Notas iniciais
Hey pessoal! Voltei e trouxe mais um capítulo para vocês! O que acharam do capítulo anterior? Espero que gostem deste também, sem mais falatório, vamos ao capítulo, boa leitura.

ISAAK

Roupas espalhadas pelo chão e moveis ao redor, objetos domiciliares quebrados ou jogados ao chão e… PESSOAS MORTAS?! Não, pelo menos era isso que Isaak constatou ao acordar nu na casa de algum desconhecido que tinha um péssimo gosto para decoração.

—Ahn, vim para a Avenida Paulista, consegui alguns clientes, recebi uma proposta para uma festa e mais dinheiro, então houve a festa...- Diz fazendo uma breve linha do tempo enquanto se levanta recolhendo as roupas que lembrava serem suas. — E depois de que cheguei aqui?- Pensa enquanto se veste, quando pega a carteira constata — É, provavelmente só sexo...- diz contando o bolo considerável de notas altas ali dentro.

Ele termina de se vestir e sai do local estranho deixando para trás estranhos desacordados em amontoados de garrafas de bebidas alcóolicas. Ele segue ao ponto de táxi e encontra um ali, ele entra e logo dá as coordenadas então o automóvel segue.

Ele passa no banco e deposita uma boa quantia do que ganhou e volta para casa onde encontra sua mãe na cozinha, de costas misturando algo em meio a panelas no fogão. Isaak passa direto por ela hesitando em falar algo e então entra em seu quarto indo tomar um belo banho para retirar o cheiro de luxúria que residia em sua pele.

Ao sair do quarto, encontra sua mãe sentada à mesa comendo sozinha o que havia preparado. Ele se aproxima e se senta.

—Mãe... — Solta em um fio de voz.

Ela pela primeira vez no dia o olha numa expressão indecifrável.

— Ma-Mãe, toma o dinheiro das contas... — Ele põe uma quantia na mesa e arrasta com os dedos até ela que por sua vez apenas olha o dinheiro com desdém e volta a olhar para ele friamente.

—E também quero te dar isso, já que foi seu aniversário semana passada...- Ele tira de trás das costas uma caixinha de veludo preto onde haviam dois brincos e um anel. Os brincos nas orelhas chegavam até dois dedos a baixo do lóbulo da orelha, possuíam três rubis cintilantes e a armação era de ouro. O anel era feito do mesmo modo com um belo rubi no centro. Eram peças lindas e legítimas. — Eu trabalhei

Ela olha bem no fundo dos olhos verdes do mulato e diz: -Onde eu errei com você Isaak? —

O filho sente a frieza da sua mãe e também sente o peso das palavras baterem no fundo da alma. -Mãe? —

—Mãe não Isaak, você sabe como é difícil pra mim, saber que o meu filho se prostitui ai pelas ruas? Como você acha que eu vou dormir tranquila sabendo que o meu filho pode estar com marginais por aí? Como eu vou criar esse menino, Isaak?- Diz lentamente e de uma forma dolorosa.

—Mãe, em relação a perigo, não se preocupe, eu sei me cuidar.-

—Se cuidar? Isaak, você está se prostituindo! Como que tem a capacidade de falar que está se cuidando? Eu não te ensinei isso!-

—Mãe eu estou sustentando essa casa sozinho, senhora trabalha? Sim, em bicos por aí, mas dona Laura, mal dá pra por comida aqui dentro! O dinheiro do folgadão lá a gente não vê.- Ele se refere ao novo marido da mãe.

—Isaak deixa ele de fora, ele, ele não deve ser colocado nesse assunto, ele pisa na bola as vezes mas mesmo que eu me separe, não temos para onde ir, e outra, ele é um homem bom. —

Isaak neste momento se exalta. — Um homem bom?! — O mulato se lembra de algo do seu passado, quando mal sabia de seus poderes e muito menos de como controlar.

Flashback on ~

Isaak na época tinha de seis para sete anos, ele sempre teve dois tipos de poder, a hipnose, como foi mostrado no jogo de futebol; e um que ele utiliza até hoje, a sedução. Ele não tinha domínio quanto a isso, então não surtiam nenhum efeito.

