Lobos

15 Invasão ao Hospital Meritxell


15º Capitulo – Invasão ao Hospital Meritxell

Em alta velocidade, um comboio de seis carros de grande porte atravessam as ruas de Andorra em direção ao Hospital Meritxell. Os veículos eram negros como a noite, seus vidros escuros escondiam seus ocupantes, cinco homens armados em cada veículo prontos para o combate. Sua missão? Recuperar, a qualquer custo, quatro espécimes de animais que haviam sido expostos.

— Senhor, temos um problema.— A voz no rádio em seu ouvido pronunciou. A mesma vinha do motorista do primeiro carro do comboio, o que estava logo a sua frente.

— Prossiga. – Autoriza o responsável por aquela operação.

— Temos uma barricada a frente. Parece haver um desvio, ninguém está se aproximando do hospital. Tem polícia pra todo lado.— Informa rapidamente.

— Caminho alternativo. – Demanda irritado, não esperava que a polícia restringisse a aproximação dos veículos. Estava com os nervos a flor da pele desde que recebera a ligação que o acordara. Uma de suas equipes havia feito merda e comprometido a carga que transportava. Agora seu traseiro estava na reta e tinha de concertar aquela situação custe o que custasse.

A velocidade dos veículos diminuiu drasticamente pra não chamar a atenção da polícia que estava espalhada por todo o perímetro que cercava o hospital. Os mesmos se separaram para passar de forma mais discreta pela segurança.

Minutos mais tarde o veículo em que estavam acaba sendo parado em uma das barricadas da polícia. Escondendo as armas e agindo com naturalidade abaixa seu vidro.

— Bom dia, seu guarda. – Cumprimenta com naturalidade. – O que se passa?

— O hospital está fechado senhores. Se precisarem de atendimento médico orientamos que vão ao Fiter Rossell. Ninguém tem permissão pra passar além desse ponto. – Informa o policial com prontidão sem dar brechas para discussão.

— Mas tenho um amigo que está internado no prédio. Preciso vê-lo. – Informa demonstrando uma preocupação inexistente.

— Lamento, mas hoje não poderá vê-lo. Peço que retire o veículo, está começando a atrapalhar o trânsito. – Informa seco já se afastando do veículo dando a conversa por encerrada.

Sem opção eles se afastam seguindo o fluxo de desvio do trânsito formado pela polícia.

— O que fazemos agora Senhor? – Pergunta um dos homens dentro do veículo.

— Vamos reagrupar. Repasse a ordem. – Demanda enquanto retirava o celular do bolso e apertava a opção três da discagem rápida. – Preciso de dois helicópteros em Andorra, quanto tempo leva? – Espera alguns segundos ouvindo o retorno do outro lado. – Não tem como ser mais rápido? Preciso disso pra ontem, não dá pra esperar uma hora. – Ouve por mais alguns instantes antes de voltar a falar. – Certo, certo, daqui a pouco passo as coordenadas da nossa localização. – Fala encerrando a ligação. Apoiando a cabeça sobre o encosto do banco respira fundo tentando se acalmar. – Merda! – Rosna com raiva enquanto dava um soco no vidro do veículo. – Ache um local afastado onde os helicópteros possam nos pegar. Se não podemos nos aproximar por terra, vamos nos aproximar por ar.

*** *** ***

Um lobo com a pelagem caramelo corria o mais rápido que suas quatro patas poderiam permitir. Atravessa as ruas de Konoha como se as pessoas que andavam por elas não existissem. Seu destino? A casa do Alfa. Sasuke estava incomunicável e precisava falar com ele com urgência. Alguns minutos mais tarde, finalmente alcança seu destino e volta a sua forma humana quando chega em frente a porta da casa. Batendo com força na madeira o chama com desespero.

— Alfa, abra! – Pede aos gritos.

Não demorou muito para que a porta fosse aberta e um alfa nada feliz olhasse para seu visitante com recriminação.

— Quer destruir minha porta? – Questiona irado. – O que está fazendo aqui berrando dessa forma Lee?

— Precisamos do senhor na sala de comando. Encontramos Maya e outros, mas estão em perigo. – Informa com pressa ganhando toda a atenção do líder.

Sem dizer mais nada, Sasuke assume a forma animal e começa a correr pelas ruas de Konoha sendo seguido de perto por Lee. Ao chegar à sala de comando encontra seus Conselheiros a sua espera.

— Como encontraram Maya? Quem mais está com ela?

— Na televisão, mostre à ele Shikamaru. – Pede Kakashi.

