Liliam Stark: The Dark Side Of Me
6 Tampe meus olhos
Notas iniciais
O tédio era consumidor, me possuía e parecia uma praga que não se retirava de meu corpo. Poderia chamar o tédio de Lilith, porque a função deles são iguais.
Deitada em minha cama, com os braços estendidos na cama e cantarolando uma musica que minha mãe costumava cantar:
Existe aqueles que irão te derrubar
Tentaram também te matar
Mas não se assuste nem deve recuar
Como uma pequena lírio você sempre vai lutar.
Nunca entendi a modificação da palavra 'guerreira' para 'pequena lírio', tudo bem que era um tributo a mim, mas de qualquer forma eu acho que ficaria melhor ‘guerreira’.
Alguém começou a bater na porta com uma pressa irritante enquanto terminava a cantiga pela quarta vez. Dei uma cambalhota para levantar e atender a pessoa tão insistente.
– Clint? — Perguntei não conseguindo conter meu sorriso na boca ao olhar o homem de olhos bonitos a minha frente. Passei meus braços por cima de seu pescoço o sufocando com meu abraço. Quanta falta eu tive durante esse um ano, e finalmente ele estava ali.
Segurei sua mão e fechei a porta atrás dele. Pegando ele pelo braço fomos para meu quarto poder conversar um pouco melhor.
– Eu te liguei por horas! – Acusei batendo em seu ombro.
– Eu estava ocupado. – Respondeu vagamente.
–Clint está tudo bem? – Encostei minha mão em seu rosto e olhei seus olhos. Aqueles não era o esverdeado que eu amo, nem que eu confiava.
–Por que não estaria, Liliam? – Aquela pergunta me surpreendeu, ainda mais com o modo que falou ela, porque Clint não me tratava com grosseria.
–Por nada. – Me retrai ao falar com ele de novo, porque as mulheres tem a desculpa da TPM para agirem agressivamente agora Clint eu não sei. – Eu estava lembrando como nós conhecemos, sabe? Mudamos muito dês de então, eu não sou mais uma garotinha que precisa ser salva e você não precisa mais me ver como uma garotinha. Clint, eu sei que os agentes da S.H.I.E.L.D não podem demonstrar seu sentimento, mas não estamos como agentes agora. Só sou e você, e acho que precisa saber que você é minha família, independente do que aconteça, você é minha família. – Afirmei com um sorriso. Clint era uma das poucas pessoas que me conheciam de verdade, e me entende. Me deu mais de mil motivos para confiar nele e me importar, e por mais que nossas vidas tenham sido complicadas, mas queria que ele soubesse que eu estava ali pra ele.
–Liliam... – Ele parecia querer me falar alguma coisa, mas eu não estava nenhum pouco disposta a escuta-lo.
Comecei a discutir com ele sobre o quão brava estava por ele ter feito aquela piadinha sem graça comigo e que se ele fizesse de novo iria levar um belo soco no estomago. Mas aquilo parecia mais um monologo já que ele não fazia absolutamente nada alem de assentir e dizer que sente muito.
Era como se eu não conhecesse a pessoa que estava a minha frente. Porque a cada palavra que eu dizia ele não fazia questão nem de me olhar, principalmente se importar com meu falatório. Me remexi na cama sentindo o incomodo me invadir por completo, sentindo que ele também estava incomodado. Algo que nunca aconteceu entre nós e não podia acontecer.
– O que esta acontecendo Clint? Por que todo esse mistério? – Interroguei franzindo a testa.
– Você confia em mim, Liliam? – Questionou pela primeira vez me olhando.
– O que você está escondendo de mim? – Repeti tentando encarar seus olhos. Mas Clint continuou virado para frente, se concentrando bastante em me ignorar.
– Confiança é uma via de mão dupla. — Repeti a frase que uma vez ele me disse. — Prometi a você que não teríamos segredos e você sabe disso, mas como quer que eu confie em você sendo que nem me conta o que está acontecendo? Mistérios trazem segredos e você é a única pessoa que não tenho nenhum segredo! – Exclamei me irritando com seu jeito vazio. Eu não era ingênua, muito menos burra pra não perceber que ele escondia algo grande de mim e se ele veio aqui pra me fazer de palhaça infelizmente não vai conseguir.
– Você vai saber na hora certa. – Respondeu com aquela voz vaga.
–O que você está escondendo de mim? – Insisti com a voz mais firma. Havia alguma coisa errada com ele, porque Clint não me tratava tão friamente e não era daquele jeito.
–É um segredo. – Respondeu alisando uma de suas flechas.
