Little Love
9 Voltando ao Normal
Notas iniciais
Eu estava nas ultimas provas e agora finalmente estou de férias para me dedicar mais a LL *-*.
Tenho alguns avisos para este capitulo.
Aviso 01: A capa desse capitulo foi baseada em duas fanarts. Eu desenhei baseando, editei e fiz umas alterações. Se quiserem depois passo o link das originais!
Aviso 02: Como foi dito no cap. 01 Os poderes da Bonney aqui na fic são baseados nos dados que temos até então no manga/anime. Infelizmente não sabemos muito a respeito de como funciona... então digamos que seja uma suposição minha.
Aviso 03: Mudei a capa da fic *-*! Eu não resisti! A imagem NÃO é de minha! Somente tive que fazer algumas mudanças. O que acharam? Deixem suas opiniões se preferem essa ou a antiga!
Agradecimentos a linda da Portgas D Taylor, a Boa Hancock (s2), a Yuki Date (que voltou a marcar presença aqui *--*), e a Fujoshi (mais uma vez bem vinda!). Muito obrigada de coração gente!
(Por favor, leiam as notas finais!)
Espero que gostem desse capitulo. ;x
Boa leitura!
– Gostei da fantasia Sanji-Kun! – Foi a primeira coisa que Zoro escutou Nami dizer ao se juntar a tripulação no convés do navio.
Ele havia demorado um pouco a mais no banheiro, já que teve que encontrar uma maneira de levar suas katanas. Só conseguiu sair de lá quando as mesmas estavam presas firmemente nas suas costas, de modo que duas ficassem transversalmente formando um x, e terceira na vertical no meio das duas.
– Oh! Arigatou Nami-Swan! – Sanji respondeu com uma voz estridente enquanto estava no colo de Robin.
– Zoro! – uma rena toda enfaixada se aproximou do de cabelos esverdeados com os olhinhos brilhando. – Você está incrível!
Zoro então reparou que Chopper havia utilizado suas gazes para se fantasiar de múmia, e sorriu para o nakama com o elogio.
– Você também Chopper! – A rena se animou e correu em direção à tripulação novamente, Zoro pode observar melhor os outros.
Além de Chopper de múmia, Sanji de vampiro e Robin de bruxa (como ele havia visto antes), estavam com eles: Nami com um vestido vermelho decotado e chifres na cabeça, deixando claro que ela estava fantasiada de diaba; Usopp com uma foice na mão e uma capa preta cobrindo o corpo, porém, seu nariz estava sobressaindo sobre a capa, o identificando; e por fim Luffy, que estava com orelhas na cabeça e uma roupa marrom de pêlos mal costurada, que deveria ser algum casaco de Nami, parecia estar fantasiado de lobisomem, mas o diferente era que o Capitão estava com os olhos caídos, pálido e parecia muito desanimado.
– Oe! O que há com o Luffy? – Zoro perguntou sério e os olhares dos outros caíram sobre si.
– Nami encoleirou o Luffy, disse que era a única maneira de mantê-lo sobre controle. – Usopp sussurrou baixo como se temesse a reação da navegadora. Zoro voltou a olhar Luffy e reparou que ele possuía uma coleira no pescoço, franziu o cenho, reparando que o capitão podia sair dali com certo tempo já que era de borracha. Usopp pareceu adivinhar seus pensamentos e continuou. – É de Kairoseki...
– Concordo com você, ela é mesmo uma bruxa... – Chopper sussurrou para Zoro, entrando na conversa, também observando Luffy tombar a cabeça para o lado e colocar a língua pra fora, como se estivesse exausto.
– Onde ela arranjou Kairoseki? – Zoro perguntou abismado com a atitude da ruiva em fazer uma atrocidade daquela. – Vocês concordaram com isso?
– Vá saber onde ela conseguiu... Ela é uma ladra esque....BOOM! — O Clima Tact acabara de acertar a cara de Usopp.
