Lobos
2 O começo do pesadelo
Notas iniciais
2º Capitulo – O começo do pesadelo
Sakura vê o lobo, que antes era uma mulher, saltar sobre os guardas que disparam suas armas tentando atingir o animal. Porém o lobo era muito rápido e conseguiu se esquivar das balas e atacar os seguranças em questão de segundos. O lobo estraçalha a garganta de dois seguranças com poucos movimentos.
Mais apavorada do que nunca esteve em sua vida, a rosada começa a se afastar lentamente da cena bizarra e sangrenta que se desenrolava à sua frente. Aos poucos vai recuperando sua racionalidade e percebe que tinha de se afastar dali o mais rápido possível, senão seria ela a ser estraçalhada ou atingida por uma bala perdida. Com passos inversos começa a correr novamente pelo corredor que tinha acabado de atravessar. Em poucos instantes, o barulho de tiros e gritos agonizantes fica para trás, ainda audíveis, mas distantes.
Deixando seus instintos de sobrevivência assumirem o comando de seu corpo, corre desenfreada pelo corredor e passa como um raio pela sala ao qual havia encontrada aquela estranha mulher e continua seu percurso. Depois de inúmeros corredores chega a um beco sem saída. Sem ter mais para onde correr, abre a porta à sua frente, a última do corredor, que por sorte estava destrancada, e entra esbaforida. Era uma sala ampla e como as demais naquele prédio, branca. Tinha várias bancadas de trabalho cheias de computadores e tubos de ensaio. Querendo apenas se proteger, apaga as luzes da sala e se esconde em um canto afastado, embaixo de uma bancada, e espera.
Sua respiração estava acelerada devido à adrenalina que corria em suas veias. Sua mente tentava processar as cenas que tinha visto há poucos instantes atrás. Ela vira uma mulher se transformar em lobo. Céus! Devia estar ficando louca.
Ao longe conseguia ouvir o uivo lamentoso de um lobo, aquele som fazia com que um calafrio de mau pressentimento atravessasse seu corpo. Não sabia dizer a quanto tempo estava ali escondida, se eram apenas minutos ou horas, mas não tinha pressa nenhuma de sair. Mas o barulho da maçaneta da porta chama sua atenção e a faz prender a respiração em antecipação. Tentava manter pensamentos positivos, é claro que a segurança estava ali e tinham lidado com o problema e agora queriam saber se ela estava bem. Mas mesmo assim uma pequena parte racional de seu cérebro lhe dizia que as coisas não eram mais tão simples assim.
Um filete de luz ilumina a sala escura conforme a porta se abre. Sakura estava apreensiva, não estava completamente escondida, o estranho conseguiria achá-la facilmente debaixo daquela bancada. Ela ouve o barulho dos passos de alguém entrando na sala e logo em seguida se assusta com luzes sendo acesas.
– Saia!
O comando foi proferido por uma voz baixa, imperativa, ameaçadora e demandante. Era uma voz masculina e rouca, havia saído quase como um rosnado.
Tremendo e temendo como nunca em sua vida, Sakura levanta-se com movimentos lentos e incertos. Ao ficar em pé de frente para a porta, assusta-se com o que vê e perde completamente o fôlego.
Ali estava um homem parado, parcialmente nu. Ele era alto, moreno, seus cabelos eram compridos e iam até a altura dos ombros. Sua pele era clara como o leite e seus olhos eram negros e perigosos, fortes linhas de expressão marcavam seu rosto que parecia cansado. Ele usava uma capa negra com nuvens vermelhas desenhadas, e parecia que aquela capa era a única coisa que ele estava usando no momento, já que podia ver parte de seu peito e pernas desnudos. Ele era bonito, muito bonito, mas o ar de perigo e maldade que o circulava era palpável. Sakura sabia no fundo de seu ser que aquele homem não estava ali para lhe ajudar, ele estava ali para lhe causar dor.
Acaba gritando involuntariamente ao ver o estranho se aproximar de si e se encolhe tentando manter distância, apesar de não ter mais para onde correr. Lágrimas de desespero começam a escorrer por seu rosto.
– Por favor. – Suplica mesmo sem saber pelo que. Sabia apenas que estava com medo.
Um alto rosnado é ouvido vindo do homem à sua frente. Ela o vê se aproximar mais rápido do que era humanamente possível e agarrar seus braços de forma brusca e agressiva lhe fazendo gemer de dor e chorar de forma ainda mais intensa. Apavorada, Sakura apenas fecha os olhos quando vê o estranho aproximar seu rosto e lhe cheirar o pescoço. Logo em seguida assusta-se ao sentir uma língua tocar sua pele. Tenta se afastar, porém não consegue, pois o agarre em seus braços estavam mais fortes do que antes.
