Little Love
7 Segundo dia: Saquê.
Notas iniciais
Gomen! Tenho algo muito importante a dizer.
Hoje estou postando a fic sem o desenho. E vou justificar.
A Mrs Roronoa está malzinha, pegou uma gripe daquelas e está a base de nebulização e remédios. Mais ta meio tensinho que estou com uma tosse horrível e febre constante.
Como prometi a vocês que o capitulo sairia esse final de semana e como promessa é divida estou trazendo o capitulo aqui agora novíssimo e revisado. Mas não ira dar tempo de eu desenhar HOJE e editar no pc para postar com a fic, pois tenho que descansar...
*mostrando atestado*
Então amanha tento desenhar algo e adicionar aqui sem maiores problema tá?
Torçam pra tia melhorar e espero que gostem do capitulo.
Quero agradecer a Portgas D Taylor (que está acompanhando a fic fielmente *--*), a Boa Hancock (que fez uma recomendação linda *---*), a Lawko (por voltar a deixar review! Apareça mais :( ), a Sara Uchiha (nova leitora *--*), e ao Mr Zero ( que me apóia bastante aqui também e é o padrinho do Sanji *--*) Muiiitissimo Obrigada!
Go go ler.!
------CAPAA POSTADAAA!--------
O resto do dia anterior havia sido marcado por momentos confusos no Sunny Go, Zoro após o suposto “beijo” de Sanji, se trancou no ninho do corvo alegando ir treinar, depois de, é claro, jogar Usopp dentro do enorme aquário do navio, onde havia polvos e outros peixes exóticos que Luffy julgava serem comestíveis.
Já Sanji percebendo a indiferença da outra criança ( que não havia nem aparecido para o almoço) se sentiu culpado do que havia feito e, passou a fazer a única coisa que julgou ser eficiente sobre aqueles malditos pensamentos : Cozinhar.
Cozinhou e cozinhou, fez diversas sobremesas para suas amadas, que sequer comiam, alegando estarem cheias e satisfeitas somente com o almoço e a primeira sobremesa. Luffy foi à loucura, pois restava a ele comer os pratos para não serem desperdiçados.
A noite também não foi diferente, Sanji após tomar um banho deitou-se em sua cama e apagou, fazendo com que Zoro, que estava na cama ao lado, o observa-se praticamente a noite inteira. E ao amanhecer, essa situação se inverteu com Sanji observando Zoro, que havia enfim, conseguido dormir após a noite em claro.
Eles não sabiam que estavam tendo os mesmos pensamentos e sentimentos, mas sabiam que aquilo era totalmente inaceitável para dois homens feitos e arquirrivais.
Agora, Sanji estava na cozinha lavando a louça que aqueles “vândalos” haviam deixado e, Zoro também se encontrava presente, olhando atentamente para a adega que havia na cozinha.
Suspirou derrotado por se lembrar de que na noite anterior havia tentado beber seu inseparável saquê 3 vezes seguidas e, Chopper sempre descobria com seu faro aguçado, entrando na cozinha em seguida, completamente irado e na sua forma humana, que agora Zoro o comparava como uma forma monstro.
Apesar daquilo, Zoro ainda queria a bebida. Ele tinha certeza que se bebesse um pouco daquele líquido pararia de pensar coisas absurdas sobre o loiro a sua frente, mesmo que fosse por pouco tempo.
Virou-se em direção ao cozinheiro, encarando as costas da criança que estava em cima de um banco, lavando as louças de maneira impecável.
“Tsc... esse idiota... está quieto demais.” Foi a primeira coisa que passou na cabeça de Zoro, antes de passar a olhá-lo mais atentamente, colocando o cotovelo sobre a mesa da cozinha e, apoiando o queixo sobre sua mão.
Sanji executava seus movimentos de forma rápida e eficiente com os anos que tinha de prática na cozinha, mas Zoro não pode deixar de notar que ele estava um pouco diferente dos últimos dias que haviam se tornado criança.
