Lobos de Veneza
15 Dias das bruxas
Notas iniciais
Capítulo extra I*
– Um pouco, na verdade... Deu uma risada fraca de forçada. Sabe, eu escutei muitas histórias sobre loira do banheiro e este clima de dia das bruxas...– Oh, meu Deus! A garota se aproximou um pouco mais dela.– O que houve? Você está bem? – É só que... Você falou comigo. Você realmente falou comigo. Dany alargou o sorriso ensaiado que tinha no rosto. Ainda não havia acostumado-se aquela fama, mesmo que já a possuísse a um tempo considerável. Era estranho não ser mais, simplesmente, a Daenerys cheia de sonhos que costumava ser, era estranho ser agora a líder de torcida mais aclamada e, até mesmo, a mais desejada. Sabia que, além dos olhares de admiração que atraia, também havia aqueles invejosos. Principalmente as garotas mais velhas, que não se conformavam em perder seu território para a pirralha de 16 anos. No entanto, este não parecia ser o caso dessa garota.– Qual o seu nome? Perguntou por fim.– Sansa. Ela respondeu entusiasmada. — Eu vou entrar na escola esse ano. – É um prazer, Sansa. – Nós vamos ser amigas, não vamos? Sansa quase gritou, mas Dany não teve tempo de respondê-la, um grupo barulhento de garotas entrou no banheiro, a cumprimentando logo em seguida. Sorriu para cada uma delas, como sempre fazia nessas situações, e logo tratou de ir embora dali. Enquanto caminhava no meio de todos aqueles alunos e alunas fantasiados, sentia-se ainda mais angustiada. Não era realmente o medo das fantasias, ou do clima sombrio que aquela noite escura lhe passava. Mas, ver todas as pessoas sorrindo e felizes, a fazia sentir aquele sentimento obscuro de sempre. A inveja. Inveja que sentia daqueles que podiam ser eles mesmos, sem restrições. Crescera ouvindo de seu irmão que não poderia se deixar levar, que deveria controlar a si mesma e jamais, sob-hipótese alguma, deveria mostrar suas fraquezas para os outros. Na verdade, ela não deveria ter fraquezas e ser perfeita, como uma verdadeira Targaryen. Naquele dia, horas mais cedo, Daenerys havia recebido o resultado de um concurso cultural para o qual se inscrevera. Sua pintura fora selecionada para final e, pelo menos, o terceiro lugar já era o seu. Saiu gritando pela casa, como toda boa adolescente que recebe a notícia do século, mas seu irmão não compartilhou de seu entusiasmo, dizendo-lhe apenas que aquilo tudo era uma grande perda de tempo, um verdadeiro membro da família Targaryen não ligaria para algo tão banal. Alisou sua fantasia e abanou a cabeça de um lado para o outro, a fim de afastar tais pensamentos inúteis. Sentia as lágrimas acumulando-se em seus olhos e não seria bom, em hipótese alguma, que aquelas pessoas a vissem chorando. Ela era a rainha dos dragões. Resolveu ir até a pista de dança e esquecer-se do seu irmão e de seu maldito sobrenome. Dançou, cantou, bebeu coisas que desconhecia o nome e, até então, o sabor. Bebidas alcoólicas foram terminantemente proibidas na festa da escola, mas os alunos sempre davam seu jeito. Não soube quanto tempo passou naquele ciclo: canto, dança, um copo de bebida, canto, dança, mais um copo de bebida, outro copo de bebida, dança e canto. Numa hora sabia bem onde estava, noutra, sentia-se flutuando. Os primeiros cinco minutos foram pura magia, mas depois, sentiu o estômago se contorcer, as lágrimas voltarem aos seus olhos e a angustia atingi-la em cheio. Olhou para o lado e se viu refletida num dos espelhos ali colocados. Aquela roupa, aquela máscara de garota perfeita, era tudo tão ridículo...Colocou ambas as mãos sobre o pequeno decote do vestido e o puxou, queria despir-se daquela roupa, queria despir-se daquela pose. Se possível, desejava despir-se de si mesma. Sentiu braços fortes ao de si e, antes que pudesse processar, foi arrastada para longe dali. O barulho afastando-se cada vez mais, até ficar quase inaudível. – Eu quero voltar pra festa. Protestou com a voz embargada. Será que dá pra me soltar? Debateu-se contra o tronco do rapaz, uns centímetros mais alto que ela, porém o esforço foi todo em vão. Você sabe quem eu sou, por acaso? Ergueu o queixo para encara-lo de frente, talvez ele não a tivesse reconhecido e não soubesse que ela era a rainha dos dragões. Estava pronta para dizê-lo meia dúzia de xingamentos e virar as costas, mas o sorriso que ele carregava nos lábios a deteve. Não era um daqueles sorrisos forçados que ela via, nos outros de seu círculo, ou em si mesma, todos os dias. Era algo genuíno, como se aquele sorriso fosse a resposta para sua pergunta. Você sabe quem eu sou, por acaso?. Talvez ele não soubesse quem ela era, mas ali, ela soube quem queria ser. Se não pudesse ser aquele sorriso, que fosse, ao menos, o motivo dele.
