Notas iniciais
Pov. Jon

É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver.

A janela fechada não me protege da vida. Não me importo.
Há mais perigos dentro do que fora de mim.

– Espero que tenha eu te dado boa sorte, Jon da Itália — A voz da ruiva saiu cortada — Adeus.

– Espere! — Gritou num gesto impulsivo — Não acho que foi sorte... – Andou dois passos para desfazer a distância que ela havia colocado entre eles. – Sabe o que seria sorte? – Tirou-lhe uma mecha de cabelo ruivo do rosto e pôs atrás da atrás da orelha. Ela apenas sorriu. — Sorte mesmo – Continuou sem tirar os olhos dela — Seria ficar com você por mais algum tempo...

– Então você quer mais João? – Perguntou num tom irônico.

– Que tal irmos para um lugar mais reservado? – Sugeriu. Passara a vida toda sendo o garoto mau sem nem mesmo fazer nada para merecer esse título. Tudo bem, vez ou outra ele fazia coisas das quais nem ele gostava de recordar. Mas ano novo, vida nova. Era isso que queria. Era isso que teria. E para começar nada melhor do que um pouco de audácia.– O hotel onde estou hospedado é logo ali. Vamos? – A garota não respondeu com palavras, mas com um longo beijo cheio de malícia que Jon entendeu como um sim.

Alguns minutos de caminhada e eles chegaram ao hotel. Jon cumprimentou a recepcionista com um sorriso. Os longos cabelos loiros dela o faziam lembrar-se de alguém que estava distante. Numa certa cidade da Itália. Entraram no elevador de mãos dadas. Ao contrário do que ele imaginara a ruiva não parecia desconfortável no meio de todo aquele luxo. Puxou-a pelo longo corredor amarelo-ouro e parou à frente da porta.

– Vamos mesmo fazer isso? – Estava um pouco apreensivo, não era nem de longe um bom garoto, mas também não era um cafajeste. Ou era?

– Claro que sim! — Ela riu e o empurrou para dentro.

Mal as portas foram fechadas e a garota estava em cima de seu colo. Depositando beijos por toda sua face. Longos beijos. Até que as mãos dela tatearam até a bainha da sua camisa, tentando puxa-la. Jon ergueu os braços para ajuda-la com o trabalho, mas ela nada fez. Apenas saiu de seu colo e sorriu maliciosamente.

– Faça um strip pra mim.

Não pôde deixar de rir. Strip? Olhou para ela procurando por algum traço em seu rosto que denunciasse a brincadeira, mas não achou nada. E já que ele estava se permitindo ser um pouco mais solto, um pouco mais como gostaria de ser realmente, aceitou a proposta. Por que não?

Sintonizou o rádio numa estação qualquer. A música, que ele pôde reconhecer como Pusher Love Girl, tocava já pela metade. Começou a tirar a blusa no ritmo da melodia. Jogou a cabeça para trás e gargalhou, aquilo era tão patético e ao mesmo tempo tão bom. A garota olhava atentamente cada movimento dele, não pôde deixar de notar o olhar dela para os seus músculos. Ele olhava para ela como um lobo. Um lobo ao olhar sua presa. Pensou. Sabia que o pensamento era um tanto selvagem, mas gostava de pensar que todos eram. Pelo menos as vezes. Mordeu seu lábio inferior, o que pareceu animar a ruiva sem nome.

I love this high we're on to

And I know that your supply

Won't run out anytime soon

You gave me a taste

Now I know that there's no getting off you

– Minha vez Jon da Itália – Falando isso ela o jogou na cama e começou a tirar a blusa, rebolando ao ritmo da música. Cause all I want is you babe, yeah. One more time. Usava um sutiã de renda quase transparente. So high I'm on the ceiling baby. So go on and be my dealer baby. Quando ela tirou a peça que cobria seus seios Jon achou que estava delirando. Cintura fina, quadril largo e umas sardas no corpo que arrematavam a beleza dela. You're my little pusher love girl, ain't ya? Ela se aproximou e ele ficou parado. Ainda admirando sua beleza. Just my little pusher love girl. Então ela envolveu seu rosto com ambas as mãos e perguntou séria:

– Você é virgem João? — Virgem? Indagou a si mesmo. E teve de reprimir uma gargalhada, talvez pudesse se aproveitar daquilo.

– Sim – respondeu sabendo que o que dizia era uma mentira. — Como resposta ela o olhou com cara de: Como esse homem com a maior pinta de bad boy ainda não transou? Mas, ao abrir a boca, disse apenas:

– Prepare-se Jon da Itália, você vai ter uma aula muito prazerosa.

Sim, ele teria. Aproximou mais os corpos de ambos e acariciou-lhe a face. Os dentes dela, ligeiramente tortos, já lhe pareciam familiares e acolhedores. Era uma mulher bonita, muito bonita. Sem mais demoras ele a beijou novamente, dessa vez prolongando-se em alguns locais. Beijando sua clavícula, mordendo seu lábio inferior, ou apenas parando para olha-la nos olhos. Não, sexo não é amor. Pensava ele. Mas não é porque não estamos apaixonados que eu farei de qualquer de jeito.

Deitou a ruiva sobre sua cama e caminhou com as mãos por todo o seu corpo, sentindo cada curva, cada pedaço. Depois cobriu o corpo dela com seu, deliciando-se com aquela sensação de calor. Entrelaçou os dedos aos dela, arrastando os braços de ambos para cima das cabeças. Olhou-a nos olhos mais uma vez, antes de selar as bocas em um beijo profundo.

– JON STARK! — Uma voz rompeu dentro do quarto fazendo-o saltar. Estava ao lado da ruiva sem nome, suado e desnudo. Puxou o lençol para cobrir a nudez de ambos e encarou um pai furioso. E uma irmã mais nova que tinha um sorriso vitorioso nos lábios.

E mesmo sem querer, ele havia feito exatamente o que Arya queria.

Notas finais
No próximo teremos mais um pouco de Daeny e seu louco amor (?) por Jon (aqui Stark). Até lá o/ PS:. Quero agradecer a Lady Castellan por ter feito a coisa mais nhonhonho que um autor pode querer: Recomendar a fic. É, temos uma recomendação especial e fofa (http://moonandsun-ms.blogspot.com.br/2014/06/divulgacao-lobos-de-veneza-by-b.html) Muito, muito obrigada. Ah! Deem uma passadinha lá no blog dela, tem recomendações de ótimas fics u.U