Linhagens e Amizades
39 Capítulo 38 - Nossas Verdadeiras Missões
Notas iniciais
Podem bater, podem matar, eu mereço!
Mas olha, se fizerem isso, não tenho como postar os outros capítulos, rssrsrs
De verdade, espero que não tenham se esquecido dessa humilde história, que faço com todo o carinho... Creio que aqui fiz mais que leitores assíduos, fiz verdadeiros amigos!
Beijos!
No Capítulo anterior...
“A neblina foi cedendo aos poucos. O corpo já demonstrando sinais de cansaço por parte dos Hyuuga. Neji viu satisfeito o obstáculo ultrapassado. Porém o rosto sempre impassivo do shinobi tomou ares de terror. Não seria necessário seu doujutsu para enxergar aquilo: bem em sua frente... a maior legião de shinobis que já tinha visto em toda sua vida avançava em direção a eles... e depois chegariam a Konoha.”
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- Para os portões da Vila, agora! – Não era do feitio de Neji recuar, mas não deixaria o orgulho colocar em risco a vida dos seus. Eram pelo menos quatrocentos shinobis escondidos pela neblina que descia.
A capacidade analítica de Neji era absurda: em segundos entendeu que os malditos que acabara de derrotar eram peões naquela luta... assim como eles acabaram sendo. Lideraria os Hyuuga até chegar aos portões de Konoha e convocar o restante dos que estavam de prontidão. Torcia em seu íntimo para que a evacuação estivesse avançada, quem sabe terminada. Furtivamente, os oito Hyuuga mais adiantados entre as linhas inimigas retornaram para os portões, cuidando de eliminar alguns shinobis de Kiri que tinham escapado.
Neji viu o corpo de vários dos seus... o número de Hyuugas estava praticamente pela metade... ainda assim, era mais do que achava que teria. Observou que a maioria dos caídos era membros da Souke... inclusive todos os membros do conselho que foram convocados. O Bouke que conferenciou com Neji antes do ataque viu satisfeito a figura do líder retornar intacta, mas percebeu o olhar perdido dele para os corpos desalinhados pelo chão.
- Neji-sama... eles lutaram bravamente.
O rapaz não tinha dúvidas... o rosto deles não tinha a expressão do horror da fraqueza... mas do dever cumprido. Desanuviou os pensamentos mais uma vez, não era a hora para pensar naquilo.
- Precisamos retornar aos portões, imediatamente. Avise à Godaime que temos aproximadamente quatrocentos inimigos, bastante poderosos. Temos a elite da Pedra e da Nuvem às portas. Rápido!
O homem estava espantado, mas imitaria o líder em sua aparente frieza. Adiantou-se para encontrar a Hokage, que esperava ansiosa nos portões da Vila. Transportou as notícias e retornou ao seu posto ao lado de Neji, deixando uma Tsunade consternada.
- Kuso! Esses traidores vão sentir a força de Konoha... – Falava aquilo para tranqüilizar mais a si mesma.
- E também a força de Suna, a maior aliada da Vila da Folha – Disse o Kazekage, que a tudo ouvira – Tsunade-sama, peço que me permita dividir o comando do ataque.
- Gaara... – Falava com ele num tom não equivalente ao de líderes, mas com a sabedoria de uma pessoa mais experiente – Não há necessidade disto. Você tem que pensar na sua própria Vila.
O Kazekage não pareciadar ouvidos, pois já ocupava-se em deixar a cabaça de lado, não seria necessária, pois o combate exigiria mais dele que a pequena quantidade de areia que cabia ali:
- Acho que a Godaime ainda não entendeu... se eles passarem por Konoha, Suna será um alvo fácil, não haverá o que proteger.
A sabedoria daquelas palavras, aliada ao sentimento verdadeiro que a mulher poderia sentir emanando daquele jovem que tanto tinha para encerrar em si e que escolheu proteger ao invés de matar, tocou-lhe o coração. E ficou feliz por ver que a vida ainda lhe tinha algumas lições preciosas para dar.
- Será uma honra lutar ao seu lado, Kazekage-sama – Deu seu melhor sorriso – Deixo a Nuvem nas suas mãos, pegue quantos shinobis quiser, estarão todos sob seu comando.
Gaara assentiu, afastando-se e indo de encontro aos seus próprios subordinados da Areia: uma pequena conferência e Temari estava já dispondo o pelotão da Areia enquanto alguns shinobis eram recrutados para se aliar ao grupo.
