Linhagem de Honra
21 Ato Serpente: Relacionamento improvavel
Notas iniciais
20 anos antes
Uma família inferior não significa ser um marginal ou ser pobre, muitas vezes alguém que carrega o titulo de inferior tem uma bela vida, consegue arrumar um emprego descente, arranja um casamento feliz e tem uma vida calma com comerciante ou trabalhador comum, os que sonham pequeno costumam se contentar com esse tipo de vida. Os que sonham alto de mais costumam lutar por mais que a vida pode lhe oferecer, alguns dão sorte de subir alguns degraus na vida outros só morrem tentando.
Era o que a mãe de Helfan contava quando ela era pequena, enquanto caminhava pela floresta sem rumo algum, sem saber onde estava. Carregando apenas uma bolsa nas costas com alguns suprimentos e mudas de roupa, andando entre as arvores olhando para suas folhas verdes cheias de vida, aquele tipo de floresta era muito natural comparada as que haviam no reino elfo, pisando encima de galhos secos que jaziam no chão. Depois de alguns minutos andando encontrou um arbusto com algumas frutinhas, de repente começou a sentir fome e sua barriga roncava afirmando a sua ideia de comer as frutinhas, catou diversas frutinhas colocando numa pequena bolsa, caminhou até um tronco de uma arvore que caiu, sentou e comeu a primeira com medo de ser alguma fruta com veneno, de primeira não sentiu gosto ruim ou mal estar, então resolveu comer o resto sem medo, agora que a primeira entro se tivesse veneno não tinha como voltar a trás. Enquanto comia as frutinhas olhava para suas roupas, oque antes era um saia tinha sido transformada em uma calça, tinha rasgado no meio e amarrado com três cordas na sua perna, na parte de cima estava usando um avental cortado no meio com uma blusa que originalmente era branca agora possuía a cor marrom de tanta sujeira, sentindo os cabelos no ombro lembrou da ultima vez que lavou eles a sua cor era castanho escuro, chegando a extremo da cor preta, quando criança gostava quando sua mãe brincava contando historias que Shacaror deus da vida e da morte havia pegado um pedaço da noite e fez o seus cabelos.
Fechou a sua pequena bolsa com algumas frutinhas colocando no saco que carregava, se levantou do tronco que estava sentada bateu a mão na barriga e nas pernas tirando a sujeira, seguiu andando sem direção em mente. Lembrou dos elfos de família inferior percebendo que vários nem usam seus sobrenomes e outros nem lembram mais, alguns inventam sobrenomes para se sentir importantes como as famílias superiores, ela não se importava com esse tipo de coisa, elfos que sonham muito não costumam receber nada como sua mãe dizia. Depois de andar meia hora andando pela floresta podia ouvir barulho próximo, porem som de algo caindo de uma arvore, se agachou e esperou ficando atenta para qual seria a procedência do barulho entretanto não escutou nada como passos ou algum tipo de comunicação, começou a pensar que seria algum pássaro que caiu no ninho apesar do barulho ter sido originado de um animal com porte maior. Seguiu caminhando lentamente em direção a origem do barulho, torcendo para ter sido algum animal ferido, nem era para sua segurança e sim pelo desejo de um jantar. Se aproximando viu alguma criatura verde com escamas, porem usava armadura, ficou olhando de longe a criatura se contorce no chão não possuía nem uma arma nem algo que pudesse usar como tal, tentou até procurar alguma pedra grande suficiente, mas não conseguiu achar nada próximo. Depois de alguns segundos observando a criatura começou a rastejar, mas estava todo errado mas conseguia se mover, resolveu se aproximar, se aproximou caminhando lentamente para não assustar a criatura chegando próximo viu que possuía uma calda, sua pele era verde como as folhas das arvores, a armadura cinza quebrava toda a beleza de sua pele, quando a criatura virou o rosto viu que sua cabeça era de cobra, quando seus olhos de víbora encontraram com os seus ele arregalou e puxou uma faca apontando para ela.
Viu que possuía duas pernas ficando confusa, achou que a raça dos snakeman possuía parte de cima do corpo humanoide e suas pernas era de cobra, seus pensamentos foram jogador para longe ao ver sua perna sangrando com uma espada enfiada na direita. Suas instinto se ativaram na hora se aproximou rapidamente dele puxando de sua bolsa um pano e rasgando no meio, nem percebeu que o snakeman ainda apontava a faca para ela porem ele não atacou ela. Tocou em sua perna e recuando quando ele resmungou de dor, tocou novamente com calma, notando a textura da sua pele escamosa e um pouco lisa, começou analisar melhor o ferimento, a espada aparentemente não havia perfurado o seus ossos, estava mais para o lado do musculo, levaria um bom tempo para se recupera e talvez mancasse um pouco contudo poderia voltar a ação depois de se recuperar. Pegou na lâmina da espada e puxou bem lentamente, a homem cobra soltou um grito.
