Ouvindo os berros de Helfan, sentindo desespero tomar conta do seu corpo, ela estava logo a sua frente deitada numa mesa, amarrada pelos quatro membros, sua enorme barriga possuía desenhos e escrituras que não entendia, e na sua volta possuía cinco magos com a mão estendida para ela. O ancião Gualtari estava ao seu lado de braços cruzados, os dois se encontravam afastados de Helfan encostados na parede apenas observando. Sicbaldi não aguentava mais ver ela gritar de dor, de todos os partos que ele presenciou nem um deles tinha sido como esse, queria correr até ela e ajudá-la, mas os guardas que cercavam impediriam ele de se aproximar, única coisa que podia fazer era cerrar seu punho de raiva.

—Devo lhe parabenizar Sicbaldi – O ancião encarava de forma estranha – Logo, você terá um herdeiro.
—Obrigado – Sua voz tinha sido fria e sem vontade alguma

Depois de minutos segurando o seu corpo, aguentando todos os gritos de Helfan, vendo o seu rosto de longe, chorando entre gritos. Sua raiva passou assim que escutou um choro de uma criança, não conseguia ver a criança, mas podia ver Helfan respirando ofegante, olhando para onde estava sua filha. Os magos começaram a desamarrar ela, e logo em seguida foi lhe entregue a criança envolto de um pequeno cobertor. Sentindo um empurrão no ombro viu o Ancião fazendo um movimento da cabeça para que ele se aproximasse. Andando lentamente passando pelos os guardas que não reagiram quando ele passou pelo seu lado, colocando a mão no ombro de um mago fazendo sair da sua frente, chegou ao lado de Helfan que ainda chorava porem agora suas lagrimas era de felicidade, abraçando a criança em seus braços com um sorriso enorme.

Olhando para a criança podia ver que ela tinha mais semelhança com Helfan, suas orelhas pontudas como um elfo, mas notou que seus braços haviam escamas iguais a suas, seu cabelo era verde da mesma coloração que suas escamas. Helfan olhou para Sicbaldi, que sentiu uma felicidade repentina, aquele olhar carregava poder, força e acima de tudo amor, nunca antes viu tais combinação em seguida ela voltou seu olhar para a criança em seus braços, Sicbaldi aproximou a mão para aquele pequeno ser tocando na sua pequena mão, sentindo a parti de cima as escamas e na sua palma carregava a lisa pele de sua mãe.

—Ela é linda Sic – Helfan falou com tanto amor que preencheu o peito de Sicbaldi sentindo o mesmo amor pela sua filha.
—Qual vai ser seu nome? – Diversos nomes passaram pela sua cabeça, vários nomes de guerreiros famoso de sua tribo, antepassados honrados ou líderes importantes que já guiaram a tribo, mas nem um deles pareceu bom o suficiente para ela.
—Ethal – O ancião se aproximou deles dois rastejando lentamente, não porque estava calmo e sim porque estava velho, seus olhos ainda mantinham a preocupação de seu experimento desse errado – Na linguagem do reino esquecido, Ethal significa Eternidade
—Eu gostei de Ethal – Passou a mão pelo seus cabelos ainda com um sorriso em seu rosto.

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Já havia passado do meio dia, olhando para a janela vendo o sol entrar por ela, ouvindo os passos que vinham da rua junto com o barulho das arvores que haviam nas proximidades. Sentada no chão com as pernas para frente, apoiando as mãos entre as perna inclinada para frente, a pequena Ethal olhava para a janela vendo as nuvens no céu, sentindo uma vontade enorme de ir para a rua correr pela tribo. Entretanto escutou a voz de sua mão vindo da sala ao lado. Se levantando com um pulo em seguida bateu as mãos nas perna e na cintura tirando a poeira do chão de seu calça, olhou uma última vez para a janela logo após saiu caminhando até a sala que sua mãe estava.

