Notas iniciais
Hello o/
ta aq o novo cap ... como disse no anterior tive de separa-lo em dois,, entãp considerem o anterior apenas como uma introdução pra esse okay? ^^d
Ah quanto a parte em italico chegar é o Joon falando.. coloquei assim pq queria destacar a explicação dele 0..0
Anyway, espero q gostem, trabalhei duro nesse pra pode compensar o cap lixo q foi o anterior :
espero q gostem e boa leitura!!

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Ainda esperava cauteloso pelas próximas palavras que viriam, não importavam quais fossem elas, sentia que viria algo que eu não iria querer suportar. Mas eu não tinha mais escolha, perdi minhas opções no momento que voltei e sentei aqui novamente, no momento em que não me opus a isso. Agora era tarde, que eu fosse forte então.

O mais irritante naquele momento, é que Joon estava com um sorriso no rosto, não seu usual sorriso doce e despreocupado, era um sorriso cínico, e eu não gostava. Ele me encarava, como se esperasse eu estourar, não teria que esperar muito, eu já estava quase esgotado, meu nervosismo tinha se tornado cruel.

Não sabia o que esperar dele, só o fato dele ter conhecido SeungHo já me assustava, pensar que ele me conhecia já naquela época era apavorante. Na minha cabeça rodava “Joon, quem é você?”, e por fora, com todas as minhas forças, eu ainda tinha a esperança de que ele me olhasse e dissesse que tudo era uma brincadeira de mau gosto

_Miru... sua memória realmente não é muito boa não é? _ Ele disse aquilo sorrindo e passando a mão na minha cabeça. Maldito, estava se divertindo muito com isso.

Eu não teria ação, apenas ficaria ali, calado, como um bom ouvinte, esperando ate que tudo fosse esclarecido e eu pudesse ir pra casa. Ele provavelmente deve ter ficado decepcionado por não ver o usual Mir brigando com ele, por hoje eu seria um Mir diferente, pelo menos por agora. Joon me olhava, não tinha mais o sorriso em seu rosto, não parecia mais tão entretido com meu desconforto. E o pior é que parecia que meu desconforto ainda iria piorar.

_Você e o SeungHo se conheceram há três anos, e sei que não foi à melhor época pra nenhum dos dois, correto?

Eu balancei minha cabeça positivamente, mas isso naquela época era uma coisa que qualquer um com olhos podia ver, de qualquer forma essa enrolarão não facilitava nada, apenas me deixava mais nervoso.

_ChangSun... por favor... _ Seria esse apenas um apelo. Mas eu não precisei dizer mais nada, ele sabia que agora deveria continuar.

_Sei que é uma coisa que não sabe, mas eu e o SeungHo nos conhecemos desde o tempo de escola, estudamos juntos desde a oitava serie, e permanecemos estudando juntos, ate o penúltimo ano de faculdade, bem... penúltimo pra mim, já era o último ano dele... E não é como se nos apenas nos conhecêssemos, eu e o SeungHo éramos muito amigos... irmãos..._ O pesar pareceu lhe tomar por alguns instantes, pareceu que cada memória revirada vinha acompanhada de um sentimento culposo. E isso era mais do que visível.

Eu conheci todos os amigos do SeungHo, pelos menos os com quem ele mais andava, os mais próximos. Se fosse o caso do Joon ser tão amigo dele, me perguntava do porque nunca tê-lo conhecido... ou pelo eu pensava que nunca o tinha conhecido antes da cafeteria.

Ele parecia tentar ficar calmo e confortável, começar a ver uma ansiedade vindo dele, me deixou ansioso também. Ele continuaria, ele só precisava respirar um pouco, talvez pra ele aquilo também não fosse fácil. Pelo menos pra mim estava sendo insuportável.

_Sabe... eu lembro do dia em ele te conheceu, ele falou de você pra mim sabia? Falou de um sorriso que fez sorrir, é engraçado que agora eu saiba como isso é verdade, mas ele não estava apaixonado ou coisa do tipo, e isso eu sabia, pelo menos no começo não.

