Liliam Stark: The Dark Side Of Me

7 Tudo que precisa fazer é abrir os olhos e acreditar


Notas iniciais
Hello, my Friends! Espero que gostem e deixem um comentáriinho ali no final, vai , ninguém morre por isso. Musica do capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=bWTuKd2lTo4 Vestido de Liliam:http://media1.fashionfreax.net/outfits/500010e99a4ae_f528764d624db129b32c21fbca0cb8d6

Pov’ Autora

Steve Rogers estava parado na ala de comando da base da S.H.I.E.L.D observando tudo a sua volta. Cada rosto que passava ele tentava ver se era ela. Havia loiras, morenas, baixas e altas, mas nenhuma se comparava a Liliam Stark, e isso o enlouquecia. Depois de um ano isso já deveria ter passado, quer dizer, essa falta que ele sentia dela. Mas parecia que não conseguia. Cada móvel da sua casa, o quarto vazio, as ruas de NY... Tudo o fazia lembrar-se do sopro de vida que era Liliam Stark. É aprender a viver sem ela foi quase tão difícil quanto aprender a se restaurar nesse novo mundo.

–Ela não esta aqui. – Comentou Natasha se aproximando do homem. A ruiva percebeu o olhar de Steve a cada moça que estava ali e não foi muito difícil deduzir que ele procurava a única agente que não estava ali.

Steve tentou fingir que não sabia do que ela falava lhe transferindo um olhar confuso. Tinha coisas que o capitão era muito bom, mas disfarçar não era uma delas.

–Liliam Stark. – Aquele nome chamou atenção da maioria dos agentes que estava próximos a eles. Já fazia um ano que não escutavam aquele nome ser pronunciado por alguém, e aquela pergunta era o que todos queriam ter a resposta, Onde ela estava? – Fury não a quis metida nessa bagunça toda. Já faz tempo que ela não esta trabalhando.

–Des de quando? – Aquilo deixou o capitão confuso. Se um deus nórdico aparecesse na Terra Liliam seria a primeira que estaria envolvida. Ele se lembra das noites em que a garota passava em claro lendo historias sobre Thor ou Loki e dizendo o quanto estava certa. A única que esteve certa o tempo todo.

–Dês de você. – Respondeu Natasha sem rodeios.

O capitão a encarou, surpreso e transtornado. Ele sabia que tudo que deixava Liliam feliz era o fato de poder estar na S.H.I.E.L.D. Participando de tudo que pudesse salvar o mundo. Ela já ate confessou que a S.H.I.E.L.D lhe da razoes para lutar por alguma coisa. Não era justo ele ser o motivo por qual ela parou de lutar.

–Agente Romanoff. – Chamou um agente se aproximando deles.

–Sim?

–A senhorita Stark lhe mandou uma mensagem. – Disse fazendo com que a atenção de Steve se ampliasse.

Natasha começou a seguir o agente e ser seguida pelo capitão e suas perguntas.

–Sabe onde ela esta? – Interrogou empolgado.

–Ela esta na Alemanha já faz algum tempo, mas não temos noticia dela. – Respondeu parando em frente ao computador do agente e indicando a outra cadeira para o capitão se sentar. Ver Liliam era um interesse dividido entre os dois.

La estava ela! Com lábios vermelhos, cabelo arrumado e com um sorriso que só ela sabia transmitir. Steve sentiu-se depois de muito tempo preenchido com algo que não sabia explicar. A saudade que sentiu dela foi dolorosa, mas o fato de só vê-la fez com que ele já se sentisse preenchido por completo.

Natasha apertou o play da tela e escutou Liliam dizer:

Hallo, Nat! Como você esta?!

Liliam fingiu um terrível sotaque alemão, e isso fez Steve rir. Aquela voz lhe trouxe uma paz e felicidade, que só acontecia com ela.