Ele se lembra de uma noite daquela época, ele sempre foi curioso, principalmente depois que seu pai morreu, foi quando ela casou-se novamente, e foi quando ele chegou. A princípio era um bom homem, boa aparência, sabia como se portar.

Naquela noite em específico, Marcelo, havia chegado tarde, seu cheiro estava forte, parecia álcool. Antes de dormir, uma pequena discussão se deu início mas nada de grave.

À noite, Isaak havia se acordado com alguns barulhos vindo do quarto de sua mãe, ele ouvia vozes. "-Não Marcelo! Não estou a fim, não quero!"; era a voz de sua mãe. Depois dessa frase, se ocorreu um diálogo.

Marcelo "- Como assim não Laura? É o seu dever me satisfazer, mulheres são pra isso!"

Mãe "- É o que? Marcelo você bebeu e é melhor..." a voz dela ficou abafada.

Marcelo "- Cala boca!"

Mãe "- Arg! Sai daqui! SAI!"

Isaak escutou barulhos e depois passos, ele que estava sentado, se deitou e de cobriu e fingiu que estava dormindo, os passos passaram direto pela porta de seu quarto. Ele suspira aliviado, ele olha as horas e constata: 00:50, ele se vira e vai realmente dormir.

Durante o sono, ele sonhava com um pônei, sempre foi fascinado em cavalos, porém, ele começa a escutar um barulho de madeira rangendo, o barulho se aproximava até que parou. Ele acordou com um peso sobre si, ao abrir os olhos, se assusta com Marcelo em cima dele. -Oi... — Isaak se apoia melhor nos travesseiros e se senta.

—Olá mini-Laura, quer brincar? — Daí em diante, Isaak tem repulsa só de lembrar.

Marcelo sem resposta, tapa a boca do garoto e o vira de costas abaixando as calças do menor, Isaak não via mais nada além de uma tremenda dor, como se estivesse sendo rasgado. Ele tenta gritar mas o mais velho mostra um canivete e diz: "- Se você gritar ou falar para alguém, eu mato você e a sua mãe! Ouviu?!".

E assim foi durante alguns anos até que parou, mas o medo do que poderia acontecer com a sua mãe não diminuiu.

Flashback off ~

— Não, ele não é um homem bom, você não sabe das coisas!- Diz Isaak alto e em bom som.

Sua mãe se assusta — Como assim Isaak? Tá maluco menino? Perdeu o medo de morrer? Você tá grandinho mas ainda leva uns tapas.

Nesse momento, a porta se é aberta e dela, entra Marcelo. Um moreno alto, um pouco mais alto que Isaak, olhos negros, cabelos raspados e baixos, barriga levemente avantajada em relação à tamanho.

—Aff ', pronto... — Diz Isaak se levantando e dando a volta na cadeira.

—Pronto o que garoto? Voltou putinho da Paulista foi? Não, espera, puto você já é, deve estar chateado.

—Nossa, como você é engraçado, palhaço! Trabalha lá no circo, talvez tenha mais lucro e ponha algo aqui nessa casa.

—Me respeita moleque! Não sou seus companheiros viadinhos não, sou seu pai!

— O QUÊ?! Me poupe Marcelo! Você não é e nunca chegará a sombra do meu pai! Você não é pai, é um grandíssimo filho da p...

—ISAAK! Chega!- Diz a mulher se manifestando; levantando e ficando a frente do mais velho encarando Isaak do outro lado da mesa. — So.me da minha frente! Vai pro seu quarto!

Isaak se surpreendente e a olha, ela estava nervosa apontando em direção ao quarto do mesmo, quando ele olha Marcelo, se enfurece pois o outro estava com uma expressão de deboche e riso. -Quer saber?! Vou mesmo, é o melhor que eu faço! — Diz saindo dali.

— Calma amor, um dia ele toma jeito...- diz Marcelo a abraçando por trás afagando seus cabelos — O importante é que eu estou aqui e te amo.- Diz ele ainda atrás dela com um sorriso sádico no rosto.

No quarto de Isaak, ele está sentado em sua cama afagando seu medalhão com lágrimas no rosto, "zapiando" os canais de televisão e pensando como vai juntar dinheiro o suficiente para sair dali e levar a mãe consigo, já tinha certa quantia no banco onde passava sempre na volta. Até que um comercial em uma emissora famosa lhe chama a atenção.

