Little Love
8 Terceiro dia: Brigas e Declarações.
Notas iniciais
Demorei mais estou de volta com o novo capitulo!
A tia está totalmente recuperada! E mais uma vez obrigada pela compreensão de vocês!
O desenho já foi adicionado no capitulo anterior! Corram lá e vejam *--*! Espero que gostem!.
Um recado importantíssimo!
Esse capitulo para será o penúltimo que Sanji e Zoro aparecem como crianças. :( Passou tão rápido :(.
Bom é isso!
Quero agradecer a Lais Chan , a Lawko, a Portgas D Taylor, a Boa Hancock e ao Mr Zero! Vocês são a razão de cada pedacinho dessa fic *--*. Obrigada!
Bora ler u-u.
Ele havia se decidido.
Roronoa Zoro enfim havia decidido declarar-se para Sanji. Aquilo parecia algo muito fácil de se dizer, a não ser, é claro, que Sanji era um homem, e não uma linda mulher... E ora! Ele era um homem que podia muito bem desfigurar o seu rosto com seus chutes. Mas o espadachim havia chegado à conclusão que seria pior continuar como estava.
Pensando em Sanji todos aqueles dias que estiveram próximos e, digamos que os pensamentos de Zoro não eram exatamente inocentes como suas atitudes de criança. Ele se sentia altamente atraído por Sanji e talvez por aquilo acontecer, ele começou a achar que era coisa daquele seu novo estado.
Mas as coisas mudaram depois que ele foi preso ao mastro e Sanji o beijou. E as coisas mudaram mais ainda quando, no dia anterior, ele acordara e dera de cara com Sanji encolhido junto aos sacos de mantimentos, dormindo sentado de maneira totalmente desconfortável. Então Zoro se lembrou de tudo que havia feito e, sorriu bobamente por perceber que o outro estava assim porque estivera velando o seu sono.
O pequeno de cabelos esverdeados tentou sair daquela dispensa sem acordar o loirinho dorminhoco, pois já o havia dado trabalho demais, porém, para sua infelicidade, a porta da dispensa também possuía a senha (na qual não tinha noção qual era) na parte de dentro, deixando-os presos.
Zoro amaldiçoou Frank pela criação e, logo após, amaldiçoou Luffy, pois se o seu capitão não fosse tão esfomeado, Sanji não precisaria proteger a comida daquele jeito e, assim Frank não construiria um sistema tão reforçado.
Como se não bastasse o fato de estar preso, os líquidos que havia ingerido estavam fazendo efeito, causando assim, uma enorme vontade de usar o banheiro. Bufou irritado se negando a acordar Sanji, e passou a observar ao redor. Tinha que ter alguma coisa para ajudá-lo.
Observou tudo, até que uma pequena caixa o chamou atenção. Não que aquilo iria ajudá-lo, somente estava curioso para saber do que se tratava, subiu em um dos sacos para ter a altura devida, mas subitamente foi surpreendido por um grito raivoso.
– O que você pensa que está fazendo pisando na comida seu brutamonte? – Sanji rapidamente estava ao seu lado, tirando-o do saco com uma cara não muito amigável. – Era só o que faltava, a bebida agora danificou os poucos neurônios que você tinha!
– Hã? O que você disse? – Zoro resmungou também irritado, porque Sanji era um ingrato. Não queria tê-lo acordado, e agora pensava que teria sido melhor o sacolejado desde o começo. Quão contraditório aquilo podia ser?
_ Que isso é comida! Não se pisa em comida seu gorila verde! — Sanji socou o peito de Zoro que rapidamente o segurou pela gravata, tão irritado como o outro. – UUH QUER LEVAR UM CHUTE NA CARA?
– EU ACABO COM VC EM 2 MINUTOS SEU LOIRO AGUADO! –Zoro disse entre dentes, colando a testa na de Sanji, começando aquele costumeiro duelo de quem era melhor.
A discussão não parou quando Sanji e Zoro saíram da dispensa, e também não parou quando Zoro voltou, após ter saído quase que correndo em direção ao banheiro. A única diferença foi que agora, a briga se tornara mais física, quando Nami resolveu interferir, deixando amavelmente um cascudo nos dois.