Entrando no local, viu ela sentada numa cadeira logo a frente a uma mesa, encima dela havia diversas caixas fechadas apenas a que ela estava mexendo estava aberta, observando a sua mãe da porta, viu ela colocando alguns objetos dentro dessa pequena caixa, alguns frascos e ataduras. Olhando para sua mãe, admirando o sorriso sincero que ela mantinha em seu rosto sempre, aquilo era tão bonito que fazia Ethal ficar feliz sempre que via, além de seu sorriso gostava dos longos cabelos que sua mãe possuía, passando pelos ombros chegando até as costas. Sua mãe virou rosto para Ethal demonstrando um sorriso maior ainda, e com a mão fez um movimento para que se aproximasse, obedecendo a ordem de sua mãe, correu até ela que quando chegou foi pega embaixo dos braços sendo levantada e sentando ela no colo de sua mãe.

—Porque minha mãe me requisita? – A expressão de Ethal era nula, com olhos de peixe morto e a boca numa linha reta, sua mãe sempre sorria para ela, diversas vezes tentava simular tais movimento com o rosto porem não conseguia.
—Estou com saudade da minha Ethal – Helfan abraçou Ethal esfregando o nariz no nariz dela rindo, Ethal ficou corada porem sua expressão não mudou entretanto ela abraçou sua mãe de volta.
—Sempre estou ao seu lado seu lado mãe, como agora estive sentada ao sala ao lado, com alguns passos você poderia ter me visto – Sua mãe afastou o rosto de Ethal, contudo ainda abraçava ela e mantinha o sorriso no rosto.
—Mas eu gosto de chamar você e ouvir seus passos vindo bem furtivo – Soltou Ethal e voltou as mão para a caixa que trabalhava – E o que você estava fazendo ?
—Apenas observando o movimento das nuvens, e escutando os sons vindo de lá fora, sabia que dá para adivinhar quem esta caminhando na rua apenas com o peso dos passos e a direção que está indo – Olhava para sua mãe enquanto ela trabalhava arrumando a caixa – Um novo grupo de guerreiros estão se reunindo para fazer uma nova expedição na grande floresta, onde diversos sons de passos podiam ser escutado vindo de diversas direção indo até um ponto localizado
—É mesmo? – Sua mãe fechou os olhos e sorriu – Conseguiu adivinhar tudo isso apenas escutando os sons vindo da rua?
—Mas é claro, meu pai ensinou que para conseguir bons resultados nas expedições executadas pelos guerreiros escutar o que esta a sua volta é importante, assim nunca vai ser surpreendida por um inimigo ou até mesmo achar o seu alvo com maior facilidade
—Isso é verdade, sempre importante escutar o que está a sua volta – Sua mãe tocou o seu nariz – Você terá que escutar oque as pessoa tem a dizer além das palavras.
—Poderia explicar? – Sua cabeça encheu de dúvida, escutar além das palavras parecia ser uma tarefa impossível.
—Um dia você vai entender, que as vezes as pessoas dizem algo, querendo dizer outras, ou deixam dicas sobre o que realmente querem dizer.
—Isso parece um pouco ilógico, mas no futuro espero pode presenciar tal fenômeno para que possa aprender melhor – Sua mãe sorria e prestava atenção a cada palavra que ela dizia.
—Agora você poderia levar essas caixas até o grupo de guerreiros que estão se reunindo? – Empilhou cinco caixas de vinte centímetros de largura e dez de comprimento – E nem preciso dizer onde é né
—Levarei com prazer minha mãe, sei exatamente onde fica o local – Segurando as caixa, quando pegou elas viu que era mais leve que julgou, mas notou que havia muitas outras dessa caixa encima da mesa porem ignorou elas pensando que só essas eram importantes para o momento – Estou partindo

Saltou do colo de sua mãe para o chão, seguindo em direção a porta antes de sair olhou para trás vendo sua mãe acenar para ela. Andando de pés descalços pela tribo, via diversos homens cobra andando em direções aleatórias, via mulheres cobra carregando alguns objeto saindo de casas indo para outras. Ethal sabia que cada um na vila tinha um trabalho, onde os guerreiros era o mais importante por defenderem a tribo, onde a força era composta tanto pode homens e mulheres cobras, os que ficavam na tribo sempre estavam descansando nunca fazia outra trabalho a não ser treinar. Aqueles que não eram guerreiros ficavam com trabalhos de manutenção da vila, cuidando das casa ou organizando os suprimentos entre outras tarefas. Sempre quis sair para a grande floresta explorar os mistério que havia além das fronteiras da sua vila, mas seu pai nunca deixou ir nas expedições, porem seu pai sempre que estava em casa treinava ela apesar de não ser muito boa no combate ela conseguia realizar diversas magia de invocação que deixava seu pai contente.