– Você deveria tirar a máscara. Ele balançou a cabeça negativamente. Okay. Eu posso voltar pra festa então? O rapaz olhou diretamente para seu decote e, acompanhando o olhar dele, ela entendeu o recado. É, eu acho que excedi um pouco na bebedeira. Obrigada por ter me tirado de lá e ter evitado, você sabe...O mascarado nada disse, apenas a livrou do aperto que mantinha em seu braço, fazendo-a sentir um repentino vazio, como se aquele toque a mantivesse, de alguma maneira, aquecida. Ele sentou-se na grama verde e fria, de costas para a direção em que a festa acontecia, encarando o horizonte cheio de estrelas brilhantes. Ela imitou o gesto, ficando a alguns centímetros de distância. Aproveitou o silêncio reconfortante para analisar o perfil do misterioso. A máscara que ele usava, cobria-lhe metade do rosto, deixando praticamente impossível a tarefa de reconhecê-lo. Os olhos eram de um negro tão intenso que a faziam ficar tonta, como se aquela imensidão sombria, lhe dissesse muito mais do que estava preparada para ouvir. Os cabelos, igualmente negros, eram cacheados e, de alguma maneira, deixavam os lábios, volumosos convidativos, ainda mais vermelhos. Talvez fosse o álcool, mas Dany teve a certeza de que aquele garoto era o seu tipo. A fantasia que ela usava era branca. A dele era negra, assim como os orbes hipnotizantes e os cabelos aparentemente macios. Ela estava fantasiada de anjo, ele, era um misto de cavaleiro medieval com um demônio sombrio. Enquanto suas roupas a deixavam exposta, ele era protegido por seu casaco e calças compridas. De repente, ao notar o quão desprotegida estava, sentiu-se com frio e seu corpo inteiro se arrepiou. Novamente, os braços dele envolveram-na. Desta vez, não permaneceram por muito tempo, apenas depositaram o casaco sobre seus ombros, deixando-a aquecida e imensamente agradecida. Esperou, por um longo tempo, que ele falasse qualquer coisa. Que dissesse que era uma honra para ele ajudar a rainha dos dragões, ou que estava muito feliz por ter aquele momento com ela. Mas nada, ele não falou nada. Percebendo que a distância entre ambos era praticamente nada, encostou sua cabeça entre na curva entre o ombro e o pescoço do cavaleiro misterioso, aspirando ao doce aroma que ele emanava. As lágrimas acumularam-se novamente em seus olhos e caíram livres, porque ela não tentou impedi-las. Não queria impedi-las, não mais. – Eu posso te contar uma coisa? Ele não respondeu e ela prosseguiu. Hoje de manhã, eu recebi uma notícia maravilhosa, de que o meu desenho foi selecionado em um concurso... Um concurso em que eu tenho me inscritos nos últimos três anos e só agora eu fui selecionada. Isso é bom não é? O garoto permaneceu em silêncio. Mas meu irmão não se importa comigo, ou com o meu bem estar... Ninguém realmente se preocupa comigo. Todos só se preocupam em estar perto de mim e sugar o máximo que meu sobrenome pode lhes dar. Eu só queria pode ser quem eu sou. Sentiu um dos braços dele envolverem sua cintura e sua mão, do outro braço, migrarem para seu rosto, fazendo um carinho ali, um sorriso brotou-lhe nos lábios. Levantou o rosto para encara-lo e cobriu a mão dele com a sua. Os olhos negros transmitindo mais calor do que nunca. O mundo ao redor sumindo aos poucos. As estrelas brilhando ainda mais. Parecia uma cena de filme, o momento perfeito em que a mocinha acharia o amor da sua vida, o momento perfeito em que o casal se beijaria a luz do luar. O momento perfeito que foi pelos