SeungHo sempre foi do tipo que brinca com as pessoas, não sei se ele fazia por mal, mas ele fazia muitas fezes sem querer, e depois que estava feito, não se lembrava de se importar. Eu como amigo dele passei muito ao seu lado, passei perdas que ele teve apenas pelo orgulho que ele não gostava de engolir. Mas no final ele é um boa pessoa, e diferente de todos, eu sempre pude ver isso.

Depois que vocês dois foram morar juntos, eu admito que me incomodei um pouco... ou quem sabe tenha me incomodado muito, seja lá qual fosse a intenção dele no inicio, te garanto que não era só pra te machucar, ele não fazia de propósito, apenas acontecia, ele nunca soube como evitar.

Ele me contou sobre a primeira noite, e como seu cheiro se embalava tão perfeitamente ao suor e a satisfação que vinha dos gemidos que ele ouvia saindo do seu mais doce estases. Da parte dele era tudo carnal, ele se excitava pelo seu mais puro sentimento. Sabia o que você sentia por ele, e isso ele fez por crueldade. Pelo menos foi isso que eu pensei.

Quando eu ouvia suas confissões do que te “obrigava” a fazer, eu não me importava, eu nem te conhecia, que diferença iria fazer? Pra ele, no começo, você era uma brincadeira, um passatempo, um divertimento, alguém que ele teria quando não pudesse ou não estivesse “a fim” de ter outra pessoa, e Mir, você se entregou pra ele muito fácil. Quase tão fácil quanto se entregou pra mim. A única diferença, é que pra mim você só entregou seu corpo, e fez isso penas uma vez, mas pra ele você entregou sua alma, e entregaria quantas vezes ele ainda quisesse.

Acho que já devia ter passado uns quatro, cinco meses que vocês moravam juntos quando você finalmente foi apresentado pra mim. Você realmente não lembra? Foi em uma festa, SeungHo te levou. Quando eu vi você, eu pensei “então esse é o lanchinho?”... SeungHo disse “esse é meu companheiro de apartamento” e você olhou pra ele esperando ouvir um pouco mais, aquilo deve ter sido doloroso não é? Você sabia, sempre soube que pra ele você não significava muito, mas a verdade era que você não queria ouvir isso dele próprio... você parecia tão indefeso, mas mesmo assim, sorriu pra mim e me cumprimentou sinceramente. Eu pensei “Como esse garoto é forte”.

Algum tempo se passou, e comecei a te observar na faculdade, e nas reuniões de amigos que você mais freqüentemente ia. Você era frágil, era só um garoto que estava tentando se manter de pé, era difícil não era? Você estava sozinho nisso, e a pessoa única que podia te ajudar, era exatamente aquela pela qual você não podia contar. Por sua causa, eu comecei a odiar um pouco essa pessoa.

Naquela noite, durante uma festa, muita coisa aconteceu, coisas boas e ruins... Você deve ter bebido muito, estava no open bar, sentado de costas pro balcão, eu tinha ido buscar um drink, e você disse.

“Ele sempre é assim? Sempre tão...”

Não terminou a frase, sua voz e seus olhos baixos deixavam claros que você já tinha bebido demais, mas você olhava alguma coisa, eu segui seus olhos, e vi a quem você observava, era o SeungHo... e ele... estava beijando uma garota, e o pior de tudo é que ela era realmente muito bonita.

Minha intenção era ir ali, pegar um pouco de álcool e voltar pra onde meus amigos estavam, mas sua expressão foi tão triste, que eu não podia e não queria te deixar ali. Você estava sozinho, e provavelmente já sabia que teria de ir pra casa sozinho também, SeungHo não voltaria com você. Eu tirei o copo que estava quase caindo de sua mão, seus olhos o focavam tão... eu não saberia descrever. Mas eu queria fazer aquilo desaparecer de você... E como eu queria.

Ficamos ali, os dois sentados observando as pessoas, eu observava as pessoas, você observava uma pessoa, e eu realmente sentia um pouco de inveja disso, e ele mal sabia a sorte que tinha.

“Eu não queria que fosse assim” Você disse “Eu não desejei isso, juro que não desejei”

E Mir... mas do que qualquer um, eu sabia disso.

Eu levei você pra casa aquela noite, como previsto, SeungHo foi junto com aquela garota sei lá pra onde, e te deixou sozinho, sem nem mesmo pensar no que aconteceria, ele foi irresponsável, e eu me encarreguei de cuidar de você.