–Eu odeio segredos. – Me levarei aborrecida e caminhei até meu guarda roupa. Estava mais do que na cara de que Clint só veio aqui por causa daquele maldito cetro e eu que não vou ficar o aturando desse jeito. Digitei a senha e o guarda roupa se abriu mostrando minhas armas e o maldito cetro lá pendurado. Gesticulei com a mão para ele avançar.
–Pega e vai embora, porque esta mais do que claro que não veio aqui pra conversar. – Cruzei os braços aborrecida e esperei ele vir pegar aquele maldito cetro logo. Tentei evitar o Maximo a olhar pra ele enquanto andava até o arsenal e revirei os olhos quando ele saiu de la com o objeto nas mãos.
–Liliam, eu... – Clint tentou se desculpar. Me virei para encara-lo e coloquei um dedo em seus lábios o impedindo de continuar.
–Não temos segredos um com outro, nunca tivemos e não é agora que você vai ter. Clint, você é o único que eu posso contar sobre tudo e se eu sentir que você não retribui isso vou começar a achar que não somos amigos. Você quer que eu pense isso? – Perguntei olhando naqueles olhos esverdeados procurando algum vestígio de que ele se preocupava com as minhas palavras. Não encontrei nenhum.
–Não, eu não quero isso. – Falou abaixando a cabeça.
–Tudo bem, não precisa me contar o que esta escondendo ou qual é sua tramoia com esse cetro. Eu confio em você o suficiente para não cobrar respostas, mas saiba que eu não aprovo esse seu novo amiguinho tentar me fazer de idiota. – Ri tentando descontrair o clima tenso. – Só que você é uma das poucas pessoas que tenho e não quero me sentir como se estivesse perdendo isso.
–Quando foi que um Stark ficou sentimental? – Comentou me fazendo sorrir mais, aquele era o Clint que conhecia.
–Quando alguém resolveu bancar um Nick Fury. – Bati em seu peito de brincadeira e revirei os olhos.
–Liliam, tem um baile de inauguração do museu de Stuttgart, queria que você me acompanhasse essa noite. – Pediu puxando os lábios em um sorriso fino.
–Você querendo ir a um baile? – Perguntei fazendo uma careta. – Você nunca gostou de nada disso.
–Você quer ir ou não? – Insistiu erguendo as sobrancelhas.
–Claro, eu vou!
Conversei um pouco mais com Clint antes que ele desse qualquer desculpa e fugisse para mais um dos seus mistérios. Quando eu chegasse nesse baile ele teria que me explicar tudo aquilo antes que eu cumprisse minha promessa e desse um soco na barriga dele. Olhei para o relógio é vi que era umas quatro horas e mulher demora demais para se arrumar. Fui tomar um banho.
Eu não sabia porque, mas eu me sentia estranha em relação a esse baile. Como se não devesse ir, ou como se algo muito ruim fosse acontecer lá. Eu já tive uma sensação assim, há muitos anos : Eu e Anthony fomos mandados para a casa do meu avô em New Jersey, deveria ter em torno uns seis anos e como era proibida sair enquanto estava em casa, e com meu avô idoso e ranzinza achei melhor que deveria aproveitar o Maximo. Estava sol naquele dia e eu queria muito um sorvete, então fiz meu avô sair do conforto da sua casa e me buscar um sorvete no centro da cidade. O vovô se distraiu ao encontrar um amigo dele e eu, uma criança curiosa, queria conhecer o resto da cidade sem a companhia do meu avô e aproveitei que ele estava distraído para ir ver. Havia uma igreja estranha perto da rua que estávamos, mas toda igreja era estranha pra mim já que não frequentava nenhuma, só que aquela em particular me assustou e o pressentimento que algum ruim ia acontecer ali me dominou a ponto de eu voltar para o meu avô. Dois dias depois descobriram que um padre havia estuprado uma criança e assassinado ali. Foi terrível e meu pai nunca mais me deixou visitar meu avô, mas a partir daquele dia eu prometi que se sentisse isso de novo eu deveria seguir minha intuição. E estou o sentindo agora.
–Eu estou sendo paranoica. – Sussurrei para mim terminando de retirar minha roupa. Não deveria ser nada demais e como sou muito dramática fico imaginando coisas para me impedir de fazer o que quero. Liguei a torneira da banheira e um jato de água quente começou a sair por ela, depois de um bom banho eu iria começar a pensar melhor. Com a banheira totalmente cheia e meu corpo já passando frio por estar despido, afundei na água quente sentindo um dos maiores prazer no mundo.