Seus cabelos continuavam bagunçados e apontando por todos os lados, mas agora usava uma blusa de caráter social branca, com direito a uma gravata perfeitamente alinhada no seu pescoço e os sapatos tão lustrados que parecia iluminar boa parte da cozinha.
Sanji estava se vestindo como normalmente se vestia quando era adulto e, isso deixava claro que mesmo ele se divertindo naquela forma, ele queria voltar o mais rápido possível para a sua forma original.
Zoro não soube ao certo quanto tempo ficou somente observando os movimentos do outro, mas não muito depois, Sanji passou a se sentir incomodado com a sensação de estar sendo observado.
Coçou a nuca em sinal de desconforto, suspirando fundo e mesmo assim a sensação não passou, decidiu então virar-se para trás, para ter certeza que aquilo era somente coisa da sua cabeça.
Virou-se a cabeça rapidamente em direção a Zoro e, encontrou o mesmo olhando atentamente para o outro lado da cozinha, suspirou frustrado olhando para frente novamente, tentando se convencer que aquilo era somente uma sensação passageira.
Sanji não percebeu que no instante antes de se virar, Zoro havia previsto seu movimento e virou-se para o lado oposto para despistar e, agora estava virando em sua direção novamente com o rosto completamente corado.
A sensação estava deixando Sanji constrangido também, pois era muito desconfortável ser observado por alguém... Virou-se de novo para trás e, se deparou com a mesma cena de antes. Não era possível! Estava ficando louco só podia...
Mordeu fortemente os lábios, deixando um prato cair de sua mão por estar nervoso com aquela sensação, o que diabos estava acontecendo?
Pegou o prato que havia caído de sua mão e, voltou a limpá-lo, tentando manter a calma. Foi quando ergueu o prato para ver se estava devidamente limpo, que notou um reflexo no objeto.
Paralisou-se com a cena, Zoro estava olhando fixamente para si, numa posição bem digna de uma garota apaixonada; e Sanji não sabia se ria da condição do moreno, que sempre fora muito “masculino”, ou se acalmava seu coração, que parecia querer sair pela sua boca.
– Sanji-Kun! – a voz de Nami foi ouvida, antes de ela e Robin entrarem na cozinha. Encontrando Sanji sorridente e Zoro tossindo muito, pois havia engasgado com a própria saliva. — Ur... Você está bem Zoro?
– Estou... cof...cof... ÓTIMO! – Zoro tentou se recompor, fazendo uma careta que fez com que as meninas segurassem o riso.
– Sim... Estamos vendo o quanto... Ah por falar nisso, olha só o que eu descobri Robin! – Nami exclamou animada, indo para o lado de Zoro com a mão erguida em direção à cabeça do pequeno, que se afastou rapidamente, mostrando os dentes e rosnando de maneira canina. Nami riu recolhendo a mão. – Parece um cachorro raivoso. – Riu mais.
– Faz em mim Nami–swan! Eu deixo! – Sanji rapidamente rodopiou para o lado da ruiva, que o abraçou e o acariciou de bom grado.
– Uh... Acho que vou vomitar... – Zoro exclamou olhando com nojo para os dois nakamas, colocando o dedo em frente à boca e, a língua pra fora em seguida, fazendo gesto de vômito.
– Acho que alguém está com ciúmes... – Robin atiçou, rindo em seguida.
– O que realmente vocês querem? – Zoro a cortou querendo acabar logo com aquilo.
– Ahh! Havia me esquecido... — Nami soltou Sanji, que fez um beicinho. – Sanji-Kun, Usopp está jogando remédio nas suas plantas loucas e, o cheiro se espalhou pelo convés fazendo Chopper desmaiar. Não sei como você pode ajudar mais falaram para você ir para lá...
– Espera! – Zoro foi o primeiro a assimilar o que foi dito. – Está dizendo que o Chopper inalou o remédio?
– Sim, pobrezinho, temos que achar algo mais forte para ele acordar... – Nami confirmou, fazendo Zoro abrir um sorriso enorme no rosto. – Quer falar alguma coisa Zoro?