Sei que deve estar, tipo, me odiando muito agora! Eu nem liguei pra você nem nada, não que se importe comigo, mas sei que Nick e Coulson devem estar "ansiosos" para saber o que estou fazendo. Então vamos começar;

Liliam se levantou e rodopiou na tela do computador. O vestido que estava era de gala, e também já estava arrumada o que dizia que iria sair. Steve fez uma careta ao tentar imaginar pra quem ela se vestiria assim.

Gostou? Fui convidada a ir ao um baile de inauguração essa noite, por ninguém menos do que Clint Barton!

Steve e Natasha se olharam. Não sabia ao certo se foi um convite antes ou depois de Barton estar no outro time.

Achei estranho já que ele não gosta de bailes, ou é uma tentativa falha de me animar. Acredite ou não, eu não estou mais triste por Steve!

A conversa interessou mais o soldado, pelo que saiba ela não conhecia nenhum Steve, e ele sabia bem já que ela fez uma lista de todos seus exs namorados e nenhum tinha o nome dele. Natasha reprimiu o riso ao ver o interesse repentino do capitão na conversa. Também porque sabia que Liliam estava mentindo.

E em uma tentativa falha ele tenta me fazer ter um encontro com um dos amigos estranhos dele! Honestamente teria sido menos estranho eu convidar Mark ao meu casamento do que ter um estranho no meu quarto as três da manha. De qualquer jeito acabo sempre perdoando o Gaivota.

– Liliam é amiga do agente que foi enfeitiçado por Loki? — Perguntou Steve ao ver Natasha balançar a cabeça negativamente e transparecer preocupação.

– Pior. — Reclamou Natasha. — Clint e Liliam se tratam como irmãos, ela deve considera-lo membro de sua família. E o cientista, Eric Sevig é padrinho de sua melhor amiga que e a namorada do Thor. Agora eu entendo quando Fury disse sobre ela estar envolvida com todos. Mas se Barton esta querendo se encontrar com Liliam não é porque ele quer.

– Acha que Loki sabe sobre Lilith? — Questionou Steve vendo aquele sorriso brilhante de Liliam e percebendo que talvez ela esteja brilhando.

– Ela te contou isso? — Natasha arqueou as sobrancelhas surpresa, Liliam tinha realmente se apaixonado por Steve para ter coragem de revelar seu lado escuro.

– Sim. — Steve ficou constrangido da maneira que Natasha ficou surpresa. Ele não percebeu nada demais no que Liliam havia dito.

– Então você realmente gosta dela. Não é fácil alguém aceitar como você é quando se tem uma ficha como a minha, ou como a dela.

– Eu não me importo com que ela fez no passado, se ela esta na S.H.I.E.L.D é porque acredita estar fazendo um bem a humanidade e procurando uma forma de compensar pelos mal que fez. — Steve não gostou do modo que Natasha falou de Liliam, como se ela fosse uma vilã e não uma mocinha.

– Olha só, que atitude nobres da Devil lips. — Disse sarcástica. — Me surpreende as ações dela parecer tão boas pra você e tão egoísta pra mim. Mais afinal de contas você a conhece melhor do que eu, deve saber do que esta falando.

– Devil lips? — Perguntou Steve, ele não ouviu aquele nome sair nenhum minuto da boca de Liliam.

–É, assim como você é o capitão America, e eu sou a viúva negra. — Natasha deu pausa no vídeo para poder explicar a Steve. — Liliam Stark não era conhecida pelo seu nome original, muito menos por quebradora de corações. Em seu passado ela foi à Devil Lips, e era assim que ela ficou conhecida quando se tornou o carrasco de Ozzodone. Todos sabiam que ela matava muito mais do que só um grupo de pessoas, e isso começou a chamar atenção.

–Então a S.H.I.E.L.D iria silencia-la? – Steve sabia como funcionava as coisas quando acham que alguém esta chamando atenção demais as industria da espionagem.

–Sim. Mas uma pessoa interviu por ela e essa pessoa é Clint Barton. – Explicou dando uma piscadela. Ela então continuou com o vídeo.

