Notas iniciais
Oiiii, beleza? Bom, esse capitulo vai ser uma pequena introdução!! Espero que gostem! Comentem! Beijossss!

"Talvez não seja preciso explicar. Enquanto a maioria das garotas reclamam por seu 'amor não correspondido', eu tenho que suportar o fato de minha mãe estar morta, meu pai me odiar e o sofrimento de viver com um monstro sanguinário. Escola? Isso não existe pra mim. Luz do sol? Não vejo há anos. Amigos? Por tudo o que eu já vivi, com certeza ter amigos não faria diferença alguma pra mim. Essa sou eu, Luce Wayland, vivendo trancada num quarto numa mansão antiga há um mês, tendo como únicas companhias um vampiro e uma empregada.", esse texto eu fiz a sete anos atrás. Foi meu primeiro texto no diário. "Diário, Luce? Que criança!", muitos pensam. Mas acredite, é o único lugar onde eu tenho liberdade.

– Que tal parar de escrever um pouco, Lucie? – Jace disse com sua voz rouca e misteriosa. Fiquei encarando ele. Jace tem belos cabelos dourados e olhos, de dia, tão dourados quanto o cabelo e a noite, azul-acinzentados.

– O que você está fazendo aqui? – perguntei tensa

– Não é possível que, em sete anos, você ainda não tenha se acostumado com a minha presença – disse assustadoramente calmo. Sério, ele poderia estar matando alguém que continuaria com aquela calma tenebrosa que só ele tem.

– Não é possível que, em sete anos, você ainda não tenha percebido que não dá pra se acostumar com um vampiro.

– Você também é uma – ele riu fraco e se virou pra sair, ainda muito calmo. Bufei, ele olhou pra mim e sussurrou algo inaudível.

Voltei a ler meu diário.

"[...] talvez seja complicado entender. Até pra mim é. Vou tentar explicar de uma forma que eu mesma entenda. Vamos lá: Desde que me entendo por gente vi minha mãe apanhar do meu pai. Aos meus cinco anos, minha mãe desapareceu. Após isso, meu pai começou a me culpar. Me batia de cinto, vassoura, guarda-chuva, chinelo... apontava o dedo pra mim e dizia que ela tinha ido embora por desgosto. Á noite, ele ia no meu quarto e me dava o que ele chamava de 'surra de boa noite'. Foi assim por mais cinco anos, até eu completar dez anos de idade. Resolvi fugir de casa: coloquei todas as minhas roupas e muita comida (lê-se: muitos salgadinhos e biscoitos recheados) dentro de uma mala e esperei meu pai dormir. Quando ouvi os roncos, não pensei duas vezes: abri a porta com muito cuidado e corri. Corri como nunca. Parei pra descansar na porta de uma loja de brinquedos antiga, deitei minha cabeça na mala. Uma figura apareceu na minha frente e perguntou meu nome. 'Luce Wayland', respondi sonolenta. Ele sorriu e esticou a mão pra mim: 'Me chamo Jace". Ele me trouxe pra sua casa. Estou viva por ele."

Lágrimas corriam pelo meu rosto sem eu perceber. Esse texto foi o segundo que eu fiz, dois meses depois de chegar aqui. Eu sou muito grata a Jace, e ele sabe disso, mas acho que não custaria nada me deixar sair de casa de vez em quando, eu já tenho dezessete anos. "É perigoso", ele diz. Claro, por que viver com um vampiro não é nem um pouco perigoso, certo?

Quando Jace me acolheu, ele tinha a aparência da um homem de vinte e três anos de idade. Hoje, sete anos depois, ele tem a mesma aparência. Se eu não soubesse o que ele é, eu estranharia. Sabe-se lá quantos anos ele tem. Ele não me conta. Eu tinha muita curiosidade em saber sua idade, lá pelos meus onze, doze anos, mas agora, eu não tenho mais tanta assim. Independente da idade, ele é lindo.

É estranho da minha parte dizer que Jace é lindo, sou como uma filha pra ele. Não acho que ele seja um pai pra mim. Um tio, talvez... mas pai? Eu não sei. Minha relação com Jace não é próxima. Somos quase 'conhecidos' um do outro.

Mas eu amo Jace. Do meu jeito, mas amo.

Notas finais
Argh, cacetada. Eu tinha escrito o texto todo né, beleza. Quandk eu fui postar, o iPad tinha deslogado minha conta! Ou seja, perdi o texto e tive que refazer tudo! Arghhhhh!