ares, assim que a ânsia incontrolável a fez vomitar nele. – Me desculpe... Me desculpe. Disse se levantado e olhando de um lado para o outro, a procura de algo para limpá-lo. Vamos, vamos para algum lugar. Você precisa limpar isso... Ele não se moveu e ela teve de reunir toda a sua força para puxa-lo. Deixa de ser teimoso e vamos, ô garoto mudo. Sua voz soou mais ríspida do que gostaria e o misterioso soltou uma gargalhada alta. O som contagiante a fez rir também. E assim caminharam, de mãos dadas, rindo, rindo tanto que, no fim das contas, ela nem se lembrava por que tinham começado aquele momento de gargalhadas. Entraram no armário do zelador, onde ficavam guardadas as vassouras e todos os outros itens para limpeza. Fechou a porta, isolando-os dentro daquele cômodo minúsculo. Vasculhou nas gavetas a procura de um pano limpo, encontrando até uma garrafa dágua. Virou-se para o misterioso, que estava encostado, despreocupadamente, na porta. Balançou a garrafa e o pano e sorriu para ele.– Tira a camisa. Falou de modo confiante. É sério, eu preciso te limpar. Os lábios dele franziram em um sorriso divertido, que acabou a contagiando. Você sabe o quão é frustrante estar há horas conversando sozinha? Você não me disse uma palavra, uma mísera palavra. Como resposta, ele apenas bufou e retirou a camiseta, revelando o abdômen definido. Okay, talvez não tenha sido uma boa ideia... O pensamento lhe escapou alto demais e o misterioso riu mais uma vez. Pelo menos eu te faço rir, isso é bom. Toma. Estendeu o pano para ele depois de molha-lo um pouco. Se limpa sozinho. Ele andou em sua direção, com passos largos, diminuindo a pequena distância que existia entre seus corpos. Mas, ao contrário do que pensava, ele não fez isso para pegar o tecido que o limparia. Num gesto cálido, o garoto mascarado, mudo e misterioso, tomou-lhe os lábios em um beijo, surpreendentemente, apaixonado. De início, se viu surpresa demais e não conseguiu controlar o arregalar dos olhos, porém, logo o estava correspondendo com igual intensidade. ***********Myrcella estava perdida no meio de tanta gente. Não se sentia a vontade naquela festa e, para início de tudo, não queria nem ter ido para lá. Fora apenas por insistia de sua mãe, que a alugara durante o dia todo com o argumento a fantasia já está comprada e seu pai se decepcionará se você não for. No entanto, o grande Diretor Robert, olhou para sua cara por cinco minutos e depois a deixara e assim, sozinha, ficara desde então. – O que uma garota tão bonita faz aqui, sozinha? Uma voz desconhecida soou atrás de si. Revirou os olhos ao olhar o garoto, claramente embriagado, ao seu lado. Não estava com vontade, ou paciência, de conversar com quem quer que fosse. Fingiu que não o ouviu e continuou encarando seu copo de refrigerante que estava pela metade. Você não vai me responder? O tal tornou a perguntar, passando as mãos por seus ombros. Sentiu-se enojada de repente e levantou-se.– Não ouse me tocar. Tentou demonstrar o máximo de confiança. – Eu nunca te vi por aqui, lindinha... Ele ignorou-a completamente. E olhe que eu presto bastante atenção nas garotas bonitas. – Bom pra você. Disse e virou as costas, saindo dali quase correndo. – Ei, bonitinha, se você quer ficar a sós comigo é só me chamar, não precisa ter vergonha. O folgado corria atrás dela e estava quase a alcança-la. Sentiu o desespero toma-la por completo, desde o início tinha um mau pressentimento sobre essa festa, sabia que não deveria ter ido. Tropeçou sobre os próprios pés e caiu na grama, logo o garoto estava sobre ela tentando beija-la. Gritou em meio aquela agonia, estava numa festa, numa escola, não era possível que ninguém estivesse vendo aquele abuso. – Me larga, eu nem te conheço... Debateu-se embaixo do bêbado.