Notas iniciais
OLÁ GALERA!!!!! Primeiramente, queria agradecer os comentários no capítulo anterior e dizer que irei respondê-los o quanto antes!!! Eu espero que ainda tenha alguém que acompanha a fanfic, porque eu quero dizer que não irei desistir dela de jeito nenhum e irei continuar postando os capítulos, mesmo que eu demore. Esse é o último capítulo de calmaria, pois no próximo teremos o tão esperado confronto entre o time do Cap e do Tony, acho que vocês irão gostar do desfecho desse ciclo, pois teremos um salto temporal e logo entraremos na segunda fase da fanfic, que se passará antes e durante os acontecimentos de Guerra Infinita. Bem, vejo vocês nos comentários!!!!

Três semanas se passaram desde o incidente ocorrido e, durante todos aqueles dias ela havia ficado desacordada, sendo observada por Visão e Wanda. Tony estava lá quando ela abriu os olhos, assustada, olhando para as mãos em desespero. Após ter se acalmado, com a ajuda da amiga sokoviana, tomou um banho e preferiu ficar na sala assistindo suas animações preferidas para espantar os pensamentos perturbadores que rondavam sua mente. Ela sabia que seu pai viria falar com ela uma hora ou outra e, quando ele finalmente apareceu na sala, fazendo um sinal para que Wanda se afastasse para deixá-los sozinhos, ela percebeu que era a hora.

— Então, como você está? — ele puxou uma das poltronas para ficar de frente para ela, apoiando-se nos joelhos. — Sei que você passou por muita coisa naquele dia mas, nós precisamos conversar, filha. — os olhos castanhos estavam um tanto quanto tristes e desolados. Rowan ouviu de Wanda o que havia acontecido entre Tony e Steve. Ela se manteve calada, esperando-o continuar. — Creio que já tenha ouvido sobre o Rogers e o que ele fez, certo? — ela maneou com a cabeça positivamente. — Nós descobrimos quem foi o responsável pelo ataque e resolvemos agir, mas Rogers entrou no meio por se tratar de seu ... amigo. — o Stark respirou fundo, piscando os olhos, como se estivesse relembrando os momentos tórridos quando Barnes escapou. — Rogers o ajudou a escapar e agora está o escondendo, com a ajuda de Sam Wilson e Natasha.

— Natasha? — sua voz saiu rouca, arranhando sua garganta.

— Sim, ela também está envolvida, infelizmente. Mas o que eu quero te falar realmente é que, Steve Rogers pretende fugir do país com o Soldado Invernal para uma antiga base da H.Y.D.R.A, já que ele alegou que existem outros como ele congelados, adormecidos. — Tony hesitou. — Eles montaram um time, Rowan, um time que vai contra os princípios dos Vingadores e contra o regulamento. A razão que te contei isso é para te deixar em alerta e, Wanda irá comigo na interceptação que iremos fazer no aeroporto. Você ficará aqui com Visão, tudo bem?

— Vai me deixar de fora de novo? — foi a única coisa que perguntou, começando a irritar-se. — Você sempre me deixa de fora, não é?

Tony apenas respirou fundo e se levantou, voltando a deixar a poltrona no lugar. Ele não queria falar mais nada, não adiantaria o quanto falasse, Rowan nunca o escutava, nunca o entendia. Olhou para ela uma última vez antes de sair da sala, ouvindo apenas o barulho da televisão.

[ ... ]

Quando Wanda se foi e a deixou sozinha com Visão, Rowan trancou-se no quarto e pegou o iPod, colocando suas músicas preferidas para tocar repetidamente. Ela ainda estava com raiva do pai por tê-la deixado de lado, mais uma vez. Àquela altura, todos já deviam estar se preparando para o confronto no aeroporto, e Rowan sentiu uma pontada de inveja de Peter por ele ter sido chamado, assim como Wanda. Ela sabia que seus poderes ainda não estavam totalmente articulados, porém desde o dia da reunião da ONU, ela sentia uma chama diferente crescer dentro de si, tornando-se cada dia mais incontrolável.

