Linhagens e Amizades

32 Capítulo 32 - Novos Destinos, Velhos Problemas (Parte 1)


Notas iniciais
Oi gente! Tô eu aqui, depois de 9 dias afastada... mas estava com muuuuuuuuuito trabalho na faculdade e meu trabalho também não tá prá menos... para compensar, fiz um capítulo bem grande dessa vez. Fiquei empolgada com ele, espero que vocês gostem! Muita coisa aconteceu!

Disclaimer: Naruto e sua turma não me pertencem, mas ao M.K.

Após ouvirem o discurso de Tsunade, os jounis não sabiam que atitute deveriam expressar. As informações foram, no mínimo, inquietantes. Muito por baixo, na verdade. As palavras "absurdo" e "conflito" vagavam perigosamente com outras de porte igual. Com exceção de Naruto, Hinata e Neji, todos os jounins da Folha estavam ali, cientes da grande luta que estava às portas de sua vila.


Depois de muito falar, a Kage abriu uma pequena rodada de perguntas. Shikamaru foi o primeiro a colocar alguma questão:



- Entendo que as três vilas estejam contra nós. Mas por que se aliariam à Madara?



Na verdade era uma pergunta válida, que só poderia ser respondida por quem conhecia o passado das vilas.



- Num tempo não muito distante, não havia paz entre as vilas ninjas, os tratados foram firmados por insistência do primeiro e segundo que cnseguiram os mesmos pela força... o terceiro manteve a paz, mesmo turbulenta, o quarto morreu para mantê-la e o terceiro retomou o poder, agora sim consolidando uma diplomacia sensível para evitar conflitos. Mas o sangue shinobi muita das vezes clama pela batalha... e aqueles que não concordaram com o acordo de paz... que não aceitam viver sob o julgo de Konoha, que ainda é a maior das Vilas e portanto tem um respeito maior, essas pessoas estão se unindo a um inimigo que mais tarde com certeza vai se virar contra suas próprias vilas, mas a sede de vingança vai cegá-los por enquanto. Porque se Madara conseguir o que quer, a própria "paz" das outras vilas está ameaçada. Então, quando lutarmos, será não somente por Konoha, mas por todos.



Novo silêncio instaurou-se na sala. Aquilo parecia muito maior e mais grave que todos realmente tinham em mente. Era o orgulho shinobi em jogo. A coisa mais valiosa para um guerreiro então, proteger o significado de sua luta. E isto atingia a todos no local de maneira singular.



- Como sabem, vamos criar aqui um plano de contigência. A ANBU vai tentar dizimar o máximo de inimigos que conseguir pelo caminho. Metade dos Jounins vai estar cuidando da entrda da Vila. — Tsunade dirigiu-se a alguns shinobis em especial — Sai, vc vai estar encarregado de patrulhar os céus de Konoha e arredores, com suas pinturas que tomam vida. Sikamaru, você vai arquitetar essa estratégia, juntamente com Kakashi. Ninguém faz nada sem antes dar ciência e ter a aprovação de vocês, certo? Caso algo me aconteça, ou se não estiver presente, o comando está na mão de vocês.



Novo momento de silêncio. Aquilo era praticamente uma indicação ao cargo de Hokage, todos esperavam que fosse Naruto a recebê-la, mas num momento de guerra, a força não seria o único ingrediente para a vitória e sabiam que Naruto ainda nãi tinha atingido o amadurecimento necessário para responder por todos. Foi com certo pesar que Kakashi imaginou-se tendo que dar a notícia ao aluno, mas ainda assim, tinha quase certeza que aquilo não seria necessário. Tsunade-sama era a última sannin lendária viva, isto não era pouca coisa.



- Certo. O ideal era criarmos um cordão de isolamento. A metade dos jounins deve servir, mas seria interessante intercalar Chuunins nessa tarefa também. Não os mais poderosos, esses ficariam na vila. Precisamos nos preocupar com a evacuação dos moradores. — Shikamaru já tinha colocado sua brilhante mente em ação, atraindo a atenção de todos.



Neste momento, Gaara entrou na sala, pouco à vontade:



- Desculpem o atraso, Hokage-sama, todos.... — fez uma leve reverência — Precisava receber a resposta da Areia. É com prazer que informo que um terço do meu corpo de shinobis está vindo para cá, liderados por Temari.