Por alguns minutos eles apenas assistem a reportagem que narrava o confronto da polícia de Andorra com seguranças da Akatsuki. Os vídeos amadores gravados do confronto deixavam clara a intensidade dos acontecimentos. Mas o que realmente mexeu com todos naquela sala foi o momento em que começaram a retirada dos prisioneiros da traseira do caminhão.

— Minha filha Alfa, minha filha está viva. – Comenta Hiashi mal de contendo de alegria ao ver sua pequena menina sendo transportada pelos médicos. Ao olhar para Inoichi o mesmo estava claramente emocionado por ver sua filha tanto quanto Hiashi.

— Além da Maya, Hanabi e Ino, o filho de Rasa, Gaara estava naquele caminhão. – Informa Kakashi antecipando o que as imagens revelariam em poucos instantes.

— O-onde eles estão agora? – Questiona Sasuke tentando acompanhar a velocidade com que as coisas aconteciam.

— No principal hospital de Andorra. – Informa Shikamaru. – Sasuke, a localização deles foi divulgada em cadeia nacional. Com certeza a Akatsuki está ciente do que aconteceu e deve ter mandado uma equipe pra recuperá-los.

— Certo. Como estamos pra partir? – Pergunta Sasuke assumindo o comando.

— Estamos prontos. Já mandei preparar os helicópteros e as equipes de assalto só nos esperam para partir. Estamos a mais de três horas de Andorra. – Informa Kakashi.

— Não percamos mais tempo, temos de chegar até eles antes da Akatsuki. – Informa Sasuke. – Shikamaru, Naruto e Kakashi vocês vem comigo. Inoichi, deixo Sakura sobre seus cuidados. Shikaku você cuida de tudo na minha ausência.

*** *** ***

Tarragona – Espanha

O marcador de combustível estava quase no zero quando finalmente pararam em um posto de gasolina para abastecer. Ao volante Madara estava agitado e não era o único, mal havia parado na bomba de combustível e Hashirama já havia saltado para abastecer o veículo. Após duas horas de viagem a adrenalina corria mais rápido em suas veias. Ainda estavam longe de Andorra, mas segundo as notícias que acompanharam, mesmo em viagem, a Akatsuki ainda não havia agido o que era estranho uma vez que estão a poucos minutos da cidade. Mas eles é que não reclamariam quando a sorte estava do seu lado.

A parada havia durado o tempo exato de abastecer o carro, comprar algo para comerem na loja de conveniência e ir ao banheiro, o que não durou cinco minutos. Madara continuava ao volante, precisava fazer algo para se sentir útil naquele momento. Enquanto Hashirama estava com o notebook ligado no canal de notícias peneirando informações sobre a situação atual. A viagem era feita em silêncio pela dupla, somente a repórter do noticiário é que produzia algum som entre eles.

— Quem é esse ruivo que está junto das mulheres? – Questiona Hashirama quebrando o silêncio. – Não me recordo dele.

— Não sei o nome, é de outra aldeia, Suna. Filho do Rasa, é seu caçula. Uma delegação de Suna tinha acabado de chegar quando fomos atacados. Nunca fui apresentado a ele, era sempre Itachi que se encarregava da diplomacia. – Explica rapidamente Madara sem tirar os olhos da estrada.

— Seus cabelos me lembram minha Mito. – Sussurra Hashirama com pesar ao lembrar-se da falecida esposa.

Mito Senju havia perdido a vida durante o ataque à Konoha dez anos antes, enquanto Hashirama estava fora da aldeia em viagem comercial. Quando voltara para casa uma semana após sua partida e dois dias depois do ataque, havia encontrado Konoha destruída, o chão manchado de sangue e dezenas de corpos espalhados, tanto de amigos como de inimigos. Aqueles que se abrigaram na floresta estavam retornando aos poucos e dentre os corpos alguns gravemente feridos foram encontrados, como Madara.

Madara só não perdera a vida durante o ataque única e exclusivamente por capricho do destino, pois os ferimentos que sofrera ao defender seu filho e aldeia foram severos. Levou semanas para se recuperar dos ferimentos sofridos em batalha. E quando acordou e descobriu que apenas trinta de seu povo haviam escapado, quase deixou a depressão e loucura lhe levar. Graças a Hashirama havia encontrado um motivo para continuar vivendo.

Enquanto Madara estava acamado se recuperando de seus inúmeros e graves ferimentos, Hashirama, dominado pela ira da dor de perder sua companheira de alma, havia procurado pelos culpados de seu sofrimento. Dentre os feridos haviam humanos, aqueles que lhes atacaram. Coitados, depois de passarem pelas mãos de Hashirama se arrependeram amargamente por terem sobrevivido até aquele momento. Não foi preciso muito esforço para descobrir quem havia arquitetado todo aquele plano de ataque. A partir daquele instante seu único objetivo de vida passou a ser encontrar toda e qualquer informação sobre a empresa farmacêutica Akatsuki e posteriormente resgatar os seus.