– Parem de cochichar sobre mim! – Nami elevou a voz irritada, para em seguida, mudar de pose e fazer cara de coitada, fazendo Sanji babar. – Eu sei que estou linda.
– Até parece... – Zoro e Chopper responderam rápido balançando as mãos.
– AU! Está tudo pronto! – Franky surgiu no convés com barris vazios de cola, havia acabado de abastecer o navio de cola, afinal, não sabiam o que encontrariam naquela ilha.
– Certo agora só falta o Brook. – Nami falou olhando para Luffy que estava próximo de sí.
– Mas eu já estou aqui há tempos! Yohohohoho! – A voz de Brook se pronunciou, e todos olharam para trás. Usopp se afastou de medo, e os olhos de Chopper mais uma vez ficaram brilhantes.
Os ossos de Brook estavam todos visíveis, de maneira que parecessem aqueles esqueletos dignos de filmes, só sendo diferenciado pelo seu afro, que continuava igual.
–Sugee... – Luffy exclamou com a voz fraca, levantando o braço esquerdo e o soltando como se aquilo pudesse demonstrar sua excitação.
– Espera... Se estamos vendo todos os seus ossos.. Isso significa que... – Nami começou a falar, se afastando rapidamente de Brook, puxando Luffy pela coleira para acompanhá-la . – Você está pelado! Seu pervertido!
– Huh? Pelado? Tem damas aqui!– Sanji se revoltou, se debatendo pra descer de Robin.. — Quer virar cozido de ossos seu merda?
– Acho que já podemos ir Senhorita Navegadora. – Robin respondeu colocando Sanji no chão.
– Yoshi! Todos se lembrem do plano! Hajam naturalmente, e qualquer coisa, ligue para o meu Den Den Mushi! — Nami respondeu enquanto puxava Luffy, Usopp e Robin para descer do navio.
Chopper se encarregou de dar outro den den mushi para Sanji, e logo estava descendo para Ilha Malpaga, já que Franky iria afastar com o navio novamente para escondê-lo.
A cidade na qual desembarcaram estava toda enfeitada com as decorações típicas do halloween, e as ruas estavam movimentas, já que os habitantes dali pareciam não se importar pela festa ser fora de época. Música alta se fazia presente para o lado direito da cidade, deixando claro para todos que lá era o centro onde todos os adultos se reuniam para festejar.
Zoro não pode deixar de pensar que Luffy ficaria louco se estivesse “livre” das garras de Nami, e que ele poderia causar uma confusão e tanto naquela cidade. Mas se recusava a apoiar a ideia de prendê-lo com Kairoseki.
Foram adentrando para onde estavam indo os habitantes. E não demoraram a encontrar crianças fantasiadas correndo pelas ruas residenciais com os braços lotados de doces.
Então Brook e Chopper se separaram de Sanji e Zoro, para que pudessem procurar por áreas distintas, visando encontrar Bonney mais rápido, isto é, se ela ainda estivesse ali.
Sanji estava quieto e concentrado. Ele havia aproveitado bastante o tempo como criança, conseguira ficar mais perto de Robin e Nami, e involuntariamente perto de Zoro.
Desviou os olhos para o espadachim que acabara de tocar a campainha de uma casa aleatória. Zoro percebeu que estava sendo observado e flagrou o outro, que rapidamente corou.
– O que foi? – Zoro perguntou sem entender e a porta foi aberta, salvando Sanji no último instante.
Uma casa, quinze casas, o bairro inteiro.
Os dois haviam batido de porta em porta e nem sinal de Bonney. Até haviam ido a três hotéis, e batido de quarto em quarto, mesmo com o gerente alegando estarem todos no centro.
Já estavam com várias sacolas de doces, pelo fato de as mulheres das casas ficarem derretidas com o suposto vampirinho, que se comportava gentilmente a disposição delas.
Por fim decidiram sentar em um dos bancos da praça do segundo bairro que estavam.
– Estamos perdidos. – Zoro foi o primeiro a se pronunciar, coçando a cabeça em sinal de aborrecimento. Queria voltar ao normal rápido, porém as coisas não estavam sendo tão fáceis assim.