- Kazekage-sama... não seria melhor Temari-sama ficar em Konoha? Haverá conflito aqui, já não basta a Areia estar sem seu Kazekage?


- Shikamaru, de que me adianta ficar lá e dar a chane do inimigo avançar até Suna? Se ele chegar aos portões de minha cidade, será uma luta contra o tempo até sermos derrotados. Suna ainda não é uma potência como Konoha, nossos shinobis estão em avanços, mas ainda assim, somos poucos. Não, é mais interessante para mim detê-los aqui.


- Entendo... mas Temari-sama...


- Você, conhecendo tão bem minha irmã, acha mesmo que ela ficaria vendo uma luta ao longe, de braços cruzados? Já foi complicado por demais deixar Kankurou tomando conta das coisas. Com ele eu consigo lidar, já Temari...


- É, ela é mesmo uma complicada... — Shikamaru reparou olhos curiosos e sorrisos zombeteiros em sua direção, tratou de se recompor o mais rápido possível — Bem, então creio que terei de dar ao Kazekage-sama uma função de suma imoprtância.


A sala inteira silenciou. O que seria tão importante?



- Preciso que vá buscar Naruto.



Todos os olhos procuraram um par pela sala que tivesse alguma palavra a dizer, mas a Hokage foi quem falou primeiro:



- Sim, Naruto precisa ficar protegido em Konoha. E como vc sabia para onde estavam indo, seria de grande ajuda que fosse, também para prever ataques pelo caminho.



- Certo... eu não sei o local ao certo, mas a direção sim. Então estou partindo, espero que fique tudo calmo até retornarmos.


- Eu vou com você, Gaara.



Só haviam duas pessoas em toda Konoha que tratava Gaara sem utilizar o sufixo respeitoso, depois que este tornou-se Kage de Suna: Uzumaki Naruto e Uchiha Sasuke.



- Definiticamente não! — Sakura segurou o braço dele, o mais forte que conseguiu, fitando-o confusa — Sasuke, se o Naruto te ver, vai avançar em você sem nem dar tempo para explicações.



Então este devolveu o olhar para ela, o mesmo olhar sério, distante de sempre, mas que falava ao coração dela mais que qualquer palavra. Seu tom era direto, não dando margem À represálias:



- Neta sala todos querem proteger a Vila, sem exceção. Se Naruto cair nas mãos de Madara, todas as vidas aqui não terão razão de existir, pois a Kyuubi nas mãos dele será o fim de tudo.


- Sasuke, ele não pode matar o Naruto antes de...


- Antes de ter um novo receptor para a Kyuubi. Você e eu sabemos que esse receptor não vai existir. Se nós sabemos, ele já sabe. E com certeza já tem a solução, que você e eu não sabemos.



Sakura então saiu do caminho dele, em silêncio. Sasuke pegou sua Kusanagi e acomodou na bainha presa à cintura.



- Vamos Gaara, não podemos perder tempo.



E os dois partiram, sem se despedir, em alta velocidade, querendo chegar no destino e retornar com missão cumprida, pelo bem do amigo em comum.


Na sala o clima ficou mais tenso ainda. Imaginar que os dois interesses de Madara estavam fora dos muros de Konoha trazia uma perturbação inquietante. Sakura não aguentou, foi atrás, queria vê-lo atravessar os portões da Vila, lembranças inquietantes e amarguradas rondando sua mente. "Ele não vai mais voltar..."


Na sala da Hokage, o restante do grande grupo de jounins reunia-se ao redor da mesa, onde Tsunade, Kakashi e Shikamaru teciam seus planos para livrar Konoha daquilo que parecia inevitável.



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Antes de cruzarem os portões da Vila, Sasuke não suportou, teve que olhar para trás e despedir-se. Dela e da Vila. Ela estava lá, como ele sabia que faria. Em silêncio, afastou-se de Gaara e foi a passos mais lentos que o normal até a kunoichi, que tinha os olhos embargados.



- Dessa vez, você não veio me pedir para ficar, não é mesmo?



