Lobos

12 Sonhos quebrados


Notas iniciais
Olha quem voltou depois de um longo e tenebroso inverno.... Estão com saudades???? Como prometido hoje teremos Sasuke x Karin!!! Que comecem os jogos!! kkkk Espero que gostem e que tenha valido a espera.

12º Capitulo – Sonhos quebrados

Sasuke agora sabia reconhecer os sinais de que estava sonhando, por mais real que aquela cena parecesse, mas mesmo assim a consciência de ter um sonho e não um pesadelo como sempre tinha desde que havia sido aprisionado era muito boa, um alento para seu tormento.

Sakura estava tão linda, usava uma calça preta larga nas pernas e de cós alto devido a avantajada barriga. A parte superior de seu corpo era coberta por uma bata salmão de mangas longas mais leves e soltas, seus seios estavam maiores e destacados devido a uma fita que acentuava seu busto. Em seus pés uma simples sapatilha sem salto na mesma cor da calça. Seus cabelos estavam presos em uma longa trança, seu rosto sem maquiagem, mas mesmo assim estava maravilhosa, a mulher mais linda que já vira.

Ela estava sentada no jardim de sua casa em uma cadeira de balanço colocada estrategicamente sobre as sombras de uma das árvores. Usava duas almofadas para se acomodar melhor devido ao desconforto nas costas causado pelo peso da barriga.

Seu filho estava cada vez maior dentro da barriga da mãe, e dentre poucas semanas finalmente o teria em seus braços, não via a hora desse momento chegar. Sabia que sua alma necessitava desse alento depois de todo o horror que havia vivenciado na vida, Sakura e seu filho eram sua verdadeira salvação.

Com passos leves, que refletiam o estado de sua alma, se aproxima de sua família em silencio sem tirar os olhos daquela que lhe devolvera a vida. Assiste Sakura abrir os olhos lentamente após mantê-los fechados por inúmeros minutos.

— Achei que estava dormindo. – Comenta de forma amena ao beijar-lhe a têmpora.

— Esse pequeno não me deixa adormecer. – Comenta enquanto passava as mãos de forma protetora sobre o ventre arredondado. – Sempre que estou quase cochilando ele se agita.

Sasuke se agacha ao lado da companheira e aproxima seu rosto da barriga que lhe enchia de amor e conforto, e com uma voz que nunca se achara possível de usar conversa com seu filho.

— O que acha de deixarmos a mamãe bem relaxada? Você a deixa descansar um pouco e eu faço uma maravilhosa massagem?

— Hm! – Um gemido de prazer escapa dos lábios de Sakura ao ouvir sua proposta. Ele sabia como sua companheira amava suas massagens, que eram uma das poucas coisas que acalmavam o bebê e a ajudavam a se livrar um pouco das dores nas costas. – Vamos para dentro querida, vamos ver se consigo te ajudar a descansar um pouco.

Com calma, Sasuke ajuda Sakura a se levantar e com passos lentos ambos se aproximam da casa sem ele deixar de tocar em sua mulher, sempre mantinha uma mão em suas costas e a outra lhe segurava a mão em forma de garantir que ela se sentiria segura e protegida em sua presença, como para garantir a ele mesmo que caso algo acontecesse estaria preparado para lhe ajudar. Poucos minutos depois ambos estavam em seu quarto, as janelas abertas permitiam que uma leve brisa entrasse no cômodo.

Com cuidado, Sasuke ajuda sua companheira a retirar a blusa que usava da mesma forma que retira sua calça e sapatilha lhe deixando apenas com a roupa íntima. O conjunto era bege e simples, sem adornos, Sakura sempre fora o tipo de mulher que preferia o conforto à beleza, mas ela era tão linda que até mesmo as coisas mais simples ficavam maravilhosas nela.

