Linhagens e Amizades
13 Capítulo 13 - Eu mereço a verdade! (Parte 1)
Notas iniciais
Bem... essa é a minha última tentativa... acho que a fic empolgou apenas no início, porque o pessoal parou de mandar review... e tb os leitores diminuíram...
Desculpem qualquer coisa, eu queria melhorar!
Desculpem qualquer coisa, eu queria melhorar!
E foi nesse misturado de pensamentos que ele observou a figura de Kiba, o rosto fixo no corpo branco salpicado de sangue de seu melhor amigo, de seu companheiro e irmão. Isso é... muito ruim.O Kazekage manteve distância, mas podia sentir o pesar do shinobi da Folha. Conhecia a história do clã Inuzuka, mas sabia que em especial aqueles dois se completavam e tinham uma relação mais próxima que a de muitos humanos... era uma amizade que não exigia nada em troca e um seria incompleto sem o outro.Shino colocou-se de pé em frente à Kiba, bloqueando a luz do pôr-do-sol, antes que falasse, Kiba interrompeu-o, sem fitar-lhe os óculos:- Onde está... Hinata?- Está bem... em segurança. Fomos emboscados por mais três, conseguiram nos alcançar. Felizmente Naruto e Gaara-sama estavam próximos e puderam nos ajudar.- Mas onde ela está? Ela é nossa missão Shino! – Um Kiba alterado colocou o corpo de Akamaru no chão e avançou em Kiba – Você não percebe os sacrifícios que foram feitos hoje aqui? Como você não está com Hinata, onde ela está? Você deixou-a sozinha? Responda!Shino deixou Kiba agir como bem quisesse. A culpa era de todos pelo que aconteceu e ele tinha perdido uma parte de si no combate, era normal alterar-se. Mas Kiba espraguejou, gritou, urrou por alguns minutos, falando descompassadamente, até que calou-se. E um choro involuntário e verdadeiro nasceu de seus olhos...- Meu... amigo... Akamaru... morreu por mim... porque não fui forte o suficiente para protegê-lo! Antes Hinata, agora Akamaru... todos pelas falhas que tenho... que tipo de amigo eu sou que nem ao menos consegue proteger quem ama?Aquele foi o mesmo sentimento que passou pela mente de Shino, mas com outras palavras. O momento não era de culpa, o que tinha acontecido não poderia ser remediado.- Kiba... vamos voltar para a folha... vamos... prestar a última homenagem para o Akamaru.- Não! Nossa missão! O Akamaru não iria querer que atrapalhássemos tudo por...- Mas sem o sacrifício do akamaru, não existiria mais a missão. Eu sou o líder dessa equipe e digo que vamos voltar para a Folha. Agora.Não era uma ordem discutível e Kiba, mesmo em seu momento de transtorno, concordou. No fundo ele sabia ser o certo, mas... se nem ao menos conseguissem levar Hinata em segurança para a Vila.- Kiba, lamento sua perda e devo lhe dizer... esse ataque me pareceu muito incomum.A voz do Kazekage surgiu firme próxima a eles.- Também encarei dessa maneira, Gaara-sama.- Não havia motivos para eles estarem aqui, no caminho utilizado apenas pelos shinobis de Konoha... isso está muito estranho e eu quero falar com a Hokage. Se for o que estou imaginando, estamos perto de graves problemas.- Hai, Kazekage-sama. Apenas permita que eu vá resgatar Hinata, precisamos levá-la conosco.- Acho melhor que vocês deixem Naruto levá-la até Suna. Assim suas perdas não serão em vão. Estou ciente do motivo da ida de vocês e meu pessoal está bastante confiante quanto à recuperação dela. Tsunade-sama avançou em muitos anos a pesquisa para esse tipo de problema e esperamos que tenha encontrado a cura. Onde está o pergaminho com as instruções?Shino tirou o pergaminho da bolsa e entregou para o Kazekage.- Se vocês não se importam, vou levar iso para o Naruto. Esperem aqui, não demoro.Os dois assentiram com a cabeça, positivamente.- Kiba... não se preocupe com o transporte... os insetos vão cuidar disso.Com um gesto forte de mão, Kiba chamou a atenção de Shino.- Não se atreva.Shino não fez aquilo para ofendê-lo, queria apenas cuidar de uma situação complicada da melhora maneira possível, por que ele agia assim?- Eu levarei Akaamaru até Konoha, ele chegará lá como um herói deve ser levado: carregado nos braços. Essa é a última homenagem que eu, como shinobi posso fazer por ele. Por favor, não me impeça.Mas Shino não fez isso, ao contrário. Quando viu Kiba erguendo o corpo do animal enorme, que era muito maior que os dois, e estava com parte do corpo arrastando no chão, pegou essa parte e suspendeu.- Se é assim, eu também vou prestar-lhe a mesma homenagem. Akamaru salvou a todos.