Chegando a um tenda onde havia seis homens cobra sentado em cadeiras conversando entre si enquanto alguns seguravam suas armas e outros tomavam seus cerveja em sua caneca. Todos eles olharam para Ethal que se aproximava com as caixas, ela caminhou até uma mesa colocando as cinco caixa encima em seguida foi até a frente do homem cobra que estava como líder do grupo.

—Minha mãe mandou entregar essas caixa para vocês – Olhava diretamente para os olhos dele
—Muito obrigado, agradeça sua mãe por mim mais tarde – Ele acariciou o seus cabelos verdes – Você fez bem trazer para nós, estamos precisando repor nossos medicamentos.
—Oque exatamente tem nessas caixa? – Um homem cobra mais jovem falou, Ethal se virou para ele.
—Nessas caixa levam suprimentos necessários para fazer curativos simples e alguns casos curativos mais complexos, junto com medicamentos que inibem a dor e para doenças caso tenham que permanecer por muito tempo longe da vila assim podendo ter tratamento necessário para sobreviver por algum tempo – O homem cobra olhava de forma estranha para ela, estava confuso por ela não demonstra nem um tipo de reação.
—Entendi – Ele passou a mão na cabeça – Não sabia que estávamos usando isso agora
—Como não? – O líder elevou a voz surpreso – A mãe dessa pequena aqui revolucionou nossas expedições, antes qualquer ferida era um inferno impedindo a gente de ir além, agora podemos fazer curativos e seguir nossa estrada sem maiores preocupações.
—Mas nas minha expedições não costumo levar isso – Ele estava encolhido tentando esconder a vergonha de não saber daquela informação
—Você é novato, suas expedições são apenas de treinamento, não podemos desperdiçar recursos com coisas simples a grande floresta temos que dar tudo que temos, por exemplo agora vai ser sua primeira expedição além da zona de treinamento então esteja preparado – O líder voltou a acariciar a cabeça de Ethal – Novamente obrigado por trazer os primeiro socorros para nós, no futuro quero que você nos acompanhe em nossas expedições, seremos uma grande força contra as outras tribos
—Eu irei me unir a suas fileiras no futuro, não posso ter aptidões físicas ou conhecimento suficiente em combate com armas porem sei utilizar magias e pretendo melhoras tanto em artes maciais como em uma maga – Levantou os braços finos flexionando mostrando seus musculo para o líder
—Isso ai, mantenha essa determinação que você vai ocupar meu lugar um dia – Abrindo a boca e soltando uma risada, Ethal achava estranho o jeito que os homens cobra riam pois sua mãe tinha um jeito completamente diferente do deles, Ethal conseguia rir porem não era semelhante nem a sua mãe nem a seu pai.
—Vou me retirar agora, até mais – Se virou começou a andar para fora da tenda
—Até mais Ethal

Começou a ir em direção a sua casa, porem começou a olhar para a floresta um pouco distante de onde estava, olhou para os dois lados e resolveu ir até a fronteira. Correndo sem medo algum de ser descoberta, chegando bem próximo do limite que seu pai havia lhe mostrado, da li podia ver as grandes arvores que se estendia até o céu, mal podendo ver as nuvens, sua vila se localizava em um lugar onde não havia tantas arvores, possuía cinco delas que eram metade do tamanho em contra partida era mais grossas sustentando algumas casas em sua volta. Sentou no chão ainda olhando para fundo da floresta, que a parte de um momento começava a ficar densa não conseguindo ver muito a fundo.