—ATENÇÃO, ATENÇÃO! VOCÊ! ELE OU ELA QUE TEM ESSE MEDALHÃO, ESSE BELO MEDALHÃO! VENHA CA PARA ODEM, A AGÊNCIA DE COMPRA E VENDA MAIS ÚTIL DO MUNDO!

Nós queremos esse medalhão e oferecemos uma recompensa de 100,00 milhões de dólares para os que nos trouxerem tal item! Então venham! Nós oferecemos a viajem com tudo pago para os E.U.A., onde se encontra nossa sede! Venha, venha já!-

O silêncio pairou o recinto. — 100 mil... Dólares? — Diz pausadamente enquanto disca um numero em seu celular.

—Giovana? Advinha quem vai viajar pra os Estados Unidos?

GUSTAV

Voltando a Paris, a poeira acabara de abaixar, Gustav de pé em meio as ferragens retorcidas, Lucca estava em choque caído ao chão com os restos do que era um caminhão atrás de si. As pessoas ao redor pegavam seus celulares e gravavam as cenas a seguir enquanto alguns gritavam "-MUTANTES, SOCORRO-" enquanto corriam. O ruivo usando sua estrondosa força e tirou seus braços, antes presos, das ferragens do motor do caminhão que parara com os braços.

— Lucca! Hey Lucca, olha pra mim! — Diz Gustav indo até o outro que estava estático olhando para frente e com o pânico no rosto.

Gustav vendo toda a aglomeração, pega Lucca em seus braços e corre até algum beco e segue o caminho de sua casa se certificado que não há ninguém atrás de si; Durante o percurso as pessoas lhe lançavam olhares curiosos mas ninguém lhe perguntou nada. Ao chegar, põe o menor em seu sofá e vai ao banheiro checar a caixa de primeiros socorros, procura alguma gaze ou algo do tipo e acaba perdendo a paciência e leva a caixa toda para a sala.

Chegando lá, Lucca estava abraçado a uma almofada e respirando com pesar, sua blusa de manga longa branca, estava se tornando rubra, ele estava sangrando. O dono dos olhos verdes sem pensar duas vezes o deita em seu sofá e trata de desabotoar lhe a camisa social enquanto o chamava.

—Lucca, oh meu amigo, responda. Lucca! — Os olhos do menor se moveram pela primeira vez e o encararam bem no fundo de suas orbes verde oliva.

—Ahh finalmente uma resposta. Lucca, tenta me responder com palavras, se está me entendendo, pisque uma vez. — Diz terminando de tirar a camisa do outro e deixando de lado, pegando um jarro de água por perto e correndo a cozinha pegar um pano e uma tigela.

—O-o que. o quê você... — O mais novo balbuciou ao se sentir com o peitoral desnudo.

— Não se esforce, eu estou limpando seus ferimentos, você... Mon die!- Solta ao ver um pedaço de metal preso a parte de baixo do seu antebraço.

Os olhos antes com estranhamento e surpresa, tomaram um ar de medo.

—Lucca, me-me desculpe mas tenho que fazer isso. -Disse isso e pegou Lucca em seus braços novamente e o levou até o banheiro e ligou a banheira e a esperou encher ainda com o moreno sobre si que tentava entender o porque de tudo aquilo.

Uma trilha de sangue foi deixada para trás, da sala até a banheira onde o menor já estava quase submergido em água quente. Parte da água estava rubra.

O dono da casa correu até o quarto para pegar toalhas, ele iria ter que tirar ele mesmo aquele pedaço de ferro do braço do amigo, mas o mesmo havia entrado em estado catatônico. Aquilo seria doloroso.

Ao voltar encontra Lucca ainda assustado mas com o corpo já relaxado e levemente enrugado.

— Lucca, nesse caso do caminhão, você se feriu, eu vou ter que tirar esse pedaço de ferro do seu braço antes que infeccione; não vou mentir, isso vai doer. Morda essas toalhas. — Diz ele pondo à toalha na boca do outro, ele toma o braço ferido do menor que, felizmente (ou não), entendeu o que seria feito e virou o rosto para o lado oposto com uma feição de choro.