As mãos de Madara apertaram com força o volante do veículo ao ouvir as palavras de seu amigo de longa data. O maior segredo da vida do Uchiha era que sempre fora completamente apaixonado por Mito Senju, esposa de seu melhor amigo.

Madara conhecera Mito quando ela ainda era uma Uzumaki, muitos anos antes dela encontrar seu companheiro de alma. Cortejou-lhe por muito tempo e sua união estava quase certa, já havia até mesmo negociado com o pai da mesma sua união. Mas isso acabou no dia em que em uma viagem em que Mito acompanhara seu pai conhecera Hashirama Senju.

Na época, o mesmo era humano e estava casado. O que não durou muito depois que Hashirama conhecera Mito. Pouco menos de um mês mais tarde Hashirama havia abandonado a esposa e deixado-a com seu filho de dez anos, nunca mais voltando a vê-los novamente.

Isso fora a mais de trinta anos atrás. Hashirama e Mito foram muito felizes juntos, só não foram mais devido a infertilidade de Mito que nunca pode dar um herdeiro ao marido. Mito morrera com cento e vinte e cinco anos, mas sua aparência era a de uma mulher de apenas trinta anos, isso graças às habilidades lupinas que possibilitavam a chance de se viver saudavelmente por trezentos anos.

Durante todos esses anos Madara nunca deixara de amar Mito. Nunca fora abençoado com a chance de encontrar sua companheira de alma. Com os anos aprendera a apreciar a companhia de Hashirama e a amizade nascera com a convivência. Aprendera também a apreciar a felicidade daquela que amava, enquanto Mito estivesse feliz, ele também seria, por isso se conformou por perder aquela que mais amava.

Tentou inúmeras vezes esquecer seu amor por Mito, se envolveu com outras mulheres humanas e lobas, mas nenhuma delas lhe despertou afeição suficiente para tomá-la como companheira. De uma dessas suas aventuras surgiu seu único herdeiro, Shisui. Sua mãe era humana a qual morrera dando a luz a seu filho. Havia dedicado sua vida ao garoto e mesmo assim não fora capaz de impedir que seu inimigo o tirasse de si. Seu filho era pouco mais que uma criança na época, apenas doze anos. Na calada da noite, em segredo, sempre orava para sua Deusa Lua que protegesse sua prole, pois somente por Shisui ainda continuava de pé e lutando após tantos anos.

*** *** ***

Andorra — Espanha

Dois helicópteros se aproximavam rapidamente do Hospital Meritxell, cada um era ocupado por cinco homens armados, os demais membros da equipe aguardavam a certa distância do prédio, prontos para invadirem por terra quando conseguissem distração suficiente.

— Sala de Comando do HM chamando aeronaves em aproximação, respondam. – A voz pelo rádio é ouvida pelos pilotos das duas aeronaves.

— Estamos ouvindo HM, prossiga. – Responde um dos pilotos.

— Estamos fechados, incluindo o heliporto. Qual o motivo de sua aproximação?

— Temos feridos, precisamos de atendimento urgente. – Responde após olhar para o comandante do ataque.

— Pilotos me escutem. – Uma nova voz se faz ouvir no rádio, uma voz masculina e forte. – O hospital está fechado por ordens da polícia de Andorra. Temos atiradores prontos pra abater qualquer um que se aproxime do prédio e ordens para isso. Vão para o Fiter Rossell que está recebendo as emergências no momento, se dirijam pra lá agora.

— Feche o rádio. – Ordena o comandante após ouvir aquelas palavras. Não esperava por atiradores. As coisas estavam mais complicadas do que esperavam. Teriam de forçar sua entrada no prédio, não tinha como fazer isso na surdina. E suas ordens eram claras, recuperar os animais ou garantir que eles não falassem caso a remoção fosse impossível. – Se preparem, vamos invadir com tudo. Teremos resistência. Atiradores a postos. – Grita no rádio para seus homens. – As ordens são replicadas também para o segundo helicóptero.

As portas laterais dos dois helicópteros se abrem e por elas, um atirador em cada uma se posiciona começando a identificar seus alvos que por sinal não estavam ocultos no topo do hospital o que tornava mais fácil a missão de abatê-los.

— Atirem quando tiverem mira.— A ordem se propaga pelo rádio.