Ta, então depois de um ano inteiro sem noticias minhas deve estar se perguntando o que estou fazendo? — Liliam rodopiou em sua cadeira. — Absolutamente nada! Acredita nisso? Liliam Stark pela primeira vez na vida esta quieta em um lugar sem fazer nada!

–Se eu acreditasse em milagre diria que esse é um. — Respondeu Natasha com um sorriso no rosto. Era divertido ver como Liliam ainda estava vivendo na ingenuidade e Natasha imaginou a reação da moça ao saber dos acontecimentos do ano.

Não tenho muito sobre o que contar da minha animada vida aqui. Tudo que tenho feito e passar os dias em meu apartamento reclamando sobre o frio, ou então vendo o quanto as revistas de fofoca ficam entediantes quando não me tem na capa. Bem, quem diria que Liliam Stark ficaria tanto tempo fora dos holofotes? Aposto que esta orgulhosa de mim? – Liliam sorriu animada e Natasha negou com a cabeça, ela nunca ficaria orgulhosa de Liliam. – Mas tenho outra coisa pra te preocupar e essa é sobre seu amado gavião. – Seu rosto adquiriu uma expressão seria e isso chamou atenção de Natasha. – Clint veio aqui hoje e eu não sei, Nat, tem algo de estranho com ele! Ele não é mais o Clint que conhecemos, sabe? Esta frio e confuso, ele não conseguia nem me encarar quando falava comigo!

Natasha achou isso preocupante, o que quer que Clint tivesse falado para Liliam era o Loki falando, não ele. O que faz resaltar a pergunta é: O que Loki gostaria com Liliam?

–Acha que Loki iria levar Liliam para o lado dele? – Perguntou Steve parecendo ler a mente de Natasha e entender suas preocupações.

–Acho que não devemos subestimar esse encontro de Clint e Liliam. – Respondeu com a voz mais seria do que antes.

De qualquer jeito, pretendo voltar logo para New York e juro que não visitarei a Europa tão cedo! Quem sabe Nick não me da uma missão no Caribe? Eu bem quero ficar curtindo um pouco de sol porque ficar um ano aqui esta me fazendo perder meu bronze e acabar pálida que nem você. Sinto sua falta e quando encontrar com Clint prometo lhe dizer que também esta com saudades.

Liliam piscou para a tela e então ela se apagou. Steve e Natasha ficaram ali, incógnitos, perdidos em seus pensamentos individuais.

Natasha mexeu no computador e tentou entrar em de novo em contato com a garota, mas ela já não estava mais on-line. E a foto dela ficou rodando a tela.

– Só não entendo porque ela não me contou essas coisas. – Steve comentou se concentrando na imagem da garota sorridente da tela. Ele e Liliam tinham se dado tão bem dês da primeira vez que se conheceram, e ela parecia tão cheia de vida que conseguiu fazer com que se sentisse vivo perto dela. Mas era difícil vê-la e na imaginar as milhares de coisas que ela poderia ter escondido dele.

– Sabe, nós agentes não somos um livro necessariamente aberto.– Comentou Natasha percebendo o quanto o capitão ficou chateado ao descobrir coisas que nem o próprio sabia sobre Liliam Stark. Natasha não entendia a necessidade de Steve em saber tudo sobre a morena, nem a incrível confiança dela de entregar eu segredo mais precioso a uma pessoa que conheceu em seis meses, mas Natasha pode deduzir que os dois tinham uma ligação forte. – Fico surpresa por ela ter falado sobre Lilith, mas a razoes para esconder nossos passados até de nós mesmos.

– Que seria? – interrogou Steve olhando para a ruiva com curiosidade.

– A fraqueza. O fato de que tem uma parte de você que não pode ser alterada e que esta sempre com você, isso nos faz perceber que o melhor a se fazer é simplesmente esquecer que existe essa fraqueza dentro de nós. – Explicou Natasha encarando o capitão. – Foi por isso que ela não te contou sobre o que era, porque isso é a fraqueza dela.