A voz dele alcançou o interior revoltoso dela como catalizador para suas emoções. Não reconfortantes, mas cientes. Cientes de que ali era estava lutando por ela, por todos... por si. Não, ela não choraria dessa vez, pois a dignidade dele não permitiria que aquele ato fosse diminuído por lágrimas.



- Sasuke... tente voltar.... — foi a única coisa que atreveu-se a pedir.



Os braços dele envolveram-na já saudosos, sofridos. Depositou o mais singelo, porém significativo beijo que poderia. Era um adeus, caso não pudesse cumprir o que ela tinha pedido.


Quando afastou-se dela e retomou seu caminho, ao longe distinguiu um ponto se aproximando, devagar. Apurou mais os olhos, assim como os outros dois. Seria Naruto? Não... o chakra dele era familiar mas... nem tanto. Quem deu o alarme foi a médica-nin:



- Neji!



Quando estavam prontos para se adiantarem em direção à ele, a voz do jovem Hyuuga soou firme, ainda que distante.



- Fiquem onde estão e me deixem entrar na vila no meu tempo.



Pararam no mesmo instante. Aquilo não era bom sinal. Ao ficar apenas metros de distância, puderam ver porque ele não queria ser apressado.


Neji carregava o corpo de Hyuuga Hiashi, prestando-lhe a última homenagem em chegar na Vila pelas mãos de um companheiro shinobi.


Sakura sabia que estava morto, não sentia uma fração sequer de chakra vindo dele. Os outros dois apenas esperaram a confirmação da médica, que não demorou muito. Sem olharem um para o outro, concordaram em ficar e esperar.


O rosto vazio de Neji contemplava a entrada da Vila, sua mente estava ordenada, não como seu rosto aparentava. Sabia o que fazer e como fazer. "Sharingan..." ainda ressoava em seus ouvidos. Não precisava de provas, seu tio e líder tinha sido direto.


Sabia que ele estava ali, mas o corpo inerte de seu tio dava a paciência que não tinha para adiar a imensa vontade que tinha de matá-lo naquele momento. E fazê-lo sofrer... ainda mais quando viu que ela derramava lágrimas que ele próprio jurou nunca mais permitir. Aquele maldito causava mais dor e sofrimento que ele ou qualquer outro poderia suportar.


Os portões da vila nunca foram tão enormes e vazios de significado. Não era como estar em casa, ou ao menos estar próximo do clã. Chegaria até eles com a maior de suas derrotas: seu papel era proteger Hinata e sabia que a prima sofreria com aquilo. Maldição, ela não teve a chance de provar a ele o quanto era forte...


Sakura adiantou-se a ele, para saber se estava ferido. Ele não a tratou rudemente, mas não conseguia escolher palavras menos duras.



- Deixe-me Sakura. Você não faz parte disto.


- Neji, o que aconteceu?



Os olhos dele cravaram-se frios em Uchiha Sasuke.



- Pergunte a ele, enquanto ainda está vivo. Vou até os meus levar nosso líder para ser tratado como merece e quando eu voltar, não me importa onde se esconda. Torça, mas muito, para que eu não o encontre. Porque se o fizer, finalmente vai conhecer o significado da palavra dor.



Sasuke não entendeu, antes que falasse, Sakura colocou-se a frente e mandou que seguissem o caminho deles.



- Sabe que não adianta ele fugir.


- Ele não está fugindo, está indo atrás de Naruto e Hinata.



Neji então quase vacilou com o corpo de Hiashi, recompondo-se em respeito ao tio, mas avançando com a voz:



- Você é louca? Está mandando o assassino do pai atrás da filha?


- Assassino? Do que está falando Neji?


- Não acredito que ainda não tenha entendido, prefiro acreditar que está do lado dele, que no fato de ser tão estúpida a ponto de não enxergar o óbvio!



Sakura também precisou recorrer ao mais profundo sentimento de respeito para não afundar o seu melhor soco no Hyuuga.



- Você acha que Sasuke matou seu tio? De onde tirou essa idéia?



Então ele viu que não sabia de nada e culpou-se por ter explodido com quem não merecia. Mas jamais falaria isso para ela.



- "Sharingan" foi a última palavra de Hiashi-sama. Te diz alguma coisa?