– Ela pode estar no centro... – Sanji tentou ver o lado bom da situação, mesmo estando tão frustrado quanto o outro. Zoro bufou. – Calma marimo... Nós vamos achá-la!
– É espero que você esteja certo... – Zoro concordou, soltando as sacolas no banco para tentar relaxar. Olhou para o lado e Sanji novamente estava o observando. — O que você tem? – perguntou; e Sanji fez expressão confusa. Zoro continuou coçando a nuca sem jeito. – Sabe você tem ficado me olhando... Eu borrei as cicatrizes?
– Oh! – Sanji somente soltou, nem percebera que estava olhando Zoro novamente, suspirou também largando as sacolas no banco, tentando encontrar alguma resposta para aquilo. E no fim decidiu ser sincero e dizer o que realmente estava passando pela sua cabeça. – Não... Você não borrou nada é só que... Eu estive pensando... – Zoro o esperou continuar. – Como... Como você descobriu? Quero dizer... Quando você notou...?
– Quando notei o que? – Zoro perguntou confuso, fazendo Sanji revirar os olhos por o moreno ser tão lerdo.
– Que gostava de mim né? Idiota! – Respondeu rápido.
– Ahh! – Zoro entendeu. — Porque eu te diria isso? Eu já tive que me declarar! Aliás... – Zoro sorriu. – Eu responderia se você respondesse a mesma pergunta em relação a mim.
Sanji incrédulo ergueu as sobrancelhas. Que canalha! Zoro havia saído bonito da resposta e agora só responderia se ele respondesse. Deu ombros, não tinha porque esconder.
– Acho que foi quando você desafiou aquele espadachim de merda e foi facilmente humilhado. – Sanji sorriu achando que aquela resposta fora satisfatória. Agora Zoro ficaria bravo e esqueceria aquele assunto certo? Errado. Ao olhar o espadachim que parecia realmente surpreso, Sanji acabou se arrependendo do que dissera.
– Você... Você gosta de mim desde que eu desafiei o Mihawk? — Zoro até gaguejou. Seu coração batia de surpresa e ele sentia uma sensação incrivelmente boa que jamais tinha imaginado sentir.
– NÃO! – Sanji negou o que tinha acabado de falar. Mordeu os lábios fortemente em nervosismo. Nem ele tinha certeza daquilo, então porque disse? Parecia que as palavras estavam na sua boca sem que ele mesmo pensasse no assunto. – Eu... Hum... Não foi exatamente assim. Sua atitude me surpreendeu lá. Somente isso. – tentou organizar seus pensamentos. — Foi lá que eu comecei a prestar atenção que você é uma mula, que perde o controle pra conseguir ganhar o que quer. – Zoro sorriu de novo. – Mas digamos que gostar mesmo, só desses dias que estivemos próximos...e..
. Buruburuburuburu.
O som do den den mushi pôde ser ouvido, e Sanji procurou nos bolsos para atender o telefone.
Katcha.
– Moshi moshi? – Sanji respondeu para o pequeno aparelho.
– SANJI-KUN! ENCONTRAMOS, ENCONTRAMOS A.... LUUUUUUUUUUUUUUUFFY VOLTA AQUI! ROBIN, VAI ATRÁS DO LUFFY.
Zoro rapidamente ficou em pé.
– ONDE ELA ESTÁ? – gritou para o aparelho, que se encolheu com um pouco de medo.
–SEGUNDO CHOPPER ELA ESTÁ NUM HOTEL ENTRE AS RUAS RESIDENCIAIS. HOTEL DOS VIAJANTES É O NOME!. Katcha.
– Nami-swan? – Sanji perguntou para o aparelho, que já estava dormindo em sua mão. – Merda!
Zoro observou um menino passar pela rua andando calmamente.
