conseguiram escapar não apresentaram muita ameaça para o especialista, que os destruiu rapidamente depois de as sombras terem sumido com os restos dos outros.

Conseguindo derrotar os carniçais que o atacaram, Maximillian toma um tempo para procurar a sua Harley, que teima um pouco em obedecê-lo e em deixa-lo montá-la, mas ele logo consegue. Olhando em volta, ele não demora a encontrar novo destino.

– Cara, alguém vai ter que me explicar o que está acontecendo aqui... – Ele deixa escapar um pensamento em voz alta, enquanto anda na direção do alto castelo de pedra cheio de torres e muralhas com ameias. Ainda não entendia como tudo aquilo permanecia fora dos noticiários.

***

– Porque eu quero e ponto! – Qetsiyah vociferou empurrando a porta da sala. O substituto de Dante, o tal Lixtze, conseguia ser ainda mais chato. A devoção dele pelo Mordred era insuportável. Mas que demônios, ela era irmã dele.

– Senhora Qetsiyah, a senhora terá que entender que no momento o senhor Mordred está se recuperando de uma...

– Se não calar a boca agora é você quem vai precisar se recuperar. Ou pior. – Talvez o olhar fuzilador que ela deu a ele tenha assustado mais do que a ameaça. Os olhos de Qetsiyah, negros como os de Mordred, eram tão cheios de maldade quanto, e fizeram Lixtze recuar um passo, deixando-a entrar na saleta.

Parecia um centro cirúrgico comum de hospital, mas não tinha nenhum dos aparelhos de monitoramento nem mesas com pinças e bisturis. De fato, a única coisa ali dentro eram as paredes, tão sem graça quanto o chão e o teto, num tom fraco de cinza, e a cama azul-claro encostada ao fundo. Sobre ela, Um Mordred semi-carbonizado. O corpo estava cheio de feridas, e não tinha mais asas nem chifres. Era apenas um homem com a pele queimada cheia de bolhas e feridas.

– Pode me dizer que merda é essa? – Qetsiyah vociferava para o irmão desacordado. – Como um conjurador de merda conseguiu fazer isso com você? Logo a você, Mordred! E pode me explicar porque não se curou disso em um segundo? Pelo amor, Mord, isso é só um arranhão!

A própria Lorde assustou-se com o que seguiu-se. Não que tenha sido grande coisa, aparentemente, mas pareceu ter um grande impacto sobre ela. Mordred abriu as pálpebras, mostrando os seus olhos, negros como os da irmã. Ele aspirou o ar para seus pulmões, então mexeu os dedos. Qetsiyah fez uma careta assustada e sumiu quando viu os lábios do irmão enrolarem-se num sorriso zombeteiro.

Notas finais
E foi isso aí. Espero que tenham gostado, heheh