Seu corpo estava completamente diferente de quando a conhecera, maior, mais arredondado. Seus seios estavam quase o triplo do tamanho, da mesma forma que suas nádegas. Sua barriga de mais de oito meses estava enorme. Suas pernas e pés estavam inchados e sabia que ela sentia muitas dores nos joelhos e tornozelos. Mesmo com tudo isso ela continuava maravilhosa, não conseguia parar de olhar para seu corpo com admiração e desejo, mesmo que tivesse de esconder o desejo nas últimas semanas. Isso porque, por mais linda que sua esposa estivesse, a mesma não se sentia confortável com seu corpo, e tinha lhe pedido para não ter intimidade até o final da gestação. E isso já acontecera a mais de um mês e estava muito difícil aguentar ficar longe do corpo daquela que amava. Mas por ela faria qualquer coisa, até mesmo que isso significasse sofrer de saudade e necessidade.

Com atenção, ajuda-a deitar-se sobre a cama da forma mais confortável possível e vai até a cômoda onde encontra o óleo que costumava usar para massagear sua mulher desde que descobriram que ela estava prenha. Com movimentos lentos, controlados, exatos e experientes conduz a massagem em todos os membros que sabia estarem inchados e doloridos, dando atenção especial aos pés que mais pareciam dois pãezinhos nos últimos meses de tão inchados, e eram os maiores causadores dos dramas da rosada que vivia choramingando devido a dor que sentia neles.

Muitos minutos depois suspira aliviado ao ver sua companheira adormecida sob os travesseiros. Sabia que essas últimas semanas não estavam sendo fáceis para ela, por isso se empenhava sempre em tentar lhe ajudar a descansar quando possível.

Com cuidado, a cobre com uma leve manta e senta-se sobre a poltrona ao lado da cama e fica admirado seu bem mais precioso. Não se cansava de fazer isso, olhar para Sakura. Ela era tão linda e perfeita, feita sob medida para ele. Seu corpo era maravilhoso, seus olhos alegres e cheios de vida, seu sorriso era fácil, simples e convidativo, seus cabelos eram exóticos, únicos. Nunca conhecera mulher tão envolvente quanto a rosada, e apostava que nunca existiria.

Minutos se passam até que ele observa sua esposa levar uma das mãos ao ventre e abrir os olhos. Seu filho deveria ter lhe chutado. Que pena Sakura havia dormido apenas trinta minutos.

— Sasuke. – Sakura o chama assim que o encontra na poltrona.

— Sim meu amor. – Diz se levantando e andando até a cama onde se senta ao lado da rosada lhe acariciando o ventre na tentativa de acalmar a criança ali dentro.

— Quanto tempo dormi? – Pergunta esfregando os olhos de uma forma que a deixava extremamente fofa aos olhos de Sasuke.

— Apenas alguns minutos. Infelizmente o bebê não te deixou descansar mais. – Responde pesaroso, realmente queria que ela descansasse mais.

— Foi o suficiente. Sinto-me bem melhor agora, mais disposta. Acho até que vou cozinhar algo bem gostoso para o nosso jantar o que acha? – Seus olhos brilhavam de animação enquanto ele lhe olhava com amor. Como era possível amar alguém tanto assim? Ele não sabia, só sabia que não era nada sem sua companheira.

— Não precisa se preocupar, eu faço nosso jantar, pode descansar mais.

— Mas eu quero, sinto falta de cuidar de você. – O bico que ela fazia o deixava maluco, tinha uma vontade insana de tomar seus lábios com ardor. Foi impossível não ficar excitado com aquela imagem. Sentia tanta falta do corpo de Sakura junto ao seu, de estar dentro dela. De forma envergonhada, deposita um beijo na testa de Sakura e diz olhando em seus olhos.

— Não quero que se sinta obrigada a nada. Mas se quer cozinhar não serei eu a impedi-la. Descanse apenas mais um pouco enquanto tomo banho e já volto. – Diz logo se afastando, precisava dar um jeito em sua excitação antes de qualquer coisa e como vinha fazendo nas últimas semanas, iria lidar com as próprias mãos.

Não havia dado nem mesmo um passo quando sente Sakura lhe segurar pela barra de sua camisa. Ao olhá-la a mesma estava com uma expressão de culpa no rosto e não gostou nada daquilo, o que havia acontecido?