Eu te carreguei, se bem que devo dizer que o correto foi que te arrastei por todo o percurso, eu estava sem carro, era bem tarde e não conseguimos pedir um taxi, seria a pé então, e eu agradecia apenas pelo fato de você não estar inconsciente e conseguir dar alguns passos, mesmo que fosse apoiado em mim.

Depois de te arrastar comigo por quase sete quadras, eu tive que descansar, paramos em uma pracinha, ela tinha um parquinho em seu centro, eu te sentei no balanço, sentando no outro que estava vazio ao seu lado, daquela fileira de três. Seu rosto ainda triste, deprimido, e seja lá mais o que. Devia estar mergulhado em seus pensamentos.

“Eu deveria deixá-lo não é?”

Eu não respondi você estava bêbado, olhava algum ponto imaginário no chão, devia estar falando consigo mesmo.

“Você me acha idiota por não conseguir deixá-lo?”

Agora eu não podia mais fingir que não era comigo. Eu não deveria ter respondido a sua pergunta, mas existem muitas coisas que não deveria ter feito em toda minha vida, não seria agora que eu começaria a pensar nelas

“Se acha que ele não gosta de você, siga em frente, esqueça ele, e então tudo vai ficar bem, mas é exatamente isso que você não consegue fazer... estou certo?”

Você não disse nada, olhava o mesmo ponto imaginário no chão como se ele fosse a coisa mais interessante do mundo, sua cabeça inclinada um pouco pra esquerda se encostava na corrente do balanço. Não sei se era por causa do álcool, mas seus olhos estavam vermelhos, não demorou muito para que descobrisse que não era o álcool, descobri quando vi em sua fronte uma lagrima, eram silenciosas, apenas escorriam. E eu sabia exatamente o porque.

“Joon... Eu quero esquecê-lo, realmente quero... mas não posso... não consigo”

Mir... você não sabe, mas só existia um culpado, e por mais que fosse mais fácil apontar o SeungHo como o vilão, você próprio sabia de quem era a verdadeira culpa.

Você não consegue lembrar Mir? Não lembra nem mesmo o que me disse naquela noite? Você me pediu para te ajudar a esquecê-lo, me pediu para tirá-lo da sua cabeça, fazer seu coração parar de se sentir tão agoniado por ele, você me beijou e era salgado, seus lábios molhados pelas lagrimas. Aquilo realmente foi doloroso apenas por observar. E eu inconscientemente concordei em te ajudar.

Você se levantou de seu lugar, e foi pra minha frente, estendeu seu dedo mínimo pra mim e disse

“Você promete?... Promete que vai me fazer esquecê-lo... promete?”

Sua expressão séria era quase de uma criança... tão doce, e já tão magoada. Eu estendi meu dedo a você, e você os entrelaçou... e alem da promessa que fiz a você, fiz uma comigo mesmo. Eu queria te proteger, faria isso pra amenizar um pouco a sua dor.

Eu olhava pra ChangSun, observando todas e qualquer uma que fosse a palavra, ele olhava baixo, apoiava a cabeça nos próprios joelhos.

_Hyung... Me diz... Porque, porque eu não lembro de nada disso?

Ele se limitou a balançar a cabeça negativamente. Eu realmente não lembrava de nada, mas agora que ele tinha falado tudo aquilo, algo foi despertando de minha memória, talvez por isso eu sempre aceitei ele tão facilmente. Vai ver era por isso que eu confiava nele.

Eu queria sentir raiva dele, queria ter magoas e rancor, eu deveria nem mais querer olhar em seu rosto depois de ter mentido... ou omitido sobre o que aconteceu antes, mas eu não podia, eu não devia. Não sabia se metade daquilo que ChangSun tinha dito era verdade, mas eu me permitiria acreditar nele. Eu faria aquilo por mim.

_Mir... eu fiz uma promessa pra você, e por mais que você não se lembre, eu vou cumpri-la, é minha obrigação, eu sou um homem e devo manter minha palavra.

Seus olhos encaravam os meus, ele estava falando serio, eu não o questionaria, nem me oporia a isso, via ele aos poucos se aproximando de mim sentado no chão sobre aquela toalha de piquenique, sua mão pousou sobre meu rosto, sua testa encostou na minha confortavelmente.