Shino não viu, mas lágrimas teimosas rolavam pelo rosto do amigo. Ele entendeu que a dor dele era muito maior do que ele poderia imaginar. Aquele seria um longo ritual e o silêncio era parte da homenagem aquele que amou intensamente seu companheiro de uma vida toda.- O Kazekage conseguirá nos alcançar – Disse Kiba e então partiram. O cortejo em passos que queriam ser evitados. A chegada à Vila faria aquilo ser mais real do que já era.(os acontecimentos a seguir são do momento que Gaara e Shino separaram-se de Naruto e Hinata) Naruto nem se deu conta que Gaara e Shino não estavam mais ali. Seu corpo ardia em raiva ainda, acabara de matar. E aquela foi uma das poucas vezes em que sentiu-se um tanto regozijado por tê-lo feito, não aceitaria qualquer outro castigo para o maldito que não a morte. O que ele fez foi tão...(essa parte da fic é narrada pelo Naruto) Hinata... que diabos você estava fazendo aqui?O corpo dela estava todo ferido e aquela era a segunda vez em seis meses que eu temi que a fragilidade dela não fosse capaz de suportar as feridas que lhe foram impostas. Mas... agora que tudo acabou como me aproximar? É melhor deixar que o Shino... droga, cadê ele e o Gaara? Justamente eu terei que ir lá?Pude ver que ela tremia, eu sei que eu dei fim naquele animal, mas eu queria poder ressucitá-lo só para matá-lo novamente! Caminhei até ela, devagar. Vendo o rastro de sangue do verme e algumas manchas do próprio dela, não podia parar de pensar... e se alguma coisa realmente a feriu? Tem sangue demais aqui prá ser só daquele idiota... ainda assim, nada podia tirar aquele perfume... ou então manchar a pele dela de uma maneira tão profunda que apagasse o brilho... ah, eu não posso pensar nisso... eu não quero pensar nela. Não é justo comigo, aqui já fizemos nossas escolhas... mas eu... não resisto.- Hinata, você está bem?Ela já tinha percebido que eu me aproximava, mas ainda assim se assustou, não achou que eu fosse dirigir-lhe à palavra.- Es-Est-ttou bem Na..ru-ruto-kun.Eu iria dizer alguma idiotice, mas senti o Gaara se aproximando. Ele chegou com uma cara estranha, trazendo um pergaminho nas mãos.- Como estão as coisas por lá? – Perguntei.- O time teve uma baixa...- Kiba? – Não podia ser, aquele idiota deixou-se morrer? E antes de lutarmos novamente! Droga!- Não, Akamaru.Ai... aquilo parecia tão ruim quanto. O cão do Kiba era um ser que recconhecia a existência dele, eu sei a importância disso, sei como é viver para ser reconhecido por alguém. E Akamaru não era apenas um animal, conseguia ser mais verdadeiro que muitos humanos.- Entendo. Você veio buscar a Hinata?Então ele me entregou um pergaminho e eu reconheci o selo da Vovó Tsunade.- O que é isso?- Lamento amigo, mas acho que vamos atrasar nossos planos em uma semana, ao menos. Sua nova missão é levar Hinata em segurança até Suna para que uma equipe médica preste atendimento.- E você, o que vai fazer Gaara? Voltar comigo?- Não, devido às circunstâncias, preciso me encontrar com Tsunade-sama. Mas espero que você não me exclua de sua aventura.- Mas se vocês estão indo para Konoha, por que não a levam com você? Estamos mais próximos de Konoha que de Suna...- Naruto, Hinata fará um tratamento especial em Suna. Há chances de que ela recupere sua visão. Recuperar a visão? Como? Se nem mesmo a Vovó Tsunade ou a Sakura-chan deram qualquer esperança… acho que ele percebeu minha cara de dúvida e prosseguiu:- A Hokage tem pesquisado uma cura desde que a situação apresentou-se. E parece que desta vez os resultados serão satisfatórios. Mas ela precisa ir até Suna.