— O que ouve meu amor? – Preocupado pergunta voltando a se sentar em frente a ela.

— Eu sinto muito. – Era claro que ela estava envergonhada e isso o intrigou. Do que ela estava falando? – Eu não tenho te satisfeito.

— De onde tirou isso Sakura? É claro que me satisfaz. – Estava confuso, do que ela estava falando?

— Você tem se aliviado sozinho por minha culpa. – Explica enquanto abaixava a cabeça com o rosto completamente vermelho de vergonha. Essa era a sua pequena, Sakura mesmo depois de todo o tempo juntos ainda sentia vergonha em dizer algumas coisas, ou até mesmo de tomar a iniciativa quando lhe queria.

— Sakura não quero que se sinta pressionada a nada. Eu sei que você não está confortável com seu corpo, mesmo que pra mim você esteja mais linda do que nunca. Eu a desejo da mesma forma. Não se preocupe comigo, posso cuidar disso sozinho por enquanto, mas quando seu resguardo acabar e você se sentir confortável, espero que esteja descansada e preparada, pois vou montá-la até não aguentar mais. – Responde antes de beijá-la com paixão.

O beijo acaba sendo intensificado por sua companheira que o puxa para mais perto de si. Mesmo sabendo que aquilo poderia lhe deixar mais duro do que já estava, aceitou o chamado da rosada. Com surpresa sente seu membro ser acariciado sobre as roupas pela pequena e delicada mão de Sakura.

— Hmmmm! – Foi impossível conter aquele gemido. Era tão prazeroso ter sua companheira lhe tocando daquela forma. – Querida, pare, por favor. – Implora antes que acabasse perdendo a cabeça.

— Não. – Sussurra Sakura enquanto intensificava os movimentos de sua mão e Sasuke a sente correr seus dedos até o zíper da calça. – Não me sinto bem para fazer amor, mas quero satisfazê-lo. Tire a roupa Sasuke.

Aquilo não havia soado como um pedido e sim como uma ordem. Sua pequena estava aprendendo a usar seu lado loba quando queria lhe deixar ainda mais maluco por ela. Sem pensar duas vezes, levanta-se e arranca a calça, camisa e cueca de seu corpo enquanto Sakura senta-se na cama com as pernas no chão.

— Venha companheiro. – Ela o chama com um sorriso nos lábios enquanto lhe olhava nos olhos.

Sasuke não poderia estar mais duro do que naquele momento. Sentia saudades dos toques de Sakura e vê-la ali com aquele olhar era impossível se conter de alguma forma. Aproxima-se dela e se acomoda entre as pernas abertas dela deixando seu membro na altura exata de seu rosto. Sente os toques leves das delicadas mãos de Sakura passarem por suas pernas a partir de seus joelhos até chegar a sua cintura onde ela crava as unhas de forma deliciosa, na opinião de Sasuke, enquanto lhe puxava ainda mais para perto logo depositando um beijo na ponta de seu membro.

Sasuke apenas morde os lábios para evitar voltar a gemer, mas o prazer era enorme. Ainda mais quando sente seu membro ser acomodado de forma quase completa na boca úmida de Sakura. Ah, como sentira falta daquele toque. Eram raras as vezes em que sua companheira havia lhe chupado, Sakura era muito conservadora em muitos aspectos e sempre se envergonhava muito quando tinha de tomar iniciativas como aquela e ele jamais a forçaria a nada.

Os movimentos de entra e sai da boca de Sakura eram maravilhosos ainda mais se juntasse o barulho que ela fazia ao lhe chupar, era como se ela estivesse chupando algo realmente saboroso. Sua cabeça pende para trás quando sente uma das mãos da rosada acariciar suas bolas, enquanto a outra mão dela passa a massagear a parte de seu membro que ela não conseguia acomodar dentro da boca, afinal ele não era pequeno naquela parte de sua anatomia.

Conseguia sentir o prazer se construindo, cada vez mais perto. Como era bom. Tinha de se controlar para não agarrar os cabelos rosados e determinar um ritmo mais acelerado como gostava quando era chupado. Gostava quando Sakura tomava iniciativas como aquela, por isso fazia questão de permitir que ela tomasse seu próprio ritmo, nunca interferiria.