Poucos instantes depois de ouvirem essa ordem, quatro disparos, quase simultâneos são realizados e atingem com precisam os quatro atiradores no alto do prédio.

A aproximação das aeronaves é rápida e em poucos minutos todos os membros da equipe de assalto estava correndo em direção as escadas do prédio. Como homens bem treinados que eram, não precisavam usar de palavras para se entender, muitas vezes, apenas um olhar era o suficiente para se entender alguma ordem. Por isso, sem comando, assumiram a posição de proteção rente às paredes do corredor em fila indiana. Nas mãos, metralhadoras com silenciadores, nas cinturas automáticas e inúmeros pentes de recarga da munição.

No final do corredor encontram o elevador, que ignoram, e a porta que daria acesso às escadas de emergência do prédio. Três lances de escada abaixo dão de encontro com a porta que os levaria para o ultimo andar do prédio. Eles não sabiam onde seus alvos estavam, por isso, sem opção, teriam de revistar um a um até encontrá-los.

Ao abrirem a porta de acesso ao andar não encontram o que esperavam. Eles esperavam médicos e pacientes circulando pelos corredores, mas os mesmos estavam completamente vazios e silenciosos. Estranham ainda mais ao encontrarem todas as salas e quartos daquele andar vazios. Não havia viva alma, além deles, naquele andar.

— Senhor, tudo limpo. – Informa um dos homens.

Aquele no comando não precisava que seus homens lhe dissessem que tudo estava limpo, ele estava vendo que estava limpo. Limpo demais. Era claro que os pacientes e médicos haviam sido removidos. Nenhum hospital do porte do Meritxell teria uma ala inteira vazia. O que significava que a polícia havia evacuado o prédio e mudado todos os pacientes para alguma das alas. E eles estavam sendo esperados.

A polícia estava melhor preparada do que ele novamente suporá. Para terem isolado o prédio significava que estavam sendo esperados. Os animais deram com a ‘língua nos dentes’ como dizia o ditado. Mesmo sabendo que havia grandes chances de haver armadilhas pelo caminho não poderia dar meia-volta, se fizesse isso tanto ele, como seus homens e familiares seriam mortos. Fracassar não era uma alternativa e todos eles estavam cientes disso.

— Estejam prontos para agir. Estamos sendo esperados. – Demanda voltando a andar e se aproximando das escadas. O próximo andar estava da mesma forma, vazio.

— Senhor. – Chama um dos soldados após encontrarem o terceiro andar também vazio. – Se eu fosse eles e soubesse do ataque, isolaria toda a ala mais próxima do heliporto. Levaria os pacientes para a ala mais longe possível de um possível confronto.

— Concordo. Vamos para a próxima ala. – Após alguns minutos de caminhada encontram a porta que dividia uma ala da outra, respiram fundo antes de abrir a porta.

Três homens caem instantaneamente no chão, tiros precisos no meio da testa foram o motivo. Disparos foram realizados pelos dois lados.

A polícia guardava com imposição e força a passagem para a outra ala. Dezenas de capsulas se acumulam no chão a seus pés. Em menos de cinco minutos, seis membros da guarda da Akatsuki haviam caído e os demais não conseguiram avançar nem um passo.

Recuem.— O líder demanda pelo rádio. – Vamos sair desse andar. – Começam a recuar em sincronia se dirigindo aos elevadores, que para sua ira estavam desativados. Sem opção, retornam às escadas onde mais dois de seus homens são facilmente mortos por uma nova equipe da polícia que tentava lhes cercar. Novamente sem opção, desistem das escadas e voltam ao corredor. Sem opção de avanço ou recuo sabiam que era apenas questão de tempo até serem mortos. Mas isso não era uma completa desvantagem, eles seriam a isca para que a segunda equipe pudesse entrar por solo. Apostava que toda a polícia estava concentrada naquela ala deixando as demais desprotegidas. Não esperava morrer naquele dia, mas que assim fosse se era para garantir a segurança de sua esposa e filhos. – Equipe dois, fomos cercados. Eles estão bem preparados. Seremos a isca, invadam e cacem aqueles animais. Eliminem todas as provas.

*** *** ***

Equipe dois, fomos cercados. Eles estão bem preparados. Seremos a isca, invadam e cacem aqueles animais. Eliminem todas as provas.

Ao ouvirem aquelas ordens vindas do rádio sabiam que a coisa estava complicada do lado de dentro daquelas paredes e que a primeira equipe estava com os minutos contados. O líder da equipe dois estava dentro de um carro a três quadras de onde começava o perímetro de isolamento do hospital. Esperavam não ter de agir, uma vez que a primeira equipe era composta pelos melhores homens que tinham. Mas como fora dito, a polícia estava bem preparada, estavam lhes esperando.