A agente então se levantou e deixou o capitão sozinho refletindo em suas palavras. Ele tentava entender o que Natasha havia dito, tentava de todas as formas entender porque Liliam esconderia o fato de ser caçada por assassinos de alugueis fora das conversas deles. Steve havia se apaixonado por ela justo por sua honestidade em dizer tudo aquilo que sente e que pensa, por parecer que ela nunca esconderia absolutamente nada como o resto do mundo. Mas como não interpretar os sinais antes? Ela mentiu para seu irmão por anos, nunca se estabilizava e sempre arranjava um meio de criar boatos falsos para fingir sua localização... Seria por isso que foi embora? Perguntou-se Steve. Faria todo sentido ela ficar preocupada com a segurança do capitão, mas ainda sim a omissão não fazia sentido.

Porque quando se apaixona por alguém, a maior expectativa é que ela seja verdadeira com você. Seja uma verdade boa ou não.

Pov' Liliam

Eu não deveria ir.

Eu estava paralisada em frente ao espelho, pronta para ir mais ainda sentindo como se não fosse o certo. Aquilo era uma situação confusa, só que eu disse para Clint que estaria lá.

–Você não deveria estar de saída? – Questionou Lilith atrás de mim.

Não me dei o trabalho de me virar para encara-la, suas expressão parecia estar descrita em sua voz. Ela me achava uma completa covarde quando temia fazer o que precisava, infelizmente não posso discordar dela nessa parte.

–Eu já vou, só não consigo tirar essa sensação horrível de que algo não vai dar certo. – Respondi pegando minha bolsa e conferindo se estava bonita o suficiente. Eu cheguei até estranhar o modo como o vestido vermelho destaca minhas curvas, porque faz algum tempo que me esqueço do poder que meu corpo tem sexualmente.

A quebradora que vivia em mim parece adormecer e não fazer nenhuma questão de voltar.

–Está com medo? O que acha que pode acontecer? – Seu tom irônico me fez repetir a pergunta de mais cedo.

–Tudo...

[...]

O Museu era um dos meus lugares favoritos de visitar, tinha tanta arte, tanta historia. Senti os olhares se voltarem pra mim quando entrei no museu. Eu disse que as pessoas gostam de me vigiar. Entrei no museu e parti para a galeria. Cadê o Barton? Por que ele me convidaria justo para um museu? Ele detesta essas coisas.

–Quem seria o tolo que deixaria algo tão precioso sozinho? – Uma voz sedutora sussurrou em meu ouvido. Sorri ao reconhecê-la.

–Eu não estou sozinha, apenas meu acompanhante está atrasado. – Respondi me virando para encarar o tal “deus”.

Ele tinha belo par de olhos, eu nunca vou me esquecer disso. Mas quando eu o olhei algo quente se despertou no meu interior, um desejo que poucos homens conseguiam me fazer ter.

–De qualquer jeito se sua companhia não esta significa que esta sozinha. – Concluiu não retirando aquele sorriso misterioso dos lábios, uma parte de mim até conseguia ter medo do que poderia ter escondido atrás daquele sorriso.

–Sabem o que dizem, antes sozinha do que mal acompanhada. – Sorri da mesma forma que sorria pra mim, desafiadora e sedutora.

Ele mordeu o interior de sua bochecha e vi seus olhos faiscarem de raiva. Acho que ele não era um cara que era rejeitado por muitas mulheres.

– Me daria à honra dessa dança? — Ele se inclinou em reverência, me convidando como uma rainha. Uma risada saiu de minha boca, ano passado Steve me falou sobre sua metáfora sobre a dança e agora estou inclinada a dançar com um desconhecido?

– Não vai rolar. — Respondi balançando a cabeça. Ele poderia ser irresistível e totalmente compatível a mim, isso não o faria deixar de ser estranho.