Não sabia dizer quanto tempo ficaram presos naquele momento, mas foram muitos, pois seu corpo estava lambuzado de suor. Sente as mãos de Sakura percorrerem seu abdômen e se detém assim que encontram seus mamilos, os quais ela passa a massagear e a apertar o que faz seu pênis pulsar ainda mais, cada vez mais perto de seu orgasmo. A gota d’água foi quando ela passa as unhas de forma lenta em suas costas do alto até chegar a suas coxas. Seu prazer jorrou como força dentro da boca de sua companheira que não o decepcionou engolindo tudo.

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Ofegante Sasuke abre os olhos assustado, mesmo sabendo que aquilo era apenas um sonho seu corpo indicava que o prazer não era apenas ilusório. E se surpreende ainda mais quando sente o colchão se mover abaixo das cobertas que lhe cobriam o corpo. Apreensivo, agarra a ponta do tecido o retirando com rapidez e perde o fôlego ao encontrar Karin entre suas pernas e com o seu membro dentro da boca, seus olhos estavam fechados enquanto a ruiva se concentrava em limpar seu gozo ao qual ela claramente não havia dado conta de engolir, pois seu rosto estava sujo.

— Hm, querido, nunca o vi gozar dessa forma. – Comenta a ruiva escalando o corpo do moreno como uma gata manhosa e cheia de dengo.

Sasuke a agarra pelos ombros a jogando sobre a cama a seu lado e pula para fora do colchão com rapidez enquanto passava as mãos de forma exasperada pelos cabelos úmidos de suor.

— Sasuke? – Karin estava confusa com o comportamento do Alfa. O mesmo estava muito estranho, pois normalmente a essa hora ele já estaria lhe possuindo.

Ignorando completamente a mulher em sua cama, corre até o banheiro o trancando por dentro enquanto entra embaixo d’água gelada a procura de acalmar seu corpo em chamas. Xingava-se mentalmente pela situação em que se encontrava. Era óbvio que Karin viria para sua cama, como pode esquecer disso sendo que ela fazia isso a muito tempo? Sentia-se imundo por ela ter lhe tocado enquanto sonhava com sua companheira, com sua Sakura.

Não poderia culpar Karin, ela não sabia que havia encontrado sua companheira. Ele era o culpado por aquela situação. Sabia que não possuía nada com Sakura, ainda, mas seu lado animal lhe culpava, lhe gritava que estava traindo sua companheira de forma hedionda.

Tinha de esclarecer a situação, tinha de dar um basta naquele envolvimento com a ruiva. Não poderia correr o risco de Sakura achar que ele estava envolvido com alguém, não queria que nada prejudicasse ainda mais sua relação com a rosada.

Quando seu corpo já estava controlado, sai do banheiro mantendo uma toalha branca presa em sua cintura e sem dizer nada, anda até seu guarda-roupa onde pega uma calça de pijama folgada e a veste, para somente aí olhar para a cama e encontrar Karin sentada sobre a mesma lhe olhando de forma intrigada.

— O que houve Sasuke?

— Hoje acaba qualquer envolvimento que tínhamos Karin. – Diz da forma mais clara possível.

A ruiva olha espantada para o moreno, seus olhos arregalados e a respiração contida nos pulmões devido ao susto que aquelas palavras lhe causaram.

“O que havia feito de errado?”

Karin questionava-se enquanto olhava preocupada para o moreno. Varria a mente a procura do que podia ter feito para irritar o Alfa, mas nada encontra, nada que justificasse seu afastamento. Quando estava prestes a questionar o que estava acontecendo, Sasuke volta a falar acabando com todos os seus sonhos.

— Encontrei minha companheira, Karin. – O moreno analisava a expressão de Karin se transformar com suas palavras. Sabia que ela realmente lhe amava. Mas nunca sentira nada por ela e agora com Sakura em sua vida era impossível manter qualquer relação amorosa com Karin. Sakura sempre viria primeiro, afinal era sua companheira.