– OE! VOCÊ! – o menino começou a correr. – NÃO! ESPERA! SÓ QUERO INFORMAÇÃO! – Zoro começou a correr atrás e logo o alcançou, pegando o menino pelos ombros, obrigando-o a parar. – Onde fica o Hotel dos Viajantes? –tentou manter a calma, pois o menino parecia prestes a chorar.
– É só... Só... Descer a rua! – o menino disse entre soluços e logo foi libertado, e saiu correndo para longe dali.
– Cook! É só descer! – Zoro voltou, pegando as sacolas e se virando para o lado onde havia um enorme morro do bairro.
– Baka! Se é pra descer, é pra cá! – Disse Sanji também irritado, correndo para o lado contrário a Zoro que logo estava o acompanhando.
– Malditas ruas parecidas! – Zoro tentou se redimir enquanto Sanji olhava atento ao redor. Então o instinto infantil de Zoro notou algo. — Oe porque você sempre corre na frente?
– O que? – Sanji respondeu sem entender a aquela pergunta, já que não tinha nada haver com o assunto. Zoro apressou-se, correndo mais rápido, ultrapassando Sanji. – Oe! O que você está...
Zoro sorriu convencido.
– Eu vou chegar primeiro ao hotel...! –Continuou a correr.
– Baka! Isso não faz nenhum sentido... – Sanji exclamou se irritando, Zoro não respondeu, ao invés, se apressou causando certa distância. – Aff... – seus olhos queimaram pela sua possível “derrota”. — Prepara pra comer poeira cabeça de musgo!
Os dois corriam empatados a descida do morro, até que a figura de uma rena sobre quatro patas cortou a rua pela direita, entrando na frente dos dois que tentaram frear, mas por estarem em uma decida, obviamente não conseguiram.
O loiro e o moreno colidiram com a rena e um esqueleto, que acabara de chegar ao mesmo local que o animal. E a partir daí foram descendo o morro, rolando juntos como se fosse uma grande bola de neve.
Um pouco mais abaixo do morro uma garota de cabelos rosados corria desesperadamente em direção ao hotel.
– AAAHHHHHH...PARECE QUE VAMOS ATRAPELAR ALGUÉM YOHOHOHO! – Brook exclamou entre os gritos.
Jewelry Bonney nem teve como questionar, assim que virou em direção aos gritos, foi acertada em cheio, parando involuntariamente a descida dos chapéus de palha.
Logo, Luffy se aproximou enrolando seu corpo de borracha em Bonney que estava no chão, caída.
– Minna! Peguei ela! PEGUEEEEEEEI! Shishishi. – Luffy gritou sorridente, quando viu Sanji se levantando com uma cara nada boa.
Robin, Usopp e Nami apareceram, correndo em seguida e, sem perder tempo, Nami se aproximou de Luffy e Bonney com a coleira em mãos, colocando o objeto na garota de cabelos rosados, que se preparava pra escapar. No mesmo instante, a garota se enfraqueceu.
– MALDITA! O QUE VOCÊ FEZ COMIGO? – Bonney gritou para Nami, tentando se soltar de Luffy já que agora seus poderes estavam inutilizados.
Sanji observava tudo de olhos arregalados, havia sido mais fácil do que ele imaginava que seria, graças a...
– NAMI-SWANNN VOCÊ É DEMAAAAAIS! – Correu até Nami a abraçando.
– Sabia que esta coleira iria ser útil! – Nami exclamou convencida.
– Me soltem! – Bonney exclamou furiosa. – Vocês vão me pagar!
– Eu disse que viria atrás de você. – Zoro parou na frente da garota, que fez careta imediatamente. – Faça a gente voltar ao normal.
– Isso tudo é culpa sua seu desgraçado! – Bonney disse entre dentes.
– Oe Zoro! Tem certeza que quer voltar? Sabe... Eu estava gostando de você e o Sanji assim... – Luffy fez biquinho e Sanji e Zoro respectivamente voaram no capitão.
– Acho melhor terminar essa conversa no quarto dela pessoal... – Robin sugeriu. Os habitantes que passavam por aquela rua começaram a parar, curiosos com o que estava acontecendo.