- Gaara, me desculpe, mas eu não sei se posso...- Está com medo de que apareça mais algum inimigo pelo caminho?- Medo? Eu? De lutar? Puxa, pensei que você me conhecesse.- Pior que conheço... e fico surpreso em perceber que você está com medo de uma garota.Ele podia ter pegado mais leve...- Não é medo dela, mas do que ela faz comigo, sem saber.- Está na hora de vocês conversarem, não acha?- Você não conhece a Hinata, ela jamais vai enfrentar a família e... além do mais, nem sei porque ela aceitou isso... ela sabe o quanto isso meu doeu... e sabia na época também. Eu não sei se posso perdoá-la.- Me diga uma coisa: você disse prá ela como se sentia, antes disso tudo acontecer?Me lembrei do dia que ela veio me contar... eu estava nervoso demais, já não dava mais prá adiar aquilo. Tentei fazer ela se acostumar com a minha presença ao seu lado, ela estava fragilizada demais e achava que todos se aproximavam dela por pena. Na verdade eu queria estar perto dela, nada mais. E sentia meu coração doer com toda aquela auto-piedade. Mas aos poucos eu via um sorriso pequeno, uma ação inesperada perdida no tempo... e aquilo me dizia que a boneca de porcelana que estava na minha frente conseguiria superar aquilo. O problema é que eu não conseguia mais abafar o que sentia por ela. Precisava que ela soubesse como o meu coração chamava por ela, como todo o meu ser vibrava apenas com um toque daquelas mãos pequenas e delicadas... foi tanto tempo, perdido... eu idiota confuso com um amor platônico pela Sakura-chan... e vendo-a sofrer e achando que aquilo era amor. Na verdade era, mas um amor de irmãos. Sakura representava para mim a mesma coisa que Sasuke: a família que eu nunca tive. Isso eu entendi no dia em que eu a contemplei naquela maca de hospital e parecia que um pedaço enorme do meu coração estava preso ali junto com ela, nunca senti tanto medo na vida. Era como se eu fosse ficar sozinho novamente, como se sem a presença dela o meu ar faltasse e nada daquilo que eu fazia tivesse importância para mais ninguém. Pois eu queria ser forte para protegê-la, ser menos imbecil para não envergonhá-la e demonstrar todo o meu carinho e... amor.E no momento em que ela me contou sobre o casamento, aquele pedaço da minha alma que antes era dela, pareceu vagar perdida dentro do meu próprio corpo.- Droga Gaara, você sabe que não.Ele olhou prá mim, como se fosse falar uma coisa muito óbvia que eu ainda não tinha entendido.- Olha, se você nunca fez isso, como queria que ela enfrentasse a família? Eu acredito que ela não tinha muito em que se apoiar naquele momento, a não ser uma boa amizade, que não passava disso.Mas as minhas ações, minhas palavras...As palavras que não foram ditas causaram aquilo?- Você não pode dizer que a culpa é minha Gaara... ela...- Pare com isso, que não se parece em nada com você. Resolva isso com dignidade. Que seja para colocar um ponto final, que ela se case. Mas que ao menos você liberte os seus sentimentos para outra pessoa. - Você não entende...- Sim, eu não entendo. Realmente. Mas vou entender menos ainda se você não lutar por ela. Daí não será o mesmo Uzumaki Naruto que eu conheci.Aquilo doeu mais que um soco da Sakura-chan. Gaara me dizia as verdade que eu escondia de mim mesmo.- Certo... eu vou levá-la para Suna, farei com que chegue em segurança... e se ela quiser, somente se quiser, poderemos conversar, mas eu jã não espero mais nada disso.