Tsunade não deixou por menos: Todos os ANBU estavam à espera de sua ordem, bem como o restante de jounins da Folha.
- Sai, para o ar. Relatórios imediatos.
O rapaz de rosto inexpressivo deu um sorriso tipicamente vazio e sacou o pergaminho e o pedaço de carvão. Desenhou algumas aves, que logo tomaram vida, sob a ação do famoso ninjutsu do ninja artista. Sai subiu na maior delas e todas alçaram vôo. O rádio que carregava estava com canal direto para Tsunade, Kakashi e Shikamaru. Do alto ele pôde constatar que o Hyuuga estava certo: cerca de quatrocentos... um ataque sem igual... vieram realmente com o intuito de não deixar nada sobrar. O papel de Sai era de vigilante... mas ele e suas criaturas estavam prontos para atacá-los pelo ar, ao primeiro sinal. Repassou as informações e permaneceu em vôo observatório.
- Tsunade-sama, avanços – Era Kakashi quem chegava apressado. Nayuri-sama acabou de enviar o aviso.
Tsunade nem poderia imaginar como seria a batalha sem a colaboração da Uzumaki... Mas aquela era a hora dela defender sua própria casa.
- Envie uma mensagem dispensando os relatórios. Não podemos colocá-la em maior perigo, Madara estará mais vigilante que nunca. Tome conta de tudo por aqui, Kakashi. Shikamaru, onde está a estratégia?
O Nara veio correndo, ainda exausto por uma breve discussão com a jounin da Areia que teimava em assumir a dianteira do ataque. Foi difícil convencer Temari de que contra a Nuvem não adiantaria um simples avanço de força bruta. Porque força por força, eles estavam em maior número, indiscutivelmente.
- Tsunade-sama, não seria o momento de chamar Sasuke e Sakura? Lee e Ten Ten podem cuidar do Naruto. Vamos precisar de toda a ajuda possível.
Uma descrente Tsunade voltou os olhos para o maior estrategista da Vila, cética quanto à ingenuidade dele:
- Shikamaru... eu estou preocupada se aqueles dois vão conseguir segurar o Naruto quando for necessário. Não existem mais reforços. Todos que dispomos estão aqui. Como está a evacuação?
O Nara deu de ombros. Ele podia ser bom com estratégias, mas um milagre daquele tamanho era pedir demais... ou confiar demais em si mesmo. Embora apreensivo ao ver Temari avançando para fora dos portões da vila com um contingente de cem shinobis divididos em grupos, liderados por Gaara, Shikamaru respondeu à Hokage, de acordo com o último relatório recebido.
- Encerrei comunicações com a Vila há dez minutos. A última parcial foi de 80%, com preferência para crianças e idosos, conforme ordenado. Lee está comandando a evacuação e pelos cálculos em meia hora estará concluída, os abrigos mais distantes serão usados e já enviamos comunicação para todas a região próxima cobrando a devida hospitalidade que eles precisarão.
Shikamaru era realmente eficiente, Tsunade podia confirmar isto. E também não havia mais desculpas para que ela adiasse o inadiável. Com um sinal Kakashi aproximou-se mais uma vez:
- Não deixe de avisar Nayuri-sama. Você e Shikamaru ficaram com um pequeno contingente de chuunins aqui. Serão a última linha de defesa e proteção para aqueles que ficarão no hospital cuidando dos feridos – Sem esperar reação dos dois homens, fez alguns selos conhecidos e Katsuyu apareceu:
- Tsunade, quanto tempo... – A voz melodiosa e pacífica da imensa lesma invocada poderia enganar algum desavisado. Aquela não era uma conversa trivial.
Tsunade pulou e encarapitou-se sobre a cabeça de sua velha companheira de batalha, como nos momentos mais grandiosos:
- Vamos Katsuyu, está na hora de me igualar ao meu time... ou ao que valia dele.
Sem esperar nova ordem, as duas partiram para o campo de batalha, seguida por um contingente de shinobis da Folha. Em números, tinham uma boa quantidade, quase iguais, mas não havia dúvidas sobre a superioridade dos inimigos. Eram a elite de suas vilas...
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- Naruto, vamos logo!