Todos adentraram o hotel que Bonney estava hospedada.
Nami e Robin ficaram na recepção inventando uma desculpa para aquele tumulto; Luffy havia seguido o cheiro de comida e, havia “acidentalmente” parado na cozinha do hotel; enquanto Chopper e Brook vigiavam a porta do quarto caso a pirata conseguisse escapar. Estavam no quarto, Usopp que segurava a coleira em Bonney, com medo. Zoro estava à frente, sério, e Sanji somente observava.
– Vê? É bem simples o que eu quero. Você fez isso... Então você arruma certo? – Zoro começou olhando para a garota, que também o encarava.
– Quem me garante que quando eu fizer isso vocês não vão me matar? — Bonney disse entre dentes. Estar presa daquele jeito pela segunda vez era humilhante. Ela só queria ficar em paz... Malditos chapéus de palha!
Zoro sorriu, colocando a mãos nas costas. Sacou a sua espada amaldiçoada Sandai Kitetsu e apontou em direção à garota. Sanji virou-se de costas, não aguentaria ver aquilo ser feito com uma dama. Porém não poderia intervir, já que aquilo era necessário.
– Bom, garantia você não vai ter... Mas fazer o que eu estou pedindo é o jeito mais fácil... Para você e para mim. – Bonney fez careta olhando a espada.
Usopp engoliu seco, pensando em como de uma hora para outra, Zoro parecia uma criança demoníaca. E de como era bom eles serem nakamas.
– Certo, se eu fizer o que você quer você me deixa em paz, certo? – Zoro pensou um pouco e concordou com a cabeça. – Eu vou fazer! – olhou para Usopp e apontou pra coleira. — Tira isso e leva para longe de mim!
Usopp olhou Zoro que assentiu novamente.
– Não tem como você fugir, já que somos oito contra um, você sabe... E se fizer isso.. Vamos te caçar novamente e da próxima vez não seremos tão bonzinhos... – Zoro continuou a ameaçar Bonney sem abaixar sua espada, enquanto Bonney era solta da coleira por Usopp. A garota assim que liberta, colocou a mão no pescoço, respirando fundo, sentindo suas forças voltarem.
– Pode sair Usopp... O atirador praticamente correu em direção à porta e a fechou, e Sanji enfim se virou.
– Vocês são uns cretinos... – Bonney sorriu de maneira debochada cruzando as pernas. – Isso vai ter volta... Vocês sabem... Não sabem?
– Acaba logo com isso. – Zoro murmurou impaciente.
Mal terminou de falar e seu corpo deu um solavanco para frente, enquanto subitamente seus músculos se contraíram e suas roupas ficaram apertadas para logo estourarem. Ele estava crescendo, o estranho era que aquilo fora mais desconfortável do que virar criança. Sanji se sentia do mesmo jeito quanto escutava suas roupas rasgarem e escorregarem pelos seus pés. Até que parou.
Eles finalmente haviam voltado ao normal!
Zoro sorriu de canto e Sanji colocou a mão no queixo sentindo novamente sua barba rala.
Eles estavam... Bom eles estavam pelados na frente de Bonney.
– Nossa... – ela exclamou olhando os dois de cima em baixo antes de gargalhar. Zoro trocou o sorriso por uma carranca, e Sanji rapidamente levou às mãos entre as pernas tampando seu amiguinho jr. – Ops! Me esqueci de dizer sobre as roupas...Desculpinha?
– Ora sua... – Zoro ameaçou atacá-la com a espada.
– Zoro... Ela fez o que a gente pediu. – Sanji o impediu, falando tão calmo que Zoro se surpreendeu.
– Isso Roronoa! Faz o que o loiro quer. – Bonney debochou se levantando.
Zoro trincou os dentes e marchou até a porta a abrindo em seguida.
– Dê o fora daqui.
– Como assim? ESSE É O MEU QUARTO! – Bonney gritou incrédula.
