Os pais de Rebeca estavam a esperando na porta, não apenas seus pais, mas também seus três irmãos a aguardavam e algumas malas eram vistas próximas a porta.

Todos olhavam com cautela não para ela e sim para Léo.

Dentro de casa todos se reuniram na sala, Rebeca e Léo sentaram juntos em um dos sofás, seus pais e irmãos ocuparam o sofá da frente e o lateral.

– Rebeca minha filha... – Seu pai que até o último momento não havia dito uma palavra tentou iniciar a conversa.

O pai de Rebeca se chama Romulo, tinha quarenta anos de idade corpo magro, 1,70 de altura ele estava usando uma calça social preta com camisa branca e colete de lã preto, com sapatos da mesma cor. Ele tinha a pele branca, olhos verdes e agora, Léo descobriu de quem a jovem tinha puxado a cor dos olhos. Sua pele era um pouco enrugada, nariz grande e pontudo com cabelos loiros e alguns fios brancos podiam ser vistos.

– Sim papai? – Perguntou ela incentivando o seu pai a continuar o seu discurso.

– Você está bem meu amor?

– Sim pai estou por que não estaria?

Seu pai desvio o olhar olhando para Léo e o seu olhar parou fixando no emblema da escola estampado em sua camiseta. Rebeca seguiu o seu olhar e começou a falar.

– Esse é o Léo Pai, e sim ele está escola embora não pareça ele tem dezesseis anos de idade.

– O que dezesseis? – Comentou sua mãe surpresa, seu marido e seus filhos olharam de queixo caído para Léo.

– Isso sempre acontece. – Disse ele sorrindo e Rebeca começou a rir.

– É mesmo Léo se importa de subir?

– Não nenhum pouco Re e eu tenho lição para fazer não vou interromper boa noite a todos.

– Tchau Léo e não durma tarde.

– Está bem.

Léo segurou sua mochila e caminhou até o seu quarto. Quando o som da porta se fechando foi ouvida por todos sua mãe começou a falar.

– Explique tudo mocinha! – Disse a mãe com a voz autoritária, Rebeca estranho o tom de voz de sua mãe.

A Mãe de Rebeca se chama Magda, é um ano mais nova que seu pai tem longos cabelos negros diferente de seu marido sem nenhum fio branco, pele branca sem nenhuma ruga e olhos verdes, 1,65 de altura. Ela estava usando um longo vestido de cor vinho com uma blusa de lã preta aberta e sapatos de salto da mesma cor.

Seus irmãos eram Raquel que tinha dezessete anos, Rodolfo que tinha doze e a pequena Julia a caçula que tinha oito anos de idade.

Raquel embora a mais nova era maior que Rebeka, tinha 1, 80 de altura olhos verdes e a pele branca, cabelos negros e algumas sardas eram visíveis em seu rosto. Tinha o corpo magro e estava usando calça jeans azul com uma bota de salto preta, uma blusa grossa preta com um A estampado no seu peito e em suas costas em vermelho.

Rodolfo tinha 1,65 de altura, corpo magro e pele branca, cabelos loiros com franja que caiam em seus olhos. Seus olhos eram verdes e seu corpo era magro. Rodolfo estava usando um agasalho da Nike preto e tênis branco.

A pequena Julia tinha cabelos loiros iguais ao de Rebeca que estavam presos em uma transa. Corpinho magro e pele branca, olhos verdes estava usando um vestidinho azul com meias brancas e sandálias marrons.

Todos olhavam atentamente para Rebeca ainda esperando uma explicação.

– Mãe, pai, irmãos todos irmão mesmo me olhar desse jeito acusador?

A expressão no rosto de seus pais e seus irmãos mudaram e todos pediram desculpas. Rebeca então se sentiu aliviada e mais relaxada e então contou aos seus pais o ocorrido.

Contou sobre a festa e dos atiradores, não contou todos os fatos apenas o que os jornais contaram que era um grupo de sem-terra que tentaram invadir os campos locais, e por sofrerem represália resolveram se vingar do pessoal da cidade.

Contou que Jonathan a protegeu cobrindo com o seu corpo, contou que viu o seu sogro e o amado morrerem na sua frente. Sem se dar conta ela começou a desabar em lágrimas, lembrar desses acontecimentos mexia muito com Rebeca e para a sua sorte seus pais e irmãos a confortaram, como ela precisava disso se confortada por sua família.

Quando conseguiu voltar a falar explicou sobre Léo que era o irmão mais novo de Jonathan, contou que Jonathan não gostava de Léo que o culpava pela morte de sua mãe que morreu ao dar à luz a ele. Contou como ficou surpresa ao saber disso e contou também do pedido que recebeu da prefeita de cuidar dele já que ele havia perdido tudo e não tinha mais ninguém.

– A minha filha que coração puro você tem. – Disse sua mãe a abraçando forte e acariciando seus cabelos.

– Mas ainda é difícil de acreditar que ele só tem dezesseis anos. – Comentou o seu pai.

– Eu sei papai, mas ele realmente tem essa idade até eu me surpreendi, fomos no médico e ele tem um surto de crescimento ele tem a aparecia de ser uma pessoa mais velha mas é só aparecia mesmo.

– Acha que deveríamos pedir desculpas a ele nós meio que espantamos o menino.

– Falaremos depois mamãe Léo é diferente dos adolescentes ele entende e teve um dia difícil hoje falaremos no café da manhã!

– Tudo bem meu amor como desejar.

No dia seguinte Léo levantou cedo e se surpreendeu ao ver a mãe de Rebeca na cozinha.

– Bom dia Léo meu nome é Magda sou a mãe de Rebeca prazer em conhece-lo. – Respondeu ela com um sorriso no rosto.