Com seus minutos contados para agir, não perderam mais tempo. Os três carros em que estavam dão a partida e cantam pneus ao arrancarem em direção ao hospital. Nada os pararia, nada os impediria de chegar àquele prédio.

Reparam que muitos policiais não estavam mais nas barricadas e que provavelmente deveriam ter entrado no hospital após a invasão como reforço para aqueles que já estavam dentro do prédio. Com menos poderio armado, os policiais que faziam a proteção do perímetro não conseguiram impedir que os três carros passassem. Mesmo crivado de balas, os três carros chegaram à porta de entrada do hospital ao qual atravessaram a toda velocidade invadindo o prédio. Apenas um fica na rua dando cobertura e impedindo que a polícia do lado de fora entrasse no prédio.

Mal os veículos haviam parado os dez homens já estavam fora do mesmo, cinco para cada lado, se separam e começam a revistar o prédio a partir da ala de emergência pela qual haviam invadido.

Foi um massacre, os policiais que ali estavam não esperavam aquele tipo de invasão e foram surpreendidos sendo rapidamente abatidos. A emergência estava vazia de pacientes e médicos, somente policiais se encontravam ali.

— Eles agruparam todos os médicos e pacientes em uma única ala do hospital, temos de encontrá-los. Os animais estarão lá. – Grita a seus homens que rapidamente lhe seguem para as escadas principais do prédio.

Enquanto uma equipe de cinco homens ia ao segundo andar, a segunda equipe fazia a varredura no primeiro eliminando toda a ameaça que encontrava. Não demorou muito para eles encontrarem uma grande resistência do lado oeste do prédio e sabiamente deduziram que era ali que encontrava-se os civis que procuravam.

— Alguém tem granadas? – Pergunta à sua equipe, logo vendo um de seus homens se aproximar. – Ótimo, vamos abrir caminho pra aquela ala. Quando entrarmos, matem tudo o que se mexer e representar uma ameaça a nossa missão.

Sem perder tempo, o pino de uma granada é arrancado e a mesma arremessada em direção ao corredor onde a polícia havia montado uma barricada dentro do prédio para proteger os civis. Poucos segundos depois o barulho da explosão foi ensurdecedor.

A fumaça e pó ainda tomavam conta de todo o corredor enquanto a equipe avançava. Enquanto avançavam ouviam os gemidos dos policiais feridos na explosão, e não hesitavam em disparar suas armas eliminando a todos sem piedade. Após passarem a porta que estava sendo protegida se espalham pelo lugar eliminando todo o que se mexia. Minutos mais tarde a visão finalmente clareava e conseguiam ver com tranquilidade o que acontecia ao seu redor. O rastro de corpos que haviam deixado era enorme, e nem todos eram policiais. Haviam pacientes e médicos que estavam estirados no chão cobertos por sangue.

Choro, gritos e lamentos ficavam cada vez mais fortes com o passar do tempo. Eles não paravam de avançar e atiravam em todos que tentavam fugir, somente aqueles encolhidos ou acamados eram poupados por não representarem nenhuma ameaça.

No segundo andar a cena não era muito diferente. A idéia de utilizar de granadas para passar pela porta protegida também lhes ocorreu e o estrago naquele andar fora igual ao do nível inferior. Eles não perdiam tempo analisando para verificar se aquele que passava à sua frente era ou não uma ameaça, apenas atiravam em tudo o que se mexia. O número de pacientes naquele andar era maior do que no inferior. Mais macas e médicos estavam concentrados ali e se jogavam no chão, quando podiam, pra se protegerem ao notar que ninguém estava sendo poupado.

Após revistarem todo o andar e terem certeza que seus alvos não estavam ali se preparavam para se dirigir ao andar superior quando uma ideia ocorreu a um deles. Voltando até encontrar um dos policiais remove seu rádio e o liga.

— Reforço imediato. Primeiro e segundo andares comprometidos. Civis sendo abatidos. Ameaça no lado leste contida. Remover todo o apoio para o primeiro e segundo andar da ala oeste.

— Todas as equipes ganhem tempo. Estamos removendo a carga nesse momento. Escolta a postos, limpem as ruas pra mim.

— Que merda! Todos pra fora. – Grita iniciando uma corrida desenfreada pelo corredor e escadas. – Equipe três, o alvo está sendo removido pelo estacionamento. Vão pra lá imediatamente. Equipe dois, vão para o carro, nós vamos para o estacionamento tentar impedi-los de fugir.

... Continua