Linha Tênue
24 Capítulo 24
Notas iniciais
"Se alguém trai você uma vez, a culpa é dele. Se trai duas vezes, a culpa é sua." — Eleanor Roosevelt.
o casal sentou no sofá da sala do moreno e Lorena, deu um abraço no namorado e quando apartou desse olhou com certo medo, do que via nos olhos de Bruno.
- Fala Bruno, só esse teu olhar já me assusta. — a morena pediu ao namorado.
- Tudo bem, ontem aconteceu uma coisa... — Bruno começou hesitante.
- Isso eu já entendi, Bruno. Vai desenvolve.
- Eu... Dormi com a Fatinha ontem, foi isso. — O moreno, soltou tudo de uma vez e Lorena arregalou seus olhos castanhos em assombro.
- Você o que? — Ela perguntou e ele apenas assentiu com a cabeça. — Não acredito Bruno, eu não consigo acreditar. Ontem eu estava elogiando ela pra você e agora você me diz que dormiu com ela? Que transou com ela, Bruno? — Perguntou já com lagrimas saltando dos olhos.
- Desculpa Lore, eu vou te explicar, ela veio até aqui disse que precisava conversar... E eu não queria, juro... — Lorena ficou ainda mais enfurecida com as palavras do namorado, ex-namorado. Ela nem sabia mais o que eles eram.
- Bruno, cala a sua boca! Que atitude ridícula, você querer me explicar o porque de ter transando com sua pseudo amiga de muitos anos. — A morena limpava as lagrimas com certa força, que chegava a ficar com o rosto avermelhado.
- Lorena, não fala assim comigo. Eu sei que errei, mas por favor, me desculpa. — Disse cabisbaixo. Ele realmente estava se sentindo culpado.
- Depois a gente conversa, por favor. — Disse um pouco mais calma. — Eu só quero ir embora, colocar minha cabeça no lugar, por que a minha vontade é de te matar. Seu imbecil! — Voltou a elevar a voz e atirou um copo que estava em cima da mesinha em cima dele.
- Lorena não vai assim... — Bruno ignorou o copo que por sorte foi de encontro com a parede e tentou puxa-la pelos braços. Em vão a morena, saiu do apartamento cuspindo fogo.
Bruno bufou e sentou-se no sofá, estava preocupado com Lorena, que de fato estava muito nervosa pra dirigir... Tentou ligar pra ela, mais na primeira chamada ela atendeu, xingou ele e desligou. E na segunda tentativa deu que a ligação ia pra caixa postal. Ele resolveu dar um tempo pra ela... Organizou as ideias, resolveu ir fazer um almoço rapido e depois passar o resto do dia trabalhando.
Já estava anoitecendo, quando um corre-corre se deu no hospital em que Fatinha trabalhava, era um garotinho que acabara de cair da escada de casa, e estava desacordado. Família desesperada, essas coisas de emergência de hospital.
- Se acalmem, só um minuto. Por favor, só um pode acompanhar a criança. — Ela tentava dizer para os pais e avos do menino estavam em um gritaria na recepção. — Por favor, vocês nos ajudam e assim nós podemos ajudar o filho de vocês, vamos fazer assim. Venha o pai comigo, vamos.
- Doutora, me deixa ir também! — pediu a mãe do menino, em um tom de voz desesperado.
- Mamãe, vamos fazer o seguinte, o pai vai comigo primeiro e assim que tivermos um diagnostico eu volto para chama-la, ok? — A mãe se deu por vencida e viu o marido seguir com a médica para a ala onde o filho havia sido levado.
Meia hora depois a médica voltou com boas noticias, a criança tinha apenas um galo na cabeça e uma luxação no bracinho esquerdo. Fatinha chamou a mãe do menino e acompanhou-a para ver a criança. O menino ia ficar aquela noite no hospital em observação, a loira ficou tranquila e voltou à emergência a madrugada ainda ia ser longa, típico de hospital infantil.
