Linhagens e Amizades

14 Capítulo 14 - Eu Mereço a Verdade! (Parte 2)


Notas iniciais
Gente... enquanto o Nyah estve fora do ar, terminei a parte 2 e adiantei bem os capítulos... mas continua o desafio das reviews, ok?

abraços, espero que gostem!
(essa parte da fic é narrada pela Hinata)

Eu estava nos braços dele... como naquela vez no hospital... como na outra vez quando ele me ajudava a não cair pelo caminho... como em tantas outras ocasiões em que ele me protegia... e eu o feri de uma maneira tão profunda... mas como fazê-lo entender que a minha vida nada mais é que um incômodo? Eu desisti de ser alguma coisa... o brilho da luz que me foi roubado ofuscou o pouco de ambição que eu tinha em ser alguém que fosse reconhecida. O que sempre me chamou a atenção no Naruto-kun foi como ele não desistia de nada, mesmo quando tudo parecia impossível.

E quando me vi na mesma situação que ele... eu percebi o quanto era realmente fraca. Porque eu só conseguia passar por tudo aquilo porque sentia o apoio dele. Minha família me desprezava, às vezes minha irmã vinha falar comigo, mas eu entendo que se aproximar muito de mim seria um desagrado para meu pai. Ela é a única esperança de que a família não perca tudo, que ao menos alguém do ramo principal tenha importância. Mas o que seria da família se eu tivesse morrido naquele ataque onde os meus amigos colocaram a vida para me proteger?

Tinha muito medo de fazer a pergunta, porque eu sempre soube da resposta: seria como se nada tivesse acontecido.

Mas será que alguém choraria por mim? Será que alguém lembraria das minhas patéticas tentativas de mostrar aquilo que eu poderia ter feito?

A resposta estava bem à minha frete e eu sabia disso, meu coração me dizia que sim. Mas ele nunca me disse palavra alguma. E eu me perdia em contradições, achando que os atos dele para comigo seriam apenas os mesmos que ele demonstraria para qualquer companheiro.

Eu sempre estive ao seu lado... sempre sem ser notada... sempre quis ser notada... mas por que uma coisa tão ruim teve que acontecer para que você reconhecesse que eu existia?

Sua fraca! Você sabe que isso não é verdade, sabe que desde que o Sasuke-san voltou para a vila que ele se afastou da Sakura, que ele quis esquecê-la! Quantas vezes ele mesmo me disse isso? Eu perdi as contas, pois em cada vez que ele me dizia, uma nova chama de esperança nascia em mim e eu vislumbrava uma felicidade que não poderia nem se quisesse, mensurar.

A única coisa que precisava fazer era dizer que eu te amo...

Mas não disse e por que eu que tinha que dizer? Já não estava perdendo muitas coisas ali? Era eu a inválida inútil... ainda teria que me humilhar??? Porque eu acreditava na possibilidade de tudo ser um grande engano por minha parte e como ficaria depois de ter declarado meus mais profundos sentimentos para ele? Aquilo seria uma dor mais pesada que qualquer outra que já me tinha sido imposta. Eu tinha pouco com ele, mas o pouco era muito para quem antes não tinha nada e não precisava arriscar aquilo.

Então eu fiquei sabendo do acordo entre meu pai e Uchiha Sasuke. Aquilo mostrou para mim que eu não podia imaginar que alguém se importasse comigo, já que meu próprio pai fazia tão pouco de mim e me tratava como um saco de moedas de pouco valor. Então eu procurei a pessoa que pensava se importar comigo... e contei... e esperei uma reação dele... mas o que ele fez? Esbravejou, gritou... mas não me disse o que eu precisava: que lutaria por mim, que eu não podia fazer aquilo conosco, que nós tínhamos alguma coisa!