O homem bufou irritado. Senti seus dedos frios pegarem meu braço e me empurrar obrigatoriamente para a pista de dança. Tentei resistir, mas ele era forte e eu não estava em condições de relutar enquanto aquele vestido me apertada. Sua mão segurou minha cintura, me trazendo próximo a ele, e a outra entrelaçou nossas mãos.

– Se ia me obrigar a dançar por que a necessidade de me convidar? — Começamos a balançar no ritmo da música igual a todos no salão, conduzida por ele me deixei levar nos passos.

– Porque ao contrário de você eu sou educado. — Respondeu ríspido. Percebi que minha negação havia o irritado, o que significava que ele não recebia não com frequência.

– Educado? Sério? — Indaguei diminuindo os olhos para encara-lo. — Porque até agora não vi nenhum rastro de sua educação.

– Você também não foi muito agradável na noite de ontem se a isso que se refere. Sempre recebe suas visitas com ataques? — Provocou-me com aquele sorriso na cara. Eu arfei indignada.

– Você entra no meu quarto às três da manhã e acha que vou te oferecer uma xícara de café? — Comentei irônica. Ele pegou meu braço e me fez rodar no lugar, como a dança mandava a se fazer, quando voltei a segurar em seu ombro percebi que meu coração estava acelerando.

– Sei que não espera ser recebido com tanta hostilidade. — Respondeu fazendo seus olhos ficarem mais azuis que o habitual.

Agora entendo o que Steve quis dizer com a dança. Quando dancei com o capitão ano passado, era romântico e sentimental. Com ele era diferente, algo animal despertava em mim e o fazia deseja-lo com toda as forças, fazendo com que uma simples dança virasse um tipo de dança de acasalamento.

– Desculpe se não lhe dei o tratamento que deveria, alteza. — Cuspi entre dentes. Aquele idiota conseguia me irritar e encantar ao mesmo tempo.

– Desculpas aceita. — Sorriu mostrando os dentes descaradamente. Olhei para o lado tentando evitar me atrair por aquilo também, mas não pude evitar sorrir junto.- Você deve ser a mulher mais bonita que meus olhos já pousaram. — Elogiou me fazendo encara-lo surpresa. Não parecia que ele estava mentindo e quando vi aquela imensidão azul percebi que ele estava atraído por mim quase como eu estava por ele.

– Então não tem visto muitas mulheres. — Se fosse com qualquer outro eu não perderia meu tempo me rebaixado, eu sei que sou linda. Mas nada me levava a crer que seu elogio era genuíno, porque ele deixava com que minha insegurança transparece.

– Engana-se ao pensar assim. Vi belas mulheres em minha vida, tão belas que fazem um homem perder o fôlego quando as olha. Mas às vezes são apenas disso que são feitas; aparência. Tão vazia quando uma boneca e desesperadas por atenções como cães aos seus donos. — Explicava me fazendo afundar em cada palavra. Era como se não estivéssemos dançando, ou em um lugar cheio de pessoas. Éramos só eu, ele e suas palavras. — Você, Liliam Stark é diferente, não por sua aparência exótica ou beleza imaculada, mas por sua personalidade. Perdoa-me se pareço indelicado, mas mulheres são feitas para se submeterem ao homem, para servi-lo e para ama-lo de todo seu coração e devoção. Não percebo isso em você, nem mesmo quando me temia na noite em nós conhecemos. Você tem determinação em mostrar a todos que você está no controle, senão não se daria o trabalho de vestir um vestido tão marcante e de cor provocador.

– Quer me mostrar que me conhece? — Provoquei em meio de suas evidências certas, mas não lhe mostraria que ele sabe como funciono. Gosto de ser o maldito quebra cabeça que ninguém define.

– Quer mostrar-me que não? — Provocou me fazendo rir. Automaticamente lembrei do meu sonho em que uma voz me dizia sobre meu lado negro, tenho certeza que era ele.