—Me desculpe, mas eu preciso tirar isso- Ela estendia a mão sobre a espada enquanto falava lentamente para não assustar o homem cobra.
—Saia daqui você não tem nada haver com isso- Sua voz saiu com uma vibração diferente, se assustou um pouco com o tom da voz- Só vá embora elfa
—Olha senhor Cobra, não posso deixar um sofredor no meio da floresta- Tocou na lamina novamente- Vou puxar isso
—Não faça, meus companheiros chegaram para me ajudar
—E vais agonizar até morrer de perda de sangue até eles chegarem?- O homem cobra ficou sem argumentação, queria fazer Helfan ir embora entretanto não sabia como.
Começou a puxar a espada sem o consentimento do homem cobra, sua expressão se mantinha quase nula onde apenas contorcia de dor, a diferença entre as duas raças faziam Helfan se questionar se isso era normal nos homens cobra, não ter expressões isso dificultava em saber se suas ações estavam sendo feitas corretamente, suas habilidades curativas eram considera boas, já que cuidava das pessoas em sua antiga cidade fazendo curativos. Depois que a espada foi retirada a feriada começou a soltar mais sangue, era o esperado pegou seu cantil de agua e jogou na ferida em seguida pegou um pote em seu saco, com algum tipo de pasta dentro, passou três dedos na pasta retirando uma boa quantidade da pasta e começou a passar na ferida fazendo-a para de sangrar, logo passou do outro lado pegou o pedaço de pano e enrolou em sua perna, tudo isso o homem cobra apenas resmungava de dor.
—Acho que isso vai durar- Helfan limpou o sangue das mãos no seu avental- eu espero pelo menos
—Porque? – O homem cobra encarava ela com seu olhar frio
—Porque oque? – Ficou confusa, não era o certo a se fazer?
—Porque me ajudou?
—Eu deveria deixar você morrer?
—Se fosse uma armadilha para te pegar? – Sua voz intrigava Helfan, nunca havia encontrado um homem cobra antes
—Mas não é, não vou deixar um ser vivo agonizando de dor- Helfan se levantou apoiando as mãos no joelho, depois estendeu para ele – Vamos la que eu vou te carrega até sua casa, onde quer que seja que ela fique
—Você não pode entrar na minha tribo- Homem cobra virou o seu rosto para o lado.
—Que teimosia sua em, que tal eu te levar para mais perto o suficiente – Quando o homem cobra olhou para Helfan, sorriu para ele parece que não deu muita importância para seu sorriso mas estendeu a mão para que ela ajudasse a levar
Ajudou ele a levantar em seguida colocou o braço dele envolta de seu ombro apoiando para que não usasse a perna ferida, o homem cobra olhou novamente para ela que sorriu de volta, ele apenas respirava perto do seu rosto sem dizer nada, em seguida apontou para uma direção Helfan acenou com a cabeça e começou a andar junto com o homem cobra para direção que ele mostrou.
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Se aproximando de sua tribo, já podia ver as casas que ficavam estendidas sobre as arvores, mas alguns metros poderiam ver as casas que jaziam no chão mas antes que isso acontecesse Sicbaldi estendeu a mão para a elfa que ajudava a andar, ela tinha um olhar sério porem demonstrou um sorriso, não entendia porque ela fazia isso sempre mas por algum motivo isso deixaria ele mais tranquilo queria saber fazer essa expressão. Ouviu barulhos próximos que deixaram ele nervoso, entrar com um estranho na área era algo muito sério, começou a juntar energia para dispensar a elfa e poder caminhar sozinho mas foi tarde mais nas arvores a sua volta seus companheiros desciam enrolados nelas, esses não possuíam pernas no lugar tinha enormes caudas que se enrolavam no tronco da arvore, e na sua volta outros companheiros segurando lanças esses eram como ele, vieram correndo com suas perna e cercaram os dois.
—Sicbaldi, você sabe das regras- Um homem cobra veio rastejando com sua calda pelo chão, enquanto os da sua volta abriam espaço para ele passar, suas mãos estavam nas costas demonstra superioridade.