Ninguém desconfiou do acontecido na cozinha há horas mais cedo, como Sanji não comentou nada relacionado ao assunto. E assim, logo passou o resto do dia no Sunny, e Zoro nem conseguira dormir direito aquela noite.
Agora estava ali, sentado perto das laranjeiras de Nami cuidando atentamente de suas katanas, enquanto havia enfim, decidido dizer tudo que sentia a Sanji. Mesmo que brigassem de novo ou que o loiro não olhasse nunca mais para sua cara.
Suspirou notando que havia concluído sua tarefa e, que agora estava na hora.
Procurou o cozinheiro pervertido com os olhos pelo navio e o encontrou deitado de bruços no convés. Suas pernas estavam levantas e cruzadas no ar, enquanto sua cabeça estava apoiada em uma das mãos. Estava concentrado, lendo o que parecia ser um livro.
Levantou-se, certificando-se que não havia ninguém próximo no convés do navio para ver o que estava pra acontecer e, ao perceber que não tinha ninguém, sentiu uma pontada na barriga. Sim... Ele estava ansioso, aliás, estava mais do que isso, estava nervoso e temeroso com a reação de Sanji.
Pegou cuidadosamente suas katanas e marchou de passos incertos até a criança concentrada, gerando uma grande sombra. Sanji ergueu a cabeça incomodado.
– Oe marimo, está me atrapalhando... – comentou indiferente, mais estranhou o fato de que Zoro não estava o encarando, e sim girando os olhos para qualquer ponto que não fosse ele.
– Preciso falar com você. – O moreno somente respondeu seco ainda incerto se aquilo valia a pena.
– Fala. – Sanji incentivou, se sentando em forma indiana, enquanto fechava o livro que estava lendo. Estava dando total atenção a Zoro, mais não estranhava mais aqueles detalhes, Sanji já sabia o que estava acontecendo. E por causa daquilo, queria voltar o mais rápido possível a sua forma normal.
– Uh... – Zoro estranhou a suposta atenção que recebeu e, foi pior, porque aquilo se tornou mais difícil do que estava antes. – Bom eu...
Sanji esperou e esperou, mas o silêncio parecia ainda mais constrangedor para Zoro e, ele se virou de costas rosnando inconformado .
“MALDIÇÃO! PORQUE NÃO CONSIGO SIMPLISMENTE DIZER?”
– Uh você está bem Zoro? – Sanji perguntou para a criança, que parecia muito perturbada com seus pensamentos. O outro nada respondeu, ao invés, ficou ainda mais incomodado. – Ok! Eu irei chamar o Chopper e...
– NÃO! – Zoro o cortou, virando de frente rapidamente, assustando Sanji . – Quero dizer, somente espera ta?
Sanji assentiu enquanto o outro engolia seco, e colocava duas de suas katanas na grama.
Sacou a sua katana mais antiga Meito, Wado Ichimonji e em movimentos rápidos, começou a fazer o que pretendia na grama do Sunny. Se não era bom com palavras, iria fazer no que ele era bom, o que no caso, era cortar.
Sanji observou tudo curioso o achando um maluco, mas logo depois arregalou os olhos quando o outro enfim havia acabado.
Na grama do convés do Thousand Sunny, que estava danificada com os cortes da katana do espadachim, de modo que a terra ali presente se sobressaísse destacando a seguinte frase.
“EU GOSTO DE VOCÊ SANJI”.
Sanji releu a frase 5 vezes para constar que aquilo estava acontecendo, e logo seus olhos desviaram para o rosto de Zoro, que estava completamente corado e sério. Mas ele tinha o olhar decidido e se sentia muito mais aliviado de ter tirado aquilo de dentro de sí. Agora, ele estava esperando os chutes e os gritos de Sanji... Que não veio.
Ao invés, o cozinheiro sorriu. Sorriu de maneira sincera e verdadeira, enquanto se levantava e rapidamente jogava seu corpo contra o do outro, que o abraçou involuntariamente, ainda sem acreditar.
– Eu também! – Foi o que Sanji respondeu com o tom baixo, tentando controlar seus batimentos, fazendo Zoro dar um sorriso mínimo, um pouco convencido, mas também incrédulo.