Os olhos de Zoro ficaram brancos de ódio e Chopper que estava na porta, entrou o segurando na sua forma humana.
– EU VOU MATAR ESSA MULHER!
– Zoro-san já está tudo bem. Chopper imaginou que isso aconteceria e pegou algumas roupas dos atendentes daqui. Vamos embora. – Brook exclamou jogando a roupa em Zoro e Sanji para enfim eles partirem. E assim os dois fizeram apressadamente.
– Tsc... Essa com certeza é a última vez que eu visto roupas como essa... – Zoro resmungou constatando que estava ridículo daquele jeito. Colocou suas katanas no quadril como de costume.
– Ótimo! Podemos ir? – Usopp falou olhando Sanji se despedir gentilmente de Bonney, que falava um “vá se ferrar” e fechava a porta na cara do cozinheiro.
Não demorou até que todos estavam para fora do hotel e caminhavam em direção ao porto, onde Franky já esperava com o Sunny . Nami que havia o avisado que estavam prontos para partir. Luffy se encontrava devorando os doces que Zoro e Sanji haviam conseguido, assim como Chopper, que comia seu precioso algodão doce.
– Até que foi fácil... – Nami exclamou sorrindo. – Talvez a tal Bonney não fosse de todo mal... Vocês devem ter irritado ela em Sabaody.
– O que? Isso é porque você não viu o Zoro a ameaçando! Mesmo sendo criança... Era totalmente assustador. – Usopp comentou se lembrando da cena que havia presenciado minutos antes.
– Porque você com medo não me surpreende? – Nami rebateu no qual Usopp fechou a cara.
– As coisas mudaram! Agora sou o Usopp, o valente guerreiro do mar! – Parou de andar fazendo sua pose de “guerreiro”, que não surgiu nenhum efeito já que os nakamas continuaram a andar o ignorando.
– Falando no marimo criança... Agora eu posso dizer, ô criancinha feia viu! – Sanji comentou fazendo Robin, Nami e até Usopp rir.
A veia de Zoro pulsou em sua testa, enquanto ele encolhia com o resto vermelho.
– Acho que não estamos acostumados a ver crianças com cicatrizes, por isso o Zoro-san se tornou feio aos nossos olhos... Apesar de que eu não tenho olhos Yohohoho.
Pronto.. . Agora toda a tripulação ria, incluindo Luffy de maneira escandalosa sem se preocupar com a comida que estava na sua boca.
– E você acha que estamos acostumados a ver ossos vivos como você?! – Zoro rosnou com o rosto ainda mais vermelho e Brook se deprimiu abaixando a cabeça fazendo todos rirem mais.
– Au! Vocês estão SUPER animados! – Franky gritou do Sunny acenando.
–Franky! Preparar para Zarpar!- Franky concordou indo em direção a ancora. — Ah até que fim essa confusão acabou! – Nami exclamou, e logo fez cara triste. – Eu gostava do Sanji-kun daquele jeito...
– Nami- Swaaaaaaaaaan! Você ainda pode cuidar de mim! Eu deixo! – Sanji rodopiou para o lado de Nami com os olhos em formato de coração. A ruiva o ignorou subindo no Sunny.
– Temos que levar os doces pra cozinha! – Chopper puxou o capitão, para que os dois e Brook deixassem todas as sacolas e continuassem a comer.
– Oe Luffy! Também quero doces! — Usopp correu até a cozinha com medo de que os doces acabassem sem ele ter comido nenhum.
– Vai tomar um banho quente senhorita navegadora? – Robin perguntou pisando no convés com a ajuda de Sanji.
– Pode ir Robin. Tenho bastante coisa para escrever no diário de bordo. – Nami e Robin rumaram em direção ao dormitório feminino conversando coisas aleatórias.
– Uh.. Preciso de cigarros. – Sanji exclamou para si mesmo, enquanto observava suas damas sumirem pela porta. Foi puxado pelo braço por Zoro.
– Oe! Marimo! Zoro nada falou, somente continuou a puxar o cozinheiro. Sanji então ficou quieto, somente deixando ser levado. O que diabos ele queria?