No intervalo da segunda para a terceira música, a morena escutou um barulho vindo da sala de jantar, que ficava no final do corredor. Com os sentidos aguçados e os pêlos dos braços arrepiados, Rowan levantou-se apressadamente, arrancando os fones dos ouvidos e jogando o pequeno aparelho para longe, abriu a porta do quarto lenta e calmamente, olhando para os dois lados do corredor. Sua intuição a fez seguir pela esquerda, atravessando os quartos que pertenciam à Wanda, Bruce e Natasha, na direção da sala.

O momento seguinte passou-se como um flash em sua cabeça. Ela olhou para trás e piscou assustada ao ver Clint parado com as mãos para cima, os olhos dele estavam temerosos. A aura vermelha estava lá novamente, rodeando seu corpo de modo protetor. Uma faca estava apontada para a testa do Gavião Arqueiro e, assim que Rowan saiu do transe, o objeto caiu no chão com um baque alto.

— Meu Deus, Clint! — exclamou, sentindo o formigamento se esvair aos poucos. — O que diabos está acontecendo?

— É engraçado ouvir você falando de Deus e Diabo na mesma frase. — o homem riu e baixou o arco, indo até a garota e abraçando-a. — Não temos muito tempo, Steve precisa de nós e … — Clint foi interrompido pela aparição abrupta de Visão na sala.

— Saia de perto dele, Rowan. — o humanoide falou e flutuou até os dois, encarando Clint com seriedade. — Clint, o que está fazendo é considerado crime. Não posso deixar que tire Rowan daqui, ela está sob custódia de …

— Garotinha, só você consegue derrotá-lo, não olhe para mim. — Clint ergueu os braços numa forma de rendição e sorriu minimamente quando Rowan piscou os olhos e fez uma expressão indecifrável no rosto juvenil. Logo a aura avermelhada estava lá e ela ergueu os braços, afastando Visão e jogando-o na parede.

— Se você for, haverá catástrofe! — ele gritou, o rosto dele carregava decepção.

— Desculpe, Visão, mas farei isso por mim e porque é o certo.

Rowan nunca se sentiu tão poderosa como naquele momento em especial, era a primeira vez que utilizava seus poderes apropriadamente conforme os treinamentos com Wanda e Visão. O Éter retorcia-se dentro de seu âmago e ela o sentia vibrar cada vez com mais intensidade. Suas mãos estavam formigando e seu subconsciente lhe lembrou de algo mais que poderia fazer. Aproximando-se de onde Visão estava — ainda preso à parede —, Rowan tocou-o na testa e sentiu uma explosão de sensações lhe invadirem, assim como conhecimento. Ela viu seu pai, Bruce, Natasha, Wanda … havia muita coisa sobre Wanda na mente de Visão.

— Vamos logo, Rowan!

Ela virou-se de repente e relaxou o corpo, Clint começou a correr e ela foi atrás. No alto da torre, um jato especial dos Vingadores a esperava e, parado, de pé na plataforma aberta, Rowan viu um antigo e querido amigo.

[ … ]

Ela havia se encontrado com os outros do time do Capitão assim que Clint posou com o jatinho num esconderijo em algum lugar de Berlim. Ela desceu a rampa baixada e correu na direção de Natasha, abraçando-a fortemente e sentindo a reciprocidade do gesto. Ao lado dela estava Steve, com sua pose altiva e impecável de sempre, ele não trajava seu uniforme usual, estava vestido com uma camisa de mangas longas azul escuro, jeans surrados e um tênis esportivo — que não combinava com o estilo dele, pensou Rowan —.

— Fico feliz que tenha vindo, Rowan. — o Capitão falou, sorrindo de lado. — Eu sei que Tony é seu pai e que você ainda não tem total controle dos seus poderes, mas Natasha disse que estaria pronta. — ele aproximou-se dela, analítico.