Uma furiosa Sakura terminava de mover a terra mais uma vez com seus poderosos socos de chakra concentrado. Ao menos enquanto se escondiam, acidentaria o terreno da melhor maneira possível, sem gastar muito chakra. Sasuke estava à frente, verificando a presença de possíveis inimigos. Naruto vinha atrás, entediado... e preocupado também. A falta de notícias a respeito da líder dos Hyuuga estava começando a incomodar de uma maneira perturbadora. Sakura já tinha observado aqueles sinais. Porém, cada um dos três tinha um imenso vale de perguntas e inquietações. Como sempre, Naruto foi o primeiro a manifestar-se: parou e sentou numa imensa pedra, os braços e pernas cruzados, em pleno sinal de protesto. Sasuke levou alguns segundos para perceber que ele tinha parado, porém como Sakura era a última da comitiva, tratou de abordá-lo impaciente.
- Naruto! O que pensa que está fazendo?
- Sakura-chan, isso está errado! Nós somos o melhor time de Konoha, os mais fortes e destemidos, por que estamos fugindo como três covardes? – O comentário não poderia deixar de conter a eterna pitada de superestimação que Naruto fazia de si mesmo. Entretanto, ele falava a verdade. O antigo time sete era uma verdadeira lenda, dentro e fora de Konoha, nas raras vezes que se reunia por completo. Sasuke voltou-se impaciente, o sharingan ativado dando a ele uma aparência assustadora:
- Não seja mais imbecil do que já é, Dobe! Temos trabalho a fazer.
Sasuke estava nervoso, porém a única pessoa a percebê-lo foi Sakura, que tratou de intervir mais uma vez:
- Evacuar a Vila e garantir que a trilha esteja segura, foi nossa tarefa, Naruto! Estamos protegendo os habitantes, não há nada mais importante que isso! Muito me surpreende você não dar valor ao trabalho que a Shishou nos deu!
Para quem tinha o lema de se tornar o maior Hokage de todos os tempos, aquela era uma acusação muito dolorida.
- Está errada, Sakura-chan! Se essa fosse realmente a missão que nos deram, estaria satisfeito!
Sasuke e Sakura entreolharam-se. O que ele estava querendo dizer?
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- Madara-sama, temos um problema.
Nayuri estava preocupada, visivelmente consternada. Aquilo não era bom sinal. Ela nunca se alterava em batalha, era das mais frias e impassíveis. Embora não assumisse, desde que a conheceu, Nayuri passou a ser uma espécie de bússola para Madara. E naquele momento, a bússola acabara de deixá-lo preocupado.
- O que foi, Nayuri?
Ela abaixou a cabeça, reverente como sempre.
- O moleque deixou a vila.
- Certeza?
Nayuri aproximou-se e entregou ao líder um pergaminho aberto, escrito por Kakashi, o último enviado. Madara passou os olhos rapidamente pelas palavras, amassando-o em seguida e dando vazão à sua fúria desmaterializando-o entre as chamas que se formaram em suas mãos.
- Pensei que infiltrá-la em Konoha como uma espiã me daria uma vantagem, não a eles. Inferno! Por que o garoto raposa saiu da vila? O correto seria ele ficar, lutar e morrer!
Nayuri estava realmente agitada, mas não parecia desesperada, como ele julgara a princípio. Ela não costumava trazer-lhe problemas, mas sim soluções. Não seria diferente naquele momento.
- Creio que temos uma excelente ferramenta para adentrarmos na Vila sem sermos vistos – Apontou para a cela onde Hinata e o pequeno Kyosuke estavam encerrados – Que melhor maneira de entrar na Vila, que sob os auspícios de uma boa filha que retorna depois de escapar de um cativeiro?
Madara ainda não tinha captado a utilidade do plano da kunoichi para si. Aparentemente, seu rosto demonstrou alguma dúvida, estaria Nayuri falhando pela primeira vez?
- Retornando para casa com uma aliada valiosa, que conhece todos os pontos do seu plano de invasão e poderia ajudar Konoha. E também a mais indicada para contra-atacar...
O vilão assentiu. A figura de Uchiha Itachi tornava-se assustadora e Nayuri teve a certeza de que ele finalmente entendera seu plano. Puxou a mulher para si, fitando-a ameaçadora e provocantemente com o sharingan ativado, visivelmente excitado com a agilidade de pensamento dela. Acariciou o rosto dela descendo a palma da mão até o queixo, segurando-o firmemente.
