Linha Tênue
23 Capítulo 23
Notas iniciais
“Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.” – Friedrich Nietzsche.
Bruno e Fatinha despertaram já tarde da noite, sem vontade alguma de levantar da cama onde estavam. Depois de alguns minutos apenas se encarando, Bruno se levantou apenas vestindo uma cueca, ele foi na direção do banheiro e Fatinha o seguiu com o olhar. Ele demorou uns minutos no cômodo, e quando voltou ela ainda estava deitada do mesmo jeito, aninhada no travesseiro dele. Ele chegou mais perto e sentou nos pés da cama, ficou admirando-a.
- Você fica tão linda assim, sabia?
— Eu sei! — disse e soltou uma gargalhada gostosa. — estou brincado, você que fica um espetaculo com essa boxer. por favor, vá se vestir senão eu não vou aguentar. — ela sorriu e Bruno pulou de volta pra cama e a abraçou.
— Você não vai me mandar embora, né? — Ele perguntou receoso.
— Eu não vou te mandar a lugar nenhum, se acalma.
— Ótimo, por que eu só sairia daqui arrastado. E você não aguenta comigo. — Ele sorriu.
Fatinha, subiu por cima dele e o calou com beijos, ficaram aos beijos e conversando que quando se deram conta já era quase de manhã e ela tinha plantão. Ela saiu da cama com preguiça total e Bruno ficou a admira-la. Ela foi arrumar a bolsa que levaria para o hospital, pegou um jaleco limpo, com a escrita "Dr. Maria de Fatinha dos Prazeses. Pediatra" na cor amarela. arrumou todas as coisas e foi tomar banho, enquanto Bruno havia ido até a cozinha ver alguma coisa para comerem. Dadas meia hora, ela o foi ao encontro dele na cozinha, já devidamente vestida e com as bolsas nos braços. Ele estava de costas pra ela preparando algo no fogão e ela o abraçou pelas costas, depositando um beijo ali.
- Nunca pensei que pudesse dizer isso, mas não queria sair daqui hoje por nada. — Fatinha sussurrou contra o peito dele, que a essa altura ja havia se virado de frente para ela.
— Nossa, e eu nunca pensei que você cogitasse a posibilidade de largar as suas crianças, pra ficar comigo um dia todo. Eita Maria, mudamos hein? — Ele brigou e saiu do abraço pra voltar a preparar o café.
— Verdade mudamos... — Ela murmurou enquanto olhava a aliança de ouro na mão esquerda.
Bruno e Fatinha tomaram café e conversaram sobre diversas coisas, menos o fato da traição que acabaram de submeter seus respectivos pares. Eles terminaram o café e desceram juntos, mas quando chegou no andar de Bruno a loira estranhou que o mesmo não saiu do elevador.
- Ué, vai pra casa não? — Perguntou curiosa.
— Vou! Mas antes quero te levar até a garagem, vamos aproveitar mais um tempo juntos. Sabe lá Deus quando vamos conseguir isso de novo, né senhora Maria de Fatima. — Respondeu cabisbaixo.
— Ah não, se for pra ficar nessa carência, desce aqui. — Ela falou ja mudando de humor, e ele virou o rosto. — Não, vem cá e me abraça. Parou de pensar no amanhã, deixa o amanhã pra depois o que ta feito ta feito e eu quis. — Ela agarrou-o pelos ombros e o abraçou. Enquanto o elevador descia para a garagem.
Bruno se despediu da "amiga" com abraços e alguns beijos atrevidos e a viu sair do prédio, nesse plantão fatinha faria 24 horas na clinica e 12 horas no posto de saúde, ou seja só chegaria em casa em dois dias. Vida de médico...
Quando o moreno chegou ao apartamento resolveu ligar para a irmã, estava com saudades da entrometida. Discou o número da irmã que atendeu quase no décimo toque.
Ligação on...
- Porra Bruno, isso são horas? — Resmungou Juliana assim que atendeu a chamada.
— É assim que você atende o seu irmão, que esta morrendo de saudades? — Ele falou rindo da irritabilidade da irmã.
— Saudades o cacete, você sabe que horas são? Sabe a hora que eu fui dormir? Ou melhor se eu dormi? Não, não sabe. Então por favor, recolha essa saudade e me ligue depois do meio dia.
— Credo que azeda! Saiba você que eu também não dormi, e nem por isso eu estou cuspindo pelas ventas. — Bruno indagou rindo da irmã.
— Que foi? Passou a noite com a namoradinha e agora não consegue dormir? Ah vai trabalhar! Tchau. — Ju ameaçou desligar e Bruno gritou para que ela não o fizesse. — Porra, fala logo coisa, eu só quero voltar a dormir.
— Eu não dormi com a Lorena e sim com a Fatinha! — Bruno falou e abriu um sorriso abobalhado.
— O QUE?! Meu pai, ela ta casada Bruno! Como você é safado! — Ju começou a tagarelar.
— Juliana, te acalma. Foi ela que me procurou, e se ela não esta preocupada eu que não vou ficar.
— É.. Está quase certo. Mas me conta como foi? — Ju, perguntou empolgada que até se esqueceu do sono.
— Foi assim... - Bruno acabou contando tudo para a irmã, obvio omitindo as partes "sórdidas".
E terminando ambos desligaram e Bruno foi tomar um banho pra dormir, pois sabia que Lorena poderia chegar a qualquer momento e ele queria descansar antes de ter uma conversa com ela. Horas mais tarde, na clínica o clima estava bem tranquilo Fatinha conseguiu tirar o horario de descanso, coisa que não acontece com tanta frequencia. Quando estava em um cochilo sentiu o celular no bolso do jaleco vibrar, pegou o aparelho nas mãos e viu que se tratava de uma mensagem do Arthur. Sentou-se na maca onde estava deitada descansando e logo abriu o sms.
"Fat,
Já cheguei, esta tudo bem. O pessoal esta com saudades, inclusive eu. Me ligue assim que der, sei que agora esta em plantão. Descanso, talvez né? Enfim, te adoro. Volto assim que der. Beijos."
Fatinha leu a mensagem e não fez questão de responder, devolveu o celular para o bolso e voltou a deitar-se pegando no sono logo em seguida. Afinal, alguém não havia deixado a loira dormir, durante a noite.
No apartamento de Bruno, Lorena já estava lá e percebeu a cara estranha do namorado...
- Bruno, o que houve? Aconteceu alguma coisa? — Perguntou agoniada.
— Sim, Lorê... Precisamos conversar...
Notas finais
E se gostar, pode comentar! haha, beijãooo.
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