Eu senti, eu pude quase tocar os sentimentos dele ao longo daqueles meses... mas eu precisava de mais que isso, eu precisava... de amparo... precisava de segurança... tenho tanto medo de errar, de falhar... não poderia errar com o Naruto-kun... mas ele não me ofereceu isso naquele dia. Muito menos nos que vieram na sequência. E depois de quase dois meses eu sentia como se nunca o tivesse conhecido, nem presenciado as situações de carinho que por vezes me deixavam tão embaraçadas que sentia o mundo girar ao meu redor e reunia todas as minhas forças para não perder os sentindos.

E hoje... ele lutou por mim e fez tudo que eu queria que tivesse feito naquele dia... como entender aquilo? Como pensar, como julgar? Eu tinha que parar de pensar, parar de esperar, parar de ter medo! Em poucos dias eu seria menos que nada para o resto da minha vida. Mas naquele dia eu fui salva pelo Naruto-kun e em seus braços senti um conforto e segurança... aqueles que eu sempre procurei.

Eu sentia o cheiro da noite invadindo meus pulmões, o ar tornara-se frio aos poucos e aquilo era sinal de que a jornada seria interrompida para um descanso. Ele estaria cansado, afinal uma luta sempre abatia um shinobi, por mais forte que ele fosse... e também estava me carregando... e toda a minha bagagem e a dele... e estávamos indo o mais rápido que ele julgava ser seguro para mim, disso eu tinha certeza.

Como que lendo meus pensamentos ele parou.

- Hinata...acho que seria bom descansarmos, a noite já caiu há horas.

E me colocou no chão, de pé.

- Fique aqui que eu vou pegar alguma coisa para fazer uma fogueira e... descanse. Tem um aglomerado de pedras a dez passos de onde você está, certa de 45 graus. Eu sei que você consegue se localizar. Há um rio que eu acho não ser muito profundo cerca de 6 passos desse aglomerado, 38 graus.

Em nosso tempo juntos ele me ajudava a não esbarrar nas coisas, não cair. Graças ao treinamento com ele eu pude caminha rpor Konoha quase que normalmente, e estávamos prestes a começar com grandes deslocamentos... ele estudava por mim, pesquisava e sempre trazia uma novidade. Aquilo era algo novo nele e tinha sido despertado por mim... me sentia tão orgulhosa... e agora ele fazia questão de me lembrar que não tinha apagado aquilo de sua mente.

Senti o chakra dele se afastar um pouco e tateei em minha bolsa. A barraca estava com Kiba e só trazia meus pertences pessoais. Mas não seria desagradável dormir ao ar livre, o tempo estava bom e... caminhei até onde ele me indicou estar as pedras e fiquei feliz em ver que ele calculou corretamente. Quando me sentei, abri a bolsa e separei o pacote para ferimentos. Sentia meu braço latejar um pouco e ao passar a mão no local a viscosidade do sangue coagulado indicava um ferimento. Mas pelo que pude notar não era nada grave. Ainda me atrapalhava um pouco com a kunai e as ataduras, então senti que ele voltara.

- Você está machucada? – E sua voz revelava uma preocupação real, como se estivesse se culpando por não ter percebido.

- Não é nada demais, achei prudente fazer um curativo, para que não complique.

- Deixe-me fazer isso, não sou tão bom quanto um ninja médico, mas já frequentei bastante o hospital para saber como se faz um...

(agora essa parte da fic é narrada pelo Naruto)

De onde eu tirei essa idéia? Fazer curativo nela? Que imbecil...

As roupas dela estavam rasgadas e cheias d epoeira, o rosto branco apresentava manchas de salpicos de sangue e o inchaço estava quase imperceptível. E aquelas não eram as condições corretas prá se fazer um curativo, qualquer que fosse, o local precisava ser limpo, tanto ela quanto eu estávamos em situação de miséria.

- Hinata... acho melhor você se refrescar e limpar o sangue do seu corpo. Suas roupas também não estão em bom estado...

Então o rosto dela corou novamente. Mas por que? Ahn... idiota! Como ela vai tomar banho na minha frente? Deve estar morrendo de vergonha.

