Linhagens e Amizades

17 Capítulo 17 - Lembranças de um Futuro Impossível (Parte 2)


Notas iniciais
Gente, não parem de ler o capítulo!

Tomem fôlego e aguentem até o final!

Capítulo 10 — Lembranças de um Futuro Impossível (Parte 2 de 2)



O lugar parecia com seu dono: tudo ali não tinha sentimento algum ou irradiava qualquer tipo de energia. O local estava impecavelmente limpo, todos os objetos em seus devidos lugares. Sakura não ficou do lado de fora, precisava mostrar agora uma petulância como nunca antes. Sasuske precisava respeitá-la, ao menos uma vez e isso queria dizer que ela não poderia deixar-se assustar.


Seus pensamentos estavam confusos e ansiosos. Grande parte de sua vida seria decidida ali... as opções não eram viáveis. Enquanto corria para a casa dele, observou a Vila num silêncio tão profundo... aquelas pessoas estavam em seu coração de uma maneira tão especial.... iria protegê-las, iria salvá-las de todo mau que ele poderia causar à elas.


Sasuke-kun... o seu Sasuke-kun... como pude perder você para você mesmo?



[i][b](essa parte da fic é narrada pelo Sasuke-emo-fdp)[/i][/b]



Realmente eu esperava que ela tivesse criado consciência e não estivesse lá. Fui até complacente demorando além do habitual para retornar. O silêncio era uma constante no antigo bairro onde todo meu clã morou. Desde que todos morreram, nunca mais houve uma risada, ao menos um sussurro, que não aqueles vindos de meus próprios pensamentos. A maior parte de minha vida permaneci em silêncio. E assim deveria ser... será que ela não entendia isto?


Mas lá estava ela, de pé, olhando pela a janela para o nada. Acendeu apenas uma lamparina para poder tatear no escuro, não que eu precisasse disso, mas ela certamente não etava acostumada com o lugar. Aliás, acho que esta é a primeira vez que qualquer pessoa coloca os pés aqui depois de tudo, que não eu mesmo.


Não posso perder mais tempo com ela. Não agora.



- Sakura, o que você está fazendo aqui?



Ela demorou alguns instantes para se virar, estava com o inquietante hábito de me encarar enquanto falávamos.



- Pensei que tivesse entendido que eu viria para cá. — E caminhou a passos lentos até mim. Dava prá sentir a insegurança dela, mas se foi ela mesma quem quis estar aqui, não entendo o motivo de tanto receio.


- Eu quis entender errado. Vá embora, estou cansado e não tenho coisa alguma para tratar com você.


- Não tem nada para tratar comigo, Sasuke-kun?



Aproximou-se ainda mais de mim, cada palavra dando uma espécie de coragem para ela. Confesso que estava até um pouco intrigante observá-la daquela maneira... tantos meses sem uma aproximação qualquer e do nada perceber o quanto ainda transtorno sua mente. Sakura é realmente muito influenciável. Mas se ela queria falar comigo, seria da minha maneira. Agarrei-a pelos braços e fiz com que ficasse tão próxima que ambos podíamos sentir a respiração um do outro. Qualquer que fosse o assunto, ela não teria coragem de prosseguir e sairia correndo dali feito uma garota chorosa.


Mas ela não recuou, em momento algum. Aquilo teria causado sensações confusas nela antes... mas então se não era nada, por que o receio de se aproximar?



- Você fala assim e quem sabe eu preste atenção.



Sem tirar os olhos dos meus, ela me respondia, com os lábios movendo-se de uma maneira discreta, mas senti sua voz decidida por trás desses movimentos quase imperceptíveis.



- Sasuke-kun... eu quero que você pague o que me deve.



Não pude evitar uma gargalhada de deboche... sobre o que aquela louca estava falando?



- Vá embora garota... eu não lhe devo absolutamente nada.



Então soltei seus braços, pois aquela seria uma conversa bastante curta, na verdade, para mim já tinha terminado.


Fiquei esperando ela se afastar de mim, mas não o fez. Permaneceu tão próxima quanto antes. O que ela está fazendo?



- Você está muito enganado se pensa que não me deve nada. O que tem em débito comigo é o custo do meu primeiro amor, do meu amor mais verdadeiro e inocente. Dos desejos de uma vida em paz, das coisas mínimas que me tornariam a pessoa mais feliz do mundo. O que me deve, Uchiha Sasuke, são anos de dedicação sem retorno algum.



Mas tudo saiu da boca dela com tranquilidade, não parecia em nada a Sakura. Era como se estivesse falando de outra pessoa.



