Like a Bad Dream
9 Quando lágrimas já não bastam mais
Notas iniciais
*freio forçado de carro*
-Ellaaaaaaaaaaaaaaaaa..._Um grito estridente cortou o ar na curva entre precipício e montanha.Não tinha mais salvação.Agora o carro estava massacrado.
Algumas horas depois,a polícia,o corpo de bombeiros e parentes e amigos próximos rodeavam a área lacrada.Muitas lágrimas escorriam enquanto o corpo inerte era colocado na maca e levado à ambulância.Talvez ainda houvesse uma chance.
Chance de redenção.De perdão e até de consertar erros do passado.
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-Por que não vem salvar a sua amada?
-Onde estão?*voz embargada*
-km 334,direção norte da Via Castelli.sabe onde fica?
-Estou indo.
pi_pi_pi_
-Anne,não pode ir assim sozinha?
-E não vou.A polícia vai junto.
-Eu digo,sozinha.Sem ninguém para te amparar.
-Obrigada Iano,mas a Julia e a Sophie necessitam mais de você que de mim.Sabe,não quero que meu sobrinho nasça antes da hora!
-Então espera aqui,sentadinha,eu vou ligar para o Will e para a Loully.
-Não.Você está louco?
-Talvez a Lauren e Luc,Lia?A Sarah ou Clio.Alguém?
-Não,ninguém.-algo passou pela face de Anne.
-Talvez devesse avisar Isabel,ou Dyla.
-O quê?Aí sim você está louca.A Isabel te mataria.E há quantos anos Ella e Dyla romperam?
-Não posso deixar a família de Ella sem notícias.Você brigar com um membro da família é uma coisa,mas ignorar que sua filha foi sequestrada é outra.Eu já devia ter contado antes,mas achei queElla estaria segura se eu não estivesse perto dela.Faça esse favor para mim?Por favor.
-Eu...
-Por favor.Você como meu irmão deveria ser o primeiro a compreender.
-Tá.-Enquanto Iano ia fazer a ligação,Anne aproveitou para sair de fininho.Deixou o endereço em cima da mesinha de centro para que Iano pudesse acionar a polícia e foi na frente.
Quando saia da garagem reparou uma mulher parada próxima ao portão.
-Ruth?
Ela não se movia e,pela primeira vez,em anos,sua expressão era de arrependimento.Culpa.
-Por favor tem de me perdoar.Eu jamais quis te prejudicar.Você sempre foi a minha amiga.Por favor.Não pode me culpar pelo que o tempo fez a mim.Pelo que me tornei.A culpa não é sua como eu pensava,sou eu...
-Shh!Por que está falando isso tudo?Por que está chorando?
-Eu juro,se não fosse a minha mágoa e rancor idiota eu jamais faria nada.
Ruth estava em estado de choque.Anne rapidamente desceu do carro e entrou no prédio acompanhada de Ruth,enquanto esta chorava e pedia desculpas desconexas.
-Iano.Julia.
Há anos não via Ruth,exceto aquela estranha tarde que a vira cruzar a rua ao lado de Hélio(seu ex-noivo).
Assim que se acalmou Steiner contou tudo o que sabia sobre Gustav,contou que fazia parte de sua quadrilha,mas que não imaginava aonde a história chegaria.Desejava apenas livrar a amiga de um de seus maiores erros.Anne é claro ficou chocada com toda a história,mas,como era a sua personalidade saber perdoar,não permitiu que o amargor lhe cegasse.Quando acabou a história montaram um plano para pegar Gustav no ato.
Anne partiria na frente,retardando as intenções de seu doce psicopata.Logo atrás,viriam as testemunhas:Amigos e familiares,e então,junto a estes,a polícia pronta a prender a quadrilha.Armaram o esquema antes porque se deixassem por conta da polícia Gustav sairia I L E S O!
Ruth decidiu se entregar junto.Sabia que seria castigada,mas poderia consertar a vida da sua melhor amiga,a vida que ela mesma ajudara a estragar.
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No entanto,nem tudo sai ao modo que se planeja.E havia um caminhão nesse desvio do destino.Um caminhão grande,preto e com carga acima da apropriada.
O som do freio,pisado às pressas,ecoou por todo o vale da Via Castelli.Junto ao barulho do freio um grito e um baque surdo.
Vidro quebrado por toda parte.
Uma calota jogada em direção à esquerda e um carro vermelho escorado à uma árvore.Massacrado.Estilhaçado como sonhos ao acordar.Lá dentro,uma moça muito bonita,de olhos castanhos fechados,o cabelo,longo jogado por cima dos ferimentos na testa e ao longo da face.
Os braços,sem vida,a perna presa entre as ferragens e muito sangue escorrendo.
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