Ambos ficam imóveis por algum tempo e apesar do medo que sentia, Sakura acaba abrindo os olhos para saber o que estava acontecendo. Assustada, vê o estranho homem lhe olhando com atenção. A cabeça dele estava levemente inclinada para o lado direito enquanto seu rosto mostrava certo nível de surpresa e interesse. Sem saber como agir, decide ficar quieta, não queria irritar ainda mais aquele homem.
– Você pertence a ele. – Sussurra o desconhecido mais para si mesmo do que para ela ouvir, mas devido à proximidade entre seus corpos acaba sendo ouvido.
Com um movimento brusco o desconhecido puxa o corpo de Sakura de encontro ao seu, fazendo que ela se choque contra seu peito.
Com os olhos desfocados devido as lágrimas, Sakura olha para cima e vê algo que lhe assusta mais ainda. O homem que estava lhe agarrando, estava com a boca aberta e tinha os dentes maiores que o normal, como se fossem presas, e seus olhos tinham um brilho estranho, assassino, e sem contar que agora eles estavam vermelhos como o sangue.
Ela sente o estranho largar seus braços para logo em seguida sentir um novo contato em seu ombro e cabeça. Com outro movimento brusco, o estranho, obriga Sakura a expor seu pescoço onde, sem piedade, crava os dentes fazendo-a gritar de desespero.
Em meio à neblina de dor que assolava seu corpo, ela ainda consegue perceber que aquele homem que estava lhe mordendo, começa a se esfregar contra seu corpo e com facilidade ela consegue perceber que o mesmo estava excitado.
Como se estivesse em outro plano, Sakura ouve passos se aproximando e vê que novos guardas entram na sala com armas em mãos. Respira aliviada, alguém lhe ajudaria.
Porém os homens não fazem nada para afastar o estranho que estava lhe agarrando, apenas ficam ali parados assistindo a tudo, suas armas já não estavam mais apontadas para o casal e sim para o chão.
Sakura sente as mãos do estranho largarem seu pescoço e ombro e começarem a passar por seu corpo, que estava completamente dormente, ela não mais o controlava, parecia que estava anestesiada, não conseguia nem mesmo gritar, apenas chorava silenciosamente. Com um movimento brusco o homem rasga suas roupas. Seu peito fica exposto em segundos. Seu corpo estava estranho, não conseguia nem mesmo erguer os braços para se proteger.
O estranho afasta-se apenas alguns centímetros de si e a olha de forma estranha, ele a olhava com determinação e ao mesmo tempo medo. Após algum tempo parado apenas olhando o corpo de Sakura o estranho volta a se mover e arranca as calças levando junto sua calcinha, deixando-a completamente nua.
Os seguranças apenas assistiam a tudo sem tomar nenhuma iniciativa para ajudar a rosada que agora soluçava de desespero ao ter seu corpo erguido e sentado sobre uma bancada fria de metal. Assiste uma leve movimentação entre os guardas que se afastam dando passagem para a entrada de uma nova pessoa vestido com um jaleco branco. Sakura se permite sentir um pouco de alívio ao reconhecer quem era.
– Me ajude. – Suplica desesperada olhando para Kabuto.
Ela vê o homem olhar para si, claramente sem entender seu pedido de ajuda. Ele ajeita os óculos sobre os olhos e fala calmamente, não consigo, mas sim com aquele que lhe atacava.
– Não demore, estarei esperando do lado de fora.
Logo após dizer aquelas palavras, Kabuto e os seguranças saem da sala fechando a porta atrás de si.
Sakura estava atordoada, o Dr. Kabuto havia lhe abandonado naquela situação, prestes a ser estuprada e os seguranças nada fizeram para lhe ajudar. O que estava acontecendo ali? Era algum sonho? Um pesadelo louco? Se fosse, queria acordar imediatamente e voltar a sentir-se segura.
Finalmente consegue sair de seu estado catatônico quando sente seu corpo ser invadido de forma animalesca. Tinha certeza que seu grito foi ouvido em todo o andar. O homem que estava lhe atacando investia sem piedade contra seu corpo e a única coisa que conseguia fazer era gritar de dor e agonia enquanto novas lágrimas escorriam por seu rosto.