- Não seja estúpida, não se pode cobrar aquilo que não foi usado. Eu jamais aceitei, ou sequer pedi essas ninharias que você me ofereceu. Então adiante-se, saia da minha casa, agora.



A mão dela tocou minha face, um gesto que eu não esperava. Ela começaria a chorar? Não Sakura, não agora... não temos tempo.



- Para que a pressa em me expulsar daqui? O que de tão melhor de espera? A solidão, o frio? Conviver com o próprio reflexo todos os dias? O que faz este lugar tão melhor sem mim? O que ele pode fazer por você que eu não posso?


- Está me pedindo explicações? Por que eu desejaria que você ficasse? Ao invés de me perguntar o que o lugar me oferece, pergunte-se o que você teria de interessante.



Quero que ela vá, o mais rápido possível. Uma coisa é estar sob controle quando estamos nos ofendendo mutuamente, uma coisa é observar seus orbes verdes entristecendo-se por mim há metros de distância, ou ouvir seus gritos de desespero. Mas aquele contato de sua mão com meu rosto... nada me preparou para aquilo. Se ela não me soltasse... droga, terei de afastá-la. Coloquei os braços próximos à cintura dela, e distanciei-a de meu corpo.



- Como vê, você não me perturba em nada, não me causa emoções. Sakura, eu não consigo sentir por você mais que um desprezo. E nem seria dos maiores, existem pessoas que eu considero mais desprezíveis que você, já não é humilhação suficiente?



Ao que parece foi suficiente. Porque pela primeira vez ela desviou os olhos dos meus.



[i][b](Essa parte da fic é narrada pela Sakura — [red]Diz q ela vai dar uma porrada no emo, por favor! Onde já se viu falar com uma garota dessa maneira??? Tinha que ser o viadinho do Sasuke mesmo...[/red])[/i][/b]



Eu não quero isso! Como pude aceitar um absurdo desses?


Não vou permitir que esse monstro me toque... não quero suas mãos em meu corpo, não quero seus lábios nos meus... como querer depois de ter ouvido tudo isto?


Mas todos... estão contando comigo...e o que eu fiz até hoje para ajudar, realmente? Sasuke tem razão, sou pouco mais que um estorvo renegado.


Mas eu preciso, mais uma vez, esquecer de mim. Como aproximar-me dele sem sentir repulsa? Não vejo como ele sentirá atração por alguém fraca... como eu... ah, não, esse homem nunca sentiria nada por mim.


Estou certa! Não este homem... mas aquele que eu amei, o homem que eu queria que fosse, por quem eu lutei e falhei. Será que posso permitir-me enxergá-lo assim mais uma vez, depois de destituir meu coração de todas as ilusões que fiz? Foi tão difícil aceitar como ele realmente é, vale à pena jogar tudo para o alto?


Sim, eu sei que vale, não preciso me perguntar isso. Eu quero... eu quero aquele Sasuke-kun... esse homem me deseja, ao menos eu sei que posso ser desejada por ele. Sei que consigo fazer isto, ao menos por uma única vez! Se eu colocar toda a minha vontade nisso, eu posso... posso me permitir mais esse erro...


Um erro? Entregar-me a quem sempre amei? Mas não sinto mais isto por ele, sei disso, não posso mais sofrer assim, não por ele. Meus sentimentos são sinceros e ele não merece isto. Escolhi ofertá-los para alguém que saberá valorizar meus sacrifícios e caminhar comigo... mas hoje, apenas hoje, vou permitir que meu coração engane minha mente novamente. Só por uma noite... vou permitir que sua voz me faça sentir bem... apenas nesta noite... eu sei que será difiícil, mas o que eu tenho terá de ser suficiente. Não adianta procurar em outros olhos os dele, não adianta manter-me distante... os meus erros me condenam.


E por todos esses meses, eu tentei esquecê-lo, tentei apagá-lo... mas apenas a sua lembrança me faz sentir bem... como é difícil abrir mão daquilo que nunca tive!


Preciso enxergar o meu Sasuke nesses olhos... eu tenho de alcançá-lo, uma única vez. Não posso me esquivar de sentí-lo, não posso errar... o tempo não me permite fugir, não posso esquecê-lo!


Apenas preciso de forças por uma única noite.



Sakura não permitiu seus olhos fugirem dos dele. Não mais. Não enxergava a frieza de seus gestos ou a palidez de sua voz. Aquele era o Sasuke que tantas vezes postou-se frente a inimigos poderosos, apenas para protegê-la, o mesmo que ao partir de Konoha reconheceu seu carinho e aceitou seu amor.



- Sasuke-kun... não vou lhe cobrar pelos desejos de uma menina boba. Não vim incomodar-lhe por isto. Esses foram desejos bobos e que o tempo encarregou de sugar.