Aos poucos minha cabeça foi escorregando na água, e meus pensamentos de medo indo embora. O incrível que a água é a única que tem esse poder, te faz flutuar e perceber que talvez as coisas não estejam tão ruins, como eu: Sou uma assassina, minto para meu irmão, tenho uma alienígena dentro de mim que não consigo tirar, meu irmão me odeia, não posso ficar com o cara que eu gosto... enfim, sou uma pessoa problemática. Então fechei os olhos e esperei que a água apagasse todos os pensamentos que atrapalhavam minha cabeça.
http://img4.wikia.nocookie.net/__cb20131005080055/vampirediaries/images/c/c7/Elena_2_TVD_5x01.jpg
O ultimo que sobrou foi; O que poderia dar errado?
Lilith Pov
Abri os olhos e percebi que estava mergulhada em algo cheio de água. Levantei confusa olhando para o banheiro que provavelmente Liliam estaria tomando banho, e se deixou perder em sua mente.
–Estou ficando muito boa nisso! – Comentei mordendo os lábios animada.
Levantei e caminhei até o quarto, nua, a procura do telefone de Liliam. A água corria do meu corpo e fazia rastors de passos atrás de mim. Sei que deveria me preocupar em limpar os rastros, mas era engraçado o jeito que Liliam ficava desesperada com a hipótese de estar enlouquecendo.
O telefone estava em cima de seu criado mudo e depois de desbloquea-lo voltei para a banheira de água quente. Havia mais cinco ligações perdidas no celular dela; Dona aranha, dona aranha, trabalho, trabalho, Anthony... Devem estar desesperados por noticias para quererem falar tão urgentemente com ela. Pena que ela nunca veria o desespero deles.
Disquei o numero de Jackson e esperei a ligação completa. Antigamente, meu povo gostaria de ficar com seus verdadeiros nomes, mas o tempo na Terra esta os deixando muito humanizados e as vezes preciso lembra-los de quem eles pertencem. Que eu sou a rainha deles.
–Rainha? – Perguntou Jackson incerto do outro lado da linha, era mais que obvio que era eu!
–Sim, Jackson. – Respondi entediada. Meu reino sempre foi muito prospero de riquezas e tecnologias, mas as mentes de meus súditos estão quase desprovidas de inteligência.
–A garota Liliam já não tem domínio sobre seu corpo? – A voz era feliz e contagiante, Jackson era conhecido por ter essa afeição desnecessária por mim, mas confesso que me animei com o fato de sua devoção não ser apenas com meu titulo mais sim com minha pessoa.
–Infelizmente ainda tem, por isso nosso tempo é curto. Loki está aqui, querido Jackson. – Comuniquei sem mostrar nenhum desespero. Reações impenetráveis de rainha, não pode se desesperar por nada.
–Ele esta aqui? Minha rainha, precisa de proteção... – Começou Jackson, quase tão preocupado como Berr, mais ao menos Berr entenderia que não posso me esconder enquanto Liliam Stark ainda esta aqui.
–Acalme-se Jackson. – Mandei impaciente. – A profecia não se cumprira agora, e parece que o deus nórdico foi enviado como um presente a mim. – Sorri secretamente pensando em Loki.
–Não entendo, minha rainha.
–Oras, Jackson! Pense! Não estamos no ano do alinhamento estelar ainda, os mundos ainda estão em guerra depois do que Loki fez em Jotunheim, acha mesmo que o fim seria agora? – Minha impaciência foi mais forte que a minha racionalidade, Deus às vezes queria que ele tivesse um pouco da mente humana. – Alem disso, se Loki me trouxe algo que era meu, um modo de seu líder me mostrar que ainda me respeita, assim como eu o respeito.
–Do que a rainha esta se referindo?
–Thanos deu a Loki meu cetro, Jackson! – Exclamei aborrecida. Corpos humanos, emoções demais. – Como ato de boa fé. – Expliquei suspirando. – Thanos não é idiota, Jackson. Acha que e daria uma das joias do destino ao um bastardo mimado? Uma das joias do infinito! – Repeti. – Quando se lidera precisa saber com quem pode contar, e o fato de te me enviado esse presente apenas mostra seu desejo ainda tão forte quanto o meu; Ver Asgard destruída!
Ouvi gargalhada na outra linha e assim meu sorriso brotou.
–Coloque no viva voz, Jack. – Pedi animada. – Meus queridos súditos, nossa missão se inicia. A profecia esta longe de ser comprima, mas a batalha será iniciada. Loki; o bastardo, é o sinal que precisávamos para que a destruição se inicie. Primeiro em Midsgard, depois em Asgard e que o resto dos noves reinos temam nosso poder.
Fui tomada pelo que os humanos chamam de nostalgia, ao me lembrar de onde vem minha sede de vingança e poder.
Qual é o único ser que pode dar amor incondicional a águem? Dentre todos os mundos, todas as raças, qual é o único que te ama tão incondicionalmente que não importa seu dinheiro ou seus erros, portanto que lhe de carinho sempre ira retribuir?