– Parece tão determinado em dizer o que sou, dando teorias sobre minha vida e palpites sobre meu relacionamento... não sei porque o interesse. — Ele era bonito e elegante. Nunca fui de me sentir inferior a ninguém mais um homem como ele não perde tempo com mulheres como eu.

– Porque dentre todas as coisas que vi aqui você foi à única que me chamou atenção. — Senti meu coração acelerar dentro do peito, como uma virgem inexperiente pronta pra ter a primeira relação.

– Não me diga que foi o decote. — Brinquei tentando fazer com que meu coração se acalmar-se. Para alguém como eu, dormindo com tantos homens, o fato de um homem se interessar por mim não deveria me alegrar tanto. Mas eu queria que ELE se interessasse.

– Não mentirei dizendo que seus atributos físicos não me agradaram. — Eu ri de seu comentário, ao menos e sincero. — Mas acredite que não é só por isso.

– Uau, você foi sincero, então quer dizer que não está interessado somente em meu corpo. Fico me perguntando, o que ainda quer comigo? Já fez sua pegadinha, deixou claro que não quer dormir comigo... não estou te entendo.

– As pessoas sempre tem que querer algo de você?

– Sim. Veja meu irmão? Quer que eu seja a pequena lírio que conhecia, mas não posso ser. Clint quer que eu seja uma boa pessoa e o ajude a salvar os fracos e oprimidos humanos... Sou tudo aquilo que as pessoas querem que eu seja, então por que com você seria diferente?

– Porque eu não quero isso para você. Enquanto estiver comigo, só precisa ser a Liliam Stark.

–Você é diferente de tudo que eu já conheci. – Falei olhando para aqueles terríveis olhos azuis.

–Eu sou tudo que você quer conhecer. – Respondeu Loki.

Olhei para sua boca rosada, depois para seus olhos e tudo que senti foi o tesão aumentando e o desejo me fazendo se aproximar dele de modo hipnotizante.

–E quando eu for rei, todos irão reconhecê-la do modo que é.

–Um Rei? – Perguntei irônica.

–Sim, talvez você estivesse inclinada a ser minha Rainha. – Senti sua mão alisando minhas costas, o seu toque era gélido, porém gostoso de sentir.

–Ao contrario de você, não acho que eu tenha nascido para ser Rainha. – Algumas memórias de minha discussão sobre casamento e reis veio em minha mente, afastei todas olhando naqueles olhos azuis. Não era hora de me sentir nostálgica.

–Então é porque não vê a si mesma do modo que vejo. – Aquilo me fez sorrir, ele estava claramente flertando comigo, mas era um tipo tão diferente de flerte que eu realmente fiquei interessada a escutar mais. – Uma mulher tão intrigante como você não merece ficar abaixo do nível de uma Rainha.

–E você quer ser meu Rei. – Adivinhei quando ele sorriu. – Mas você realmente sabe quem eu sou? – Me aproximei dele e segurei seu terno, percebi que ele ficou um pouco surpreso ao me ver ceder aos seus encantos, porém sua animação ficou exposta. – Sou uma quebradora de corações, meu Rei. Não uma Rainha.

Aproximei nossos rostos como se fosse beija-lo, e assim que percebi que estava quase se entregando aos seus desejos. Fechei meus olhos me concentrando que não deveria fazer aquilo e me separei dele quebrando o encanto.

–Devo reconhecer que você é surpreendente, Liliam Stark.

–Geralmente as pessoas me chamam assim, ou algo pior. – Sorri irônica. – Tenho não me importar com os comentários negativos.

–Deixou-me curioso, se você se denomina ‘quebradora de corações’ por que não quebrou o coração do Capitão? – As palavras dele me fizeram congelar.

Tudo voltou à tona, todo meu encanto por ele se quebrou quando ele disse aquele nome. Soltei nossas mãos como se tivesse sido eletrocutada e me virei de costas para ele.

–Você não sabe de nada. – Sussurrei sentindo uma lagrima cair.