_Eu fui apaixonado por você desde aquele tempo... Três anos de longa espera... Mir eu...

Eu botei minha mãos sobre as dele, que se apoiavam uma em cada lado de minha face, meus olhos estavam fechados, e sei que os dele também. Sua respiração ficou lenta, e eu sabia o que viria as seguir. Apenas poupei tempo, e inclinei meu rosto um pouco mais pra frente, nossos lábios se encontraram, e ali repousaram por um breve momento.

Nos beijávamos e eu sentia aquele conforto que só vinha nas mãos de ChangSun, aquela sensação calma que eu não fazia idéia do porque era tão necessária pra mim. Suas palavras anteriores rodavam na minha cabeça, acho que nunca tive ninguém que tivesse dito tal coisa antes pra mim “Eu fui apaixonado por você” , parecia tão preciso, poderia ser mentira, mas eu estava feliz.

Aos poucos e lentamente o beijo ia se tornando mais profundo, o corpo de Joon se aproximava mais e mais do meu, o calor dele já era facilmente sentido sem nenhum esforço. Uma das mãos que tocavam meu rosto se encontrava na minha nuca agora, fazendo com que meu rosto ficasse ainda mais perto do dele, como se aquilo fosse possível. Enquanto uma se assegurava de não me deixar escapar, a outra parecia mais entretida em passear pelo meu corpo por debaixo da minha camisa.

Sentia a língua dele adentrar por minha boca lentamente, eu não iria impedi-la de fazer o que desejasse. O gosto que eu sentia dessa vez era diferente, era apaixonado, quase puro. Ele me deitou sobre toalha, nos sentiríamos mais confortáveis assim, os pouco segundos que tínhamos que separar nossos lábios para podermos respirar eram sempre interrompidos pela presa que vinha do desejo.

As mãos dele não pareciam satisfeitas em apenas tocar meu corpo, em senti-lo, vasculhá-lo, elas queriam mais, e sei que ele daria isso pra elas. Eu estava deitado, o corpo dele sobre o meu, nem parecia pesar. Os movimentos que nossos lábios faziam era simétricos, ritmados, pareciam ate que foram ensaiados.

Ao poucos pude sentir ele levantando minha camisa, ergui um minhas costas apenas para facilitar, peças de pano não nos atrapalhariam de qualquer forma. Minhas mãos já tinham começado a agir fora da minha concepção, tocavam o abdômen tão bem feito de Joon por debaixo da camisa, se guiando ate as costas e braços. Meu corpo queria sentir tudo dele, queria decorar cada detalhe.

Ele afastou a sua boca da minha apenas para poder tirar a própria camisa, voltando logo em seguida aos meus lábios apressado. Suas mãos desceram ate o cós da minha calça, não demorou muito ate que eu sentisse aquele jeans se afougar, ele tinha conseguido desabotoá-lo, me perguntava quanto tempo demoraria pra ele conseguir tira-la completamente.

Seus lábios formaram uma linha imaginaria da minha boca ate meus pescoço, pousaram ali para um breve momento antes que eu pudesse sentir o calor de sua língua se arrastar pela minha pele, o arrepio foi inevitável. Os movimentos forram finalmente iniciados, era lento e impaciente ao mesmo tempo, como se tivesse passado a vida trancado apenas esperando por isso. Esperando por mim.

Eu procurava pelo botão de sua calça, minhas mãos tateavam suas partes baixas a procura daquele pequeno objeto de metal. Eu finalmente o encontrei, mas antes que eu pudesse desabotoá-lo, um grande barulho foi soado sob nossas cabeças. Ignoramos no primeiro momento, o que fazíamos era bem mais importante, que tivesse aberto um buraco no chão, contanto que não nos atrapalhasse.

Mas mais uma vez o barulho foi ouvido, e logo em seguida sentimos alguns pingos em nos. Nos afastamos um do outro assustados tentando entender o que estava acontecendo, não precisamos pensar muito, a chuva começou a cair forte.

Corremos apresados pegando nossas coisas do chão e corremos em direção ao carro, não foi como se tivéssemos medo nem nada, mas aquela reação foi automática, colocamos tudo no banco de trás e fechamos a porta ofegantes. Nosso estado era deplorável. Olhamos um para outro, nos observamos por poucos instantes, às gargalhadas soaram alto dentro daquele carro.