– Mas você quem me trouxe para cá, eu entendi o convite bonitinha. – Eu disse para você não me tocar, esse foi o recado. – Eu acho que não. Ele gargalhou e tentou beija-la novamente. – Caralho, você não ouviu ela falar não? A voz surgiu no mesmo tempo que o garoto tombou para o lado, saindo de cima dela. Se tem uma coisa que eu odeio nesse mundo, é um cara desse tipo. Myrcella olhou para o lado bem a tempo de ver uma garota, que não parecia ser muito mais velha que ela, acertar mais uma paulada na cabeça do bêbado. Durma bem, nojento. Dizendo isso ela chutou-lhe a barriga e virou-se para Myrcella.– Obrigada. Foi tudo o que conseguiu dizer.– Não há de quê, mimadinha.– Arya? Indagou, aquela era a única pessoa que a chamava assim. – Quem mais seria? Zombou a outra. – O que você está fazendo aqui, a festa é fechada apenas para os alunos e...– Você é aluna? – Não, mas eu tinha algo para fazer aqui.– Eu vi. Zombou mais uma vez e um rubor cobriu as faces de Myrcella. Conhecia Arya de vista, porque seus pais eram muito amigos, mas nunca havia convivido muito com a garota e, o pouco de tempo que passara com ela, servira para ganhar o apelido de mimadinha. Nunca na vida que imaginara a cena de ser salva por Arya. Mas, de qualquer maneira, estava mais que agradecida.
– Obrigada mesmo, Arya. De verdade. – Okay, se você quer tanto me agradecer, me ajuda a encontrar o Robb. – Robb? – Meu irmão mais velho, você já deve ter ouvido falar dele. Sim, já ouvira algo sobre esse um, dos muitos irmãos, de Arya. Pelo que sabia, ele era cerca de três anos mais velho que ela e um exemplo a ser seguido, não o conhecia pessoalmente, apenas era alguém de quem ela muito ouvia falar. Esperou que a outra lhe explicasse mais daquela história. Acho que ele vai se meter em encrenca, sabe. A namoradinha dele o está traindo, com um dos melhores amigos e...– Ele sabe? Perguntou preocupada, não conhecia Robb, mas histórias que envolviam traição dificilmente terminavam bem. – Descobriu hoje. E veio pra festa disposto a se vingar, armar um barraco, sei lá... Eu tentei ligar pro Jon, meu outro irmão, mas ele não me atende, então eu mesma vim aqui impedir a burrada do século. – Okay, eu vou te ajudar a encontrar o Robb. – É só você procurar um demônio, de olhos claros e cabelo meio loiro... – Um demônio? – É a fantasia dele, Myrcella. Arya revirou os olhos. Você vai por ali e eu por aqui.Assentiu o tomou o caminho contrário de Arya. Vasculhou atentamente cada um dos garotos que ali estavam, mas nenhum atendia a descrição que lhe fora dada. Pensou em desistir da busca, talvez Arya já o tivesse encontrado e o levado para casa. Mas, ao longe, uma cena lhe chamou atenção, um garoto, com uma fantasia vermelha, batia em outro, enquanto uma garota gritava para que parasse. Desesperada, Myrcella correu até eles, abanando os braços, tentando chamar atenção para si.– Por favor, Robb. Meteu-se entre os dois brigões e encarou o loiro de olhos claros. Não faça isso, por favor. – Você... me conhece? Ele perguntou surpreso. Não pode deixar de notar o sangue que lhe escorria pelo canto da boca e também pelas mãos. Olhou por sobre o ombro, para o outro e notou que este estava bem pior que Robb. Sinalizou, com a mão esquerda, para que a namorada traidora levasse o amante dali, enquanto Robb estava sem reação. Você... Ele voltou a falar. É meu anjo da guarda?