Aquelas palavras eram as mesma que me repeti durante esse ano. A dolorosa pergunta que me atormentava. Mas que de certa forma eu sabia a verdade. Eu havia sim partido o coração do Capitão. O deixei sozinho quando ele precisava de uma amiga na vida dele e fui egoísta demais para nem ao menos telefonar.

Suas mãos tocaram em minha cintura e me virei para encara-lo quando um homem, vestido com um uniforme da S.H.I.E.L.D, nos interrompeu e sussurrou algo em seu ouvido.

–Fique aqui. – Mandou “Loki”.

O olhei andar em meio às pessoas e sair do salão. Aquilo foi estranho, e eu sei que não deveria obedecê-lo, mas foi a única opção que tinha.

Meu coração começou acelerar e minhas mãos a suarem. Algo ruim estava para acontecer.

O dono do museu começou o seu discurso um pouco mais a minha frente, e como modo de espera fiquei o olhando até que vi uma sombra descer. Seu sorriso dizia tudo, ele iria aprontar. Então me lembrei das palavras dele quando me disse que Clint e ele estavam trabalhando juntos. Clint sempre iria representar S.H.I.E.L.D pra mim, nunca cogitei que ele estivesse se envolvendo em algo errado. E se estivesse? E se me envolvesse junto?

Meus pensamentos foram interrompidos quando o cajado dele bateu em cheio no rosto do dono do museu. O choque me impediu de me mover e muitas pessoas tinham andado para trás quase me desequilibrando. Porém eu tinha visto tudo e tinha que admitir:

Eu não sou crédula. Tento achar a explicação mais racionais de todas as situações que me são postas, apenas isso, mais eu não sou crédula. Porque aquilo não podia ser real! Mesmo que me digam que Thor veio a Terra, mesmo que existem milhares de provas que aquilo era real eu não queria acreditar. Mas o que eu vi não é mentira. Não foi nada inventado, ou escrito por outras pessoas, muito menos uma historia de internet para que as pessoas questione tudo aquilo que conhece. Ele estava ali. Ele era um deus!

“Eu sou Loki”. Ele me disse a verdade, ele não mentiu. Mas como era possível? Como eu me depararia com um deus nórdico e nem o reconhecer, nem acreditasse que ele era um! Eu, de todas as pessoas que conheço, acreditei na teoria de que eles existiam, eu era crédula nisso! Então porque quando eu encontrei as respostas das minhas perguntas eu simplesmente não podia acreditar?

Antes de sair, Loki me olhou confirmando todas minhas suspeitas. Em seus olhos azuis percebi que ele ao mentiu em nenhum momento naquela noite, eu me fiz de idiota no seu jogo. As pessoas corriam desesperadas ao meu lado, elas me esporavam para frente. Quando percebi que era a única parada em meio a uma multidão agitada comecei a correr na mesma direção que elas, claro que não compartilhando o medo que eles sentiam. Eu não estava com medo de Loki, ele não tinha me dado nenhum motivo para isso, muito pelo ao contrário. Estava atraída por ele. Era difícil pensar sobre isso, mas uma parte da minha mente martelava seu nome e meu corpo agia instintivamente, o procurando. La estava ele.

Loki estava longe demais para que eu entendesse seu discurso, e aqueles bandos de idiotas não saiam da minha frente para que eu me aproximasse dele. Todos correndo feitos galinhas e acabando encurralados.

Eu era a única que estava de pé naquele momento. Todos os outros que correram, as pessoas da mais alta classe agora se ajoelhar ao deus. Estava longe demais para escutar o que dizia, e meu medo me impedia de se aproximar.

O que eu poderia fazer naquele momento? O que estava ao meu alcance? Ele era um deus, não podia simplesmente tentar lutar com ele, até porque meu vestido mal me deixava respirar quanto mais tentar um mano a mano. Para mais sorte ainda, meu celular estava no hotel , com todos os números das pessoas que deveriam me ajudar agora. Olhei para o museu atrás de mim e tudo que quis foi se esconder e deixar que a guerra continuasse.