Após alguns minutos de puro sofrimento, ela sente seu corpo ser içado e lançado sobre o chão gelado. Em nenhum momento o estranho saiu de dentro si, reassumindo logo em seguida seus movimentos, porém estes agora eram mais fortes e iam mais fundo dentro de si causando uma dor, até então desconhecida para si.
Sakura era virgem, nunca tinha namorado a sério com ninguém antes e por este motivo não tinha se entregado. Mas agora estava perdendo a virgindade com um completo estranho que a estava machucando seriamente. Ela já não tinha mais forças para gritar, sabia que ninguém viria lhe ajudar.
Os movimentos do estranho eram selvagens, não sabia dizer a quanto tempo estava naquela situação, só sabia que seu corpo queimava, principalmente onde havia sido mordida. O machucado doía bem mais que os demais, parecia que sua pele estava em chamas ao redor do ferimento em seu pescoço/ombro.
Sente unhas serem cravadas em sua carne antes do estranho impulsionar seu corpo de forma mais agressiva contra si e urrar alto. Logo em seguida sente seu interior ser preenchido com o gozo daquele homem que joga a cabeça para trás com os olhos fechados e com uma expressão de prazer. Logo em seguida ele abre os olhos e olha diretamente para seu pescoço ferido. Num movimento rápido ele volta a se abaixar sobre seu corpo. Sakura fecha os olhos esperando a dor de uma nova mordida, mas ela não vem. Para seu assombro, aquele homem começa a lamber o local da ferida, de certa forma carinhosa.
Uma dor descomunal espalha-se por todo o seu corpo conforme ele lambia o ferimento. Sua pele parecia que estava sendo preenchida com ácido, queimava terrivelmente. Inconscientemente, precisando de apoio, leva as mãos aos braços daquele homem e o aperta, também cravando suas unhas nele tentando desesperadamente encontrar um alívio para a dor que parecia estar lhe partindo ao meio. Quando dá por si, percebe que o homem estava investindo novamente contra seu corpo. Ele ainda se mantinha lambendo o local ferido, enquanto arremetia de forma dura contra seu corpo quase desfalecido.
Seu pescoço é finalmente largado e logo em seguida sente seu seio esquerdo ser tomado por uma boca faminta e animal. Sem fôlego para gritar, apenas geme de dor ao sentir seu corpo ser abusado de forma tão selvagem. As arremetidas em seu interior ficavam cada vez mais rápidas e curtas, sabia que em breve aquele homem gozaria novamente. E realmente não demorou em ouvir um novo urro de prazer vindo do estranho. Dessa vez agradece por ele se afastar de si, saindo de dentro de seu interior e se levantando.
Sem forças, permanece no mesmo local sem se mover, apenas gemia e chorava já quase inconsciente. Olha para cima e vê o homem que lhe atacara lhe olhando, ainda de forma enigmática, havia até mesmo certo pesar em seu olhar, ela também percebe que seu pênis estava novamente ereto.
Deus ele não se satisfazia nunca?
A pergunta passa por sua mente desesperada por uma resposta, não queria que ele voltasse a invadir seu corpo, não aguentaria aquela brutalidade por muito tempo.
Naquela hora a porta volta a se abrir e o Dr. Kabuto aparece. Sakura vê que ele apenas olha para aquela cena sem se importar com o que estava acontecendo consigo, o que a deixa mais desesperada ainda, pois sabia que não conseguiria ajuda, não vindo dele. Sua atenção é atraída novamente para o homem que havia lhe atacado, pois o mesmo ao ver que a porta estava sendo aberta, agachasse e se transforma em um lobo da mesma forma que a mulher havia feito anteriormente, só que ele não tinha a mesma pelagem, a dele era de um negro mais claro, manchado com diversos tons de avermelhados. O lobo rosnava para Kabuto que não demonstrava medo, pelo contrário, estava extremamente calmo.
– Temos de voltar para o segundo nível. Lá poderá continuar a se divertir com ela. – Fala friamente, olhando diretamente para o lobo que ainda rosnava para si. – Volte ao normal e a traga.
Determina dando as costas e se afastando, deixando a porta aberta. Sakura tem sua atenção novamente voltada para o lobo que se aproxima. Em instantes, à sua frente não estava mais o lobo e sim o mesmo homem que anteriormente estava lhe estuprando. Com um movimento brusco, ele agarra seu braço e a levanta, jogando-a sobre seus ombros já andando em direção à porta da sala.