A mãe de Rebeca estava usando um vestido xadrez com sapatilhas preta, e usava também um avental branco.

– Meu nome é Leonardo mas pode me chamar de Léo e...é um prazer em conhece-la senhorita Magda.

– Oh senhorita? Obrigada você é um cavalheiro.

– Meu amor não assuste o menino. – Léo percebeu que o pai de Rebeca estava sentava sentado à mesa lendo um o jornal. Ele se levantou e estendeu a mão para Léo. – Peço perdão por ontem Léo posso chama-lo assim?

– Sim senhor pode sim.

– Sou Romulo prazer.

– O prazer é meu. – Léo apertou sua mão e Romulo soltou um gemido baixo e sorrio.

– Que aperto forte.

– Desculpe machucou?

– Não machucou não.

– O que está acontecendo aqui? – Perguntou Rebeca e todos a olhavam.

Ela estava usando uma saia preta com sapatos de salto da mesma cor, uma camisa branca de manga curta e estava com uma faixa branca em sua cabeça.

– Sente-se meu amor nos dias que eu ficar aqui irei fazer todas a refeições.

Rebeca olhou para Léo que sorrio e sentou-se.

Sua mãe havia feito panquecas e deu uma porção maior para Léo dizendo que ele precisava comer muito para crescer mais e ser saudável, Léo agradeceu sorrindo e comeu sozinho as panquecas surpreendendo Romulo e divertindo Rebeca e sua mãe.

Seu pai saiu antes dos dois terminarem o café e quando voltou, estava usando uma calça moletom preta com uma blusa de capuz preta e tênis branco, ele se ofereceu a levar Léo para a escola e ela para o trabalho Léo e ela agradeceram e ao terminarem o seu café os três saíram e mais um dia se passou.

***

Rebeca chegou em casa as 14 horas, ela ainda não havia se acostumado com a família em casa, mas no fundo estava amando a ideia de tê-los por perto.

– Cheguei. — Disse ela ao entrar em casa.

Sua irmã mais nova Julia brincava no canto da sala com suas bonecas. Seus outros irmãos estavam assistindo a TV junto com seu pai, estavam assistindo ao filme Os Vingadores.

Sua mãe colocou a cabeça para fora da cozinha e sorrindo a cumprimentou.

– Cadê o Léo? – Perguntou Rebeca e seu pai a olhou.

– Ele ligou meu amor a uma hora atrás, e pediu para avisar que irá chegar mais tarde ele teria que fazer um trabalho em grupo e então ficou com os amigos pois resolveram adiantar para ficarem livres.

– Entendi mas não sei se ele pegou dinheiro suficiente para...

– Ele está bem mamãe. – Disse o seu irmão a surpreendendo.

– Ele está certo minha filha você agora falou e agiu como a sua mãe quando fica preocupada com os seus irmãos.

– É que eu...eu...- Rebeca não sabia o que dizer e sorrindo seu pai assentiu e se levantou.

– Você está preocupada com ele com tudo que ele passou, se sente na obrigação de protege-lo meu amor. – Ele tocou em seu ombro e Rebeca assentiu surpresa. – Isso está visível nos seus olhos desde quando nos contou da família dele, e o mesmo olhar eu pude ver agora, ele vai ficar bem e se tiver algum problema pegamos o carro e vamos até a escola se quiser?

– Obrigada papai, mas vou confiar no que o senhor disse ele está bem então não tenho o porquê me preocupar não é mesmo?

– Essa é a minha filha.

A mãe de Rebeca chamou e todos se sentaram à mesa e almoçaram juntos como uma verdadeira família, e como costumavam fazer antes. Rebeca contou sobre o seu trabalho no hospital veterinário e como estava na faculdade e assim o dia passou em um piscar de olhos.

As 18:00 Léo chegou em casa segurando em sua mão um livro grosso de história.

– Bem vindo Léo como foi o trabalho? – Perguntou Magda que havia terminado de limpar o chão e empurrava um grande balde.

– Foi bem terminamos e realmente o trabalho era grande, mas deixa eu ajudar a senhora a levar isso! – Léo colocou o livro e a mochila no sofá e segurou o balde levando até tanque.

– Que menino prestativo seus pais deveriam se orgulhar dele. – Comentou Magda sorrindo.

Rebeca desceu as escadas junto com o seu pai. Ela agora estava usando calça jeans preta com uma blusa também preta aberta, usava também uma blusinha branca e botas marrons.

– Léo chegou tarde mocinho. – Comentou ela e Léo levando a mão a nuca se desculpava pelo atraso.

– Perdão Re... e eu peguei transito quando voltei desculpa se te preocupei.

– Tudo bem não foi nada e você comeu?

– Comi lanche... – Disse ele na defensiva.

– A Léo lanche?

– O meu... – Ele se calou e olhou para o lado sem jeito.

– Ora ora Rebeca vamos você tem que ir para a aula. – Disse sua mão os interrompendo. – E você Léo vai tomar um bom banho o jantar já está quase pronto.

– Está bem mamãe eu vou indo pra aula o papai irá me dará uma carona.

– Bons estudos meu amor.

– Boa aula Re.

– Obrigada gente.

Rebeca saiu junto com o seu pai indo para a faculdade, ele prometeu que a buscaria as 22:00 e pediu que o esperasse na entrada.

A família de Rebeca ficou por mais uma semana hospedada em sua casa e assim logo ela e Léo ficaram novamente sozinho.

– Quem diria que eu iria sentir tanto assim a falta deles!

– Faço de suas palavras as minhas.

Os dois se olharam e comeram a rir alto.