—Me desculpe Bertram- Abaixou a cabeça em forma de respeito, já que ele tinha uma patente alta dentre sua tribo sendo considerado um vice ancião, tendo ancião sendo a patente mais alta liderando a tribo, onde haviam 5 anciões
—Porque você trás essa elfa até nossos dominós?- Sua voz vibrante com um tom dominante fazia todos a sua volta demonstra respeito e desviar o olhar a cada palavra com medo de irrita-lo
—Na verdade foi o contrário, eu trouxe ele aqui- A elfa falou fazendo todos a sua volta darem um passo a frente e segurar suas armas mais forte, Sicbaldi ficou surpreso e temeu pela sua vida
—Não dei permissão para você falar- Seu tom demonstrava irritação- Acho que você precisa ser ensinada a respeitar os superiores
—Ela me salvou, curando meu ferimento permita que ela saia com vida- Sicbaldi tentou amenizar a situação mas a irritação de Bertram não se alterou
—Agora você precisa ser ensinado sobre nossas regras- Ele fez silencio- Sicbaldi
—Oque esta acontecendo aqui?- De repente um dos anciões apareceu, sua escama era cinza e vinha rastejando lentamente como estivesse cansado
—Ancião Gualtari estou lidando com essa situação- O ancião parou ao lado de Bertram olhando seriamente para a elfa- Sicbaldi trouxe essa intrusa para nossa tribo
—Entendo- ele encarava a elfa com um olhar misterioso e mantinha um silencio pensativo que deixava Sicbaldi agoniado- Eu tenho um plano melhor para ela
—O que o Ancião tem em mente?- Apenas abaixou sua cabeça diante o ancião
—Deixe ela entrar, hospede ela em uma casa sozinha e deixe vigias na porta irei informa os outros Anciões sobre meus planos- Ele se virou e seguiu rastejando de volta para a tribo
—Senhor não ira compartilha seus planos?- Elevou o seu tom demonstrando que desaprovava qual fosse a ideia do Ancião
—Você questiona a autoridade de um Ancião? Eu devo lhe ensinar quem você deve respeitar? — Parou imediatamente olhando para trás sem virar seu corpo, em seguida seguiu rastejando em silencio
—Arrumem uma moradia para esse ser e vigiem ela- Bertram saiu sem dizer mais nada, pelo seu tom era visível que estava insatisfeito com a situação.
—Espero que seu povo seja herbívoro- A elfa olhou para Sicbaldi enquanto sorria
—O que? Não iremos lhe comer- Estava confuso do porque da preocupação sobre o tipo de alimentos que sua espécie consumia, mas julgou que estava com medo e seus pensamentos confusos.
—Seu senso de humor é tão entediante- Sua expressão mudou desanimo deixando ainda mais Sicbaldi confuso.
Passou duas horas desde que a elfa foi hospedada em uma casa um pouco afastada da tribo, Sicbaldi ficava andando por perto do local preocupado com a elfa, isso nunca antes aconteceu todos intruso era eliminados sem hesitação nem uma e de repente um ancião permite a entrada de um estranho na sua tribo, podia ver os seus companheiros todos confusos também, ver alguém que não fosse da sua espécie andando pelo local causava inquietação na tribo, muitos deles já viram outras espécies por visitarem outras tribos que permitiam entrada de estrangeiros porem era diferente quando andavam por suas terras. Sicbaldi sentou em um banco observando a casa de longe, com as mãos cruzadas apoiada no joelho pensando sobre como essa situação podia piorar, entretanto viu a elfa passar pela janela enquanto segurava algo em seus braços que não conseguia identificar reparando que ela não estava preocupada apenas arrumava os moveis do local sem qualquer tipo de preocupação, ainda mantinha aquela expressão no rosto, começou a reparar que muitas da espécie dela faziam isso, até humanos mantinham esse habito “Sorrir” a palavra saiu de sua boca involuntariamente lembrando o nome daquela ação, por que quando estão feliz fazem isso? Essa pergunta era martelada em sua cabeça. Então se levantou e foi até a casa, onde antes de bater na porta ouviu a elfa apoiada na janela chamando sua atenção com um aceno.
—Achei que nunca ia vir me ver- Ela sorriu para ele
—Porquê de tal ansiedade?
—É de esperar, quando se tem alguém andando por volta de sua casa- O seu sorriso ainda reinava em seu rosto e sua voz não demonstrava preocupação.