—Vamos lá...- Disse e apertou o ferro com as pontas de seus dedos como se fosse um alicate. — 3, 2, 1!-

O grito abafado de Lucca se escutou na casa, as lágrimas estavam caindo de seu rosto direto na água morna em que repousava. Com pedaço de ferro já no chão, Gustav limpava a ferida, ele derramou soro e secou, pegou a gaze e enrolou no braço alheio dizendo. — Lucca, pronto, quando você estiver melhor, é só ir ao hospital dar uns pontos nisso rapaz, calma!-

O moreno o olhou assustado, como uma criança amedrontada mas assentiu que sim.

—Você é um mutante! — Diz o outro tremendo.

—Vamos discutir isso depois Lucca, acho que no seu estado...

—Era para você ter morrido em 2014!

Um sentimento de mágoa caiu no estômago do ruivo como se fosse uma pedra de dez quilos. Como seu melhor amigo falaria algo assim para ele? Céus, isso não estava acontecendo.

—Lucca por favor, se ainda existe amizade entre nós dois, eu peço que...

—Mon ami É um mutante!- Gritou o moreno interrompendo o ruivo e lhe dando um abraço tentando levantar, mas em meio ao esforço, o pé escorregou e o menor infelizmente bateu a cabeça desmaiando em seguida.

—Mon die! Isso já está repetitivo.

Gustav abriu o ralo e ligou a ducha onde tratou de banhar o outro. Sim, teve de tirar as calças e roupa de baixo mas ele não se incomodava de fazer isso.

—O que que você está fazendo Gustav? — O menor teria questionado ao ficar nu na frente do outro mas, Gustav nem se importava, sua mãe era médica e lhe ensinara muitas coisas. Gustav sentiu que era obrigação sua quando ele fez aquilo, ele poderia ter simplesmente pulado e abraçado o menor lateralmente e o jogado na calçada mas, assim as pessoas do prédio a frente poderiam ter morrido...

Resolveu deixar isso de lado, pegou o corpo inerte do moreno que estava vivo, pelo menos parecia que estava vivo e o colocou em um roupão e o colocou na cama com uma toalha em baixo da cabeça, não havia cortes, isso era um bom sinal. O maior resolveu ir tomar um banho, quando já estava na banheira e olhou para os braços, notou pequenas farpas de metal sob sua pele. Tratou de retira-los e enfaixar o os braços.

E assim o fez, tomou seu banho e se trocou, fora da forte ducha o rapaz pensa "o que seria do Lucca se minha mãe não fosse médica?", ele também pensa em explicar sua força descomunal para o menor.

Ele volta ao quarto ajeitando seu colar com o medalhão na ponta e se depara com o moreno trocado com suas roupas e dormindo. Ele sorri e deita-se ao lado e, sente-se abraçado por Lucca.

—O-obrigado...- Diz o menor ainda de olhos fechados. Gustav sorri e liga a tv onde acabava de passar um comercial.

—AVERTISSEMENT -Attention ! VOUS ! QU'IL ! CE QUI A CET MEDALLION , CETTE BELLE MEDALLION ! VENEZ CÀ O.D.E.M. , ACHATS AGENCE ET VENTE PLUS UTILES DANS LE MONDE !

Nous voulons que ce médaillon et d'offrir une récompense de 100,00 miliões dollars pour ceux qui apportent dans cet article! Alors venez ! Nous vous proposons le voyage tous frais payés aux États-Unis , où notre siège ! Allons, allons maintenant! —

—É a minha chance de sair do país! — pensa o ruivo já sentindo o sono lhe alcançar, a noite já havia chegado a muito tempo. -Com esse dinheiro posso fazer a faculdade que quiser e não vou precisar continuar naquele açougue chinfrim. É, isso é uma boa! — Ele então os cobre e desliga a televisão adormecendo e pensando em sua oportunidade por fim.

Notas finais
Woow! Será que esse comercial é de faro real? Ou apenas mentiras nas redes nacionais? Bem, vejamos no que isso vai dar nos próximos capítulos de Linked By Fate. Até a próxima pessoal ♥