O silêncio dela fez ele entender que sim. Quando então tomou o caminho para os domínios de seu clã, alguns passos distantes dela, ouviu apenas o sussurro sair dos lábios dela.



- Não foi ele.



O máximo que fez foi parar em seu lugar, sem voltar-se para ela.



- Não esperava que o acusasse. Mas não o defenda, engane-se o quanto quiser, mas não tente me fazer acreditar em seus delírios. — Recomeçu então o caminho que tinha iniciado, a ponto de ouví-la novamente, agora num tom mais alto.



- Não foi ele!



Sentindo o sangue ferver, voltou-se então para a kunoichi, na certeza de que estaria chorando e pronta a contar mentiras para si.



- Sakura, você ouviu o que eu disse?



Então ele percebeu que ela não estava chorando, ao contrário, fitava-o da mesma maneira que no dia em que encontraram-se no escritório da Hokage e ele teve certeza que ela lia seus pensamentos:



- Ouvi. Você vai levar seu tio para os seus e vai voltar aqui e falar comigo antes de partir.


- E por que faria isso?


- Porque agora quem vai ouvir alguém, é você.



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Depois de terminada a reunião, cada jounin voltou para os seus, afim de tentarem ter uma última noite de descanso, antes do tenso período que viria. Um grupo de amigos estava próximo à porta, tentando animar um certo chuunin que excepcionalmente fora introduzido na reunião.



- Lee! Você deveria ficar feliz, vai liderar os Chuunins da Vila, é uma prova do alto valor que você tem para Tsunade-sama. — Ten Ten tentava o seu melhor para que ele se motivasse.


- Sim, você deve ouvir a Ten Ten... vamos precisar de uma pessoa incansável na vila, não tem ningupem melhor que você para isso... — Mesmo não sendo do feito dele, Shikamaru sentiu-se na obrigação de falar alguma coisa.



Lee olhou para os amigos, ciente de que todos queriam o melhor para ele, mas não podia deixar de se sentir relegado a segundo plano. Afinal, ele sabia que era capaz de ficar frente a frente com os inimigos, ao lado de seus amigos, não com um bando de desconhecidos...



- Ela só fez isso porque não posso usar genjutsu ou ninjutsu, vocês sabem muito bem.



Eles não podiam desmentir. Sabiam que tinha sido esse o motivo. Lee voltava-se a dias com uma dúvida, ams se tinha qualquer resquício, foi embora com aquele silêncio. Então virou e saiu em direção à sala da Hokage.


- Ei Lee, o que você vai fazer? Nem pense em discutir com a Tsunade-sama! — Ten Ten corria atrás dele, temendo que ele fizesse alguma besteira.


- Fica tranquila Ten Ten... não vou discutir. Só fazer uma pergunta.


- Qual? — Ten Ten tinha receio que a resposta poderia ser seguida de um dos famosos socos da Hime.


- Vou saber se a proposta que ela me fez ainda está de pé.


- Que proposta Lee? — Ela sabia a resposta, mas não conseguia acreditar.


- Oras, você que vem me falar e não se lembra? Vou falar com a Tsunade-sama para ela me dar a chance de defender a vila e as pessoas com o meu melhor.


- Mas Lee... agora nós não temos tempo prá isso...


- Ten Ten... você me conhece o suficiente prá saber que se o dia fatídico fosse amanhã, eu estaria pronto.


- Mas não precisa disso, você pode ajudar todos com o que você tem, não seja orgulhoso!


- Orgulhoso eu fui quando não aceitei uma chance de melhorar por medo.



Falando isso, conseguiu fazer com que ela recuasse alguns passos, permitindo que fosse fazer o que quisesse.



- Conte comigo, para o que precisar.


- Eu sei, por isso já contava. Vai dar tudo certo, não?


- Sim Lee, você será ainda mais forte do que já é! — Os olhos dela estavam emocionados ao abraçá-lo entusiasmadamente — Espero que você possa ser aquilo que deseja!



A princípio ele se assustou, porque em todos aqueles anos, nunca recebeu um abraço daquela maneira, tão verdadeiro e carregado de carinho. Sabia que realmente desejava aquilo para ele.



- Mas eu já sou aquilo que eu quero...