Três meses haviam se passado... E poucas coisas tinham mudado, pra alguns. Arthur por exemplo esses meses só voltou ao Brasil por duas vezes, para rever a esposa e os amigos que tinha conquistado aqui, inclusive Bruno. Por falar em Bruno o moreno, acabou por terminar seu relacionamento com Lorena, pois a mesma alegou que não ficaria com ele sabendo que o mesmo gostava de outra. E essa outra que o diga como as coisas para ela sim haviam mudado, da água pro vinho de residente a chefe de pediatria, na clinica da família de Henrique e com mais três cargas-horarias em hospitais públicos da cidade. Estava como pediu a Deus, cheia de trabalho e rodeada de crianças. Juliana, Gil, Lia, Vitor e todos os outros estavam na mesma, estudando, trabalhando, vivendo. E vocês me perguntam como se deram essas visitas de Arthur ao Brasil? Eu respondo, com brigar em cima de brigas, ele reclamava da falta de atenção dela e ela reclamava da falta dele perto de si. Eram bate-bocas intermináveis, pessoalmente, via skype, telefone. Estava insustentável, porem os covardes não tinha a minima coragem de pedir a separação que no caso dos dois, era o melhor a ser feito.
Bruno depois do termino com Lorena, não teve nenhum tipo de relação com outra mulher, seguido ele não seria justo com elas. Ele era outro que estava absolutamente focado no trabalho, e em seus projetos. Estava montando uma planta de um shopping internacional que chegaria a cidade, para a copa de 2014. Seria na zona oeste, e seria o maior shopping da América latina, Fatinha quando soube do que se tratava o novo trabalho do “amigo” só faltou querer matar os organizadores da construção. Pois, para ela era um absurdo ter o “maior shopping da América latina” quando o que de verdade precisava era de um hospital de grande porte, equipamentos e boa equipe. Para ela os governantes tinham se drogado para aceitar uma coisa daquelas. Pois bem, reclamar agora de nada ia adiantar.
Era noite de sábado, e os amigos aproveitariam a folga da doutora-toda-boa, para saírem todos juntos, como há muito tempo não faziam. Os homens, já estavam prontos e na portaria do prédio de Fatinha e Bruno, e as mulheres estavam no apartamento da loira, com a desculpa de retocar a maquiagem.
- Gil, pelo amor de Deus interfona e tira a Juliana lá de cima agora, senão eu desisto de ir. — Fera vociferou bufando.
- Calma cara, eu pedir para o porteiro chamá-las. — Gil paciente como sempre adentrou a portaria e pediu ao porteiro que interfonasse para o 901 o senhor prontamente o fez e entregou o telefone para o rapaz. — Oi, Lia? — a loira assentiu do outro lado da linha. — Cara até que horas vocês vão ficar aí? Estamos quase desistindo.
- Já estamos descendo, para de encher! — a loira falou e bateu o telefone na cara dele.
- Merda! — entregou o telefone ao porteiro e agradeceu. — Valeu sr. Nelson. — E voltou para a rua, onde os amigos estavam.
E ai? Já estão vindo? — Bruno perguntou.
- Sim. A Lia desligou na minha cara, mas disse que já estava vindo.
Vinte minutos depois a porta do elevador se abre, e as mulheres saem uma a uma. Juliana, Lia, Rita, Morgana e Fatinha. Todas lindas e ao mesmo tempo simples, afinal eles iriam a uma cervejaria, short, camiseta e snackes era o suficiente e o look delas era praticamente todo assim, cada uma no seu estilo, claro.
- Vou te contar em, que demora. — Fera reclamou com a namorada. E deu a volta abrindo a porta e entrando em seu carro.
- Frederico, por favor! Calado. — Fatinha se meteu ao ver que Rita não tinha nem se defendido.
- Vamos logo? — Pilha perguntou impaciente.
- Vamos... Juliana, Gil, Morgana e Orelha no carro no Gil. Lia, Vitor e Pilha no carro do Vitor, Rasta, Nélio com o Fera e a Rita e Fatinha comigo. — assim que o moreno terminou a divisão dos carros, fui ouvido em uníssono um “hmmm” da parte da galera. — parem com a graça e vamos logo!
Os carros saíram um atrás do outro e um tempo depois eles já estavam na cervejaria. Naquela noite ia ter show de um cantor amigo de Bruno, eles juntaram as mesas e ficaram lá bebendo, e apreciando o show do Guga Sabastie. Fatinha e Fera, como sempre causando no vira-vira, graças a Deus que Rita sabia dirigir do contrario, teriam que deixar o carro lá e voltar de carona com os amigos.
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