– O quê? Sufocou uma risada. O cheiro de álcool impregnado naquele rapaz denunciava sua embriaguez. Provavelmente foi isso que o induziu a envolver o rosto dela entre as mãos e a encarar por um longo tempo. Os olhos claros pareciam sorrir para ela. – Você com certeza é meu anjo. – Talvez eu seja. Decidiu não discutir com ele. Tinha experiência com bêbados, adquirida por anos sendo filha de seu pai, sabia que era melhor não contraria-los. Você deve obedecer ao seu anjo, sabe disso, não sabe? – Sim, eu sei. Ele balançou a cabeça afirmativamente. Várias vezes, como uma criança. – Então você deve vir comigo, sem reclamar.– Para onde vamos, anjo?– Eu vou te levar para casa, Robb. — Disse e o puxou pela mão. Ele não reclamou, ou tentou se soltar, apenas a seguiu. No caminho, Myrcella pegou seu celular e digitou uma mensagem para Arya. Achei seu irmão, está tudo sobre controle, não se preocupe. PS: vou leva-lo para casa, pode ficar na festa se quiser. caminharam de mãos dadas, como se fossem um casal de namorados. A noite estrelada e o canto das cigarras, que antes ela achava irritante, agora lhe pareciam agradáveis. Meia hora depois estavam na frente da residência dos Starks, já fora ali uma vez, então encontrara o caminho sem muitos problemas. Pediu que Robb lhe desse as chaves, para que pudesse abrir a porta, da casa que estava vazia. Girou a maçaneta e sentiu o calor do interior do imóvel aconchega-la, era uma casa grande e bonita e tinha uma aura feliz. Diferente do lugar que morava, pensou. Levou o bêbado até o andar de cima, no que ele indicou ser seu quarto. Pegou uma camisa e uma bermuda limpas para ele, no guarda-roupa e virou as costas para que ele se trocasse. Quando ele já estava deitado em sua cama e devidamente seguro, ela decidiu que era hora de ir. – Eu não quero que você me deixe sozinho. Ele protestou agarrando-lhe o pulso. Por favor, anjo. Acrescentou em tom gentil e algo dentro dela foi terrivelmente atingido.– Eu jamais vou deixar você sozinho, Robb. Disse-lhe e, naquela noite, dormiu ao lado dele.
Notas finais
GENTERRR muuito obrigada pelos comentários, eu tentei responder, mas, como estou pelo celular, houve um bug :(. Inclusive postei esse capítulo pelo celular mesmo hahaha, desculpem qualquer erro.
Mas vocês devem estar se perguntando: O que foi esse capítulo? Bem, vou dizer. Esse capítulo é uma explicação do que aconteceu com a Dany e o Jon, eu ia colocar isso como flashback num próximo capítulo, mas acabei fazendo dessa forma por ser melhor. Mas Nanda, a cena acabou na hora do beijo? Não migowws, mas o resto dos acontecimentos ainda permanecerá um pseudo mistério.
Tá, Nanda, mas o que foi isso da Myrcella? Não entendi nada. Hahaha esse da Myrcella com o Robb é um especial pra usuária que tem o nome da minha música preferida do Green Day, é o otp dela, que eu inclui na fic, porque sim. E, esse é como se fosse o prólogo deles, que será continuado mais pra frentexx.
Ah, só pra deixar claro, a Myrcella apenas DORMIU ao lado do Robb, porque a menina só tem 13/14 anos aí, então vamos com calma hahahaha.
Quanto a revolta de vocês com o Jon, não fiquem com tanta raiva, eu sei que ele foi um fdp, mas ele vai se redimir bonitinho, em breve.
Vejo vocês nos comentários?
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