- Já sabe como ir embora.



Mas ela não permitiu que ele retirasse as mãos de sua cintura e aproximou-se dele, desesperadamente. Sentir o corpo dele totalmente junto ao seu era a realização de novos desejos. Que agora dominavam sua mente por completo.



- Não antes que você pague por outros desejos... pelos meus desejos como mulher. Por esses que nem a sua frieza conseguiu apagar... pela necessidade que eu tenho que você me possua. Hoje. Aqui. Agora.



Um Sasuke aturdido fitava seu rosto confuso. [i][b](Gaaaaaaaaaaaaaaay!)[/i][/b]



- Sakura, você está louca? Desde quando fica se oferecendo como uma qualquer?



- Eu sempre fui uma qualquer para você. Não me trate de maneira diferente agora.



As mãos dela percorreram a princípio tímidas pelo peito dele, por cima do uniforme [i][b](nova nota: Sasuke não usa aquele modelito gay da saga shippuuden, mas sim um tradicional uniforme de jounin, estido Kakashi)[/i][/b], depois por dentro das roupas, num contato inédiito para ela. Sentir a pele dele, a definição de seu corpo...



- Sasuke-kun... deixe-me aquecê-lo, ao menos por uma noite.



Sentir a presença tão... imposta, tão procante fez Sasuke esquecer a surpresa das ações dela. Nunca negou sua beleza, mas não sabia que poderia tornar-se tão atraente daquela maneira. Se ela queria uma lembrança, teria uma para amargurar-se pelo resto de sua vida. Pressionou o corpo dela contra a parede e aplicou-lhe o beijo mais sufocante que pôde. Ela entendeu como um sinal positivo para suas investidas e tomou dianteira, deixando claro para ele que as iniciativas partiriam dela, todas.


Os lábios não conseguiam desgrudar-se, como se um quisesse roubar o fôlego do outro, era uma luta e nenhum dos dois queria ser o primeiro a desistir. Sakura perdia a inibição do toque tímido e fazia-o sentir a segurança de seus gestos, em sua mente deixou um desejo há muito adormecido possuí-la por completo, e o que ela queria era provar daquele corpo tão almejado.


Sasuke sentia o desejo aumentar a cada toque dela, ao sentir suas mãos descendo por suas costas, as unhas passando caprichosas por sua pele, deixando-o com vontade de violá-la sem clemência, tamanho frisson aquilo causava nele. Então ela fez menção para ele tirar o colete e a blusa, como ainda estava concentrado em não abandonar a disputa de seus lábios e línguas, não atendeu aos desejos dela. Contrariada, Sakura usou sua força e arrancou as duas peças violentamente e depois afastou os lábios, mas antes mordendo os dele, a ponto de sair um filete de sangue discreto. Sasuke olhava aturdido, sem entender a ação dela.



- Quando eu quiser e como eu quiser — Dizendo Isso, Sakura empurrou-o para o chão, ficando de joelhos sobre ele, que olhava estático para ela, enquanto liberava o hitaiate dos cabelos e retirava a blusa de seu uniforme, encarando-o com um olhar carregado de intenções. Neste momento ele pôde contemplar uma parte de seu corpo e aquilo fazia a excitação tornar-se quase dolorosa: os pequenos seios dela estavam protegidos por uma peça mínima que fazia a mente dele inquietar-se e mesmo sob os avisos dela, não pôde aguentar e puxou-a para si.



[i][b](essa parte da fic é narrada pelo Sasuke) [/b][/i]



Não tem como aguentar mais, ela quer isto e agora... eu também quero. Mas a Sakura não está sendo a garota de sempre... o que tem de diferente nela hoje? Ai, esse corpo quente, quero sentir a pele dela. Tirei a peça por sobre os seios e fiquei esperando qualquer reação dela do contrário, mas mesmo que me impedisse, não iria parar, passei a acariciá-los vorazmente com as mãos e rapidamente troquei de posição com ela, ficando por cima de seu corpo, encaixando o meu naquelas curvas que me tiravam o controle das minha ações.



[i][b](essa parte da fic é narrada pela Sakura) [/i][/b]



Ah, os lábios dele deslizando no meu rosto, descendo pelo meu pescoço.... e as suas mãos fortes dominando meus seios, ele move como se quisesse arrancá-los, tomar posse e isso dá um prazer tão grade. Eu o sinto excitado sob a calça, sinto vontade de tocá-lo e não sinto pudor algum nisso, eu o quero... quero saber que provoco aquilo nele, que ele realmente me deseja.