— Quando? – Questiona sentindo seus olhos se encherem de lágrimas.

— A reconheci hoje. É a humana, Sakura. – Esclarece rapidamente, queria que Karin entendesse que eles não tinham mais como ficar juntos. Tinha certo receio do comportamento da ruiva. Sabia que ela tinha certa dependência dele desde que fora resgatada. Esperava que essa dependência não fosse lhe causar mais problemas do que já tinha.

— A que carrega um filho do Itachi? – Cospe Karin com irritação e nojo. Não acreditava que aquela humana, fraca e ridícula pudesse ser a companheira de Sasuke, seu homem, um poderoso Alfa, seu salvador.

— Sim. – Concorda Sasuke com desgosto. – O filho que ela carrega é do Itachi, mas ela é a minha companheira. Assim que possível realizarei o ritual para cancelar o poder dele sobre ela. Sakura é minha e não permitirei que permaneça com o laço que Itachi colocou sobre ela ao marcá-la.

— E nós?! – Pergunta mesmo já antecipando a resposta, pois precisava ouvi-la pra saber que seus sonhos estavam mesmo sendo destruídos.

— Não existe mais ‘nós’, Karin. Agradeço pelo tempo que ficou ao meu lado e me ajudou, mas agora devo me dedicar a minha companheira. Sakura está ferida e assustada, precisará da minha ajuda para se recuperar e pretendo ficar ao seu lado sempre que possível.

A ruiva permanece parada no mesmo lugar, ainda sentada sobre o colchão olhando para o nada enquanto sua mente trabalhava na velocidade da luz. Não encontrava nenhuma saída para aquela situação.

Desde pequenos eles cresciam com a esperança de encontrar seus companheiros, aqueles que haviam sido criados para completar sua alma, seus parceiros para o resto da vida. Quando eram encontrados, era impossível viverem separados. Ela sabia que Sasuke não era seu companheiro, sabia que seu companheiro não estava dentre os moradores de Konoha e nem sabia se algum dia conseguiria encontrá-lo, pois isso acontecia com frequência, muitos morriam sem nunca encontrarem seus companheiros.

Com pesar, levanta-se e se aproxima de Sasuke de cabeça baixa. Quando estava a menos de um passo de distancia o olha com sofrimento e se aproxima beijando seu rosto enquanto lutava contra as lágrimas que lhe deixavam quase sem enxergar.

— Adeus Sasuke. – Sussurra se afastando e saindo da casa com passos trêmulos enquanto sentia seu coração se partir em mil pedaços, pois estava abrindo mão do único homem que amou na vida, o único com quem compartilhou a cama por escolha própria, uma vez que fora estuprada enquanto era prisioneira da Akatsuki.

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Valência, Espanha

Hotel de luxo, SH Valencia Palace, cobertura.

Uma batida na porta surpreende a todos que estavam dentro do espaçoso quarto de luxo reservado para o homem conhecido por senhor Darui. Com a arma em punho, o alto e imponente moreno aponta para seu prisioneiro e indica a porta em uma muda autorização para verificar quem era e o que queria, mas sem nunca parar de lhe vigiar de perto.

— Sí?— Darui questiona em espanhol.

— Servicio de habitaciones, señor.— Esclarece a voz feminina do outro lado da porta.

— Un momento. – Pede Darui logo voltando sua atenção para os dois homens que lhe apontavam armas automáticas. – Eu havia pedido uma refeição na recepção quando cheguei. – Explica aos seus captores.

— Certo, receba a mulher, mas sem gracinhas. Nada nos impede de matá-la. – Sentencia um dos homens escondendo a arma atrás das costas.

Em silencio, Darui se dirige à porta de seu quarto e a destranca logo visualizando a empregada devidamente uniformizada com o carrinho de comida que havia solicitado.

— Gracias, me dejas ahora. – Não queria colocar aquela pobre mulher em perigo, então se apressa em dispensá-la. Logo após puxar o carrinho de comida para dentro do quarto, sente seu braço ser agarrado com força enquanto era puxado novamente para se sentar na poltrona onde estava a poucos instantes.

