Atingindo na água fria, porém não se importou com mais nada, sendo levada pela correnteza forte do rio, se debatendo dentro d’água para conseguir respirar, sua memória ficou confusa onde apenas viu as coisas em flashes, em seguida tudo ficou preto.

Acordou no desespero cuspindo água que estava em seu pulmões, tossia freneticamente enquanto sentia dores pelo corpo todo, sentindo que o solo que estava era de areia enquanto estava encostada nos braços de alguém. Sua visão estava turva, mas conseguiu contar três seres misteriosos e todos eles pareciam como a sua mãe, sentindo vontade de pular e correr deles já que estava acostumada em ver homens cobras de pele verde e rostos tão diferente. Depois de um tempo sentiu seu corpo ser erguido sobre dois braços, notou quem lhe carregava era uma mulher, enquanto um homem tentava impedir puxando seu braço, claramente estavam discutindo porem tudo estava girando a sua volta não conseguindo decifrar oque falavam, até apagar novamente.

Abrindo os olhos devagar, sentindo dor de cabeça que parecia que sua cabeça estava sendo apertada muito forte, levantou da cama que estava estranhando todo o ambiente a sua volta, os moveis do local tinha uma aparecia que ela nunca havia visto, todo o espaço do quarto estava ocupado com algo, o chão tinha um tapete vermelho, sua cama o coberto era verde claro, nas paredes grandes quadros de seres que não conheciam porem notou que as orelhas eram parecida com a sua e de sua mãe. Sentiu uma tontura repentina, colocando a mão na testa revirando o rosto de dor, tentando sair da cama caiu imediatamente no chão, suas perna estavam mexendo porem não tinha forças suficiente para se manter em pé. A porta se abriu de repente, uma mulher entrou no local com uma expressão de curiosidade olhando para todos os canto do quarto, quando viu Ethal no chão ficou surpresa correndo até ela. Pegou no colo e colocou ela novamente na cama, cobrindo com o cobertor passou a mão em sua cabeça arrumando o seu cabelo e pressionando a sua testa.