—Porque está tão calma? – Estava tão confuso, não conseguia entender a elfa, estava tão calma e serena, e não conseguia entender os motivos, sua situação poderia piorar tanto.
—Como assim? – O seu sorriso mudou para algo mais curioso, seus olhos moviam lentamente olhando para seu rosto.
—Nossa tribo não aceita estranhos entrarem na nossa tribo, os planos dos anciões podem fazer algo terrível com você- Começou a lembrar das ações dos anciões, todos estranhos executados, tantas ordens cruéis que tinha que seguir diariamente, sua tribo era diferente das outras por serem uma tribo pequena e não possuir outras vilas tinham que manter suas ações firmes e fortes diante a grande floresta.
—De todos os cenários que aconteceram na minha vida, esse pode ser o melhor- A elfa voltou a sorrir
—Como pode ser pior? – Começou a pensar que a elfa não sabia do tamanho do problema por isso se mantinha calma
—Em meu reino, se você não nasce em uma família importante você tem uma vida difícil e tem que ter muita sorte para ter uma vida tranquila, e como você pode ver não tenho sorte, basta ver uma elfa vagando pelo reino das feras sem rumo.
—Não entendo sistema do reino dos Karoli – Mantinha seus conhecimentos voltado apenas as outras tribos, tinha que saber o máximo para conseguir sobreviver na grande floresta.
—Karoli? Assim que vocês chamam o reino elfo? – Soltou uma risada animada – Pode não entender, mas deve entender a injustiça, de cuidar de todas na sua cidade e ser chutada apenas por não quere se envolver com o presidente da cidade
—Foi forçada a atos que você não queria? – Injustiça ele entendia, a grande floresta não era justa, tinha que ter muita força e habilidade para conseguir sobressair a injustiça – Julgo que você tomou atitude certa e eliminou o agressor de forma eficiente não?
—Não sou guerreira, apenas uma aprendiz de uma curandeira – Sua expressão mudou para tristeza e seu tom ficou desanimado – Ter que vagar por quilômetros por estar sendo perseguida pelos soldados.
—Porque você seria perseguida? Se você tinha uma grande utilidade como de agir de curandeira deveria ter respeito entre as tropas – Pensou qual foram suas ações para fazer as tropas perseguirem ela
—O presidente não sabia aceitar um não como resposta e com medo de eu falar para todos que ele tentou me agarrar me culpou por estar fazendo meu trabalho como curandeira assim mandou me executar – Olhava diretamente para o chão enquanto a tristeza era nítida na sua voz.
—Mas isso não faz sentido, como as tropas podem seguir tal líder que cria mentiras para cobrir seus atos sujos fazendo um dos mais importantes seguidor fugir – A raiva dominava seu coração, não entendia como a situação chegou a esse nível
—Você realmente não entende nosso reino, coisas assim acontecem com as famílias inferior, só me restou fugir, seguir um rumo e desejar que o destino tenha piedade de minha alma.
—Não deseje, lute – Seu tom saiu firme e sua postura havia mudado, na grande floresta, a única coisa que você pode esperar é a morte- Você não pode esperar, tem que lutar
—Eu tento – Ela olhou no fundo de seus olhos, Sicbaldi sentiu uma sensação familiar, a sensação de ter um guerreiro a sua frente, porem ficou confuso, guerreiros que costumava enfrentar sempre mantinha um corpo forte e carregava diversas armas e seu olhar vinha com ódio e vontade de matar, mas ela era diferente, seu corpo esquio e olhar inocente e mesmo assim passava presença de uma guerreira, fazendo repensar no real sentido de ser forte- Eu continuo seguindo em frente, vaguei por tanto tempo até achar você e entrar nesse grande problemão, mas eu não irei fraquejar agora.
—Admiro suas ações, dentre todos os guerreiros que já encontrei você é o que mais me surpreende, mesmo não tendo por físico para entrar numa batalha você não desisti.
—Parece que alguém esta vindo- Seu olhar estava distante, fazendo Sicbaldi olhar para trás.
—Ancião Gualtari – Abaixou a cabeça diante a sua presença
—Gostaria da presença de vocês dois na reunião
—Nossa presença?- As palavras saíram repentinamente, não acreditava que estava sendo convocado para uma reunião dos anciões, receber um estranho na tribo, participar de uma reunião nada disso soava bem.