— Sim, sinto que estou pronta e, de qualquer forma, essa é a coisa certa a se fazer. — a garota sorriu e abraçou o homem loiro, sendo retribuída.

— Vamos entrar, precisamos descansar para amanhã e você precisa conhecer o pessoal. — Nat falou, colocando as mãos nos ombros miúdos de Rowan.

Os quatro entraram no esconderijo —o que antes era um depósito de cargas, agora não passava de um galpão velho e abandonado —, lá dentro estava quente e o cheiro de ferrugem e mofo era muito evidente. Rowan viu os novos integrantes, dos quais Clint havia conversado com ela durante a viagem de New York até ali, estavam sentados numa roda no centro do galpão. Ela reconheceu de imediato Bucky Barnes, com seu braço de metal à vista. Rowan já tinha ouvido muito sobre aquele homem, o melhor amigo do Capitão América que serviu de experimento para a H.Y.D.R.A durante muitos anos. Os cabelos escuros dele estavam soltos e rodeavam o rosto másculo e simétrico dele, trajava seu uniforme — blusa preta sem mangas, calça preta, coturnos e um colete por cima da blusa — e carregava uma expressão vazia. Havia outro homem que lhe era desconhecido, mas Clint também havia falado sobre ele, Scott Lang, o Homem Formiga. Sam Wilson ela já conhecia e adorava o senso de humor dele.

— Rowan, quanto tempo! — o Falcão falou, levantando-se e indo até ela, apertando sua mão gentilmente.

— Barnes, Lang, essa é Rowan Stark. — a Viúva a apresentou aos dois estranhos e, Scott Lang, desastrado como era, acabou derrubando a cadeira ao se levantar abruptamente.

— É um prazer conhecer a senhorita. — ele falou, sorrindo abertamente. — Eu gosto muito do seu pai, apesar dos apesares. — coçou a cabeça, um tanto sem graça, fazendo Rowan sorrir.

— Eu sou o Soldado Invernal, mas você pode me chamar de Bucky. — o outro moreno apareceu do seu lado e tentou sorrir para ela, mas não conseguiu. Sob o olhar intenso de Steve, Bucky continuou: — Quero agradecer o que está fazendo, ajudar o Steve a me ajudar.

— Que fique bem claro que não estamos fazendo isso por você, mas, sim, pelo Capitão. — Clint declarou com a voz grave.

Um silêncio incômodo se apossou do local, todos se encaravam mas não diziam nada, então, percebendo o clima tenso que estava se formando com todo aquele silêncio, Steve resolveu descontrair a situação, olhando para Natasha.

— Bem, acho que agora devemos descansar, amanhã será um dia muito cheio para todos nós.

Rowan apenas acenou com a cabeça e procurou um canto para ficar sozinha, ela queria meditar, como Wanda havia ensinado, mesmo com toda a pressão que aquele momento tinha. Os longos cabelos foram soltos e ela buscou um casaco dentro da pequena e discreta mochila que, agora, estava no chão ao seu lado, entretanto, ela não sentia frio algum. Piscou os olhos, sentindo o formigamento lhe apossar o corpo gradativamente, mesmo sendo uma sensação conhecida, era totalmente diferente quando aconteceu no momento com Clint. Aquela força em seu âmago não era num intuito de atacar algo ou alguém, mas, sim, para protegê-la do frio. A jovem sorriu consigo mesma e levantou as mãos na altura do rosto, vislumbrando as pequenas correntes elétricas vermelhas atravessando seus dedos.

[ ... ]

Notas finais
E então, o que acharam? Confesso que ando um tanto desanimada com essa fanfic porque a maioria dos leitores me abandonaram, e eu até entendo, demoro muito para atualizar e as vezes as pessoas acham que eu abandonei a história. Bem, espero que após esse capítulo os antigos leitores voltem a acompanhar e que novos venham! Um enorme beijo e até o próximo capítulo!!!!!