- Por que tanto ódio contra a Vila? – Era sempre a pergunta que acreditava ser a mais desejada por seus sentidos. Nayuri capciosamente ergueu os olhos, não se deixava intimidar por ele naqueles momentos onde era o mais parecido com um homem que poderia chegar. Deixou-se aproximar ainda mais dele, ao passo de perturbá-lo com o simples cheiro que emanava de si. Ele poderia ser muitas coisas, mas o que quer que fosse naquele momento, ela sabia ser influenciada por seus encantos. Ele a notava e isto era mais que necessário para preencher os poucos sentimentos que tinha.
- A pergunta não é esta, Madara-sama – Aproximou-se mais dele, praticamente unindo os lábios com os dele.
Era contagiante quando deveria ser e provocante quando desejava ser sentida.
- E qual seria a pergunta, minha cara? – Os olhos vermelhos amaldiçoados foram fechados, naquele momento era o mais próximo que conseguia chegar dele.
- Seria... “Por que faz tudo isto?”
Então ele abriu os olhos, duros novamente, gelados, injetados de poder e cobiça. Antes de tomá-la num beijo violento, deixou a boca sibilar rudemente junto aos lábios dela.
- Mas a essa pergunta eu já sei a resposta... Porque você me pertence.
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(Esta parte da fic é Narrada pelo Naruto)
- Não seja bobo Naruto! Vamos logo, temos muita coisa a fazer.
Sakura-chan era a pessoa mais honesta que eu conhecia. E a pior mentirosa da face da Terra. Ela deveria saber que mentir para mim não adiantaria muita coisa. Eu me fiz de desentendido no início, queria ver até onde eles estavam dispostos a levar aquela farsa toda. Mas a minha preocupação com a Hinata estava chegando a níveis críticos e não dava mais prá me afastar da Vila. “A Hinata está perto, protegida” – Foram essas as palavras do sensei. Então se era esse o caso, quanto mais longe da Vila, mais longe dela.
O Teme ficou me encarando sem entender nada, acho que ao menos nisso ele sempre se confundiu. Não consegue enxergar as coisas que são importantes, as prioridades dele são bem distorcidas. Mas eu sei muito bem quem é importante e o que tenho que fazer.
E ao contrário do que eles pensam, sei muito bem quando estão me enrolando.
- Sakura-chan, não me faça de bobo. Qual a verdadeira missão aqui? – Fui o mais duro que podia ser, desfazendo minha pose de “moleque birrão”. Se queria ser tratado como um adulto, como alguém que precisava ser levado a sério, começaria ali.
Eles se olharam, confidentes pela primeira vez desde que retomamos o time sete. Uma parte de mim se alegrava com aquilo, ver os dois juntos. Mas logo após isso, meu interior se apertava, em saber que toda aquela sintonia era para me manter ignorante de alguma coisa importante. Uma coisa muito importante.
- Dobe, não é hora prá isso.
- Se vocês não me contarem o que está acontecendo, vão ter que tentar me levar à força – Ergui a mão para o Sasuke, desafiando-o – Uma vez, há muito tempo, você disse que era capaz de me dobrar ao meio. Desde aquele dia venho me perguntando todos os dias se você ainda pode fazê-lo, ou quem sabe aquilo era apenas uma ameaça estúpida, como todas as suas?
Senti aqueles olhos vermelhos faiscarem. Poderia passar o tempo que fosse, mas Sasuke sempre seria meu eterno rival. E mexer com nossos brios era a única maneira de nos demover de qualquer posição. Ao contrário do que sempre acontecia, daquela vez eu usava aquilo a meu favor, não contra mim.
Sakura-chan bem que tentou detê-lo, mas a Kusanagi já estava bem perto do meu pescoço, e seu dono ainda distante de mim, provando que tinha aceitado a provocação:
- Pois bem, quer saber a verdade? A verdade é que nós não estaríamos nessa maldita enrascada se você não se achasse mais esperto que todo mundo! Sabe de uma coisa Naruto? A Vila da Folha pode ser extinta, todos lá lutando sem saber o que vai acontecer, unicamente para proteger você, Dobe! E é esse o papel ridículo que coube à Sakura e eu: proteger um imbecil que não se dá conta das coisas por si só e precisa de tudo bem explicado. Tá na hora de crescer Naruto, faz o favor de fazer isso agora e seguir o caminho!