—Sim, se apressem- Se virou e saiu tranquilamente
—Pelo seu rosto você deve estar pensando “nossa como isso é ruim, nunca aconteceu antes” – Seu tom mudou para deboche, fazendo Sicbaldi ficar estranho
—Você esta certa, essa situação não esta completamente correta, muita coisa está acontecendo fora do habitual – Olhou para o chão pensativo
—Seu senso de humor é uma droga em – Seu rosto estava entediada – Vamos logo para essa reunião, aliais meu nome é Helfan
—Eu me chamo Sicbaldi.
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Sentada numa cadeira afastada ao lado de Sicbaldi enquanto observava cinco homens cobra sentado envolta de uma mesa redonda, a cor deles era diferente de todos outros da tribo, enquanto todos possuíam uma coloração Verde mais escura até mais clara eles eram cinza com as escama um pouco diferente também, a velhice para os homens cobra era bem diferente, onde os elfos viviam até duzentos anos e mesmo assim a aparência se mantinha quase a mesma coisa poucos velhos tinha a pele enrugada e carregavam cabelos branco. Todos os cincos se mantinham quieto enquanto um deles fumava em um cachimbo, o local era escuro onde só meio da sala era iluminado por ter uma abertura no teto da casa iluminando apenas a mesa e os anciões.
Olhou para Sicbaldi que cerrava o punho com força, sua ansiedade não era demonstrada em seu rosto e sim em suas mãos e gestos, tanto tempo observando diversos elfos e vários tipos de hábitos então aprendeu a analisar e aprender como cada um age, sendo Sicbaldi o mais fácil de aprender como expressava seus sentimentos. Então o mesmo ancião que a deixou entrar na tribo se levantou e começou a falar.
—Irmãos venho aqui para explicar meu plano- Seu tom era casual e tranquila
—Estou curioso saber o que fez você aceitar quebrar uma regra tão importante em nossa sociedade- Seu companheiro tinha um tom de voz mais velho e cansado, demonstrando ser o mais velho
—Como vocês podem saber, andei vagando por outras tribos e estudando diversas questões a que mais me interessou são as raça de sangue, Vocês conhecem? – Trocaram olhares e apenas um deles acenou com a cabeça.
—Já ouvimos falar do termo apenas, explique a situação
—São criaturas que possui sangue de seres mitológico ganhando habilidade únicas, os mais famoso é o sangue de dragão que esta em posse da família Draco no reino Karoli entretanto eu descobri de uma nascida de sangue de wyvern numa tribo no reino Bertha esses dois casos vem de criaturas lendárias, dragões e wyvern são animais raros entretanto soube de raças de sangue vindo de criaturas não lendárias como um humano com sangue de urso e tem casos especiais de possuir sangue de criaturas diferente como uma humana com sangue de harpia e uma com sangue da floresta, seus paradeiros são desconhecidos então não posso fornecer tanta informação, e julgo existir mais raças espalhada por ai.
—Oque isso tem haver com a intrusa?
—Meus companheiros, vim trazer a ideia de criarmos nossa raça de sangue, teremos um guerreiro com habilidade única que poderá trazer mais vitória e garantir nossa sobrevivência na grande floresta.
—Estou entendo o seu ponto, julgo que você anda planejando isso a muito tempo- Um de seus companheiro usava um tom amigável.
—Estou preparando isso desde que comecei a estudar sobre, tenho ritual e magias escritas mas nunca pude testar, agora temos a oportunidade perfeita para tal
—Seu plano parece ser bom, mas não tem garantia nem uma de sucesso- O homem cobra que fumaça em um cachimbo falou enquanto fumaça saia de sua boca.
—O que eu quero é apenas aceitação desse experimento, não irá interferir em nem um outro plano nosso e podemos usar a elfa como trabalhadora na nossa tribo para compensar as despesas
—Espere!- Falou com firmeza enquanto se levantava- Vocês vão fazer experimentos comigo e esperam que eu aceite isso?
—Você tem a escolha, de aceitar e viver entre nossa sociedade ou ser morta – O ancião olhava serio para seus olhos – Estamos sendo generoso de mais com você ainda, sendo que era pra estar morta desde o inicio
—Então eu serei obrigada a isso?- Franziu o cenho e cerrou os dentes
—Não, a morte para alguns é salvação, garanto que você não irá sofrer apenas terá que dar a luz para o nascido com sangue de cobra – Oque irritou mais Helfan foi que seu tom demonstrava generosidade.
—Posso pelo menos escolher o pai do meu filho?
—Claro
—Escolho Sicbaldi – Ao ouvir seu nome Sicbaldi despertou da ansiedade que estava olhando diretamente para Helfan assustado.
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