- Não, não se preocupe, espere eu montar a barraca que eu fico dentro enquanto você toma banho e só saio quando você me disser, você consegue fazer isso, não? Qualquer coisa, eu estarei aqui, mas de olhos fechados – dei um sorriso sem graça e percebi que ela ainda estava corada.

- Hai... mas eu não tenho barraca... ela estava com Kiba...

- Ah, mas eu tenho... não se preocupe. O problema é que ela é pequena, e você terá de dormir sozinha, mas é até melhor, porque eu ia ficar de guarda a noite toda. Aqui fora está bem fresquinho.

- Ce-certo.

Ela gaguejou? Realmente eu fui um pouco longe demais, se bem que eu já estava com saudade desse nervosismo dela... saudades? Não, não estava com nada...

- Espere só um momento que eu já termino.

Então coloquei minha mente na tarefa. Montei a barraca sem grandes dificuldades e fiz a fogueira em frente à mesma, e me certifiquei de colocar a barraca de costas para o rio. Eu sei que ela não pode me ver, mas ainda assim eu queria que soubesse que não estava com qualquer idéia estranha.

- Hinata, está tudo pronto. De onde você está são...

- Eu sei Naruto-kun, você já me disse. Obrigada, prometo não me demorar muito.

- Você pode ficar tranquila, eu estarei dentro da barraca, leve o tempo que precisar.

Fiquei na barraca conforme o combinado e podia ouvir o som da água chocando-se contra o corpo dela. Eu não quero ter esses pensamentos com ela... vou ter que passar noite inteira tão próximo como jamais estive e... a quem eu quero enganar? Eu a quero e muito... mesmo com tudo, mesmo com todos... eu me sinto incompleto sem ela e... se fosse só o meu coração… mas a perturbação que eu senti ao tocá-la... o meu corpo também anseia por ela... e tê-la assim, tão pura e livre... me fez desejá-la como nunca.

E me pareceu uma eternidade, minha mente vagando por imagens que eu não tinha, por uma única visão de seu corpo inocente naquele momento. Mas como imaginar uma coisa dessas se eu não conseguia ao menos dizer como me sentia? Hinata é uma... uma garota especial. Ela merece mais que um idiota como eu que só pensa em meus próprios desejos... mas... a verdade é que eu não penso só em mim... eu queria sentir seu corpo mas também queria fazê-la feliz, queria desvendar seus segredos mais íntimos e ver estampado em seu rosto... a verdade é que eu quero que ela me deseje tanto quanto a desejo.

Estava tão absorto em meus pensamentos que não pude perceber que ela já tinha terminado o banho e estava parada, apoiada na parte de trás da barraca.

- Naruto-kun? Você está aí?

Ela sabia que eu estava, mas ainda assim precisava confirmar... mas eu jamais a abandonaria.

- Hai, Hinata. Já terminou?

- Hai. Me sinto melhor, você estava certo, tinha realmente sangue por todo meu corpo…

- Se você não se importa, eu também vou tomar um banho...

Nem esperei ela falar coisa alguma e saí da barraca, já tirando a jaqueta e a blusa... afinal ela não podia e ver e aquilo não iria constrangê-la. Parece que ela realmente não percebeu coisa alguma e foi para a barraca.

“Eu realmente precisava esfriar as coisas... e eu nunca pensei que fosse pensar isso, mas acho que a primeira vez que não me incomodou o fato dela não poder enxergar... que situação eu ficaria..”

(essa parte da fic é narrada pela Hinata)

Eu estava sentada onde ele provalmente sentou... e aquela pequena barraca me dava certeza de que ali era um lugar que ele ficava, sentia sua vibração por todo lugar e... ah, minha mente está confusa... estou... ele está no mesmo rio onde eu estive... banhando-se nas mesmas águas que eu... eu sei que não as mesmas... mas em algum lugar nossos corpos ocuparam o mesmo lugar e eu senti uma vibração estranha em mim...

Mas aquilo era apenas a minha mente me pregando mais uma peça. Ele estava apenas cumprindo o dever dele... como eu pude ser tão idiota em não perceber isso? Nunca deixei de ser um suporte à distância... e agora nem isso mais eu poderia ser. Não era mais capaz de satisfazer seus sentimentos, seus desejos...