– Não, não nada... Porque não vão logo? Chopper está desacordado. – Zoro tentou esconder o sorriso o que não teve muito sucesso.
– Yoshi! Vamos lá Nami-Swan, Robin-chan! – Sanji saiu correndo com as duas mulheres atrás de si.
Zoro ainda pode sentir o olhar de Robin, como se previsse seus planos, mas resolveu deixar para lá. Era agora ou nunca.
Com Chopper incapacitado temporariamente de sentir o cheiro de álcool, Zoro podia muito bem pegar algumas garrafinhas para saciar seu vício e seus pensamentos, certo?
Sim era o que ele faria...
Já no convés, Chopper acabara de se levantar, ainda estava um pouco tonto, pois havia inalado uma grande quantidade do veneno. Podia escutar os gritos de Luffy com Usopp e, sua visão rapidamente focou em alguns rostos curiosos.
– Como se sente Sr Médico? – Robin foi a primeira a perguntar e, a rena abaixou as orelhas colocando os bracinhos em frente o nariz.
– Meu nariz está ardendo... Mas já me sinto melhor, obrigado.
– Au! Acho melhor Chopper descansar um pouco, até a tontura e seu faro voltar. – Franky disse pegando a pequena rena em suas mãos gigantescas e o levando para o quarto dos meninos.
Nami suspirou colocando a mão na testa.
– Cada dia uma coisa... Meu deus!
– Deseja mais alguma coisa Nami-swan? – Sanji se pronunciou com a voz fina e prestativa, queria ficar ali, mas ainda tinha que terminar de lavar as louças.
– Não Sanji-Kun, pode ir obrigada... – Sanji assentiu e rumou novamente em direção a cozinha do navio, assobiando uma música qualquer.
Assim que abriu a porta se deparou com Zoro, com a cara na mesa, imóvel.
– Ugh... Levante da minha cozinha marimo de merda! – Gritou com raiva, mas o outro nem sequer se moveu. Aproximou-se, dando tapas no topo da cabeça do outro. – Oee! Estou falando com você maldito! – Zoro ainda permaneceu imóvel. – Marimo?
Ele continuava do mesmo jeito, o que era muito estranho.
Sanji então notou 3 garrafas de saquê vazias embaixo da mesa, e seus olhos arregalaram.
– Ah não... Ele não...- puxou Zoro pelos ombros para ver o seu rosto e, a criança ergueu o corpo, mas como não tinha nenhum sustento, caiu com a cadeira para trás. E por incrível que pareça ele não acordou, somente soltou um gemido preguiçoso, que Sanji não soube se comemorava ou se ficava ainda mais puto, porque oras... ELE HAVIA INGERIDO 3 GARRAFAS DE SAQUÊ. Que criança normal aguentaria depois disso?
Zoro estava próximo ao coma alcoólico, tinha certeza. Mas por outro lado, não tirava a razão do nakama, ele também estava ficando louco sem seus cigarros. Ainda mais nesses dias, que esteve em nervos constantes. Se ele avisasse a todos, Zoro provavelmente receberia uma bronca enorme sem ter realmente um motivo concreto, afinal ele sempre bebia sem maiores problemas.
Sanji então decidiu resolver aquilo sozinho. Tratou de pegar as garrafas vazias e, as escondeu para que não houvesse nenhuma prova do acontecido. Juntou também os instrumentos necessários para fazer um quente e forte café. E assim correu até a dispensa com tudo que iria precisar.
A dispensa era um lugar ideal, somente ele tinha a senha, era perto da cozinha caso precisasse de algo a mais e, ninguém nunca ia desconfiar que estivessem ali.
Voltou para a cozinha ajoelhando próximo ao outro, que se encontrava no mesmo estado desde que caiu.
– Zoro acorde! – dois tapas fortes na sua bochecha do moreninho. Sim Sanji estava furioso, mais não pareceu ser o bastante. – Droga ZORO! ACORDA! – Mais dois tapas e o espadachim fez uma careta cerrando os olhos. – Uhh até que enfim idiota!