—Quem é você? – Encarava a mulher a sua frente com firmeza
—Primeiramente deixe eu ver se você está com febre – Passou a mão em seu pescoço – Sente alguma dor?
—Sinto, estou com dores em minha cabeça nos membros superiores e inferiores – Olhando para o teto – e não tenho forças para fazer movimento mais complexos, entretanto movimentos simples não parece ser um problema.
—Entendo, mas era esperado já que você estava jogada no meio da praia – Jogou seus longos cabelos loiros para trás, Ethal notou que sua beleza era divina superando a de sua mãe, ficando hipnotizada por alguns segundo admirando ela – Os médicos falaram que não encontraram nem uma ferida porem tem alguns hematomas pelo corpo.
—Você sabe onde eu estou ? – Estava começando a lembrar dos acontecimentos, sua cabeça estava concentrada em descobrir quem era essa mulher que tinha esquecido toda a situação – Eu tenho que voltar!
—Calma – A elfa segurou seus ombros impedindo que levantasse – Você está no reino elfo, nas terra da família superior Stelling e eu sou Arana Vin Stelling herdeira da minha família.
—Reino elfo? – Lembrou que já tinha ouvido falar desse reino, que era um lugar vizinho a grande floresta – Eu tenho que voltar para a grande floresta, minha mãe, tenho que voltar para ela, me leve até a grande floresta.
—Grande floresta? – Franziu os cenhos e recuou a cabeça ficando em silencio por alguns segundos – O reino das feras? Isso fica muito longe de onde estamos, as terras de Ril’ionleth e Los-imor ficam entre a nossa terra eo reino das feras.
—Eu não entendo o que você está falando – Sua cabeça começou a dor mais ainda, oque tudo isso significava esses nomes pareciam ser importante, mas não entendia como – Eu tenho que voltar para minha mãe, eu quero voltar para ela.
—Fique calma e me conte oque aconteceu com sua mãe – Estendeu a mão e limpou uma lagrima do rosto de Ethal – De que família você e sua mãe pertence? E como chegaram a o reino das feras?
—Familia? Eu pertenço a grande tribo das serpentes da floresta, meu pai é um guerreiro da linha de frente e minha mãe pertence a forças de suporte ocupando o cargo de medica.
—Então vocês são de uma família inferior, entendo – seu rosto estava confuso como cada palavra que Ethal falasse fosse um enigma – Mas vocês trabalhavam em uma vila?
—Meu pai é um guerreiro dos homem cobra, minha mãe tem uma aparência parecida com a sua, a pele de vocês são semelhantes menos o cabelo que de minha mãe são negros como a noite que foram tecidos pelo Shacaror com um pedaço da noite, os seus são dourados como ouro – Ethal olhava fixamente para Arana.
— Shacaror deus da vida? Homem cobra? – Colocou dois dedos na tempora fechou os olhos – Você está me dizendo que você é uma hibrida? Isso explica as escamas em seu corpo e os olhos de víbora, achei que não fosse possível tal coisa.
—Não é assim aqui? – Ethal estava confusa, nunca havia encontrado ninguém como ela, sua mãe era mais parecida com ela mesmo assim mantinha uma distância em questões fisiológicas.
—Acredito que não, pelo menos nunca vi nem uma criança como você antes – Abriu os olhos analisando a expressão de Ethal – Agora me conte oque aconteceu com sua mãe.
—Eu ainda não compreendi toda a situação, o ancião estava em nossa casa e o Bertram entrou em conflito com o ancião, logo em seguida minha mãe correu até meus aposentos me pegando no colo, para que eu fugisse de Bertram e seus soldados, depois de uma longa corrida pela conversa tivemos que parar por ter encontrado um obstáculo um rio – Começou a chorar sem parar, seu rosto foi dominado por lagrimas, seu peito começou a doer – Foi então que eu vi minha mãe sendo executada por uma lança no peito enquanto ela me jogava no rio depois de sermos encurralada.
—Entendo – Arana sentou ao lado de Ethal na cama abraçando ela – Você esta segura agora.
—Eu quero voltar para minha mãe – abraçou de volta Arana segurando sua blusa com força, como tivesse impedindo dela de fugir – Me leve até minha mãe por favor
—Irei fazer alguma coisa a respeito, mas eu não posso te prometer nada – Passou a mão em seus cabelos e com a outra limpou suas lagrimas – Mas você tem que descansar, tudo vai ficar bem.
—Eu amo tanto minha mãe – Cerrou os dentes e apertou mais a mão, Arana revirou o corpo de leve sentindo a mão dela apertando sua pele – Eu não consegui dizer para minha mãe que amo ela.

Arana continua sem dizer nada, apenas ficou a o seu lado abraçada e acariciando seus cabelos, Ethal sentia um aperto no coração que nunca havia sentindo antes, suas lagrimas não paravam de escorrer pelo seu rosto molhando toda a camisa de Arana que não demonstrava incomodo.

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Depois de algum tempo Ethal adormeceu sobre os braços de Arana, que ainda se mantinha abraçada nela, porem deixou ela de lado e começou a se dirigir para fora do quarto enquanto observava a pequena elfa dormindo tranquila na cama, nem parecia que estava sofrendo a perde imensurável. Cerrou os dentes e apertou os punhos lembrando que sua mãe morreu no seu parto impedindo de conhece-la, não conseguia entender completamente a dor dela, já que não teve contato com sua mãe para que tivesse tanta ligação como Ethal, contudo ficava locomovida igualmente, teve que segurar as lagrimas enquanto estava abraçada com ela, queria passar um ar de segurança para a pobre garota.

Saiu do quarto e logo na entrada havia uma elfa com roupa simples, um vestido verde desbotado por cima usava um avental branco, seus cabelos eram castanhos preso em um coque, tudo indicava que era apenas uma empregada porem sua beleza era igual a de Arana, seu rosto demonstrava delicadeza junto com sua pele clara. De cabeça abaixada e olhos fechados com as mãos juntas, esperava calmamente as ordens de Arana.