Eu podia ouvir seus movimentos barulhentos na água e eu pensava em como aquelas mãos me seguraram firmes, com um toque quente e acolhedor... eu me senti alguma vez protegida assim antes?

Sim, com ele, todas as vezes... a proteção que eu sinto com ele é única.

Eu preciso acreditar... sem enxergar eu tive que aprender a acreditar nas coisas sem vê-las... e conseguia fazer isso com objetos e até caminhos... mas por que não ver uma coisa que estava tão... visível, até mesmo para mim... mas se ele me ama, ele tem que me dizer isso, eu preciso disso... ele não dirá.

E isso porque está magoado comigo, ele acha que eu o traí. Mas não foi isso, eu daria qualquer coisa para mudar isso, qualquer mesmo. Preferia e escuridão pelo resto da vida, se ao menos tivesse a certeza de que aquilo que mais almejei em toda vida realmente me pertencia.

Eu não posso pensar... quando eu penso eu me perco... e o medo... ele toma conta de mim... e quadio eu terei uma oportunidade dessas? Quando o mundo confabulará para que mesmo em circunstâncias adversas eu o tenha novamente tão próximo... tão meu.

Nunca mais! E eu sei disso!

Me levantei o mais ágil que pude. Já não ouvia mais o barulho que me indicava que ele continuava no rio. Eu tinha que falar agora, eu tinha que dizer, eu tinha que dar a brecha... não tenho mais nada a perder, mas é uma tentativa que me vale a vida.

- Naruto-kun! – Gritei o mais alto que pude, na porta da barraca, antes que pudesse tomar fôlego e gritar novamente, senti a presença dele à minha frente, pouco mais de um palmo e meio.

- O que foi Hinata? O que aconteceu? Por que o grito?

Ele veio ao meu encontro, preocupou-se comigo, não apenas porque eu sou uma missão, eu tenho que confiar no que o meu coração me diz... eu preciso me permitir... eu posso assumir as consequências!

- Naruto-kun... eu... o que você queria me dizer no dia em que eu contei sobre o casamento?

O corpo dele relaxou, eu pude sentir. A urgência na voz não era mais a mesma.

- Prá que você quer falar disso? Eu pensei que você já tivesse esquecido...

E eu precisei de toda a coragem que eu não tinha. Toquei em seu ombro esquerdo e senti a água ainda escorrendo por sua pele. Ele não estava totalmente vestido e jamais tive qualquer contato desse tipo. Não permiti corar, ou perder os sentidos. Aquilo era a resposta de muitas das minhas perguntas.

- Naruto-kun... por favor... eu sei que não mereço pedir nada a você... mas eu estou sofrendo por não saber aquilo que perdi... e eu quero saber... eu quero... recuperar... eu... eu... eu...

(essa parte da fic é narrada pelo naruto)

Minha mente estava em turbilhão. Primeiro porque aquela não era uma atitude que eu esperaria da Hinata, jamais. Mas aquela era a abertura que Gaara tinha me mostrado e eu disse que se acontecesse, nós teríamos um esclarecimento... mas ela me pedia para falar de uma coisa que estava tão bem guardada dentro de mim e segura... e protegida de qualquer mágoa que pudesse ferí-la.

Mas e ela, também não estava na mesma situação que eu? Sim... ela estava... e até mesmo mais delicada... eu estava com raiva... e ela... disse o que não pôde me contar em quase 7 anos... nós devíamos aquilo um ao outro.

- Hinata... eu...

E eu vi, nos olhos dela, que me encaravam. E eu sabia que eles podiam me ver e enxergar profundo em meu coração. Ela precisava apenas das palavras, das palavras que eu neguei durante tanto tempo.

- Os seus sentimentos... há muito me alcaçaram.

Eu disse... não? Eu falei o que deveria? Eu senti ela contrair, aquilo não era tudo que ela queria, ela precisava de todas as palavras. E ela teria. E depois... depois… os meus sentimentos não valeriam nada guardados dentro de mim.