A criança deitada, tentava abrir os olhos para se situar e seus olhos enfim focaram numa figura loira. Fez cara de choro.
–Merda nem assim dá certo. – Exclamou com a voz rouca e embolada, colocando as duas mãos no rosto, Sanji piscou sem entender.
– Zoro você está delirando... Mas é um idiota mesmo, olha o seu estado! – Tentou levantar o corpo do outro, que rapidamente o empurrou com as mãos.
– Não, sai de perto de mim ilusão! Já basta o verdadeiro... – Zoro morrinhou e, Sanji ficou ainda mais puto de raiva.
– Escuta aqui Marimo! Eu estou tentando te ajudar, mesmo não tendo a obrigação de fazer isso! Então para de ser estúpido e faça o que eu digo! – O outro ficou quieto, agora parecia querer abrir mais os olhos.
– Sanji... está tudo girando. – Respondeu apertando fortemente os olhos.
– Acha que consegue se segurar em mim? – Sanji perguntou sentando Zoro, que fez careta, parecendo ainda mais tonto. O loiro então desistiu de ter uma conversa civilizada com o pequeno bêbado e, se ajoelhou ajeitando Zoro de forma desengonçada nas suas costas.
– O que... O que você está fazendo? – Zoro perguntou, também embolado, fechando os braços em volta do pescoço do outro, quando percebeu que iria cair novamente para trás.
Sanji segurou Zoro pelas pernas e se levantou, com o garoto agarrado em suas costas. Cambaleou um pouco, por o garoto ser maior e mais pesado do que ele era.
– Te salvando de uma encrenca... – Disse caminhando até a despensa já aberta.
– Uh obrigado. – Zoro somente respondeu, antes tombar a cabeça pra frente encostando seu queixo no ombro de Sanji. Fechou os olhos, sentindo o cheiro do outro. Não pode evitar virar o rosto e, esconder ele no pescoço do loirinho.
Era o Sanji da sua consciência certo? Então ele podia aproveitar sem maiores problemas.
Sanji estremeceu e corou violentamente andando apressado até a despensa, aonde entrou e, praticamente jogou Zoro deitado em um dos sacos de comida que havia ali.
O moreninho do jeito que caiu ficou e Sanji percebeu que ele estava ficando inconsciente de novo.
Correu até a cozinha e levantou a cadeira, colocando-a no lugar, se certificou que estava tudo em ordem e, voltou para a despensa, dessa vez trancando a porta.
Apressou-se a fazer um café bem quente e forte, pois só assim reanimaria aquele animal ali deitado. E assim rapidamente, o café ficou pronto.
Engatinhou até o outro e, o encontrou dormindo de maneira largada. Lembrou-se da cena que havia acontecido mais cedo, quando Nami não havia conseguido sequer tocar o cabelo de Zoro.
Ergueu a mão por instinto e, logo estava afagando os cabelos extremamente macios da criança desacordada. Sanji se surpreendeu nunca imaginou que eles teriam essa textura, que era até viciante de se acariciar.
Desceu os dedos pela testa do outro que franziu o cenho inconscientemente, de maneira raivosa. Sanji riu baixinho enquanto passava o dedo nas marcas de expressão que o outro fazia, passando por suas sobrancelhas... Até o olho esquerdo.
Ficou sério ao dedilhar a mais nova cicatriz adquirida pelo o moreno. Não fazia idéia de como aquilo pode ter acontecido, mas ele sabia que aqueles dois anos separados não haviam sido fácil para ninguém.
Abaixou-se e beijou a testa do outro, enquanto mordia fortemente o lábio.
– Não vou deixar que mais nada aconteça a você Zoro. – Sanji pronunciou sozinho, antes de balançar a cabeça por pensar que estava ficando louco.
Voltou-se a sua atenção para o café, sem se dar conta que aquele que estava deitado, abriu o mais verdadeiro de seus sorrisos.
Notas finais
Mais uma vez obrigada pelo carinho e amanhã (ou ainda essa semana) posto o desenho!
Desculpem mais uma vez!
E obrigada pela atenção.
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