Sempre que lembro daquele dia, um sorriso vem a minha face, era estranho, não tinha nada de normal, mas eu estava feliz, muito feliz.

~~O~~

Eu tinha acabado de sair do meu banho, já estava de pijamas, e com a toalha em minha cabeça. “espero não ficar gripado” não tinha nem pego tanta chuva essa tarde, mas minha saúde sempre foi fraca. E o pior não era a gripe que estava por vir, era aquela dor em minhas costas.

_Ai _ eu falava a cada passo que dava, se bem que parecia mais que eu estava chorando aquilo do que dizendo.

Maldito ChangSun, “como pude deixar que ele fizesse aquilo comigo dentro do carro?” foi incrível o que ele consegui fazer dentro de um espaço tão pequeno, quase inimaginável. O carro dele é ótimo, mas nem um pouco confortável. E agora eu estava todo dolorido.

_Ai _ Disse mais uma vez ao me sentar no sofá _Aaau

_O que foi?

E lá estava ele o culpado por todos os meus problemas e dores na coluna, e ele estava bem, não parecia sentir dor alguma, “Maldito”. Desviei os olhos dele, voltando a me concentrar no meu sofrimento.

_A qual é... vai me dizer que ainda ta zangado por hoje de tarde? Fala como se a culpa fosse toda minha.

_Eu disse que queria esperar ate chegar em casa, mas nãããããooo, o senhorzinho aqui não podia esperar_ falei colocando o máximo de ironia e raiva nas minhas palavras.

_Fala serio neh, na hora você gostou tanto que chega gritava, e agora quer reclamar?

Eu não me daria ao trabalho de respondê-lo, "infeliz egoísta”, alem de fazer aquilo naquela situação e naquele espaço tão pequeno, esse louco bastardo ainda me obrigou a falar coisas indecentes, e eu nem acredito que eu as falei. Minha bochechas definitivamente devem ter corado, eu sentia uma queimação nelas, junto com o embrulho do meu estomago.

_Olha se você ta realmente com tanta dor assim, eu ti faço uma massagem que tal? Assim talvez você perca esse seu mau humor.

Eu não iria falar nada, naquele meu momento de sofrimento ele só merecia meu desprezo. Mas parecia que meu desprezo por ele não duraria muito, senti duas mãos me abraçarem por cima do sofá, ele encostou o queixo no meu ombro e falou com a boca encostada do meu ouvido.

_Bora pro meu quarto, deixa eu cuidar dessa dor_ meu desconforto naquele instante estava envolvido pela voz dele, tão perto. Ele beijou meu rosto logo em seguida e se afastou indo em direção ao seu quarto _ Vou deixar a porta aberta, quando deixar de ser mimado vem aqui pra gente resolver esse seu probleminha de dor nas costas.

Eu ainda fiquei sentado ali, sozinho no sofá com os braços cruzados. Eu não ia deixar ele ganhar, ele estava me provocando porque sabia que eu cederia, eu sempre sedo. Mas ele também estava certo sobre uma coisa, eu estava sendo infantil, ele é o responsável por esse estado deplorável e é ele que deveria dar um jeito nisso.

Estiquei um pouco a cabeça pra trás, a porta dele realmente estava entreaberta, provavelmente ele pensava que eu já estava a caminho. Levantei do sofá e fui em direção ao meu quarto. “Se ele acha que vai ganhar dessa vez, esta completamente enganado”, mas antes que eu pudesse sequer chegar perto do meu adorado cômodo, meu corpo parou e olhou novamente ate o fim do corredor. “Quem eu estou querendo enganar?”

Mas uma vez dei a meia volta, mas dessa vez meu destino era o quarto daquele meu egoísta e tão adorável companheiro de apartamento, me amaldiçoava por ser tão fraco “Maldito eu”.

Mesmo que dessa vez eu realmente fosse ate o quarto dele, receber a tal “massagem”, a campainha me impediu de continuar meu percurso. Fui ate a porta da frente, que não se encontrava tão longe assim.