- Eu sinto em mim uma angústia quando não estou perto de você e a escuridão dos seus olhos me doem mais que a solidão que eu vivi por toda a minha vida, porque nesses olhos... nessas duas marcas peroladas que enfeitam o seu rosto... eu encontrei uma razão definitiva para a minha existência... eu achei em você um amor que me completa... um amor perfeito.

Essas palavras não saíram da minha boca... definitivamente! Quem ousou falar por mim? Eu vi a reação dela e o sorriso que ela me ofereceu iluminou aquela noite mais que qualquer lua cheia poderia ter feito.

Segurei seu rosto com minhas mãos e a delicadeza daquela pele fresca me fez recordar todos os momentos em que eu quis fazer aquilo... em que eu quis estar em contato com ela... em que ela fosse minha...

- Hinata... eu sei que nunca teria nada para justificar o que você disponibilizou para mim... mas eu queria que o meu amor e a promessa de fazê-la feliz tivesse sido suficientes para você.. eu quis que a minha vida fosse valer para trazer a alegria ao seu rosto... eu amo você Hinata... eu amo você você, e o meu peito se corrói por não estar com você... eu preciso que você me complete!

E eu tomei seus lábios para os meus e o seu corpo ficou colado ao meu. E ela não me rejeitou, nem em um único momento. E toda a angústia e todo o ressentimento se desfizeram quando eu provei daquele beijo tão aguardado... e então eu entendi que todo minha dor tinha fundamento, já não conseguia mais me imaginar sem aquilo...

(essa parte da fic é narrada pela Hinata)

Eu... é verdade... ele me ama... ele me deseja... e eu também... eu não quero perdê-lo, não quero ser de mais ninguém! Não queria afastar-me dele, sentir seus lábios nos meus e aquele beijo profundo que tocava minha alma... mas ele também precisava me ouvir...

- Naruto-kun... por favor... eu quero... que os meus sentimentos, que o meu amor estejam sempre em você! – Meu peito arfava e o frio da noite não conseguia aplacar o calor que eu sentia emanando de nossos corpos.

- Hinata... você não precisa dizer nada... isso tudo foi um esclarecimento... você e eu... agora já é tarde... as coisas não são como deveriam ter sido... por nossa culpa, ambos erramos... não esqueça esse beijo, porque ele será a única lembrança daquilo que não tivemos.

- Por que? Eu não sou mais interessante para você?

Ele ficou em silêncio por vários momentos, estaria me rejeitando agora? Mas tudo teria sido válido por aquele beijos, mas eu não queria só aquilo, a minha urgência era dele... mas...

- Não há nada no mundo que eu queira mais nesse momento que ficar com você... mas eu entendo que isso não é possível... a sua vida não me pertence... e nem a você mesma.

Fechei meus olhos por um momento e vi as imagens de todas as pessoas que me dominaram ao longo de minha vida. Aquele era o primeiro momento só meu, que eu conquistei abrindo o meu coração... aquilo não seria perdido porque alguém julgava-se dono da minha vida... eu não perderia o Naruto-kun assim... sem

- Você está enganado! Minha vida me pertence e eu escolhi há anos entregá-la a você... se eu fui fraca até agora, quero que você saiba que eu vivi para este momento e posso jamais ter outra chance de fazer aquilo que mais desejei. Não me importo com o que você vai pensar de mim, mas eu preciso que você me ame...

- Você não sabe o que está dizendo Hinata... isso não é tão fácil...

- É sim... eu quero e você quer... por favor não me faça implorar...

Ele segurou minhas mãos ternamente e beijou-as.

- Não faça isso... não se deprecie para mim... não de te ver assim. Eu quero a Hinata de antes, que me procurou decidida e me obrigou a tomar uma atitude e confessar meus sentimentos... é essa a mulher que eu desejo agora...

Então ele me envolveu em seus braços, nossos corpos se desejando mutuamente e eu me permiti todas as emoções que sempre imaginei.