Eu deveria deixar todas aquelas pessoas a mercê do deus? Deveria fugir como uma covarde enquanto pessoas podem se machucar? Lilith teria então razão o tempo todo? Era assim que Loki escreveria meu fim? Mesmo se fosse, eu não daria as costas para aquelas pessoas, não iria morrer como uma covarde.

Minha mente forçava meu corpo a se aproximar, cada passo próximo a ele meu coração queria parar de tão amedrontada que estava. Minha cabeça não parava de rodar com tantas perguntas sem respostas, então reformulei tudo como uma lista:

Loki estava ali.
Ele não tinha me matado ainda.

Não havia mentido sobre quem era, e talvez não tenha mentido sobre nada nesta noite.
Parecia que ele queria ser rei e queria algum tipo de adoração dos humanos.

E a última questão mais importante era: O que ele queria comigo? Porque me fazer ir ao um baile que Clint... Parei de andar quando o principal motivo atingiu minha mente e o desespero me impediu de respirar. O que aconteceu com Clint?

Loki ainda cercava o grupo de pessoas com mais três clones seu, encurralando todos para seu jogo maníaco e todos se mantinham parados até um idoso se manifestar. Ele ficou de pé e pareceu dizer algo a Loki. A reação do deus me fez despertar do meu tupor de medo e começar a correr com toda a velocidade que podia. Loki estendeu a lança e ia ataca-lo.

– Não! — O grito rompeu pelos meus pulmões e parece que foi o gatilho para Loki estender sua lança e fazer com que um raio azul saísse dela. Mas não teve o efeito que eu esperava.

O raio bateu em algo e ricocheteou em Loki que caiu em meio à multidão. E meu sorriso quase rasgou minhas bochechas ao ver o escudo azul branco e vermelho. A multidão aproveitou para escapar, e eu poderia ter tentado, mas nada me passava pela cabeça ao não ser ele.
Era como estar se afogando e quando sente que não a mais salvação encontra seu ar novamente, sentir a vida voltando as minhas veias. Não tinha nada ao meu lado, e nem as pessoas me importavam, porque depois de um ano me sentindo vazia eu estava disposta a me embebedar de sua imagem. Ele estava uniformizado e estava diferente da forma como o conheci, porque ali não era apenas o Steve pra mim, era o capitão e herói. Meu corpo não reagia, paralisado na sua felicidade momentânea. Queria ouvir sua voz, toca-lo, senti-lo e saber que não era mais de meus sonhos.

– Loki, largue o cetro e renda-se. — Ordenou a voz de Natasha. Olhei para cima e vi um dos jatos da SHIELD sobrevoar sobre eles.
Suspirei aliviada em saber que eles já estavam cientes e que resolveriam logo a situação. O raio azul quase atingiu a nave e o escudo voou na cara de Loki. Depois disso a multidão que parou para observar a cena começou a fazer o que sabem de melhor: Entrarem em pânico. Tentei me aproximar deles com toda velocidade que poderia, porém era difícil correr contra aquela correnteza de pessoas. Quando consegui aproximar, foi para ver Loki no chão e o homem de ferro apontando armas só na cara dele.

– Manda ver, homem rena. — A voz abafada desceu irmão comandou ao deus e o fez erguer as mãos se rendendo ao mandado.

–Steve!

Segurei meu vestido o mais alto que pude e corri até Steve o mais rápido que pude. Ele estava ali, depois de um ano todo sofrendo ele literalmente estava ali. Não era apenas um sonho louco.

Ele ficou confuso e não se preparou pro impacto que nossos corpos tiveram. Me agarrei ao pescoço dele e fechei os olhos segura. Steve estava ali, como Capitão America! Ele finalmente estava bem.

–LILIAM! – Gritou o Homem de Ferro já com sua mascara levantada.

Eu estou ferrada!