Inclinou a cabeça para o lado imaginando oque tipo de mistério tal lugar guardava, seu pai havia contado para ela que não era tão misterioso, eles saiam para caçar e fazer rondas para impedir invasores de se aproximarem. Sendo seu maior inimigo a tribo dos coruja, onde existe uma área dominada por todos como “linha de frente” onde os dois grupos se encontram para lutar entre si e avançar até chegar a outra vila, Ethal ficava curiosa para saber como era esse área todas as historia contada tanto pelo seu pai como outros guerreiros, falam que é um lugar onde sua força era posta a prova. Queria pode provar sua força, lutar ao lado de seu pai e ajudar a vila prosperar, juntou as mãos e fechou os olhos concentrando sua magia em suas mãos, uma pequena luz verde começou aparecer, magia era energia porem Ethal conseguia sentir ela em sua mão, algo palpável sempre que usava, podia sentir ela correndo dentro do seu corpo indo até as mãos, e sempre que aparecia aquela luz, sentia que podia aperta como uma bola macia, algo semelhante como uma geleia.

Daquela luz sentiu aparecer algo frio surgir em suas mãos, e fino quase do tamanho de uma corda, começou a andar por suas pequenas mãos e se enrolar em seu braço, abriu os olhos vendo uma pequena cobra se enrolando em sua pulso e virando a cabeça para a sua. Tentou sorrir como sua mãe porem seus musculo do rosto parecia que não se comportava da mesma forma, então deixou a ideia de lado, com a mão esquerda começou acariciar a cabeça da cobra que se demonstrava satisfeita. Em seus momentos de distração, começou a escutar passos se aproximando, cerrou os punhos deixando apenas um espaço para a cobra ficar na sua mão que como ela sentiu alguma presença chegando. Sem olhar para trás se mantinha com a visão na floresta fingindo estar distraída, aproximando o punho perto do ombro, deixando a cobra escondida.

­-Criança – Uma voz familiar passou pela sua mente, uma voz que não gostava de ouvir – Se vire quando um superior lhe chamar.
—Diga oque queres comigo – Virou o rosto, soltando a cobra, deixando que ela percorresse seu ombro, passando pelo lado da sua cabeça.
—O que você esta fazendo aqui? Não pretende sair da fronteira – Seu olhar claramente demonstrava ódio por Ethal
—Só estou observando a floresta e imaginando os inúmeros feitos de nossos companheiros – se levantou ficando na frente de Bertram, sua cobra entrou em seu cabelo e apenas sua cabeça estava de fora encarando.
—Você deveria estar fazendo oque foi feita para fazer- cruzou os braços e franziu o cenho – Sua aberração, deveria estar trabalhando.
—Qual são as funções que eu deveria realizar que foram pré destinada antes de meu nascimento? – Começou a ficar confusa, ninguém nunca falou nada sobre isso antes, todos tratavam ela como se fosse da tribo mesmo ela sendo diferente dos outros, até diferente de sua mãe que era tratada como uma igual.
—Apenas faça algo para compensar sua despesa aqui – Se virou porem ainda olhava para trás – Você fala como seu pai e isso é irritante

Saiu sem dizer mais nada em passos fortes, Ethal ficou encarando suas costa se afastando, escutando a cobra do lado de seu rosto reagir negativamente para a presença dele. Ignorando toda aquela conversa se virou e voltou a sentar e olhar para a floresta junto com sua colega que se enrolou em seus braços.

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Se revirando na cama de olhos fechados tentando dormi, porem sua mente estava longe, divagando entre os mistérios da floresta mesmo passando o dia olhando para ela ou fazendo trabalhos não conseguia não pensar nela. Todo seu desconhecido fascinava ela, a ponto de deixa-la eufórica, levantou da cama com um pulo e correu para janela. Puxou uma cadeira que tinha logo ao lado e subiu nela, olhando a vila a noite que se mantinha iluminada pelas inúmeras tochas espalhadas pelo local, a sua casa era o lugar mais escuro por estar afastado das outras casas e não ter muito suporte para tochas. A falta de luz era vantajosa para ela por conseguir olhar para a floresta sem a poluição visual que as tochas causavam, podendo admirar a beleza noturna que a floresta demonstrava, já que a noite não podia se aproximar nem da fronteira, deixando a floresta mais misteriosa.