Que droga! Por que as pessoas ainda não entenderam que não são elas que têm que me proteger? Que Hokage serei eu, se for sempre o protegido? Mas não iria explodir, afinal, sabia o motivo daquele medo.
- Eles nunca deixaram de me ver como uma aberração, não? Para que tanto treino, se no final, a primeira coisa que fazem é me mandar com escolta pesada para fora da Vila?
O olhar da minha amiga fuzilou o Teme de uma maneira dolorida. Ela mesma arrancou a espada do meu pescoço, dando as costas prá ele e ficando de frente prá mim:
- Eu disse ontem que não remediaria mais conflitos entre vocês dois... só que isso não é uma briga, é uma total perda de tempo! Vocês querem continuar com essa discussão absurda? Sasuke, você não pode estar falando sério! Acha mesmo que tudo isso é culpa do Naruto? Madara nos invadiria com ou sem a atitude que ele tomou. Muito pior fez você, ao achar que sozinho poderia com ele! – Ela falava sem olhar prá ele, me fitando com aqueles olhinhos verdes que irradiavam confiança para mim – Escuta bem Naruto, mas com atenção! Nós não estamos fugindo da Vila, estamos protegendo você, nosso amigo! Sasuke e eu escolhemos isso, ninguém nos impôs. Você é mais importante prá gente que qualquer luta ou invasão. Mas temos que pensar no que pode acontecer com você se Madara conseguir te alcançar. Pensa Naurto, ele está no corpo do Itachi! O próprio Sasuke não pode com ele, que tem a mesma vantagem do sharingan!
Ao ouvir aquilo, Sasuke tremeu. Seria por achar que a Sakura jamais acharia que ele era inferior a alguém? Fosse o que fosse, ela não viu o olhar de incredulidade dele.
- A nossa Vila enxerga o Naruto, mas os inimigos só querem a Kyuubi. Se eles conseguirem te imobilizar, não haverá nada que Sasuke, eu ou qualquer pessoa possamos fazer para te ajudar. Shishou ama você Naruto e quer te ver em segurança. Entenda isso como uma devolução por tudo que a Vila fez você sofrer a vida toda, não te entendendo. Aquelas pessoas escolheram te proteger, escolheram proteger um dos seus!
Sakura estava falando a verdade, podia sentir isso. Mas e a minha opinião naquilo tudo? E o que eu pensava daquela gente toda se sacrificando por mim? Estava tomando a decisão mais acertada da minha vida, ao me mostrar contra.
- Vocês prá mim são como os irmãos que eu não tive, mas igualmente toda a Vila foi a minha família. Não me importa se uns me viraram a cara quando era pirralho, não mesmo! Konoha é o meu lar, onde meus pais me deixaram prá ser criado! E mal ou bem, foi lá onde eu cresci. Não me importa a Kyuubi, acreditem em mim, essa raposa maldita não vai sair de onde está. Se tem uma coisa que eu treinei todos esses anos foi me controlar.
Eu vi a dúvida no rosto da Sakura e no do Sasuke, eles não se viam, mas tinham o mesmo pensamento. Depois de tantos anos, eles ainda não acreditavam em mim?
- Como é? Eu preciso que vocês confiem em mim, puxa vida! Vocês sabem que nós três somos muito mais necessários lá que aqui. Sakura deveria estar curando os feridos, Sasuke enfiando essa espada estúpida entre dois inimigos e eu detonando com meu Oodama Rasengan! Não aqui, no meio da floresta com medinho de um Uchiha de meia tigela, que nem prá ter seu próprio corpo serve!
Senti com aquilo que o Sasuke ficou mexido. Afinal, era da família dele que falava. Era a hora de dar o bote.
- Teme, você sempre se disse um vingador e eu sempre achei que vingança não estava com nada... mas quer saber? Você tem todo o meu apoio prá ir até lá e chutar o traseiro daquele maldito do Madara. O cara jogou o nome do teu clã no lixo, tomou o corpo do seu irmão, está invadindo a vila – Mas antes que eu pudesse completar, ele mesmo deixou escapar:
- E está com o meu filho...
Continuei falando, sem me dar conta:
- ... e ainda está com o seu filho! O que mais você quer? – Só quando eu olhei prá Sakura que a mente entendeu as palavras – Filho?!? O que você ta falando, Dobe? A Sakura-chan... ?!?