Sakura permanece imóvel e quieta durante todo o trajeto. Sabia que tentar resistir seria pior, nenhum daqueles homens se preocupava com ela e também nem sequer tinha forças para resistir. Eles logo chegam ao elevador e descem mais alguns níveis. Durante todo o trajeto ela havia notado que não havia mais ninguém no andar a não ser os guardas e Kabuto. Já havia se passado muito tempo depois da hora do almoço, seria normal que vários técnicos estivessem circulando por ali naquele momento, mas não, estava tudo vazio, limpo e organizado, como se nada estivesse acontecendo fora do normal.
As portas do elevador se abrem e revelam o andar que até hoje ela não tinha acesso para entrar, o segundo nível.
Ao saírem do elevador os homens que lhes acompanhavam se dispersam ficando apenas aquele que lhe carregava e Kabuto.
– Vá para seus aposentos e termine o que começou. – A voz de Kabuto era fria e cortante.
Após dar a ordem ele se afasta, deixando Sakura com aquele homem. Seu mundo dava voltas e mais voltas, nem percebeu que o homem estava andando. Tentava a todo custo entender o que estava acontecendo, mas não conseguia chegar a lugar nenhum, parecia que seu cérebro tinha entrado em curto. Percebeu apenas que eles haviam chegado a uma porta e que a mesma foi aberta após o estranho digitar um código de acesso. Poucos instantes depois, sente seu corpo ser arremessado sobre uma cama de casal espaçosa e confortável com cobertas na cor bege.
Olha ao redor e percebe que estava em um quarto, provavelmente o quarto daquele homem. Havia uma escrivaninha e algumas estantes cheias de livros. Uma televisão estava presa na parede. Havia também alguns quadros de florestas nas paredes e um pequeno guarda-roupa no canto, ao lado de uma porta, onde provavelmente ficava o banheiro.
Olha espantada para o homem que volta a se aproximar, subindo na cama. Com muito esforço, Sakura consegue rastejar sobre a cama se encolhendo na cabeceira. Queria implorar para que aquele homem parasse, mas sabia que seria impossível, ele claramente não pararia, parecia faminto por sexo. Sakura vê o estranho esticar as mãos em sua direção e agarrar firmemente seus tornozelos lhe puxando.
Ele estava de joelhos sobre a cama e a puxa até que a ela fique sobre suas pernas dobradas. Sakura ainda se mantinha deitada sobre a cama, porem agora seu tronco estava inclinado e sua pélvis estava sobre o colo de seu agressor, aberta para ele que sem piedade volta a lhe invadir. Ele segurava sua cintura de forma rude, lhe mantendo na mesma posição enquanto investia contra seu corpo cada vez mais forte. Sakura tinha flexionado levemente suas pernas tentando assim aliviar um pouco a dor que sentia, mas de nada serviu, as investidas em seu interior pareciam lhe rasgar.
Precisando de um ponto de apoio, agarra-se às cobertas ao ponto de quase rasgá-las.
Ele já estava ofegante com as investidas, porém não diminuía as investidas contra o corpo brutalizado de Sakura, que já não tinha nem mesmo mais forças para chorar. Com mais uma investida forte ele goza novamente dentro dela.
Num movimento rápido, o homem sai de dentro da rosada e a vira sobre a cama, colocando-a de quatro e voltando a penetrá-la. A garganta de Sakura arranha com o grito seco e desesperado de dor que emite ao ser brutalmente invadida naquela posição, sentia seu interior se rasgando com o grande e grosso membro de seu violador lhe invadindo.
As arremetidas contra seu corpo eram longas e firmes e já a faziam ver estrelas de tanta dor. Não demora e volta a sentir seu interior ser preenchido pelo gozo de seu estuprador. Poucos segundos depois, seu corpo é novamente virado e suas pernas são suspensas sendo apoiadas sobre os ombros largos e musculosos de seu agressor que se abaixa sobre seu corpo voltando a invadi-la.
Deus isso não teria fim?
Era humanamente impossível um homem aguentar ficar tanto tempo excitado após ter gozado. Só que aí estava a questão, ele não era humano, nem sabia o que ele era.
Sakura sentia-se quebrar por dentro cada vez que o membro lhe invadia, aquela posição permitia que a invasão fosse mais funda que as anteriores. Sentia que sua consciência estava lhe abandonando, não aguentava mais sentir dor, queria fugir daquele tormento, por este motivo não lutou contra a inconsciência que lhe acometia. Aos poucos deixou de sentir dor, deixou se sentir os ímpetos movimentos contra seu corpo deixou de sentir o cheiro daquele homem, deixou de ouvir os gemidos e rosnados dele. Permitiu-se cair completamente na escuridão de seu inconsciente.
Continua...
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