Algo incomum estava acontecendo diante sua visão, via o ancião se aproximando da casa, era muito difícil alguém visitá-los a noite. Se encolheu na janela apenas deixando os olhos de fora, observando o ancião se rastejar com sua longa cauda até a porta de sua casa, sem demonstra qualquer reação a presença de Ethal olhou um pouco mais para fora, vendo a sua mãe receber o ancião. Correu até a porta do seu quarto se posicionando atrás da porta que estava entre aberta, sentou no chão e começou a se concentrar, escutou sua mãe puxar uma cadeira e logo depois som de algo se rastejando até o barulho da cadeira.

—Incomum você vir aqui sem a presença de Sic – O tom da voz de sua mãe estava normal, tudo indicava uma conversa casual.
—Assunto é de urgência – Ancião já demonstrava um tom de voz diferente, não conseguindo diferenciar entre preocupação ou cansaço – Sobre a nascida do sangue
—Ethal – Notou que sua mãe elevou a voz não entendo o motivo, chamavam ela de “Nascida do Sangue” com frequência, mas por algum motivo sua mãe reagia diferente – Seu nome é Ethal
—Sim, eternidade seu nome – Com um longo suspiro ele fez uma pausa – Temos que falar sobre os resultados
—Vocês ainda tratam ela assim ? – Seu tom mudou, podia sentir que sua mãe estava desconfortável – Ela é uma criança
—Mas ela aos olhos de alguns é uma impura, único motivo dela estar aqui é porque esta na minha proteção – Falou com firmeza, aquele tom de velho que sempre tinha, foi embora em um instante – E não vou sujar meu nome com algo que não vá trazer benefícios para nossa vila.
—Meu trabalho já não é o suficiente para compensar ? – Não estava entendo porque o tom de sua mãe começou a ficar mais baixo e triste – Eu trabalho dobrado se for preciso, eu vou lutar se você quiser.
—Não, não, a eternidade não atingiu os níveis necessários para se comparar aos nascido de sangue reais – Tentou entender oque estava acontecendo, todos falavam nascido de sangue para ela, treinava mais que qualquer outra criança cobra, era submetida a teste que não compreendia, mas nunca lhe diziam nada e isso não a irritava porem quando viu a sua mãe falando sentiu raiva da situação, porque sua mãe estava se submetendo a mais trabalho – Ela é apenas uma criação artificial, tinha esperança que conseguiríamos atingir os resultados de primeira, toda minha pesquisa foi feita detalhadamente, mas não conseguimos.
—Então vai nos expulsar? – Sentindo um aperto no coração ao escutar a voz de sua mãe que estava tão triste, resolveu encantinhar até a abertura da porta e olhar, vendo o ancião sentado na cadeira enquanto sua mãe apoiava as mão na mesa com a cabeça abaixada – Vão me usar novamente?
—Não, iremos cuidar da eternidade até sua fase adulta, fazer um teste – Sua expressão continuava normal algo casual para ele comparado da sua mãe que estava quase chorando. Bem distante começou a escutar passos se aproximando junto com barulho dos homens cobra rastejando, contou no mínimo cinco deles.
—Se ela não passar? – Passando a mão nos olhos e respirando fundo, olhou para cima concentrando sua visão no teto
—Vai ser uma lastima, teremos que iniciar um novo processo de pesquisa, ver onde nós erramos desde a fase inicial, antes da concepção da vida do nascido do sangue até seu teste final, como treinamento até educação – De repente a porta se abriu, havia se concentrado na conversa dos dois que tinha esquecido dos passos se aproximando, o barulho da porta batendo na parede fez cair para trás vendo apenas vultos passando por ela tomando conta da sala – Oque significa isso Bertram?
—Estou aqui para resolver um problema ! – Sua voz estava com raiva misturada com determinação, como uma criança quebrando alguma regra – Vim aqui limpar nossa vila de acordo com as regras imposta pelos os primeiro anciões
—Você ousa desafiar a vontade de um ancião que está na sua frente? Está a mando de quem? – Levantou da cadeira rapidamente, deixando Ethal surpresa com o vigor que ele estava demonstrando
—Estou a mando de mim mesmo – Em um piscar de olhos Bertram puxou uma faca e enfiou na barriga do ancião, que segurou seu pulso numa falha tentativa de impedir o ataque – Pequem ela e a garota!
—Não irei permitir! – Ancião puxou a lança que estava na mão de Bertram e lançou no peito de um homem cobra que tentava se aproximar de Helfan – Corra elfa, salve a eternidade!