Esses seres tão milagrosamente amorosos são os filhos.
Eu era como qualquer outro filho; que ama seus pais acima de qualquer coisa. Deve ser difícil para acreditarem, mas peço que não me julguem só pelo que sou agora porque eu nem sempre fui um demônio com sede de mortes, nem tão maligna a ponto de querer a morte de uma garota humana. Eu fui pura, e boa. Eu fui quase uma humana.
Mas em todos os mundos, a inocência é morta como um coelho; você arma a armadilha, o agarra, olha em seus pequenos olhos e sem nenhuma explicação digna a ele você arranca sua vida. Não importa qual seja sua desculpa, sua família pode estar morrendo de fome, ou você não pode educar seu filho. De uma maneira ou de outra foi apenas você que procurou algo tão bom e puro e destruiu.
Borr era o atual rei de Asgard na época, terra dos deuses. Viviam em fartura e beleza, contemplados por tudo que conseguiram com sua força e poder. Borr era um ótimo rei, porém não sabia os limites de seu poder e adorava testa-los. Havia um reino, fora de Yggdrasil, longe dos alcances dos deuses, gigantes, vanirs, anões e elfos. Chamados Gtyell; Povo de guerra, mestres em magia e de beleza grande, quase do nível de deuses. Não era conhecido pelos noves reinos porque eles nunca se preocuparam com o que tinha fora da arvores dos reinos, e teria sido assim até que Borr visitou os Gtyell .
Ele ficou encantado. Eram muito mais evoluídos, em arte tecnologia e beleza, nem mesmos os deuses eram capazes de compreender a magnitude daquele povo. E foram bem recebidos pela Rainha Lughia que os encantou com sua beleza e doçura.
Borr era casado, tinha uma família em Asgard, tinha um reino e tudo que continha nele. Mas não impediu de se apaixonar por Lughia. A rainha dos Cythaulys não era ignorante ou burra como os outros dos Yggdrasil, claro que ela sabia sobre o grande “Borr; o rei dos noves reinos e criados da arvore do mundo”. Só que o amor falou mais alto do que qualquer que fosse a paz ou o que teriam a perder.
Borr e Lughia manterão o caso em segredo até a volta do deus a Asgard, tudo se manteria por baixo da terra se a noticia não se espalhasse entre Gtyell e Asgard. A Rainha Lughia estava carregando um filho dentro de seu ventre, um filho asgardiano. Vanirs tem poderes sobrenaturais de encontrarem a verdade, consecutivamente ao saber da noticia previram que esse filho não era um Gtyell, mas sim uma semi deusa.
Aquilo enlouqueceu a rainha de Asgard. Reis e Rainhas são temperamentais e tão caprichosos quanto seus súditos, principalmente deus e deusas de Asgard. Para manter a paz em seu casamento e reino, que começara a duvidar da lealdade do deus agora que souberam da traição, ordenarão a destruição do reino Gtyell usando seu objeto mais precioso, a Bifrost.
A rainha Lughia não teve tempo para se proteger, ou proteger os seus súditos. O ataque devastou todos os Gtyell, menos uma.
Aquela altura, o fruto do pecado de Borr e Lughia já havia nascido. E ao contrario do que as visões diziam não era um príncipe mestiço, e sim uma pequena princesa de olhos azuis cinzentos. A pequena princesa Annya Gtyell Borr, princesa dos dois reinos.
Como ultimo ato que pode realizar, a rainha protegeu a pequena filha com sua mágica e deixando que a mesma absorvesse cada poder dos mortos de seu povo e reerguesse eles com seu glorioso poder. Mas as cinzas da destruição nunca desapareceram daquelas terras, os gritos dos mortos nunca pararam de ecoar dês do norte até o sul, o cheio de carne apodrecida nunca se esvaiu do solo. E o ódio de um povo injustiçado por aqueles que se acham no poder nunca desapareceu.
Eu poderia ter amado Borr eternamente, como uma boa filha ama um pai, eu poderia ter lutado ao seu lado e ter vivido para proclamar uma aliança entre os reinos. Mas ele destruiu tudo isso, e ao destruir minha mãe destruiu a única inocência que havia em mim.
Eu sou Annya Gtyell Borr; princesa dos dois reinos, rainha do povo Gtyell, e agora altamente proclamada princesa das trevas.
Mas esse é como os noves reinos me conhece, um nome que teve tantas alterações quanto o destino. Hoje, eu não sou conhecida por Annya, à verdade é que às vezes me esqueço que já tive esse nome. Hoje em dia, as poucas pessoas que me conhecem temem quando pronunciam esse nome:
Lilith.
Fale com o autor