- E o que você quer ser?


- Alguém que não vai perder o fogo da juventude!



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Longe do escritório da Hokage, um casal de namorados estava tendo uma pequena discussão...



- Você não vai me deixar aqui sozinha! Se vai ficar patrulhando os céus, que faça um para que fique ao seu lado, oras!



Na verdade, não era bem uma discussão... quem falava, falava e falava, era Ino. Sai apenas observava aquele acesso de fúria que até então era uma completa novidade. Enquanto ela falava, ele desenhava a expressão dela, para que fizesse parte daqueilo que chamava "Portifólio da Ino": uma coletânea com as muitas e diferentes expressões daquela que ele agora tinha certeza que realmente amava. Embora ainda não tivesse tanta certeza da extensão desse sentimento, poderia afirmar que se ele existe dentro dele, pertence à ela.



- Você vai ficar aí só desenhando, não vai falar nada?


- Falar o que Ino-chan? Você já diz muito por mim e por você...


- Está dizendo que eu falo demais?



Suspirou, declarando derrota antes mesmo de começar.



- Fala sim, muito. Sabe que não faço porque quero, mas são ordens da Hokage-sama. E você estará mais protegida em terra.


- Sai, não preciso que você me proteja, sou uma shinobi como você.


- Como shinobi, realmente não precisa, mas como mãe do meu filho, sim.



Ino parou estática. Como ele descobriu? Nem mesmo Sakura estava sequer com uma pequena desconfiança... ela mesma só tinha atentado para os sintomas dias atrás e vinha agindo da maneira mais... normal possível. Não queria assustá-lo, mas não via outra maneira de falar sem causar um impacto negativo. E depois que soube da notícia da invasão, decidiu calar por completo.



- Como...?



Um sorriso que agora ela conhecia como o verdadeiro surgiu nele, que então puxou o corpo dela para acomodar-se no seu colo, abraçando-a por completo, carinhosamente:



- Ino-chan... só o que tenho feito nesses meses que estamos juntos é observá-la... me arrisco a dizer que não vai existir ninguém que chegue tão perto de saber como você realmente é, além de mim no momento. Acha mesmo que não via os olhares preocupados, o fato de nunca mais ter me encontrado de manhã e quando passava na sua casa seus pais me falavam que você ainda estava dormindo e que não tinha se sentido bem? Posso não ter muita prática com as pessoas, mas sei que andamos fazendo o suficiente para criar essa hipótese...



Ela corou então, profundamente. Sentia uma mistura de vergonha e felicidade. Vergonha por ter sido descoberta e não saber o que esperar dele... e felicidade por constatar que ele a conhecia tão bem...


Sai acomodou a cabeça da namorada nos ombros, tomando-a como uma criança.



- Ei, não fique assim... você está me dando a maior experiência de todas. Estou feliz... de verdade.



Ino aconchegou-se nele, desejando sentir toda a proteção que parecia carecer naquele momento.



- Está assustada?



A moça apenas balançou a cabeça, positivamente. Não conseguia falar, estava realmente em pânico.



- Então imagina como eu vou ficar sabendo que vocês vão estar correndo risco lá no alto? Que se cair eu não vou conseguir chegar a tempo prá salvar os dois? Você vai ficar bem aqui no chão, mais especificamente no hospital. Tem treinamento médico prá isso e já que a Sakura provavelmente vai prá frente de batalha, sua ajuda será muito necessária por lá. Vai fazer isso por mim?


- Sai... não me peça isso... eu quero ajudar...


- E vai. Ficando em segurança para me dar sossego prá lutar por nós dois...


- E como acha que vou ficar aqui, sem saber como você está?


- Digamos que você vai estar bem mais perto de um vidro de calmantes que eu... — os dois riram da "piada" — Não, você não pode tomar remédios... então vai ter que se contentar com chá. Ino, não discuta, por favor.


- Tudo bem... mas o que a gente vai fazer?



Parecia já ter tudo certo em sua mente, apenas esperando que ela falasse alguma coisa.