–BOOOM!– A dor dominou a cabeça dos dois, que se soltaram choramingando e levando os braços no local atingido, que crescia um calombo vermelho bem visível.
Franky que havia acabado de dar um cascudo nos dois, cruzou seus braços enormes de maneira raivosa, seus óculos estavam sobre a cabeça, mostrando seus olhos e a sua expressão furiosa.
– Olha o que fizeram com o Sunny! Vocês estão SUPPPEEER encrencados! – Até o “super” soara ameaçador. E Sanji e Zoro rapidamente ajoelharam aos pés do cyborgue, abaixando a cabeça.
– GOMEM! – disseram os dois ao mesmo tempo.
– Nada disso! Tratem de arrumarem isso agora ou levarão mais cascudos! – Franky ordenou e as crianças rapidamente começaram a correr para lá e pra cá, a fim de encontrarem uma forma de arrumar a grama.
A solução só realmente veio, quando as crianças já haviam escutado vários berros de Franky, e Usopp, ao passar por ali e notar a confusão, perguntou se queriam ajuda, e assim fez, soltando uma Pop Green deixando a grama novinha em folha.
Franky então se acalmou e foi para cozinha, alegando beber mais cola. E Sanji e Zoro enfim se entreolharam, antes de caírem na risada.
– Não achei... Que você... Conseguia arrumar tanta confusão marimo! – Sanji disse entre risadas e Zoro concordou.
– Nem eu! – riu mais um pouco, antes de ele se lembrar de que toda confusão que ele entrara, no fim era por causa de Sanji.
– Minna! Todos na cozinha! Reunião! — A voz de Nami foi ouvida e, Sanji praticamente voou até lá. Zoro revirou os olhos, pegando suas katanas e se direcionando a cozinha também, e assim quando estavam todos reunidos. Nami continuou. – Chegaremos em Malpaga em 2 horas! — Luffy soltou um “FESTAAA” e ele, Usopp e Chopper comemoram. – Calma! Esperem eu terminar de falar! Segundo o jornal de hoje... – Nami balançou o papel que tinha em mãos, trazendo toda a atenção para si novamente. – A festa que irá ter na ilha hoje, será uma espécie de mini Halloween, nessas festas, as crianças costumam bater de porta em porta pendido doces e, as pessoas também entram no clima se fantasiando! – Nami sorriu animada. – Vêem? É o ideal! Zoro e Sanji irão procurar Bonney disfarçadamente pedindo doces em cada aposento. Enquanto nós podemos nos disfarçar, sem atrair muita atenção para procurá-la também.
Luffy ergueu os braços discordando.
– Eu também quero pedir doces! — fez careta para Nami como se ela tivesse dito algo muito errado.
– Doces... Algodão doce estaria incluído? – Chopper deu pulinhos para chamar a atenção da tripulação. Usopp sorriu.
– Estão incluídos doces em geral Chopper! – respondeu fazendo a rena soltar gritinhos de comemoração.
– Ok! O plano é o seguinte, vamos nos separar em grupos. Chopper, Zoro, Sanji e Brook vão pegar doces. Enquanto Luffy, Usopp, eu e Robin procuraremos pelo centro, onde os adultos estarão fantasiados. Franky você cuida do Sunny certo? Já que não podemos deixá-lo ancorado próximo a cidade.
– Oeeee! Eu quero pedir doces! – Luffy repetiu fazendo beicinho emburrado.
– Yohohohoho a gente terá que ter fantasias então? – Brook se animou.
– Sim Brook.. Nós vamos... Você já é um esqueleto. É só ir normal. – Zoro respondeu coçando o braço de maneira relaxada.
– Oh! Isso foi cruel Zoro-san! — Uma lágrima apareceu no buraco do olho de Brook.
– Ok ok! – Nami cansou daquela conversa, afinal, agora tinha que se preocupar de como segurar Luffy próxima de si para que o capitão não fizesse nenhuma trapalhada. – Todos vão se arrumar! Sejam criativos, não podemos ser reconhecidos! Lembrando que temos duas horas!
– Haiii! – A tripulação inteira respondeu.
Todos foram pra suas devidas funções para descer na próxima ilha. Somente Zoro que não tinha a mínima ideia do que iria se vestir e, após muito pensar, decidiu deitar um pouco para descansar já que não havia dormido.