- Então o que vier será lucro.Concordei com a cabeça, era hora de crescer um pouco.- Boa sorte, espero notícias em Konoha.E desapareceu da minha frente.Voltei-me para ela, que estava à parte da nossa conversa.- Hinata... você consegue se levantar?Em silêncio observei os braços delicados apoiarem-se no tronco oco, ela não estava com graves ferimentos. Apenas um corte no braço e um inchaço leve no rosto, mas que já parecia bem melhor que antes. Eu queria ajudá-la mas... tinha um pouco de receio daquilo que poderia acontecer se eu a tocasse. Aquela posição era mais segura para mim, poderia me controlar, mesmo que fosse errado de minha parte não ajudá-la.Evitei olhar para seus rosto... seus olhos ainda que apagados, me traziam perturbações. Ela não podia perceber isso, mas então eu olhei. E ela não tremia mais.- Naruto... Naruto-kun... Desculpe, não precisa preocupar-se comigo.- Não seja boba, você está ferida.- Nada importante... onde estão Shino-kun e Gaara-sama?- Com Kiba.- O que aconteceu com ele? – Sua voz demonstrava preocupação e eu ainda estava impressionado com o fato dela não gaguejar na minha frente...
- Ele está bem... – fiz uma pausa que eu julguei dramtática demais depois – Mas infelizmente o Akamaru não sobreviveu.- Culpa minha! O movimento que ela fez foi instantâneo e creio que nem ela nem eu pensamos direito. Ela estava em meus braços e eu a estava consolando. Como há seis meses eu senti sua dor e compartilhei do seu pesar. E me lembrei da minha promessa: que eu faria o que fosse necessário para trazer o sorriso de volta aquele rosto...Não podia mais... aquela aproximação derrubava a minha resistência e toda a raiva que eu vinha acumulando dela... dela não... de mim, de nós... por quê eu não disse nada antes, como fui idiota! Nós tínhamos uma chance antes... e eu deixei ruir... e momentos como aquele, onde eu podia sentir seus cabelos macios tocando meu rosto de uma maneira única não seriam apenas ocasiões perdidas em meio a acontecimentos tristes... Eu queria mudar as coisas... mas tinha tanta coisa em jogo... tanto a perder... será que o sentimento dela ainda existia? Mesmo depois de eu tê-la ignorado e tratado com frieza, será que o coração dela ainda se lembrava de como era quando eu costumava estar por perto?Então eu a abracei. E naquele abraço eu coloquei minhas palavras, meus sentimentos e toda a minha frustração. Eu a queria para mim, não suportava a idéia de dividí-la, ou perdê-la. Não deixaria que partisse. Não sem saber que eu a...- Naruto-kun... por favor, me leve embora daqui.Eu tenho que falar, eu não posso parar agora.- Hinata eu...- Não fale nada, por favor. Isto é mais do que eu já tive em vários dias — E então ela se afastou de mim, ficando novamente próxima ao tronco oco – Quero vero Kiba-kun.- Eles voltaram para Konoha.- Então eu também voltarei.- Você deve ir para Suna. Ordens da Hokage e agora eu sou sua escolta até lá. Por favor, não me faça obrigá-la a ir.- Mas eu preciso estar com meus companheiros, isso tudo foi causado por mim.- Então se foi, prove que você se importa, honrando a missão. Vamos, eu ajudo você.Ofereci minha mão como apoio e então eu percebi que no ritmo dela levaríamos quase dois dias para chegar. Sem deixar ela protestar, tomei-a em meus braços e precisei de uma concentração sobrehumana para manter o caminho correto, porque o perfume dela me abalava os sentidos. Olhei rapidamente em seu rosto e percebi que ela estava corada.Afinal, ela não deixou de ser a Hinata de sempre.
Fale com o autor