Na porta havia uma garota, ela me olhou surpresa, deu um passo para trás e olhou a caixa de correios, provavelmente vendo se estava no endereço certo. Ela era bonita, isso eu não podia negar, tinha cabelos escuros e mesmo estando preso era visível que eram longos, talvez pelo salto ela estivesse quase na minha altura. Usava uma blusa pólo branca e uma calça jeans clara, não parecia estar muito maquiada, mas mesmo assim era uma garota muito atraente.

_Desculpa o incômodo, eu estou procurando Lee ChangSun, ele está?

A voz dela era calma e doce, mas não ao ponto de ser enjoativa, apenas o suficiente pra fazer um homem se perder nela.

_Anrr... sim, ele ta... eu vou cham...

_Miru... ouvi a companhia...

Joon que mal tinha chegado na porta, assim que viu a garota sua voz falhou, diferente de mim não era por admiração ou coisa do tipo, ele parecia surpreso.

_Joon-shii, que bom que te encontrei _ Ela disse.

Voltei minha atenção a ela mais uma vez, ela estampava um grande sorriso no rosto, enquanto no de Joon a expressão de surpresa parecia predominante.

_Como... como você? _ O olhar que ele direcionava para ela, era quase de pânico, ele olhou pra mim e disse _Mir, você já pode entrar, eu... eu vou falar um pouco com ela aqui fora mesmo ta bom_ e me empurrou pra dentro fechando a porta por fora.

Não deve ter passado nem dois minutos que eles estavam lá fora, quando ele entrou de novo, foi em direção ao seu quarto e logo em seguida saiu com seu casaco no ombro e sua mochila diária nas costas. Eu apenas me limitei a observar o que ele fazia.

_Eu não devo voltar pra casa ainda hoje, então não precisa me esperar_ ele falava sentado na porta colocando o tênis _ ahn... eu te ligo depois ok? Te mais..._ E saiu, mais uma vez, apenas fechando a porta atrás de si, sem dizer nada, nenhum explicação.

Ainda olhava a porta fechada, e um grande ponto de interrogação devia estar sobrevoando minha cabeça naquele momento. Ou eu era muito lerdo, ou esses foram os cinco minutos mais estranhos que eu passei. Eu definitivamente não tinha conseguido acompanhar.

Eu teria ficado ali um pouco mais olhando a entrada, tentando encaixar as peças na minha cabeça pra que as coisas fizessem ao menos um pouco de sentido, mas fui interrompido por um barulho insuportável que eu conhecia bem, era o meu celular. Mas eu não fazia idéia de onde tinha deixado.

Segui o som em direção a sala, olhei algumas vezes em volta tentando descobrir exatamente de onde vinha, assim que me aproximei do sofá, percebi que o som vinha de lá, abaixei e vi ali, meu amado e tão importante celular abaixo do móvel, mas antes que pudesse atender, ele parou de tocar.

O numero da tela mostrava CheonDung, e logo em seguida me deparei com trinta e sete chamadas perdidas, todas daquele meu amigo, alguma coisa deve ter acontecido. Eu me apressei para poder discar o numero dele, mas o celular começou a chamar antes, era mais uma vez ele, atendi de prontidão

_alo?

_Mir que bom que finalmente atendeu você ta bem? Ta tudo bem?

_Eu to bem Hyung, aconteceu alguma coisa?

Houve uma pausa vindo do outro lado da linha

_Não é nada, eu só pensei que... Mir escuta se ágüem for ai na sua casa não...

Mas uma vez a campainha tocou _Hyung, só um momento _ falei correndo ate a porta. Provavelmente era o Joon, devia ter esquecido algo.

O celular estava abaixado, mas enquanto eu abria a porta era claramente ouvido o que o CheonDung falava no telefone “Não abra” era o que ele dizia, mas eu só percebi depois que a porta já estava aberta. Vi aquele rosto familiar, com um sorriso familiar. Desliguei o celular inconscientemente, enquanto observava aquela pessoa, e com aquela voz que eu conhecia bem, ouvi um.

_Oi, não vai me deixar entrar?

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Notas finais
então....???
espero q tenham gostado ^~^
essa semana vai ser bem agitadinha pra mim, então ñ sei quando terei tempo de postar, mas de qualquer forma, assim q arranjar um intervalo eu posto o prox (eu juro)
mereço review's ???
Bons ou ruins são bem vindos ^~^
então at++