Darui era um homem que normalmente se mantinha calmo em qualquer situação, e tentava a muito custo manter-se da mesma forma naquela hora, mesmo sabendo que as chances de sair vivo daquele quarto fossem mínimas. Sabia o que aqueles dois homens queriam e sabia mais ainda que eles não estavam para brincadeiras. Não poderia os culpar por isso, afinal eles foram os mais prejudicados pela ganância de seu pai e agora quem pagaria seria ele, com a própria vida.

— Não nos faça perder mais tempo do que já estamos perdendo aqui Darui. Diga-nos onde fica a base secreta da Akatsuki. – Exige o moreno de longos e espevitados cabelos lançando-lhe um olhar irritado.

— Eu não sei. Nunca me foi revelado. Dou minha palavra que digo a verdade. Meu pai é o único que sabe da localização dessa base, eu ainda não tenho a confiança do Conselho para carregar esse segredo.

— Neste caso, conte-nos tudo que sabe sobre os planos da Akatsuki. – Pede o outro moreno, este com longos e lisos cabelos, este já parecia mais calmo e controlado que seu companheiro.

— Apenas sei que depois desse novo ataque foi dado ordem para que todos os espécimes fossem transferidos para a base secreta o mais rápido possível. O transporte está sendo feito ainda, até onde sei. Todas as equipes táticas foram convocadas para auxiliar no transporte, mas o mesmo está sendo feito de forma discreta para não chamar a atenção. O Conselho está furioso com a última perda.

— Quem faz parte do Conselho? – Pergunta o primeiro moreno.

— Nunca os vi pessoalmente, apenas em conferencias virtuais, mas eles sempre mantinham o rosto oculto nas sombras e as vozes eram alteradas, não faço a menor ideia de quem sejam realmente. Sei apenas que além de se denominarem de o Conselho, também são conhecidos por os Kages e são ao total de cinco membros.

— Seu pai é um desses Kages? – Questiona o primeiro.

— Não sei, talvez. Não sei muito, faz pouco tempo que passei a ser iniciado.

— Algo mais que queria compartilhar? – Questiona o segundo moreno de forma desdenhosa.

— Isso é tudo o que sei.

Um baixo estampido é ouvido dentro do quarto poucos segundos antes da cabeça de Darui pender para trás se apoiando no encosto da poltrona, em sua testa um orifício de onde escorria sangue.

— Isso foi perda de tempo, não conseguimos nada de novo aqui Tobirama. – Ruge o primeiro moreno exaltado com a perda de tempo.

— Mantenha a calma Madara, não adianta perder a cabeça agora.

— Manter a calma como? Estávamos tão perto de conseguir invadir o laboratório em Casablanca e agora essa transferência?

— Não podemos reclamar Madara. Esse foi serviço do nosso povo também. De alguma forma nosso povo conseguiu se armar e agora persegue a Akatsuki tentando libertar os nossos da mesma forma que tentamos.

— Quinze, esse foi o número que conseguimos ajudar a escapar até hoje. Éramos dezenas. – Resmunga irritado.

— Estamos fazendo o nosso melhor com o que temos Madara. Infelizmente a Akatsuki tem muito mais recursos do que esperávamos, mas não podemos desistir. Dessa vez falhamos em invadir o laboratório e conseguir mais informações, mas vamos conseguir alguma vez. – Tenta lhe acalmar.

— Dez anos Tobirama, dez anos que caço esses desgraçados tentando libertar meu povo, minha família. Estou cansado, fico imaginando o que meu filho está passando nas mãos desses miseráveis. Isso se Shisui estiver vivo ainda.

— Não perca as esperanças meu amigo. É tudo o que temos no momento e não podemos perdê-la. – Tenta animar seu amigo.

Eles ficam em silencio por inúmeros minutos olhando para o nada em especifico até que o telefone celular no bolso de Darui começa a apitar de forma insistente. Tobirama se aproxima do cadáver e lhe revira os bolsos a procura do aparelho que não cessava a barulheira.