—Não consegui nada muito concreto – Soltou uma respiração longa, relaxando os ombros – Ela veio do reino das feras, onde sua mãe é uma elfa e seu pai um homem cobra.
—Entendo – Levantou a cabeça olhando diretamente em seus olhos – E qual motivo dela estar desacordada na praia?
—Problemas políticos aparentemente dentro da tribo que morava – Começou a andar em seguida fez um gesto para que a elfa a seguisse – E sua mãe foi morta no processo, não sei do paradeiro do seu pai
—Entendo – Seus passos eram graciosos como tivesse ensaiado para fazer algo tão natural – Qual próximo passo?
—Sinceramente eu não sei dizer – Colocou a mão na testa e fechou os olhos – se fosse apenas uma criança que se perdeu na cidade seria mais fácil, porem não temos conhecimento do reino das feras.
—Sugiro que abandonemos a criança – Arana parou e olhou séria para o rosto da elfa – Se não irá trazer benefícios a nossa casa, porque devemos mantê-la conosco.
—Você é fria como uma pedra de gelo Than, nunca disse que ela não traria benefícios – Arana voltou a andar – E não podemos descarta alguém assim, elfos não são objetos.
—Eu sou a sua arma, se um dia eu não ser mais útil a senhora, vai ser o dia que estarei morta – O tom da sua voz saia com naturalidade, tudo que ela falava parecia tão natural de se dizer em uma conversa.
—Você é muito mais para mim, contudo devemos cuidar dela – Parou diante de uma porta, onde ficou encarando ela – Tem algo nela que me interessa.
—Oque aquela garota pode ter para atrair o interesse da senhora? – Ficou alguns passos de Arana, na mesma pose de quando se encontraram.
—Não sei explicar, mas ela é como você – Virou o rosto para Than vendo a elfa de cabeça baixada – Vocês duas tem uma força rara.

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Seus olhos foram lentamente se abrindo, vendo que estava no seu antigo quarto, a luz que entreva pela janela iluminando o centro do seu quarto, escutando a voz da sua mãe vindo da sala chamando para comer o almoço, seu pai sempre ficava bravo quando acordava tarde, mas sua mãe não se importava deixava ela dormi até a hora que quisesse. Levantou com um pulo, ela apenas tinha tido um pesadelo, era só um pesadelo, correu até a porta de seu quarto e abriu com felicidade, seu rosto estava com um leve sorriso que seu rosto conseguia proporcionar. Porem tudo que ela viu foi apenas um corredor longo com inúmeras portas, ficou confusa vendo a decoração tão distante daquilo que se lembrava, seu sorriso sumiu na mesma hora em seguida virou para trás vendo o quarto que estava não era da sua casa, era muito diferente, nada daquilo que tinha passado foi um sonho. Caiu de joelhos, ficando tonta enquanto observava o quarto a sua frente se destruindo, olhando para o chão onde sua mãe se encontrava deitada sem vida alguma, sangue escorrendo pelo peito de um buraco, seus olhos estavam brancos. Começou a rastejar no chão indo em direção a sua mãe, esticou a mão tentando tocar no seu rosto, chegando próximo sentiu uma mão em seu ombro. O mundo a sua volta estava normal novamente, caiu no chão e se virou desesperada, vendo uma elfa pálida usando um avental na sua frente com um olhar curiosa.

—O que você está fazendo? – Se agachou e se aproximou.
—Estou apenas... exercitando meus músculos, ficar muito tempo deitada deixo um pouco desconfortável – Sentou no chão e abraçou as perna.
—Seu jeito de exercita é estranho – Ela demonstrou um sorriso gentil – Eu me chamo Than e você?
—Meu nome é Ethal, sou um guerreira em treinamento – Estava sem animo algum para conversa, sua voz estava baixa.
—Guerreira? Que coisa interessante – Se levantou num impulso, estendendo a mão – Então me acompanhe, ficar nesse quarto deve ser entediante para uma guerreira.
—Não tenho certeza disso, tenho que manter em repouso para curar toda minha exaustão e machucados, Arana pode ficar revoltada já que eu estou sobre seus cuidados, tenho de obedecer suas ordens e manter aqui – Queria sair do quarto porem seu pai sempre ensinava ela a se manter repouso mesmo tendo poucos machucados Arana lembrava seu pai então estava com pouco de medo de desobedecer ela.
—Não se preocupe, minha senhora pediu para que cuidasse de você então está tudo bem- Ethal segurou na mão de Than, que ajudou ela a levantar.
—Onde Arana se encontra?- Começou a andar ao lado de Than, porem se escondia em suas costas
—Esta investigando paradeiro de sua mãe – Caminhando graciosamente com as mão juntas sentiu algo puxar a saia do seu vestido, olhando para o lado viu os olhos de Ethal enchendo de lagrima, estendeu a mão para ela que segurou com força.
—Ela esta mesmo? Mas acredito que não acha tanta informação para ser investigada, minha tribo se mantem escondida dentro da grande floresta – Olhava para baixo, enquanto caminhava de mão dada com Than.
—Minha senhora tem grande rede de informação ela vai fazer o possível para conseguir achar sua mãe- De repente parou em frente a uma porta, com a mão livre abriu a porta – Vamos entre
—Onde é que estamos? – Olhando para todos os cantos enquanto entrava dentro do local, a decoração possuía muito vermelho e verde, com quadros de vários elfos que ela nunca tinha visto ao lado de diversas paisagens lindas, no centro havia uma longa mesa com alimentos estranhos bem enfeitados, a bela aparência da comida desconhecida despertou sua fome na mesma hora.
—Vamos comer, você deve estar com fome.

