Loham Crysthall
4 Trauma - 1008
Finalmente, Loham completou 12 anos e estava ansioso por esse momento. Nos últimos dois anos, ele estudou a língua Tordashiana todas as manhãs com Suzan em um castelo abandonado. As palavras eram difíceis de pronunciar, mas com o passar dos meses ele pegou o jeito. A maioria dos orcs o tratava como se fosse um deles.
Em uma tarde fria, ocorria um duelo quando Loham estava indo comprar frutas. Dois orcs estavam lutando. Um deles era Charles, o maior guerreiro daquela terra, empunhando uma espada gigante na mão. Estava espelhada e parecia nova. Loham sorriu, pensando que algum dia seria destemido e forte como eles. Mas assim que ele se aproximou para ver a luta mais de perto, Charles ergueu o braço, segurando a espada, e golpeou com força bruta o pescoço do orc à sua frente. Um corpo caído e um menino em pânico. Sangue roxo por toda parte, com maior concentração na espada de Charles. O sorriso do menino desapareceu. O que parecia ser alguém importante para aquele orc desmoronou e atacou Charles. Então o guerreiro, repetiu o mesmo movimento. Mais sangue. Silêncio. Um olhar atento para o menino naturalmente pálido, que agora estava ficando branco.
"Quer uma aula, garoto?"
Foi a primeira vez que Loham testemunhou a morte de alguém, não apenas um, mas dois. Agora ele entendia por que Suzan não queria que ele aprendesse tão cedo. Suzan chegou e cobriu os olhos do menino.
"Tarde demais, ele já viu. Agora você terá que ensiná-lo. Ou eu mesmo ensino. Eu insisto", Charles sorriu.
"Idiota", Suzan murmurou enquanto levava o menino embora.
Loham se imaginou perdendo uma luta e disse, tremendo: "Não quero... morrer".
Suzan ficou surpresa. "Quem te disse isso? Você não vai morrer. Foi o Charles?"
"Não, não foi ele. É só... e se um dia eu duelar como eles fizeram e perder? Vou acabar indo embora e nunca mais ver você", Loham olhou para ela com olhos tristes.
"Você não vai morrer, meu amor, e nunca perderá. Aqui toma, pegue este colar", Suzan tirou um pingente preto em forma de dragão do pescoço e colocou-o em Loham.
"Se chegar um dia que você achar que não aguenta mais... pense no colar, pense que estarei com você, destruindo qualquer ameaça. E repita sempre que você não tem medo. Entendido?"
“Não tenho medo”, ele apertou o colar com força e se esforçou para não pensar no que tinha visto. Foi muito difícil, mas ele sabia que um dia iria superar.
"Você acha que está pronto para lutar?"
"Não. Me desculpe, eu só... preciso esquecer."
"Tudo bem."
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