- O certo seria a gente sair daqui e ir falar com seus pais, daí eu receberia um golpe mortal do seu pai, que na certa faria uma geleia com meu cérebro... mas como acho que ainda tem muita utilidade e depois do que a Tsunade-sama falou hoje, criaria tensão além do necessário. Então... eu achei mais certo a gente fazer isso mesmo... porque com certeza você e sua mãe não vão deixar ele dar fim na minha pessoa...


- Não mesmo! — Ino agarrou o pescoço dele com força, dando um carinhoso beijo nele.


- Então... ainda tem o fato de que eles não vão desencalhar você nunca se me matarem... porque não vai aparecer alguém que ature esse seu nervosismo e gritaria... — antes que ela avançasse nele, arrumou as palavras — que eu gosto tanto...


- Você fala assim, mas vai ser chato falar prá eles... vão ficar tristes.


- E por que? Afinal, eles vão ganhar um neto ou neta bonitos, graças a mim.


- Sai! Você fala cada coisa... mas não é isso... sabe, não é o que os pais sonham para suas filhas.


- Casar e ter filhos com a pessoa que amam e que também gostam delas? Que estranho, achava que os pais sempre queriam o bem de seus filhos...


- Não dessa maneira, assim, não é normal ter os filhos antes de...


- Casar, né? Eu já sei disso... mas ninguém vai me culpar por não ter resistido. Nem a você também.


- Se continuar fazendo essas graças, não vai me acalmar!


- Não é graça Ino... vamos lá e ver no que dar. O problema é casar? A gente casa. Mas eu preferiria fazer isto depois que essa confusão toda acabar, porque serão muitos rostos seus prá eu poder desenhar... cada dia uma nova aflição, uma nova chateação, um novo aborrecimento... mas em compensação novos sorrisos e feições.


- Você fala assim como se fosse bobeira, ou fácil.


- E não é? A gente só não mora na mesma casa... de resto...


- Quer me deixar sem graça, né? Tá conseguindo.


- Obrigado.


- Vamos embora... acho que quanto antes a gente falar com eles, melhor, quem sabe o impacto das novas do conflito tirem a atenção deles...


- Nem a maior guerra do mundo tiraria minha atenção de você então... duvido que isso afete. Mas deixe estar Ino e vamos lá falar com eles. Deixa que eu falo, na verdade.


- Tá maluco? Se deixar você fazer isso, é capaz de meu pai abrir a porta e você dizer "Olá Yamanaka-sama, fico feliz em poder contar que daqui a alguns meses o filho que eu fiz em sua filha estará berrando em seus ouvidos e atrapalhando a noite de sono de todos. Espero que sejam gritos afinados, ao menos. Não acha que mereço os parabéns?"


- Ahn... agora vou ter que pensar em outra coisa...


- Sai!



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Sakura esperava já há algumas horas na saída da vila. Ao menos era o único lugar por onde ele poderia sair mais rápido e seguir o rastro de Sasuke, se ainda insistisse na idéia de seguí-lo. Lamentava muito a morte de Hiashi-sama e por dentro sentir uma enorme revolta: sabia que o "sharingan" que certamente teria dizimado o Hyuuga pertencia à Madara que tomava neste momento o corpo de Itachi. A confusão na mente de Sakura era como conseguir explicar isto para um obstinado e magoado Neji.



- Ele acabou de perder seu exemplo...



Os pensamentos da Kunoichi foram interrompidos por três chakras estranhos que sentiu atrás de si. Seriam inimigos? Voltou-se rapidamente para trás, em posição de ataque, mas parou ao reconhecer os rostos tão infelizmente familiares... ao menos por um.



- Agora entendi porque o Sasuke-kun pediu nossa ajuda... com uma prontidão dessa, se fosse um inimigo já estaria morta.



Sakura fitou a pessoa que, mais uma vez, fazia questão de ser o mais desagradável possível.



- E quem disse que você não é minha inimiga, Karin?

Notas finais
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Espero sinceramente que tenham gostado!

Ah, alguém aqui vai pro Anime Friends? Porque eu voooooou! Finalmente, depois de quatro anos, vou conseguir uma folga prá ir, nem acredito! Pessoal, amei que no último capítulo foram 10 reviews! Fiquei toda boba! Vamos repetir (ou aumentar)?? Adoro quando vocês me dizem como está indo a história e me dão sugestões!

Beijos!