Seus olhos brilharam diante aquele convite, soltou a mão de Than e correu para a mesa, puxou uma cadeira e sentou, sua boca começou a salivar diante toda aquela vastidão de comida, uma quantidade nunca oferecida para ela junto com diversos pratos que não havia provado. Sem muitas cerimonia começou a comer com vontade, sem se importa com etiqueta, Than caminhou até seu lado e sentou em uma cadeira próxima, Ethal olhou para seu rosto em reposta demonstrou um sorriso. Ethal com sem nem uma expressão voltou a comer, Than ficou ligeiramente triste por ela não sorrir de volta, notando que nem um momento ela tinha mudado de expressão, pensou que fosse por estar triste deixando de lado o questionamento.

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Fechou os olhos respirando fundo enchendo os pulmões com a suave brisa fresca que estava, se acomodou no tronco que estava encostada, sentada na grama do jardim do palácio da rainha, com algo pesado em suas coxas onde começou a passar a mão, sentindo os cabelos lisos de Celebor que estava ali. Abriu os olhos para ver a sua expressão de curiosa, seus olhos dançavam esperando ansiosamente por algo, sua boca estava aberta como tivesse algo para falar porem mantinha para si sem querer interromper. Contudo Ethal olhou para o fundo do jardim vendo os arbusto cheio de flores, passou a mão no rosto de Celeborn aproveitando aquele momento.

—Porque parou de contar? – Sua voz enchia Ethal de felicidade, onde ela divagou pensando que tinha sido a própria Ethal a se aproximar dela e pensar que ela corresponderia.
—A parti dai a historia deixa de ter grandes detalhes, caindo em apenas uma história monótona, não se preocupe- Cutucou a bochecha de Celeborn que sorriu ao ser tocada
—Mas uma historia sem final, pode ser frustrante, assim não vou conseguir dormi a noite – Se levantou ficando sentada, olhando para Ethal.
—Não a emoção, mas já que sua insistência vai ser estender até meu ser contar o final – Respirou fundo e fez uma pausa – Arana não conseguiu achar nada sobre paradeiro de minha querida mãe, nem a localização de minha tribo assim eu não pude ir buscar meu pai ou vingança.
—Você queria vingança? – Estendeu a mão e passou no rosto de Ethal, sentido a pele de seu rosto e como sempre notava que não era normal, não era macia possuindo uma certa rigidez porem não ligava para esse detalhe
—Minhas memorias junto com meus sentimentos estavam tão confusos que era difícil decidir oque eu queria, ainda bem que Arana estava próxima a mim para que pudesse me auxiliar me guiando para um caminho prospero.
—Ainda bem, vingança pode consumir sua alma deixando você em um ser terrível – Sentou ao lado de Ethal, em seguida apoio sua cabeça no ombro dela- Mas sei que sua mãe estaria orgulhosa do caminho que você tomou.
—Eu concordo com a sua opinião, ela sempre me dizia para seguir em frente mesmo que meus pés doam, mesmo que esteja seguindo por uma grande floresta sem rumo algum, “As vezes o desconhecido é mais confortável que o conhecido” – Apoio a cabeça sobre a cabeça de Celeborn sentindo a macies de seu cabelo, sentindo um doce aroma vindo dele deixando seu espirito em paz.