No visor do aparelho encontrou a palavra, RESTRITO, piscando enquanto o toque se mantinha. Sabendo que era arriscado, desliza o dedo sobre a tela aceitando a ligação.

— Prossiga. – Diz de forma firme tentando se passar pelo falecido dono do aparelho.

— Emergência declarada, acesse o canal TVE. Precisamos de controle de danos no local. Equipe de resgate de emergência enviado, previsão de chegada em trinta minutos. Conselho ciente da situação.

Logo após dizer as ultimas palavras a ligação foi encerrada sem mais. Tobirama e Madara se olhavam de forma confusa. Pensando com rapidez, Tobirama larga o celular, que cai no chão, e corre até a televisão de tela plana de 50’ que havia no quarto e a liga logo encontrando o canal TVE, o mais antigo e respeitável da Espanha. Na tela o que aparecia era um repórter no estúdio falando sobre um tiroteio em uma cidade do interior, mas o que mais importava na imagem era a legenda: POLICIA RESGATA QUATRO VITIMAS ALGEMAS NO INTERIOR DE CAMINHÃO DA AKATSUKI LOGO APÓS CONFRONTO ARMADO.

— Pela Deusa, são os nossos. – Sussurra Madara desesperado se aproximando do televisor enquanto Tobirama aumentava o volume.

Repetindo as ultimas informações para aqueles que acabaram de nos sintonizar. Na cidade de Andorra, quase fronteira da Espanha com a França, a poucos instantes, ouve um grande confronto entre a policia local e equipes de segurança da Corporação Akatsuki. Pelas ultimas noticias recebidas, ouve um acidente de transito, onde o caminhão da empresa farmacêutica se envolveu. Rapidamente as equipes de segurança particular fizeram a proteção do local até a chegada da polícia à área do acidente. Aparentemente houve desentendimento entre o líder da policia e da Akatsuki e um tiroteio de grandes proporções se iniciou. No final, todos os membros da segurança particular foram mortos pela policia.

Após a situação estar sob controle, e todos os feridos estarem sendo atendidos pelos paramédicos e bombeiros, a policia encontrou no interior do caminhão acidentado uma cena inesperada que chocou a todos que estavam no local. Quatro pessoas fortemente algemas e inconscientes. Conseguimos descobrir que eram três mulheres e um homem. Os quatro estavam levemente feridos, consequência do acidente, e desacordos. Foram levados para o hospital Maritxell para atendimento emergencial.

A pergunta é: Por que, a Corporação Akatsuki, uma renomada empresa farmacêutica, transportava de forma clandestina e desumana quatro pessoas fortemente presas dentro de um caminhão blindado sendo escoltado por uma equipe de segurança altamente armados?

Temos alguns vídeos que foram feitos pelos pedestres e comerciantes que estavam no local no momento do acidente e confronto. As imagens são fortes.

Os minutos seguintes foram preenchidos por inúmeros vídeos, caseiros, que retratavam o que se passara naquele incidente. Madara e Tobirama assistiam vídeo após vídeo o que havia acontecido até o momento em que um dos vídeos mostrou o momento em que as vitimas foram retiradas do interior do caminhão.

— Maya, é a Maya! – Exclama Madara chocado ao ver a esposa de seu sobrinho sendo retirada em uma maca.

— Andorra fica perto. Temos de ir até lá Madara. A Akatsuki vai tentar recuperá-los de qualquer jeito, ainda mais a Maya, é por ela que eles estão controlando Itachi, se perderem ela, Itachi irá se rebelar. Temos de chegar o mais rápido possível em Andorra.

Madara já estava na porta quando as últimas palavras de Tobirama foram ditas. Sabia que era muito difícil chegar a tempo de fazer alguma coisa, afinal eles estavam a cerca de cinco horas de distancia e a equipe de emergência da Akatsuki a menos de trinta minutos, segundo a ligação que receberam, mas era seu povo, sua família, nunca ficaria de braços cruzados quando havia uma chance, remota, de ajudá-los.

... Continua!