Sua mãe correu até a porta de seu quarto, Ethal saltou até o meio do quarto confusa sobre oque fazer, pensando se corria até sua mãe ou voltava para cama o desespero da situação estava confundindo a sua mente. Virou a cabeça para porta a o escutar o barulho da porta de seu quarto abrir violentamente, Helfan correu até ela pegando nos braços sem fazer qualquer tipo de pergunta. Ethal abraçou sua mãe com toda sua força, enrolando suas perna envolta da barriga e os braços pelo pescoço, afundou a cabeça no peito da sua mãe, sentiu a mão de Helfan em sua cabeça pressionando de leve.

Tudo aconteceu tão rápido, pelo movimento que sua mãe estava fazendo viu que ela pulou pela janela apenas em um salto, o som dos passos dela na grama sendo interrompido por outros fez seu coração acelerar, porem sua mãe não parou, mudou a direção correndo o mais rápido que conseguia. Passaram minutos correndo pela floresta enquanto escutava passos vindo logo atrás, sua mãe respirava ofegante, os musculo dos braços estavam rígidos e seu olhar firme para frente, contudo Ethal não conseguia olhar muito a volta, estava finalmente na grande floresta porem não conseguia ver oque sempre sonhou ver, estava com medo e nervosa o local fazia ela se sentir tão pequena junto com toda a fuga dos homens cobra, fazia tudo ficar aterrorizante.

De repente sua mãe parou de correr e apertou o seu corpo mais forte, escutando o som de água correndo, retirou o rosto do peito de Helfan e olho para trás vendo um enorme rio diante as duas. Não demorou muito para que fossem cercadas pelos soldado de Bertram, sua mãe colocou-a no chão, movendo para trás de suas pernas, Ethal com medo segurava a calça de Helfan com força. Saindo de dentro da escuridão da noite, passando pelos guardas Bertram vinha ofegante com marcas de batalha com sua armadura suja de sangue.

—Imprestáveis – Sua respiração estava pesada e sua voz demonstrava que estava sentindo dor – Deveria ter matado você quando eu encontrei a oito anos atrás.
—Nos deixei em paz – Ethal notou que sua mãe estava com uma expressão de raiva – Não estamos mais na sua vila estupida
—Mas vocês sujaram o seu solo sagrado, merecem a punição necessária – Com grito que fez eco pela floresta, Ethal deu um passo para trás junto com sua mãe – Mas antes vou agradecer a vocês, por me proporcionar uma escada para subir a posição de ancião
—Ethal – Sua mãe sussurrou – Você é forte não é?
—Mãe? – Falou com hesitação, enquanto uma lagrima escorria pelo seu rosto
—Não se esqueça, você é forte – Sua mãe se virou, agachando ficando na mesma altura que seus olhos, com um olhar de felicidade e um sorriso no rosto ela abraçou – Eu te amo tanto minha filha.

Uma lança de repente perfurou o peito de sua mãe, o mundo inteiro a sua volta começou a ficar em câmera lenta, escutando apenas a risada de Bertram, Ethal não conseguia mover nem um musculo, apenas observa sua mãe sorrir com olhos fechados, no canto de sua boca começou a escorrer sangue. Sentiu um empurrão nos ombros, junto com a força do empurrão todo seu mundo voltou a se mover, os guardas corriam em sua direção, contudo ainda não tinha força para movimentar qualquer membro, única coisa que fez foi cair lentamente para dentro do rio observando sua mãe cair para lado com um sorriso no rosto.