Zoro só o soltou quando os dois estavam na Popa, ou seja, na parte traseira do navio. Virou-se encarando o loiro confuso a sua frente.
– Criança feia é? – perguntou seco, Sanji revirou os olhos.
– Vai dizer que ficou chatiadinho? – Perguntou com desdém e Zoro o segurou pelo braço. Foi a vez de Sanji ficar sério. – O que você quer?
– Só acho que você não me achava feio... Não desgrudava de mim... – Zoro se aproximou, sorrindo de maneira sacana, Sanji puxou seu braço com força se afastando.
– Tsc ...Convencido. Eu só não tinha escolha...
– Tem certeza Sanji? — Zoro o interrompeu, se aproximando mais, e Sanji encostou-se à madeira do Sunny, olhou para trás notando estar encurralado. Zoro porém, continuou a se aproximar. Agora ambos estavam muito próximos, um passo e encostariam seus corpos. Zoro inclinou o resto para frente, encostando suas testas. Sanji arfou e isso não passou despercebido pelo outro. – Você também quer, não quer Sanji? – Zoro roçou o nariz no loiro de maneira agonizante para os dois.
Sanji fechou os olhos devagar, seu rosto esquentou, ele estava corado, tinha certeza, mas oras! Sanji havia nascido para as damas, e agora estava esperando que Zoro o beijasse...
Zoro observou Sanji com os olhos fechados e as bochechas coradas. Sorriu ao constatar que aquela era a visão mais linda que já tinha visto. Não se aproximou e, embora fosse sua vontade não beijou o loiro. Ao invés, fechou os olhos também.
Se for para deixar o orgulho de lado. Teria que ser o orgulhoso Sanji a largar sua paixão platônica pelas damas primeiro, certo?
Sanji estranhou a demora. E se assustou a perceber que Zoro também se encontrava de olhos fechados. Ficou ainda mais corado quando percebeu que o outro estava fazendo aquilo de propósito, como se estivesse o desafiando a largar tudo mesmo por ele. Sem demora inclinou o rosto pra frente roçando os lábios nos de Zoro.
Zoro sorriu contra a boca de Sanji. Abriu os olhos de forma cerrada e subiu a mão para o queixo do outro de forma até possessiva, enquanto virava a cabeça um pouco pra esquerda e colocava os lábios, outra vez.
Os dois roçaram os lábios juntos, os atritando de maneira devota. E Zoro tomou a iniciativa passando a língua no lábio inferior de Sanji, que entreabriu os lábios enquanto puxava o moreno mais para sua boca pela nuca, começando a beijá-lo de verdade.
Ofegaram. As línguas se encontraram desajeitadas, desesperadas querendo conhecer um ao outro de maneira que ainda não conheciam, elas se atritavam constantemente em uma dança agitada. Logo, os pulmões imploraram pela falta de oxigênio, no que Zoro amaldiçoou mentalmente ter que precisar respirar. Sugou o lábio inferior do outro de forma mais forte soltando e distribuindo pequenos selos em seguida.
Sanji foi o primeiro a abrir os olhos, e encarou a boca avermelhada do espadachim, causada pela fricção de minutos antes. Zoro também abriu os olhos mordendo o próprio lábio de leve, encarando-o antes de sorrir.
– Nós definitivamente deveríamos ter feito isso antes...
Notas finais
Minna! A LL fez 2 MESES e eu não passei por aqui para comemorar. *cara triste*
Então quero fazer algo para vocês, meus amados leitores, como fiz na comemoração de 1 mês.
Iria atender os pedidos de vocês e lançar a campanha de adoção ao Zoro. Mas nossas crianças mordíveis cresceram... Então quero saber... Vocês querem a campanha mesmo assim? Ou preferem que eu pense em outra coisa para vocês? (nossa estou lotando vocês de perguntas hoje né?).
Mais uma vez MUITO OBRIGADA!
Até o próximo capitulo *-*.
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