[b](fim da parte narrada pelos dois, daqui em diante sem flashs dos dois)[/b]


Sasuke roçava os lábios intensamente nos seios dela, os dois jovens tão rudes em suas ações que quase se podia ver uma certa violência, mas na verdade era a urgências que ambos sentiam. Naquele momento ambos perceberam o quanto a tensão entre os dois era devida ao desejo crescente que vinham nutrindo um pelo outro, mas não podiam confessar, não podiam demonstrar fraqueza. E agora, quando ambos exteriorizavam suas vontades, a emergência de suas ações não causava inconveniente em nenhum dos dois.


A kunoichi desceu as mãos pelas contas dele, com mais aspereza que antes, fazendo-o arquear para trás, soltanto urros descontrolados. Percebendo a sensação dele de prazer, apressou-se em libertá-lo de suas calças, ela queria também sentir o poder de sua atração. Ao sentí-lo, sorriu de satisfação ao constatar que não falhara em atraí-lo. Ele seria seu. Sasuke arrepiou-se com o contato das mãos dela, mas alguma coisa em sua cabeça tentava tomar lugar ante à loucura que dominava seus pensamentos. E quando ela passou a tocar-lhe mais profundamente, seus olhos encontraram-se novamente e ele viu a mesma loucura nos olhos dela. [i]"Isso é realmente uma loucura completa. A Sakura que eu conheço jamais faria isso... eu desejo o corpo dela... eu sinto... mas parece que eu preciso de algo mais..."


A intensidade do olhar dela, aliado às carícias que ela lhe faziam deixavam-no num torpor quase permanente, queria poder apenas esquecer as coisas e sentir, mas aqueles olhos de loucura...


[i]"Não são os olhos dela! Essa não é a maneira como a Sakura quer sua primeira vez, disto eu tenho certeza. Ela já teve tão pouco de mim e de qualquer um, por que estragar-lhe talvez o último momento em que possa ter uma recordação onde tudo foi como sempre sonhou? Ah, mas como eu a desejo agora... não, eu quero o corpo, não os sentimentos dela. Isto eu não quero, isto eu não posso fazer." [/i]


Então ele soltou-se dos braços dela, impaciente, fitando-a.



- O que foi? Por que se afastou?


- Vá para casa, paramos por aqui. — Manter a frieza na voz com a excitação que estava foi uma das farsas mais difíceis que teve que fazer.


- Paramos por aqui? Não, eu quero terminar, eu preciso! — Então Sakura pôs-se de pé e abraçou-o pelas costas — Eu senti o quanto me deseja, por que parar agora?



Ela não podia manter contato, do contrário seria difícil permanecer irredutívem em sua decisão. Retirou suas mãos como se fossem incômodas, oferecendo-lhe seu olhar mais impassivo:



- O dia que eu quiser uma qualquer para satisfazer qualquer desejo meu, pode ter certeza que não será você. Não compare a fraqueza de meus instintos com atração. Você não tem nada que me interesse.



Aquilo foi como se estivessem novamente na porta da Vila, ele partindo e abandonando-a, depois dela ter declarado todos os seus sentimentos. Sabia que naquele momento despertou uma vontade real que sentia por ele, mas a dor de constatar que ele não a correspondia parecia maior que a eterna recusa em retribuir-lhe seu amor. Poderia ela ser tão interessante a ponto de não causar qualquer reação nele?


As lágrimas insistiam em cair, mas não na frente dele. Em silêncio pegou suas roupas, arrumando-se calmamente. Não daria a ele o gosto do triunfo de vê-la desolada. Ele apenas observou-a, calado, um sentimento de frustração invadindo seu interior, como se tivesse desistido de uma parte de sua vida, que não teria mais volta. Depois de pegar o hitaiate que estava próximo a ele, Sakura amarrou-o com firmeza e estava caminhando para a saída, permanecendo em silêncio.



- Sakura...



Será que a resistência dele teria cedido? O coração dela batia descompassadamente, anseiando por ao menos uma boa nova, algo que indicasse que aquele que tocou seu corpo puro por alguns instantes era mais que o verme às suas costas.



- Sakura... por favor, não volte aqui. Nunca mais.



Aquelas palavras entraram afiadas pelos ouvidos dela. Afinal, ele não deixou de ser o monstro. Sua culpa ter-se permitido enganar mais uma vez.



- Não voltarei. Da próxima vez — e você pode ter certeza que terá uma próxima — você virá me procurar. Mas não aqui. Engane-se o quanto quiser, Sasuke, pois a sua queda será ainda maior.



O silêncio voltou a dominar o antigo bairro dos Uchiha, mas dessa vez ainda mais apavorante e dominador.