Sentiu algo em sua perna.
– ACORDA MARIMO DE MERDA! – uma voz aguda invadiu seus tímpanos, e ele pulou de susto, olhando com olhos arregalados ao redor. Logo sua visão se focou a uma criança loira, vestida formalmente como costume. Sua roupa era branca social, e uma gravata borboleta vermelha estava em seu pescoço. O diferencial era uma capa preta na parte de fora e na parte de dentro era vermelho sangue, que realçava ainda mais sobre sua pele branca. Dois dentinhos sobressaiam sua boca, e seu cabelo estava mais arrepiado do que o normal. – Você já devia estar pronto! Já estamos quase chegando!
Zoro piscou, se sentando analisando ainda mais Sanji. Ele estava fantasiado de vampiro, estava claro. Mas porque parecia ainda mais irresistível?
– OEEE! TERRA PRA MARIMO! ANDA LOGO! – Sanji balançou Zoro pelos ombros para fazer-lo acordar, e Zoro se afastou fazendo uma careta.
– Tsc..... Não encontrei nenhuma fantasia... – Se justificou, bocejando em seguida.
– Baka! – Sanji praguejou colocando a mão no queixo, em seguida sorriu maleficamente. – Preciso de uma caneta!
– Caneta? – Zoro perguntou sem entender. Sanji se aproximou ainda sorrindo com os caninos sobressaindo, e encarou Zoro diretamente nos olhos. Colocou a mão na roupa que Zoro usava, puxando o tecido para lados contrários, fazendo-o rasgar com a força exercida ali.
– OE OE! – Foi tudo que Zoro conseguiu dizer, antes de estremecer. Ok, Sanji estava brincando com fogo, e ele iria se queimar. Sanji sorriu ainda mais.
– Calma marimo. Não fique tão tenso... Só estou te ajudando com sua fantasia. – Rasgou mais o tecido deixando a barriga de Zoro à mostra, e fez o mesmo atrás. – Certo! Agora trate de bagunçar essa cabeça de musgo ai, que eu vou buscar uma caneta. – Se virou antes que Zoro pudesse se pronunciar.
O espadachim fez careta passando a mãos no cabelo para bagunçá-lo, o que Sanji estava pensando para fazer aquilo? Não era engraçado brincar com os sentimentos das pessoas. Ele parecia se divertir com seu abalo momentâneo. Droga! Sanji conseguira mesmo fazer-lo ficar sem reação.
O vampirinho logo estava de volta, ordenando que o mesmo ficasse quieto e, mesmo contra sua vontade, ele obedeceu. Agora, Sanji estava lhe desenhando de maneira até concentrada. Ficaram assim por alguns minutos, até que o loiro exclamou que estava pronto. E pelo seu sorriso, estava contente com o resultado.
– Você vai ter que ir descalço para dar mais efeito.. – Sanji concluiu após observar Zoro dos pés à cabeça.
– Efeito de que? — Perguntou perdido e Sanji riu.
– Porque não vai dar uma olhada? – Sugeriu. – Vou ver a Nami-swan! Já está na hora, já vejo a ilha! – Mal acabou de falar e já foi rodopiando atrás Robin, que passou ao seu lado, vestida de “bruxa indecente”, segundo a opinião de Zoro.
Deu ombros caminhando até o banheiro, onde se observou no espelho.
Levou um pequeno susto. Sua cicatriz no olho fora prolongada e agora cortava seu rosto verticalmente. Também havia cicatrizes de “mentira” no seu pescoço. E a sua cicatriz no peito se encontrava no mesmo estado. Sanji havia lhe transformado em um “morto-vivo” apenas com uma caneta. Sorriu, reparando de como se parecia com aqueles zumbis em Thriller Bark.
Suspirou, imaginando o que aconteceria. Era seu último dia como criança. Declarara-se para Sanji e, ele tinha certeza que as coisas ficariam muito mais interessantes a partir de agora.
Notas finais
E...e....
AHH .......MEUS BEBÊS VÃO CRESCER. :((((((((((((((((
*PEGANDO LENÇOS PARA CHORAR LOUCAMENTE
Obrigada! Snif :((
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