Foi o lógico a pensar, ora bolas! Sem entender nada mesmo, achei que ele e a Sakura-chan... seria por isso que ela estava com tanta raiva dele? E ela ainda estava tão tristinha quando eu perguntei, que achei mesmo ser verdade. Mas quando o Teme me olhou furioso, entendi a mancada.
- Naruto, você ganharia mais com a boca fechada, como sempre – Sasuke tomou o caminho contrário do que seguíamos anteriormente, com a Sakura finalmente se dando conta e no encalço dele.
- Sasuke, você só pode estar brincando! Não podemos voltar!
De longe, quase pude ver uma cumplicidade maior que entre amigos. Se fosse em outro momento, estaria feliz pelos dois.
- Trata-se de escolhas, Sakura. No momento, estou retomando o meu caminho. Você pode seguir com a missão.
- Seu caminho como um vingador? – “Ah não, Sakura... sem chorar...“ Foi a única coisa que consegui pensar.
- Eu não estou pedindo para você vir atrás de mim.
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(Essa parte da Fic é narrada pela Sakura)
Dei-lhe o tapa que merecia pela petulância, em seguida o meu último beijo inocente para aquele homem que eu mal conhecia, mas que jamais deixaria de amar.
Naruto ficou surpreso com a minha atitude, mas nada disse. Muito menos o Sasuke. Afastei-me dele, puxando o loiro hiperativo pela orelha. As palavras dele, ainda que estranhas, eram verdadeiras. E no caso do Naruto, surpreendentemente certas e amadurecidas. Ele estava certo! Nós éramos shinobis, não crianças fugindo. Todos tinham seu papel, éramos um time servindo uma vila.
- Mais nenhuma palavra, ou eu juro por Kami-sama que te arranco a língua com a mão, não me importa se você dobra o Sasuke, vira ao avesso, corta em picadinhos! O que eu sei é que COMIGO, você não faz nada disso, estamos entendidos? Agora eu sou a capitã da equipe, como jounin mais antiga. Vamos voltar para a Vila e ajudar nossos amigos. Naruto, você vai me prometer que sempre vai ficar ao lado do Sasuke. Se alguma coisa sair errada, ele pode ser o único a conseguir controlar as coisas. Isso não é um pedido, entendeu?
- Hai taichou... – Ele falou entre os dentes, mas já estava voltando a ser o hiperativo de sempre, mas no fundo ele tinha mudado, assim como todos nós. Um shinobi precisa crescer quando é necessário. O Naruto tinha entendido isso melhor que o Sasuke e eu.
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Hinata estava realmente agradecida por voltar para a Vila, mas preocupada com o pequeno Kyosuke, que tinha ficado. Porém mais preocupada ela estava com a mulher que estava ao seu lado. A dúvida era evidente e desta vez não ousou guardá-la:
- Nayuri-sama...
A mulher não estancou o passo, estavam camufladas com Mokuton. Nayuri puxava o braço da Hyuuga com força, para garantir que ela não diminuiria o passo. Ainda assim, um aceno indicou que ela estava ouvindo, sem palavras desnecessárias. Hinata sabia a importância da pergunta que faria, tinha ciência que a resposta seria decisiva para suas ações futuras... E também sabia o temor que poderia sentir após conhecer a verdade.
- Nayuri-sama... afinal... de que lado você está?
A mulher parou, de uma vez só, tamanho o despreparo fez Hinata quase trombar com o corpo da Kunoichi de cabelos vermelhos. Os olhos... aquela mulher poderia ser idêntica à mulher da foto no esconderijo... mas o olhar não tinha o conforto ou a placidez que ela identificava naquela figura peculiar... era algo que a malícia de Hinata ainda não conseguia entender... mas sabia ser estranho... e duvidoso, como tudo nela. Fitando a mulher mais nova, Nayuri não pode deixar de sorrir ao vê-la tão ingênua... tão... fraca.
- Se eu lhe contasse... teria que te matar... E por enquanto... isso não é interessante.
Notas finais
Depois de taaaaaaaaaaaaanto tempo, venho aqui lançar um desafio:
A fic está nos "finalmentes" e então lançarei uma campanha: Tragam um leitor a mais para a fic, rsrsrs. Pelos três meses, vai, rsrrs. E aliás, de presente atrasado de natal... façam propaganda, se vocês gostam mesmo da história, kkk.
Beijos!
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